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domingo, dezembro 13, 2015

Do sexo sem culpa

Estava numa conversa com amigos e falamos sobre relacionamentos, como é difícil as pessoas quererem se relacionar "pra valer" com alguém, quer dizer, como é difícil as pessoas entenderem que passamos da idade do "ela é pra casar não vou magoá-la" porque, realmente, já nos magoamos e aprendemos a lição (espero ter aprendido).

Quero dizer: podemos apenas ficar com alguém sem pensar em relacionamento a partir daí.
Mas parece que os homens não parecem perceber que nós, mulheres, mudamos, ou tentamos mudar. Não vou dizer que não me apaixonaria por alguém, me apaixonaria, mas teria que enfrentar isso, ser forte o suficiente para entender que se não quer mais do que um ficar, ou one night stand, o jeito é se conformar... e assumir que vai quebrar a cara, e muitas mulheres hoje assumem e eu pretendo assumir.

Nossa conversa chegou ao ponto de minha amiga perguntar a meu amigo:
- o que você prefere: ficar imaginando como seria ou trepar?
Ele:
- trepar, lógico!

Quer dizer, por que vamos começar a colocar "o carro na frente dos bois" como fizemos tantas vezes e ficar sem alguns momentos saudáveis de sexo?
Alguém ainda vai dizer: porque quero me casar e ter um relacionamento estável.
Ok, você quer, o outro não e aí? Vai fazer como muitas que ainda acreditam que engravidar segura homem? Vai dar o golpe da barriga? Vai ameaçar se matar?

Não estou dizendo que vamos fazer os gostos dos homens, não, estou falando de fazer os nossos gostos!
Assumir nossos desejos, não dá pra ficar com T e matar a vontade trancada no quarto sozinha todo o tempo. É preciso o gosto e o cheiro do outro, a carícia, o sorriso de satisfação, o compartilhamento do prazer. E muitas vezes para isso acontecer só abrindo mão de ser conservadora.

Em 2015 a maioria das mulheres já entendeu (eu espero) que não vai se livrar de se machucar se quiser uns bons momentos de sexo. A nós mulheres é praticamente inerente fantasiar que aquele é nosso príncipe  (anos e anos de princesas Disney nos influenciando...), mas não pensar que todos são canalhas (eles existem, mas são por eles existirem que aprendemos a superar nossos medos, acho), o melhor é pensar que somos humanos e falhamos.
Seria mais interessante conseguirmos ter um papo aberto com o outro e dizer: só quero sexo, não espere mais nada, mas os homens parecem ter medo de dizer isso, como disse, têm medo que ainda somos as mesmas meninas fantasiosas.
A menina fantasiosa sempre existirá na gente, mas existe a mulher que quer sentir prazer.
Precisamos conseguir separar a fantasiosa princesa da mulher independente, precisamos conseguir sorrir quando dermos tchau para aquele cara gostoso no final da transa e pensar que as coisas só passarão disso se os dois quiserem, sem pressões e sem choros, mimimis.

Sei que isso assusta também os homens, por eles terem medo de que nos apaixonemos por eles mesmo dizendo que vamos superar. Mas eu pretendo dizer que não me apaixonei a prender alguém que não quer ficar ao meu lado.
Como eu disse, temos que aprender a quebrar a cara e recolher os cacos sem culpar o outro e deixar claro para o outro que "se você só sente T, é sexo que teremos e não venha me cobrar depois onde e com quem sai na semana que vem". Porque os homens dizem uma coisa, querem essa coisa, mas sempre procuram também a mesma que a gente: segurança.

quinta-feira, maio 07, 2009

Todo mundo tem uma amiga Samantha Jones, ou que pensa ser Miss Jones...

Estava eu tranquila com meus afazeres quando sou chamada no msn para uma conversa com uma amiga de muitos anos. Muitos anos que nos conhecemos, mas que eu sinto que com o passar do tempo, fomos escolhendo caminhos diferentes...
Ela continua me achando uma das melhores amigas dela, quem lê esse blog há muito tempo sabe que um dos conselhos que ela me deu foi que eu engravidasse de um ex num momento de fraqueza dos dois... segundo ela, isso o seguraria...
Sim! E como!
Hoje eu estaria com um filho de quase dois anos que veria o pai muito esporadicamente e que mal lhe daria atenção e afeto. E eu me sentiria culpada por não poder dar uma vida melhor a esse rebento que não arrebentou! Graças!

