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sábado, junho 13, 2020

Sobre ontem, Dia dos Namorados

Se eu comemorasse o dia dos namorados seria o Valentine's Day, em 14 de fevereiro, porque era o dia de um santo que ajudou casais a ficarem juntos.
Hoje é um dia inventado pelo pai do Bolsodória... e o dia de amanhã seria muito mais propício por ser dia de Santo António, o casamenteiro.
Outra coisa, se eu entrasse em um app de relacionamento minha descrição seria: não torço para a seleção masculina brasileira de futebol desde que me entendo por gente sensata (1990), favor não insistir! Só aceito quem torça contra comigo até que o Brasil vire a Suiça, ou seja, até o final dos nossos dias rsrs
Se for esquerdomacho pode cair fora, meu querido, não estou aqui este tempo todo para falar de luta de classes e você me tratar como sua serviçal. Faça sua comida, lave a louça, passe sua roupa e, o mais importante: LAVE A SUA CUECA!! eu nem vou chegar perto!
Mais: (tô inspirada rs) se você não gosta de rock inglês, não gosta de Seinfeld, acha que Friends é o melhor seriado do mundo, não sabe o que é pegar trem da CPTM às 7 da manhã e às 6 da tarde e desmerecer: The Killers, Interpol, Snow Patrol, Blur, Oasis, Keane ou qualquer uma das minhas bandas fofurinhas nem precisa se dignar (isso tá certo? rs) a terminar de ler isso aqui!
E vai ter que ler muito pra poder conseguir ter uma conversa de gente comigo, viu?
Vai com Deus!
isso que é declaração de amor! (a mim!)

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Aquele momento que você diz: sou feliz por ser solteira!

Quando você vê outros casais e ao invés de achar que sobrou você pensa: "que bom que sou solteira, isso eu não aguentaria!".

Não tenho sentido esse sentimento de sobrou, mas quando você vê um casal super fofo, você não queria o mesmo? Pois é, mas muitas vezes você vê o contrário e além de pensar que bom que estou solteira você fica com dó ou de um ou do outro, ou do casal mesmo.

Já peguei conhecidas me dizendo que leram tal livro porque o namorado falou pra ler. Parece besteira, né? Mas tudo depende da entonação que a pessoa dá a isso, algo como "eu não curto, mas ele falou pra eu ler", ele mandou nas estrelinhas e ela leu para não contrariá-lo. Já ouvi isso e ainda a moça contar como foi chato ler o tal livro porque não tinha nada a ver com ela... e acabou casando com o cara que impôs muitas coisas que ela nem percebeu que impôs, ou percebeu, mas prefere não dizer isso: modo de agir e pensar, o que assistir... o que ler e assim vai...

Casar com um cara que impõe os gostos dele pra mim seria uma prisão, sim, estar presa e sufocada por coisas que não têm a ver comigo ou pouco tem a ver ou, pior: "o gosto dele é superior ao meu então é bom eu gostar disso, ele tem razão". Triste. 

Você deixa de existir, o seu eu não é seu eu, é o outro e isso também é uma forma de machismo mascarada, um machismo moderno que eu não gostaria de saber que ele ainda é muito presente, muito arraigado, mesmo que seja de outra forma, mas é um machismo.

Ou como uma Charlotte que conheço, anos de namoro, anos lendo o que ele dizia, e ainda o acha inteligente e tudo mais, a velha história do superior.
No namoro aquela alegria de festas e viagens até que casam e Charlotte engravida, tem filho e cuida como mãe zelosa e para proteger o filho do cansaço de uma festa do dia todo (e ela mais uma vez grávida e cansada) pede ao marido para ir embora por conta do bebê e recebe como resposta um "a gente não pode viver em função dele! vamos ficar!" e ao ouvir isso e ver Charlotte chorar escondido com o bebê no colo, dormindo, e o outro na barriga e pensa: que dó! ah, se fosse eu esse cara ia ver!
Mas não ia ver, acho que o namoro com um cara assim não duraria 2 dias rs

Depois, conversa com outros caras com o bebê: "não é o papai que cuida de tudo? que põe dinheiro em casa e trabalha pra trazer tutu?"
Como se Charlotte não trabalhasse, não fizesse nada da vida e tive 20 babás para um filho. Não, Charlotte também trabalha, também sai de casa pra garantir o tutu do final do mês, mas parece que é como se ela não trabalhasse e cuidasse do filho... que tudo está nas costas dele...
Ou outra frase simpática do marido ogro quando perguntam onde está ela e o bebê:
"Foi tirar bosta, quer ir lá também?" 

