Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 26, 2023

Perdi a esperança

 Depois de tanto tempo escrevendo sobre relacionamentos, idas e vindas, amor e desamor, infelicidade no amor. Tenho que admitir que eu sobrei.

Sim, eu sobrei.

Não encontrei ninguém nesses anos todos que esteja na mesma vibração que eu. Que queira realmente ter um relacionamento comigo, que queira compartilhar gostos, sentimentos, alegrias, tristezas e seguir em frente.

Não consegui até hoje ser feliz no amor e os anos passaram sem misericórdia.

Amei demais alguns e o que recebi de volta foi: você merece coisa melhor.

E... onde está esse coisa melhor que eu nunca achei? 

Ele morreu já?

Pulou essa encarnação - porque é uma coisa melhor - e só o encontrarei na próxima?

Qual o meu problema? Por que eu não posso viver um amor? Por que ninguém quer viver um amor comigo? Por que eu vou ter que continuar sempre sozinha? Sempre só?

Lembrei de uma vez, na festa de uma amiga em que ela e as outras amigas estavam todas acompanhadas. Claro que percebi, sempre percebo muito bem essas coisas. E aí uma dessas meninas vira pra mim e diz: todo mundo acompanhado e você sempre sozinha...

Sabe como isso me doeu?

Doeu porque parece que eu sou um ET, uma pessoa que não conhece que se relacionar, alguém que todo mundo quer distância, que parece ter uma doença contagiosa. 

Sabe aqueles filmes antigos da Bíblia que todo mundo foge dos leprosos? Pois é, eu sou a leprosa, mas nem os outros leprosos ficam do meu lado.

Então, cansei. Cheguei no meu limite.

Estou muito triste com isso, mas eu não sei o que errei, o que fiz de mal, o que fiz pra merecer sempre vista como "coitada, tá sozinha". E o pior é que SEMPRE estou sozinha.

Não é só o que os outros dizem, é o que eu sinto também. Por que eu não sou capaz de ter alguém ao meu lado para curtir a vida a dois? É proibido?

Eu já não sinto mais nada quando vou sozinha ao cinema, me acostumei, mas às vezes me sinto chateada de ver os casais vendo o filme e se divertindo com a companhia um do outro. 

Fico chateada de ver os casais andando de mãos dadas por aí.

Eu invejo todo mundo, mesmo que o relacionamento não seja as mil maravilhas pra eles. Porque pelo menos eles têm um relacionamento e eu NUNCA tenho nada, ou quase nada, umas migalhas de algo que não chega a ser namoro.

E depois de tudo isso, o que me resta? 

Não tenho satisfação em nenhuma parte da minha vida, não me restou nada. Só a tristeza, a solidão, e a completa falta de esperança.

Me entreguei à comida e engordei horrores, não tenho vontade de fazer nada pra mudar isso. Pra quê?

Pra ter boa saúde, alguém diria. E ter boa saúde pra quê se nada nessa vida vale a pena?

Desânimo, depressão, desilusão.

Cansei dos devaneios de algum dia vai dar certo, mesmo que seja por algum tempo (não precisa ser eterno), perdi as esperanças. Agora é só viver, sentar "num apartamento com a boca escancarada esperando a morte chegar...". E fim.

sexta-feira, julho 15, 2022

A senhora Robinson e o não graduado

Sabe quando você começa a pensar em coisas que aconteceram há muito tempo e se pega a detalhes que não faziam nenhuma diferença para você?

Pois é!

Comecei com uma teoria de que "participei" da 'primeira noite de um homem' sem saber.

Nos conhecíamos há algum tempo, tentamos namorar, mas não deu certo. Eu andava bem afim dele e eu achava que ele queria esperar um pouco para as coisas rolarem entre nós nessa tentativa de namoro, mas eu não me importava muito com isso.

Brigamos, ficamos separados. Até que um dia ele veio atrás de mim. Depois de desencontros, finalmente rolou.

Estava loucamente apaixonada e ele também. Só que nessa paixão toda eu nem me tocava de que havia um certo descompasso. Eu achava que estava muito nervosa porque o amava demais e não ia ficar com ele, como eu tanto sonhava (por outras questões da minha vida). Talvez ele tenha pensado o mesmo: não vamos ficar juntos, mas tem que ser ela (quem sabe?).

Ele deveria também estar nervoso, mas não queria mostrar isso. Queria se manter firme e até se fazer de entendedor de tudo. Só que hoje, relembrando, o entendimento dele era teórico porque ele falava sobre porcentagens e estatísticas (sim!) e quem é que vai falar se algo vai dar certo através de números? Acho que nem um matemático (não era o caso dele). 