Bem, voltando à conversa de ontem...
Ela começou a me dizer o quanto estava feliz com o caso novo, o anterior que ela fez de tudo para segurá-lo (principalmente na cama) ela diz ter enjoado e que esse novo era infinitamente melhor.
Começou contando de primeira que o cara era bem dotado, isso era ponto de honra pra ela. Dizer que o cara, como ela mesma se refere (eu não gosto deste tipo de termos, mas uma vez não vai doer, né?) como p@uzudo.
Ela fala sempre esse tipo de coisa de boca cheia (eu sei bem como ela diria se estivesse contando na minha frente).
O que mais sinto quando ela começa a dar detalhes do kamasutra é que é tudo auto-afirmação, um pouco de balela e, principalmente, querer causar, achar que eu ficarei morta de inveja.
Só que eu não sou assim... eu não consigo sentir inveja de alguém que transa por transar.
Alguém que vem me dizer "estou envelhecendo, vou fazer 33 anos! a vida é curta! tenho que aproveitar!!!" ou "deixa de ser boba, Carrie! transar é bom! faz bem pra pele etc! você tem que sair comigo! temos que marcar!!!! você tem que conhecer minha amiga de 18 anos..."
E aí vem a história da amiga de 18 anos que faz faculdade com ela...
Percebo que ela, Miss Jones, não quer ficar pra trás da amiga ninfeta e começou a imitá-la. A ninfeta, pelo que Jones me conta, sempre levou sexo como algo bem simples: tá afim? vai lá e pronto! quanto mais, melhor!
Acho isso porque conheço Samantha há 15 anos... ela também fazia o tipo muito próximo ao meu... só que sempre foi muito mais emocional que eu no quesito amor (tentou até o suicídio). Acho que com o passar do tempo e tendo uma colega de sala tão jovem, bonita e que - ao que ela diz - encanta aos homens fez com que ela, de alguma forma, quisesse competir com a menina.
Ela mesma disse ontem pra mim "ai, você não tem idéia do que apronta a ninfeta! não dá pra competir!"
E eu: "e competir por quê, Samantha? Vocês são pessoas diferentes com idéias diferentes sobre a vida..." ela concordou comigo, mas isso não quer dizer absolutamente nada... pode ter concordado só naquele momento pra não parecer "eu sou mais velha, mas estou me deixando influenciar por uma menininha fútil! agora eu quero ser fútil! é legal!"
Fiquei imaginando que como a garota conta a ela sobre suas peripécias e ela morre de inveja, achou que contando pra mim surtiria o mesmo efeito... só que comigo não é assim.
Eu tenho minha própria convicção sobre esse assunto: tenho que estar apaixonada, senão não rola. Preciso conhecer, ter estado com a pessoa, sentir carinho, afeto, amor, amizade, alegria de estar ali com aquela pessoa, preciso ter um VÍNCULO: amor, paixão.

Daí ela começou a me contar como conheceu esse cara novo (que outra coisa que ela deixa claro de cara é a idade do cara), mais novo que ela, no antigo e famigerado chat daquele site de três letrinhas... eu nem sabia que ainda existiam salas de bate papo! rs
Contou que isso pra ela é comum, que sai com esse, saiu com outros, que foi na virada cultural sem nenhum deles pra conhecer outros e se divertir e que sempre que conversa com os caras e troca fotos e telefones, assim que marcam pra se conhecerem pessoalmente, já marcam pra ir pro motel.
E que teve um que ela conheceu que ela adorou, ficou até apaixonadinha, mas que ele não queria nada sério e não conseguiu mais falar com este...
E eu: "mas você se apaixonou?"
Ela: "ah, é o contato, né? não tem como..."
E ai começa a falar dos dotes do cara na cama... ela adora contar... adora dizer coisas do tipo (resolvi abrir uma exceção neste post e falar o que ela me diz, já que comecei...): "ele m&ti@ muito gostoso!"

Bem, se não tem como transar sem se apaixonar, melhor se apaixonar antes (e ambos) e depois transar... ou não? ou eu sou caretíssima? Carrie, a careta!

Não consigo ver sexo como algo de momento, banal, acho que dessa forma que ela faz as coisas se tornam banais... ela mesma disse que com o anterior que estava ela enjoou (ou ele?) porque só fazia as vontades dele e nada de ele fazer as vontades dela... e que era só sexo, e isso cansa (!!?? não foi ela mesma que disse que era bom?).
Não vou contar aqui as vontades dele, como eu disse lá no comecinho ela fez todas para segurá-lo e no final ela emenda na conversa "uma hora eu encontro meu príncipe! chega a minha hora!" e o pior: disse ainda estar apaixonada por esse que ela enjoou (me explica isso, please! estar enjoada e apaixonada ao mesmo tempo...).

Vamos ver se entendi: transando sempre sem compromisso, uma hora pode ficar sério? Virar o seu maridinho querido? Pai dos seus filhinhos que você pretende fazer para segurá-lo?
Isso é bem moderno, não?
É um conceito totalmente novo pra mim...
Ou eu estou ficando caduca e conservadora?

domingo, julho 30, 2006

Eu continuo batendo na mesma tecla...

Por que cargas d'água as pessoas que você nem conhece direito, ao conversar com você e outras pessoas adora dizer:

"Ah, não gosto dele não, é feio que dói! Mas sabe usar o negocinho dele!!! é de ficar besta como estava perdendo tempo!!"


O que tenho com isso??? Ainda não entendi...

Se fosse minha xará rica, acharia algo para se comentar... quem sabe Carrie Rica diria que as pessoas precisam aparecer de qualquer forma, ou inventaria um conto sobre o assunto com Samantha contando isso... a diferença é que a Samantha é sua amiga e contaria mesmo... será que Samantha Jones é a personagem favorita de muitas mulheres que gostariam de fingir ser ela para todos que as encontram por aí?
Samantha é bem mais "na dela" rss