E pior!! Ainda tem pior, quando souberam que o próximo bebê será uma menina ele disse: "preciso arrumar um revólver". Porque não vai querer homens atrás da filha! Porque todo o amigo dele que tem uma filha ele dizia: "meu filho vai comer sua filha!" (sério!!) e agora o feitiço virou contra o feiticeiro... se você não achar isso machismo, não sei o que mais pode achar...

Quando seu marido faz coisas desse tipo não é hora de se separar é hora de pensar que se ele era mandão no namoro agora é bem pior e foi sua escolha. Escolheu alguém extremamente machista e que criará seus filhos com esse mesmo pensamento. Agora é com você tentar mudar as coisas antes que seja pior e criar um menino metido a comedor e uma menina traumatizada porque os homens fazem mal a ela e que todo homem não presta. 
Não é todo homem que não presta é todo machista que não presta.

quinta-feira, maio 01, 2014

Um texto, uma nova Carrie?

Esta semana li um texto que achei muito "pesado", ele exatamente falava de coisas que eu já tinha vivenciado e nem por isso concordei com elas... engraçado ter achado o texto tão pessimista e amargo, coisa que faço muito... mas que não quero pensar mais da mesma forma.

Então, vejamos, dêem uma lida aqui e comentarei...

O texto fala muito em se importar com o outro, que quem se importa é feito de bobo, ou seja, quem mostra não se importar é o mais forte da relação, que não liga, só manda mensagens, quando manda e tudo mais. Parece que o texto fala de um grande desapego ao outro e que o outro aceita tudo isso de boa vontade, por quê?
Por quê alguém aceita se submeter dessa forma a alguém?
Insegurança?
Medo de ficar sozinha/o?


Sempre me lembro de ter feito o máximo para que meus relacionamentos dessem certo, mas nunca imaginei que o outro não estava tão apegado, acho que quando estamos apaixonados não conseguimos ver essa relação de desapego ou ela só anda mais forte agora, que me aposentei rs
Porque nunca vi essa coisa do outro mostrar desapego, na verdade, eu sentia era que estavam apegados e isso me iludia, como um caso famoso que sofri por semanas sem saber do paradeiro da figura, achava ATÉ que a culpa era minha, mas só achava isso porque tudo parecia perfeito.

Uma coisa que se fala é que você espera uma vingancinha que não vem, sim, eu esperava para que a pessoa tivesse o tal "karma ruim" para que sofresse como eu sofri, mas quer saber?
Devem sofrer mais por se darem conta do que perderam... mas você só se dá conta disso quando sai da fossa e vai viver e vê, sabe por amigos, o quão bosta está a vida do outro depois que terminou com você, mas aí, isso já não te alegra, até fico com dó, porque cada um tem sua escolha.

E como diria o Chaves: a vingança nunca é plena, mata alma e envenena.
Enquanto se fica envenenado não se vive, a alma realmente morre, então, deixe que o outro viva a vida dele, ele sabe que fez merda, ninguém vai precisar dizer. Principalmente quando ele fizer comparações com entre você e a nova namorada (eu sei que saio ganhando).

Por mais que a postagem queira falar de como é difícil um relacionamento, ela não parece falar de um relacionamento, apenas de uma coisa passageira, que está fadada a não vingar. Pelo menos é como interpreto o que está ali escrito...
Se fala muito em marcar para sair, mostrar interesse, parece coisa ainda de começo de namoro, de quando está se tentando conhecer mais a pessoa...  não de uma relação já, vamos dizer, acertada entre ambas as partes... ou ambas as partes não sabem o que estão fazendo? Um acha que o outro está afim e vai levando isso ad infinitum?

A questão das mídias sociais ajudarem a trair, eu não acredito... fui traída e trocada por alguém que mal usava a rede social, que usava de outros meios muito mais envolventes para afirmar seu interesse e ajudar na traição.
Não adianta ficar na paranoia, o  texto é extremamente paranoico, parece que nunca nada vai dar certo que se está fadado a viver ou num mundo de mentiras ou não confiar em ninguém...