Percebi uma certa falta de entrosamento dele, mas achava que era comigo dada a situação de não ficar com ele além daquele Carnaval. Só que algumas coisas não se encaixavam, algumas coisas não batiam. 

(não serei explícita, desculpem, se quiserem isso procurem outro blog)

Em certo momento ele ficou nervoso e eu tentava quebrar o gelo brincando e ele não gostou. Como se eu tivesse estragado tudo. 

Pode ser que eu tenha mesmo estragado porque eu não sabia da situação dele (se era esse mesmo o caso). Se soubesse, teria sido diferente. Claro que no começo ficaria meio assustada, mas depois ia dar o melhor de mim para fazê-lo bem feliz.

Se é que pensando ser nossa primeira e última vez eu conseguiria fazê-lo feliz, já que eu estava triste por dentro, sofrendo já por antecipação pela despedida.

Tudo que eu queria era ficar com ele e ele comigo, mas ele cedeu. Se ele não cedesse, eu teria cedido. 

Se estaríamos juntos até hoje? 

Não sei. 

Nunca se sabe, mas o medo dele é que ele estragasse meus sonhos e um dia eu o culpasse, quando meu sonho mesmo era ele e a decisão de desistir de um sonho "menor" seria única e exclusivamente minha.

Porque o amor é o maior dos sonhos de se realizar.

Outra teoria minha é de que ele queria me engravidar pra que eu ficasse, não que talvez fosse uma coisa consciente dele, mas pensei nisso também por algumas coisas que rolaram depois: numa conversa boba ele chegou a pensar que eu estava grávida. Como eu falei antes, também não me apeguei a esse detalhe, mas depois fiquei pensando se ele não queria muito isso para mudar as coisas. Se ele até torcesse por algo assim.

Não fui uma Mrs. Robinson: a mulher fatal, dissimulada para conseguir o que quer e ele não foi um Benjamin: displicente e bobo que não sabia o que era amor.

Éramos o contrário.


terça-feira, agosto 13, 2019

Amor - 2008 - "... in the end the love you take is equal to the love you make"

Achei esse texto num DVD que gravei várias coisas, não lembrava que tinha guardado este texto.
Encontrei agora e fiquei comovida, não me lembrava de toda essa intensidade do amor, faz tanto tempo que não sinto isso e bate uma tristeza por não ter dado certo...
Eu estava beeeem inspirada!
Abaixo:

"... in the end the love you take is equal to the love you make"



Às vezes as coisas acontecem assim, de repente... como um susto que você leva, acontece (REALMENTE) quando você não espera.

Num dia de janeiro estava eu reencontrando um grande amigo, uma pessoa que admiro há muito tempo e da qual essa admiração passou a ser algo maior, há muito tempo. Algo maior e mútuo, mas nem eu nem ele estávamos preparados para isso na época. Daí a forte amizade continuou, talvez menos próxima depois desse incidente de alguns anos atrás, mas o que um sentia pelo outro ficou guardado.
Num sábado finalmente nos vimos, olhos nos olhos novamente e assim que o vi de longe, senti algo muito bom, já estava ansiosa para revê-lo depois de mais de dois anos depois da última vez que estivemos lado a lado, face a face, sorrindo e conversando - tentando não pensar no que sentíamos de mais forte um pelo outro - não era possível pra nós, ainda.
Quando o vi, uma alegria tomou conta de mim, parecia que todos os meses que havia passado tão triste, não existiam mais. E o mais engraçado é que eu nem esperava revê-lo, mas quando marcamos de nos encontrar, apenas pra bater papo com outro amigo em comum, a ansiedade (do bem rs) foi tomando conta de mim, era uma saudade, uma vontade de vê-lo, de estar perto, que me deixava feliz, calma, tranquila. Ele estava tão lindo como sempre, com uma camiseta verde combinando com seus olhos da mesma cor. Com certeza um sorriso apareceu no meu rosto, um sorriso que eu não tinha há muito tempo.
Bater papo ali com ele e outro amigo, não me importava - na verdade, mal lembro de tudo que se falava: política? música? - o importante era estar ali ao lado dele, sentí-lo ali do meu lado.
Seus torpedos me deixavam um pouco apreensiva, me chamava de "querida", não vou mentir, fiquei com medo... eu tinha sofrido muito fazia pouco mais de um ano que vivia "traumatizada".
"Querida" poderia ser só um jeito carinhoso, mas me dava um frio na barriga... uma mistura de sentir um carinho pelo jeito como ele escrevia e também medo, medo de que aquilo fosse apenas uma palavrinha no meio de outras... - mesmo sabendo que ele sempre me quis bem e claro que eu poderia ser "querida" de alguma forma por ele -, mas quando se está na "fase gata escaldada", tudo é temeroso...
Conversamos no dia seguinte, ele chegou todo afobado, talvez medo de se atrasar, não sei... o calor também era escaldante.
Dessa vez tivemos uma conversa sozinhos, acho que foi a primeira vez que falei muito mais da minha vida, da minha família do que tinha feito em todos esses anos que nós nos conhecíamos... talvez eu já estivesse preparada para falar das coisas que eram pra mim "infaláveis", inconfessáveis... Também ele me contou muitas coisas da sua vida que eu sabia pouco, parece que foi um dia de abrir o coração, de apenas conversar sobre várias coisas boas e ruins que aconteceram. Ter um ao outro pra se apoiar e eu ainda me assustar por ouvir coisas tão lindas, que me deram medo de ouvir, mas são as coisas que a gente sempre quer ouvir de alguém especial e não acredita quando acontece.
A verdade é que quando ele falou essas coisas tão lindas eu realmente me apavorei, acho que ainda estava muito machucada do que me aconteceu anteriormente e que, claro, não poderia ter sido com ele.
Falei algumas besteiras, admito, era o medo, o pavor de ser de novo apenas palavras e meu lema naquele momento era "trust no one".
E se palavras passam, atitudes ficam e é nisso que eu passei a acreditar. E quando há a combinação palavras e atitudes, nooooooooo é bão dimais, sô!
Esse segundo dia foi só de desabafo, como se fosse um momento de realmente nos conhecermos - apesar dos anos - "é você mesmo? era quem eu estava esperando?"
Num outro dia nos encontramos, ele foi meu guia, me apresentou muita coisa que eu não conhecia, percebi claramente que ele estava nervoso (e lógico que eu também). Cada minuto só pensava em beijá-lo. Até que num momento de descanso, de muito andar, muito ver, finalmente nos encontramos. Um momento inesquecível, um momento que nos "desarmamos" e deixamos que o que sentíamos falasse...
Ainda foi um dia que estávamos muito nervosos de estar um com outro, mesmo depois do beijo. Era uma sensação muito viva, alegre. Passamos mais dias juntos, todos os dias seguintes de férias juntos e conhecendo melhor o outro. Sempre uma alegria percorrendo nossos sorrisos, um brilho nos olhos.
Sentir sua mão dada à minha é como me sentir tão segura, tão confiante, como se ali fosse o melhor lugar para ela estar: no entrosamento dos nossos dedos, apertando bem forte a sua mão. Como se eu pudesse enfrentar milhões de coisas, chegar em qualquer lugar de peito aberto para tudo, só de estar apertando sua mão.
Seu abraço é como um aconchego, é como encontrar o abrigo perfeito. Sinto-me como que se tivesse encontrado o meu porto seguro e nunca quero deixar dali... porque é bom demais! É se sentir tão tranquila, tão bem...
Seu beijo é doce, carinhoso, e uma sensação indescritível de amor que acontece quando nos beijamos.

Sei que passei dias muito insegura, até deprimida, medo de perder tudo isso? Ou medo de que fosse sonho?
Aos poucos isso foi passando, conversar com outras pessoas, ouvir outras opiniões de quem passou por coisa parecida ou mesmo eu parar e refletir, fizeram com que eu percebesse que estava errada, que estava entrando numa paranóia, talvez pudesse chamar assim, e finalmente acordar, não de um sonho, mas pra realidade. A realidade é boa, não tem porque eu ter medo, não tem porque eu remoer coisas que não existem, tudo está muito claro e o melhor é aproveitar. Ouvir a voz dele no telefone me faz tão feliz, ele me contar as novidades do dia de trabalho ou de outras coisas da vida e perceber que sou tão importante quando ele diz "nossa, eu queria te contar isso!" Fizeram com que meus medos se dissipassem, até lembrei daquele poema do Neruda:

"Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."

Sei hoje que sou muito feliz e tenho muita sorte, talvez ter levado sempre adiante como mantra a frase dos Beatles tenha me fortalecido: "... in the end the love you take is equal to the love you make"
Todo o carinho que ele me dá, todo o apoio que me empurra pra frente dizendo "isso! vai em frente! tenta mesmo! isso é ótimo!". E tudo mais que já disse e o que não disse aqui, vão ser sempre especiais, vão ser sempre momentos mágicos, profundos, queridos e bem guardados na minha memória.
Se compartilho hoje tudo isso aqui é porque eu já compartilhei tantas coisas tristes, tá na hora das coisas alegres também aparecerem aqui e dizer que as coisas boas acontecem. Só que não podemos ansiar por elas. Elas só acontecem quando têm que acontecer. Quando a gente menos espera...
Mas não é só por isso que escrevi tudo isso!!!
E sim porque esse homem tão especial faz aniversário hoje!! E acho que deu pra perceber que eu o amo muito, né? rss
Parabéns, !!!, meu amor! Seja sempre muito feliz!