Acho que o texto é válido por um motivo: se perceber alguma das coisas do texto rolando em seu relacionamento: pare de se iludir. Abra o jogo e leve bem a sério os sinais que vê, não pense que são imaginação da sua cabeça, não são! São palpáveis! Não vale a pena sustentar isso. E se o outro disser que não é nada disso, fique de olho e espere um momento para pensar, de preferência dê um tempo para pensar melhor e verá se a pessoa te dará atenção ou não... se você optar por tentar mesmo sabendo que não estão dando atenção a você, pode estar fadada/o a ver uma mensagem de término de namoro, como eu, que recebi uma mensagem no meu MSN.

O texto é amargo, mas essas coisas realmente acontecem, não se deixe levar pela ilusão total e nem seja paranoico, tente o meio termo. Coisa que eu mesma nunca consegui, mas acredito que estou tentando aprender (eu quero muito!) e poder viver, quem sabe um dia, um relacionamento em que as coisas fluam bem, sem ansiedades, sem desconfianças, sem medo de ser feliz.

O que eu ainda tenho muuuuito: medo, mas como disse a um amigo: sei que tudo estava em mim, eu atraía esse tipo de pessoa e enquanto minha sintonia for com pessoas que não se importam, vou encontrar pessoas que não se importam, por isso, estou tentando aprender a lidar melhor comigo mesma, para depois poder lidar com os outros. Sem medo, sem cobranças e com a cabeça mais leve.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

No divã com Dr. House Martin

Semana passada fiquei muito irritada em uma consulta médica.
Sentindo uma dor frequente na cabeça, na parte de trás da cabeça, mas só quando eu lavo a cabeça ou ponho a mão exatamente neste lugar que eu sinto a tal dor, resolvi ir ao médico ver o que era...
Já pensava em tomografia ou coisas do tipo...

Depois de esperar duas horas para ser atendida, vendo que todos os pacientes demoravam no consultório, comecei a achar que se tratava de um médico bom, detalhista.
Sonho meu!
Ele ficava era batendo papo com os pacientes e nem se levantava para chamar os pacientes ou mesmo pra examiná-los. Não saiu da cadeira pra nada.

Quando entro no consultório começa a minha raiva: o médico me paquera!!!
Um senhor de mais de 50, com aliançona no dedo e perguntando coisas da minha vida... perplexa...
Claro, ele começou fingindo ser um bom médico: você já fez alguma cirurgia na cabeça, já sofreu algum acidente que tenha batido essa parte da cabeça? Você bebe? Fuma?
E eu sempre respondendo: não e aí... a pergunta:
Você tem namorado? Há quanto tempo está "sem nada"?
Como uma moça bonita como você está sozinho e sem nada? Você chama a atenção...
Minha resposta foi a timidez, me senti tão mal... o que tudo isso tem a ver com a dor na cabeça?? E a coceira nos pés que não param? Algum remédio?
E ele: então você é difícil ou chata. Ainda mais professora de português.
Porque, você sabe, homem é tudo safado, não importa se é timida, ele vai se encostando...

NOOOJOOO!!!

Meu, esse homem é Freud? E se fosse, não precisaria fazer um acompanhamento longo para saber do que está falando??? Acho que Freud também não seria tão indelicado e safado!!!!
Como um médico pode ser tão anti-ético? Como ele pode achar que minha dor é só um "ponto de dor" por conta dos remédios que tomo ou tensão? Tensão por falta de homem, era isso que ele queria dizer...
Como alguém pode falar assim sem ler um histórico do paciente ou sem nunca ter me consultado?
Que preconceito é esse? Que "oferecimento" é esse?
Bem, então é assim: qualquer dor que eu tiver agora não é nada, é falta de homem!
Sem mesmo saber quais são minhas escolhas e meus planos de vida... definitivamente, não era nem Freud nem House...

sexta-feira, setembro 25, 2009

Abomináveis Homens das Cavernas

Uma das coisas que considero mais deprimente, irritante e me tira do sério porque acho simplesmente grotesco e nojento é a famosa "mexida", aquele coisa de homem mexer com você na rua, dizer uns gracejos - até aí tudo bem, gracejo, elogios até valem -, mas o problema é que muitos são realmente uns homens das cavernas e falam palavrões e intimidam a mulher.
Estava saindo da estação de trem outro dia e um cara mexeu com a moça que estava na minha frente, ele praticamente a intimidou, ela ia passando e ele parado ia falando e acompanhando, a moça fingia que não ouvia e que não era com ela.
Me pareceu um cerco, algo como só faltava o cara pegar a clava e bater na cabeça da moça e levá-la arrastada pelos cabelos.
Nojento!
Repudio esse tipo de ação!