E para fechar esse post, dedico esse poema do Vinicius, porque eu pensei muito na frase "que seja infinito enquanto dure". Porque todo amor deve ser visto assim: infinito e nunca esperar pelo eterno, o eterno a gente vai construindo e pode ser que ele chegue lá!

Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.




domingo, março 17, 2019

Da Vida sem emoção

Anos sozinha, anos com medo e tentando esquecer a vida romântica com outras questões, como a profissional (que está uma droga) ou qualquer outra coisa que me faça esquecer da vida real.

Ultimamente o que me alegra e faz esquecer a vida real são os ídolos, sim aqueles artistas que você ama, acha gato demais e nunca estarão na sua vida de verdade.

Porque é muito mais fácil se imaginar em outro lugar, num daydream, do que na sua vida. 
Isso é coisa de adolescente, admito, mas parece que nunca saí dessa fase.

Queria não estar agora olhando fotos do Instagram de famoso, acompanhando seus passos como stalker quase. Fico lendo sobre a vida dele e pensando o quanto  temos em comum, mas isso não adianta de nada, ficar me achando a certa pra ele... isso é fantasia e eu não saio da fantasia.

Queria ter uma vida de verdade. Eu não consigo dar um passo à frente.

Mas o tempo passa, nada acontece e fico triste quando penso na realidade (estou chorando aqui). Nenhum famoso vai responder à minha mensagem, nem curtir o que escrevi na postagem dele. E nenhum cara normal aparece na minha vida como um "wonderwall" que vai me salvar... 

Porque, eu sei, na verdade, ninguém pode me salvar além de mim mesma, mas como fazer isso acontecer? Eu não sei, não sei sair dos meus 16 anos e ficar esperando o príncipe que vai me salvar da torre com o dragão.

Tudo é muito triste por isso prefiro continuar "esquecendo" a minha vida e viver sem emoção, sem alegria real. Porque quando penso nos meus amigos, todos estão felizes e com alguém e parece que isso nunca acontece comigo. Parece sempre que estou numa estrada andando a pé não sei pra onde e todos passam em alta velocidade de carro por mim e eu fico pra trás...
É assim que me sinto, pra trás, deixada pra trás.

Quando isso vai ter fim? Não sei, talvez nunca... talvez eu seja como uma amiga se autointitulou: forever alone, hopeless. 
Me sinto muito sem esperança nesse momento.
E nem o sapo aparece...





*Ouvindo um dos meus queridinhos... falando que príncipes são pessoas normais no final...


quarta-feira, dezembro 20, 2017

Mr. Big - Uma nova recaída

E eis que eu não falo dele há anos por aqui, tinha ficado feliz de ter até esquecido o dia do aniversário dele, só lembrei meses depois e isso foi ótimo! Porque, afinal das contas, eu tinha esquecido que ele existia! Mas então ele ressurge...

Totalmente sem querer, diga-se de passagem, não esperava "revê-lo", entre aspas porque não o revi pra valer, só virtualmente.
Fui avisada por um amigo de uma situação chata que aconteceu a Big e não tive jeito de não falar com ele, mesmo que pela internet. A conversa não foi prolongada, não trocamos grandes palavras, mas minha carência (deve ser culpa dela) falou mais alto e eu fiquei com pensamentos românticos por Big. Não houve nenhuma demonstração da parte dele de que poderíamos reatar a amizade e isso virar algo mais, isso foi só na minha cabeça. 

Cabecinha sonhadora, que não sabe o que fazer a não ser sonhar, sonhar, sonhar... 
Cada sonho tão bonito, tão perfeito!
Uma tristeza porque, afinal de contas, ele tem a vida dele assim como eu tenho a minha, só que a dele deve ser muito mais resolvida do que a minha e talvez mais animada também.

Enquanto eu fico aqui com medo dos homens e não sigo em frente, prefiro recaídas com quem já conheço pois é muito mais confortável, talvez essa seja a questão.

Infelizmente não sei o que fazer além de sonhar e saber que não serei correspondida porque se fosse pra ser correspondida já teria sido ou pelo menos a conversa não teria um ponto final e sim, uma vírgula. 

Ou seja, não seria curta e grossa da parte dele, ele esticaria a conversa, daria uma nova chance a nós.

Daí resolvi escrever tudo isso aqui, acho que desabafar faz bem, espero, pelo menos desabafando eu fique melhor e saia deste estado de romântica sonhadora... que não ganha nada com isso, só acaba sofrendo vendo que os sonhos não se tornam realidade...

quinta-feira, janeiro 12, 2017

"Advice for the Young at Heart"

Duas adolescentes vieram me falar sobre os sentimentos que têm por dois garotos. Achei muito engraçado que tanto uma como a outra disse a mesma coisa para mim: sou muito nova para namorar, preciso estudar.

Já tive a idade delas e também já falei a mesma coisa e vendo pelo prisma de quem tem quase 30 anos a mais que elas, eu digo: estude, mas vá namorar! Se permita!

Eu falo por experiência, experiência de quem preferiu estudar e acabou estudando muito, sendo a melhor da sala, mas a que nunca tinha sido beijada. Não vale a pena perder a adolescência, uma fase que considero de se experimentar o mundo, só estudando. Sei que é importante estudar, mas tudo tem que ter equilíbrio. Eu não tive e isso hoje me faz falta.

Acredito que se tivesse me permitido mais na adolescência teria sofrido menos com os caras que conheci na fase adulta. Teria tirado eles de letra! Não tinha ficado traumatizada com uns e sonhando com outros. Teria dado um basta e seguido em frente!

Acho que a adolescência serve exatamente pra isso: pra começar a ficar esperta e não sofrer para sempre com o amor. Sei que é duro ficar apaixonada e ficamos cegas, mas isso não é só na adolescência, é em qualquer idade... 
Fortalecer-se na adolescência deve ser muito mais proveitoso do que chegar à fase adulta e estar totalmente sem experiência, sem manha, sem "descolamento".

Sofreremos por amor na fase adulta, sim, mas com o alicerce construído na fase adolescente, deve fazer um bem maior, o bem de ter experimentado sentimentos numa fase em que os hormônios é quem pensa e passar assim a desfrutar melhor da vida adulta. 
Pelo menos eu acho...

Falo como aquela que não experimentou o ficar adolescente (e foi na minha época que isso começou, o "ficar" ou pelo menos com esse nome, começou nos anos de 1990), mas só depois e ficava esperando uma ligação, não aprendi, por exemplo, que eu não deveria esperar com ansiedade, eu não vivi antes e não entendia por que não me retornavam... não entendia que era apenas ficar, que não era pra sempre e pra sempre, sempre acaba, não é mesmo?
E fico imaginando que se tivesse me jogado mais na vida adolescente, menos eu sofreria quando adulta...

A verdade é que fiquei quieta, não disse o que penso às duas meninas, porque sei que elas são de uma outra geração, muito mais desencanada que a minha e torço para que elas tenham uma vida em equilíbrio entre amor e estudo, amor e trabalho e assim por diante.

quinta-feira, maio 21, 2015

Do confiar


Ontem, no Facebook, vi e compartilhei a imagem abaixo, tinha conversado no mesmo dia, só que antes, com minha terapeuta sobre como pra mim é difícil me envolver com alguém por medo de ficar sozinha depois. É uma grande ironia, eu sei, mas é como me sinto: estou sozinha e estou triste, mas tenho medo de estar com alguém e esse alguém me deixar, não durar e ficar sozinha de novo... MAS EU ESTOU SOZINHA! 
Eu sei, é confuso, eu sou confusa, medrosa e por isso tenho blogs!

Então a terapeuta me disse: mas você tem que deixar fluir, não esperar que dure pra sempre, viva o quanto dure, ame enquanto dure "que seja eterno enquanto dure"!

E aparece a frase aí do lado... pareceu perfeito falar sobre porque, muitas vezes, pode durar e não ser recíproco, né? Quantos relacionamentos eu vejo dos outros e digo que não queria pra mim? E o que percebo é exatamente isso, a reciprocidade é uma coisa difícil de ver porque falta confiar, faltar se abrir plenamente com o outro, ou quase plenamente...