Fiquei pensando de onde será que veio essa história de que a mulher passa e você se sente no direito de dizer besteiras a ela (tem que ser uma besta mesmo pra fazer esse tipo de coisa) ou olhar a bunda da mulher depois que ela passa... pra que isso???
É digno de minha imensa vontade de vomitar num ridículo desses.
Parece algo como um ser (não vou dizer animal, animal é mais educado) mirando a presa para atacá-la ou atacá-la mesmo com palavras baixas.
Parece que os homens que fazem esse tipo de coisa nunca sairam da Pré-História e nem sabem ainda o que é uma roda ou nem conhecem ainda o fogo...
Além de extremamente vulgar, acho que o homem só se iguala mais ao ser muito primitivo que um dia foi (ou ainda é?).
Porque eu vejo essa intimidação como algo machista também: eu sou o todo-poderoso! posso falar o que quiser, você é mulher, está abaixo, tem que se submeter, tem que ouvir e ficar queita!

Coisa que várias vezes não fiz, cansei das vezes que xinguei o cara.
Uma vez o cara teve a pachorra de mexer comigo e eu do lado do meu irmão.
Meu irmão só o chamou de pessoa com o ânus muito grande rs
Já tive que disfarçar vezes em que estava do lado da minha mãe na rua, para a coisa não ficar tão vexatória para mim - veja, não respeitam nem se você está com um homem do lado ou uma senhora mais velha...

Lembro de quando eu deveria ter uns 13 anos e o cara chegou do meu lado na rua e me disse um palavrão, fiquei tão vermelha... eu era tão ingênua... sabia o que ele dizia com aquele palavrão e só fiquei traumatizada... eu era uma menina...
Tanto que muitas vezes, quando percebia que o cara tinha a intenção de mexer comigo eu passava longe, fugia mesmo... me sentia apavorada de ouvir aquelas coisas horríveis... como se eu fosse um objeto qualquer que ele pode dizer o que quer, fazer o que quer.
Acho que até por isso, hoje, não uso roupas curtas e decotadas, tenho receio de que venham mexer comigo... não suporto isso... não é elogio, é falta de respeito e colocar a mulher como um objeto sexual descartável.

Não dá pra chamar essas figuras de homem e sim de machos no cio e, por favor, passem longe porque eu não sou a cadelinha jogada na rua para satisfazer as vontades de caras escrotos.

domingo, fevereiro 26, 2006

Capítulo 17: Quando os Homens Conseguem se Superar em Escrotice...

Já havia ouvido algumas vezes, principalmente no ônibus que pegava pra facul, os caras comentarem sobre mulheres e das formas mais nojentas que poderia imaginar, coisas como "ah, fulana mora sozinha, (ela)é fácil!" e baboseira de um bando de moleques que estavam com os hormônios transbordando - além do machismo.

Só que ouvir isso sem ser uma rodinha de homens e você (mulher) ouvir apenas "sem querer" se torna ainda mais degradante (deveria ser pra ele).

Não sei porque um homem acha legal falar sobre seus relacionamentos anteriores com tanto desprezo - minha teoria é de que ele é quem está magoado e se faz de forte.
Mas ouvir coisas pelas quais ninguém tem interesse - ou não deveriam interessar a ninguém além dele - é desconfortável, pelo menos pra mim...

Um cara novo que veio trabalhar no mesmo lugar que eu, em 15 dias já se mostrou a que veio, numa conversa com outra mulher que trabalha por lá já disse que mora sozinho, mas sempre tem "uma doida" para morar com ele e fica lá falando "agora eu não quero mais, quero ficar sozinho, isso que é bom!" e diz que morou com várias, que tem dois filhos, até aí, normal se tivesse algum propósito ficar fazendo propaganda da sua própria vida...
Em outro dia, uma sobrinha de um casal que trabalha lá - e ela já trabalhou por lá também - começa a falar do chifre que levou do noivo (porque ela também resolveu contar de sua vida pessoal, eu não sei, peguei a conversa na metade).
Daí o nosso amigo resolve dar seus conselhos, de que homem não pensa com o coração como a mulher, pensa com a cabeça e a moça completa "com a debaixo, né?". Ele concorda e começa a discorrer que relacionamento é perda de tempo. Que ele estava louco para ficar com uma garota "gatinha, linda", mas estava namorando e depois terminou e aí? Poderia ter ficado com a outra também. Outro cara - comprometido - resolveu dar seu pitaco "mas tem tantas coisas que deixamos de fazer, não é só isso, não é só isso que vale". E o cara "mas a menina era gata de tudo! teria ficado com ela, agora não tenho nenhuma".
Até aí, parecem coisas bobas, mas o que eu achei mais chato foi isso quando falava que o homem pensa com a outra cabeça:
"ah, é só sexo, o momento, no outro dia você nem quer olhar para a fulana, tem ódio dela estar ali ainda, de não ter ido embora, não é remorso, é que era só na hora, depois, nada feito. Remorso é coisa de Igreja, que você coloca na cabeça, eu não...".
Ou: "conheci uma maluca aí na balada, convidei ela pra ir lá em casa, quando chegamos lá ela ficou se fazendo de difícil e eu disse 'você queria o quê?' depois ela acabou aceitando... hunf, não entendo essas doidas"...