O que eu quero dizer é que reciprocidade é uma coisa complexa, já vivi relacionamentos em que eu não tinha ideia do que pensavam, queriam, sentiam... e isso é horrível! É horrível você se entregar a alguém, contar seus medos, confiar no outro e o outro nunca se abrir com você! Não que seja só uma questão de confiança, sei que às vezes o outro não consegue pôr pra fora o que gostaria... precisaria de terapia. Sim, precisaria! Porque é difícil lidar com alguém que parece de mal de você e você não sabe o porquê, você pergunta e (já recebi essa resposta) o cara diz: "coisa de homem..."!! Coisa de homem?? Vá para a pqp!
Você fica ali, esperando que falem com você, te diga: Carrie, não gostei quando você fez tal coisa ou Carrie, estou mal por problemas no trabalho/ família/ etc. E não que digam "é coisa de homem"!
Coisa de homem é o cara*** que ele tem no meio das pernas e não serve pra nada... (momento Carrie verde Hulk)

É revoltante você se entregar de corpo e alma e a outra pessoa não faz nenhum esforço pra estar ali ao seu lado, isso pra mim é recíproco: é você estar com o outro da mesma forma, compartilhar coisas, histórias e poder ter o amparo do outro, o ombro amigo do outro, ter confiança e segurança com quem está.

Quero algo recíproco, quero saber o que o outro sente e que diga na minha cara o que não gosta em mim, o que faço de errado, quando o magoou e quero ter a liberdade de dizer o mesmo.
Sei que não é tão simples, mas eu gostaria de encontrar alguém que tivesse confiança em mim também... cansei de gente que esconde coisas, sentimentos, medos, traumas etc.
Quero que mesmo que a pessoa não consiga dizer por ser difícil pra ela, ela me explique exatamente isso: Carrie, não vou conseguir te explicar isso, é difícil pra mim, mas um dia eu conseguirei...
Só não me deixe no vácuo, no limbo sem fim perdida em perguntas e respostas que só minha cabeça vai me dar e não é a verdade, porque eu poderei imaginar milhões de coisas, mas nunca terei a certeza do que aquilo que penso é verdade. Cansa ficar se enganando com respostas simples da minha cabeça.

Não quero impôr nada a ninguém, só quero sinceridade, confiança e afeto.
Porque quando sou sincera, confio no outro e dou meu afeto é de verdade, não é mentira, não é joguinho... Se tem uma coisa que nunca fiz e não sei fazer e nem quero fazer é jogo.
O amor pode ser um jogo pra muitos, mas não pra mim.

"Amor é ferida que dói e não se sente, é contentamento descontente"?

Não precisa ser tão dramático, pode ser mais simples e mais leve - eu acredito nisso, mas para que isso realmente aconteça e não seja soneto Camões o outro não precisa fingir para que eu confie nele, é só a sinceridade, mesmo que isso tenha a ver com traumas de infância, bullying de escola, ser mais complexado que George Costanza... até ser broxa! (podemos resolver isso juntos, eu acredito!) se eu gostar do cara pra valer, nada disso vai me importar. Porque quando eu amo, eu amo. Eu aceito, eu compreendo, eu apoio, eu compartilho, eu respeito, eu encorajo.

Se isso for demais, se for coisa de gente pegajosa, me desculpe, mas preciso de alguém que consiga ser assim para que seja eterno até o momento que não dê mais para a reciprocidade, que não dê mais para dar e receber amor e que finalmente deixe de ser recíproco e acabe, acabe de verdade e não que se mantenha por pena, dó ou por status ou qualquer outra coisa que mantém pessoas juntas sem o mínimo de respeito ou valor pelo outro.

Só quero confiança, que segure minha mão e saiba que tem alguém para contar sempre!

quinta-feira, agosto 28, 2014

Das recaídas por Mr. Big

Você tem recaídas por antigos amores?

Eu tenho muitas!

Talvez essa  tenha sido uma das recaídas mais fortes, mas sem ser, digamos, uma via de mão dupla, apenas eu (até onde sei) sinto vontade de voltar.

Sabe quando as lembranças estão muito fortes na sua cabeça? Quando você passa por lugares que têm uma história pra você, uma música ou alguém pergunta sobre aquela pessoa? E pior: tudo ao mesmo tempo!

Foi o que aconteceu comigo...
Não levo isso adiante porque eu não quero atrapalhar a vida dele, me parece bem do jeito que está - e longe - não quero que minha carência e egoísmo estraguem a vida de ninguém, nem a minha.

Sim, carência, porque eu não sei se é realmente amor... quando me recordo das coisas, acho que é.. e forte.
Porque eu lembro do primeiro beijo que demos, do carinho um com o outro, do quanto o meu nervosismo atrapalhou momentos lindos selados com "eu te amo" de ambas as partes. Nervosismo porque tudo parecia certo, menos nós dois juntos e isso me deixava infeliz de não poder viver mais esse amor e me angustiava...
Minha cabeça girava... estava ansiosa e o futuro atrapalhava o momento presente e agora o passado me assombra por não tê-lo vivido bem...

Queria voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas não sou Dr. Brown nem Martin McFly...