Parece tudo super normal pra muita gente, mas eu só fico pensando numa coisa: eu e ninguém ali temos nada a ver com a vida dele, não tinha o mínimo interesse em saber de nada. Não achei que ele se mostrou o "macho man" com isso, para mim, só mostrou que é muito escroto e o bom é que é um escroto/tosco assumido.

Pelo menos eu já sei que devo atravessar a rua quando o encontrar no mesmo lado da calçada (uahahahahahha peguei pesado ahahhhaahha)

quinta-feira, agosto 25, 2005

Capítulo 9: Da Escrotice Masculina

Esse post tem um pouco a ver com o post abaixo, o capítulo 8.
Porque eu fiquei matutando sobre os caras que falei e me lembrei bem do que aconteceu:
- Um me deixou esperando duas horas para ir almoçar, quando chego no lugar combinado ele estava almoçando com seus amigos, fiquei revoltada com isso. Quando fui perguntar - num outro dia - porque não me esperou ele simplesmente me disse que eu deveria ter sentado com os amigos dele e que estava apressado pra uma aula e não poderia falar comigo. Ele me deu um senhor fora, assim, do nada, sem me explicar nada e sem se importar se eu havia ficado duas horas esperando ele - tínhamos combinado a hora e o lugar, não sou louca.
Tão escroto que nem fez o favor de me devolver um trabalho e uma apostila da facul que emprestei pra ele. Acho que só ficou me "cercando" por causa disso.

- Outro se fez de coitado, ficou comigo, chorando porque tinha terminado o namoro de 7 anos e estava deprimido. Dois meses levaram para ele me falar: "acabei meu namoro e não estou afim de me prender a nada agora" - vejam bem, terminou o namoro quando estava ficando comigo e não antes, como havia pregado... eu era a outra e não sabia.
Desse eu não deixei barato, virei pra ele e disse: "eu também não, ganhei uma bolsa pra Inglaterra e não quero prender ninguém por minha causa aqui" (uauahahahahahahhah grande mentira, mas o cara nem teve o que falar rss)

- Um que vi uma foto no álbum de outra pessoa: me paquerava sempre, mas nunca chegava em mim, eu decidi ir atrás. Aí me tratou com frieza e quando me encontrou no ônibus indo pra facul ficou paquerando outra menina na minha frente - ele estava em pé do meu lado no ônibus e batia um papo bem "paquera" com uma menina que estava em pé também (eu sentada comecei a conversar com a menina do meu lado que também o conhecia - e me conhecia - e ela pareceu também muito admirada quando o viu jogando charme pra terceira, ela parecia ter caido no conto dele também). Foi uma das situações mais deprimentes pela qual passei: um cara que fazia de tudo pra chamar minha atenção, na hora do "vamos ver" mal fala comigo, pede pra uma amiga dele me dizer que ele tem namorada (mentira) e quando me vê no bus faz essa palhaçada só pra me dizer: a fila é grande, pega sua senha e fica lá trás.
O pior é ele paquerar todas, acho isso escroto demais: paquerar todas e depois tirar no "2 ou 1".

Aí eu fiquei pensando nas esposas dos dois primeiros e imaginando... será que elas sabem o quando eles foram escrotos com outras? Será que todo homem faz escrotice até encontrar uma que resolva ter algo mais sério?
É tão hipócrita ver aquelas fotos de "casal feliz"...
Acho que eu não conseguiria conviver com alguém sabendo que ele sacaneou outras.
Por isso vou morrer solteira rsss

Ah, o terceiro, até onde sei, não casou até hoje. Vai ver a máscara dele caiu, ou ainda engana muitas... infelizmente.