Se for AINDA pra ser será?

Não, acho que o tempo passou demais e eu parei na janela vendo ele passar.

E como eu disse: não quero ser egoísta, ele é do mundo como todos somos e espero que ele esteja muito feliz com a vida atual dele, sem mim, que talvez seja apenas uma lembrança boa, mas também trabalhosa... hoje penso bem mais no que ele pode ter sentido nesse "não poderemos viver esse amor" e que eu tenha sido egoísta de não perceber isso...

Agora percebo e espero não  ter causado mais males do que bens pra ele.
Que você seja sempre feliz, meu Mr. Big!
Porque você é grande, é uma pessoa grandiosa de um coração maravilhoso que sempre estará guardado na minha memória e no meu coração.

Perdoe-me as injustiças e as explosões.


E algo que não sei se ele lembraria, mas eu me lembro muito bem o porquê desta música, mas este vídeo e letra retratam tudo que sinto agora.


quinta-feira, maio 01, 2014

Um texto, uma nova Carrie?

Esta semana li um texto que achei muito "pesado", ele exatamente falava de coisas que eu já tinha vivenciado e nem por isso concordei com elas... engraçado ter achado o texto tão pessimista e amargo, coisa que faço muito... mas que não quero pensar mais da mesma forma.

Então, vejamos, dêem uma lida aqui e comentarei...

O texto fala muito em se importar com o outro, que quem se importa é feito de bobo, ou seja, quem mostra não se importar é o mais forte da relação, que não liga, só manda mensagens, quando manda e tudo mais. Parece que o texto fala de um grande desapego ao outro e que o outro aceita tudo isso de boa vontade, por quê?
Por quê alguém aceita se submeter dessa forma a alguém?
Insegurança?
Medo de ficar sozinha/o?


Sempre me lembro de ter feito o máximo para que meus relacionamentos dessem certo, mas nunca imaginei que o outro não estava tão apegado, acho que quando estamos apaixonados não conseguimos ver essa relação de desapego ou ela só anda mais forte agora, que me aposentei rs
Porque nunca vi essa coisa do outro mostrar desapego, na verdade, eu sentia era que estavam apegados e isso me iludia, como um caso famoso que sofri por semanas sem saber do paradeiro da figura, achava ATÉ que a culpa era minha, mas só achava isso porque tudo parecia perfeito.

Uma coisa que se fala é que você espera uma vingancinha que não vem, sim, eu esperava para que a pessoa tivesse o tal "karma ruim" para que sofresse como eu sofri, mas quer saber?
Devem sofrer mais por se darem conta do que perderam... mas você só se dá conta disso quando sai da fossa e vai viver e vê, sabe por amigos, o quão bosta está a vida do outro depois que terminou com você, mas aí, isso já não te alegra, até fico com dó, porque cada um tem sua escolha.

E como diria o Chaves: a vingança nunca é plena, mata alma e envenena.
Enquanto se fica envenenado não se vive, a alma realmente morre, então, deixe que o outro viva a vida dele, ele sabe que fez merda, ninguém vai precisar dizer. Principalmente quando ele fizer comparações com entre você e a nova namorada (eu sei que saio ganhando).

Por mais que a postagem queira falar de como é difícil um relacionamento, ela não parece falar de um relacionamento, apenas de uma coisa passageira, que está fadada a não vingar. Pelo menos é como interpreto o que está ali escrito...
Se fala muito em marcar para sair, mostrar interesse, parece coisa ainda de começo de namoro, de quando está se tentando conhecer mais a pessoa...  não de uma relação já, vamos dizer, acertada entre ambas as partes... ou ambas as partes não sabem o que estão fazendo? Um acha que o outro está afim e vai levando isso ad infinitum?

A questão das mídias sociais ajudarem a trair, eu não acredito... fui traída e trocada por alguém que mal usava a rede social, que usava de outros meios muito mais envolventes para afirmar seu interesse e ajudar na traição.
Não adianta ficar na paranoia, o  texto é extremamente paranoico, parece que nunca nada vai dar certo que se está fadado a viver ou num mundo de mentiras ou não confiar em ninguém...

Acho que o texto é válido por um motivo: se perceber alguma das coisas do texto rolando em seu relacionamento: pare de se iludir. Abra o jogo e leve bem a sério os sinais que vê, não pense que são imaginação da sua cabeça, não são! São palpáveis! Não vale a pena sustentar isso. E se o outro disser que não é nada disso, fique de olho e espere um momento para pensar, de preferência dê um tempo para pensar melhor e verá se a pessoa te dará atenção ou não... se você optar por tentar mesmo sabendo que não estão dando atenção a você, pode estar fadada/o a ver uma mensagem de término de namoro, como eu, que recebi uma mensagem no meu MSN.

O texto é amargo, mas essas coisas realmente acontecem, não se deixe levar pela ilusão total e nem seja paranoico, tente o meio termo. Coisa que eu mesma nunca consegui, mas acredito que estou tentando aprender (eu quero muito!) e poder viver, quem sabe um dia, um relacionamento em que as coisas fluam bem, sem ansiedades, sem desconfianças, sem medo de ser feliz.

O que eu ainda tenho muuuuito: medo, mas como disse a um amigo: sei que tudo estava em mim, eu atraía esse tipo de pessoa e enquanto minha sintonia for com pessoas que não se importam, vou encontrar pessoas que não se importam, por isso, estou tentando aprender a lidar melhor comigo mesma, para depois poder lidar com os outros. Sem medo, sem cobranças e com a cabeça mais leve.

sábado, setembro 17, 2011

Será que era melhor no tempo da Jane Austen?

Assisti hoje ao filme Jane Eyre, baseado no livro de Charlotte Bronte.
Fiquei muito emocionada pela história toda e chorei muito, sou boba assim mesmo.

O filme acabou me dando inspiração para vir aqui e escrever sobre um tema que está bastante tempo na minha cabeça. Sobre a duração do amor e implicações do por que os homens parecem fugir sempre de algo duradouro.

Eu sei, vai ter homem lendo essa postagem e falando: como assim fugimos do amor?

Bem, a experiência que tenho e que vejo o que acontece com amigas, na maioria dos casos, é essa, mas eu sei que existem alguns poucos homens românticos e que não é um rabo (de saia ou não) novo que faz mudar tudo.

Eu estou sempre pensando seriamente por que tantas mulheres lindas, simpáticas, educadas, fofas, inteligente, charmosas, bom papo, engraçadas estão sozinhas...
Sim, tenho várias amigas com todos esses quesitos e que mereceriam (assim como eu) alguém legal do lado, alguém para compartilhar o amor (se é que ele existe, já duvido).

Andei até comentando isso com a Sra Tuppence Beresford sobre parecer que há uma diferença de nível entre homens e mulheres e concordei com ela quando ela disse que "não estamos acima e nem eles abaixo, estamos do lado direito, esquerdo, sei lá, mas estamos em lugares, estágios diferentes".

Sim, a verdade é que parece que homens e mulheres não tem conseguido se entender nesse mundo moderno em que mulheres fazem tudo que homens fazem e que homens machistas, enrustidos ou não, ainda acham que ser livre pra fazer o que se quer é  não ser liberta, mas libertina...

Ainda existe algo de estranho e que deixou aí um vão entre nós (eles e nós, mulheres).
É estranho analisar casais, mas na maior parte das vezes você vê cara interessantes com meninas burras e/ou infantis, ou mulheres inteligentes e cabeça aberta com trogloditas...
E, tentando analisar muito esses casos (ah, gente, desculpa, mas tem horas que eu presto muuuito a atenção mesmo!) os caras parecem de saco cheio, mas é melhor ficar com alguém descartável do que alguém que vai durar (não entendo esse medo, juro! alguém me explica?) e mulheres pensam: olha amiga, tô com um imbecil, mas não estou sozinha!

Daí quando eu vejo um filme como Jane Eyre não sai da minha cabeça se realmente um dia as pessoas se amavam tanto assim, se faziam tudo para ficar com as outras, se nada abalava esse amor - ou abalava, mas tinha reviravolta...
Se as pessoas viam a pessoa amada como realmente o ser amado pelo qual se apaixonaram e queriam mesmo estar juntas, seja como fosse.

Porque o que mais eu vejo hoje são relacionamentos de enganação (pra mostrar pros outros que não se está sozinho). E a primeira dificuldade é motivo para terminar com tudo.
Com toda a tecnologia e modernidade que temos, qualquer bobeira, pode ser motivo para o final do relacionamento (bem, mas se já era de fachada...)
E no tempo de uma Jane Austen mocinhas sonhadoras e esperançosas viam seu amor voltar para seus braços, depois até de guerras...

Mas viam mesmo? Ou será que sempre fomos enganadas a pensar que isso existe?
Será que passamos nossa existência procurando alguém que valha a pena e essa pessoa realmente não existe?
Que no momento crucial ele/a irá sumir? (sim, porque mulheres também fazem isso)
Naquele momento de maior precisão você vê que não conta com ninguém?
Igual aquele meu post inspirado em Lost: Live Together Die Alone?

Voltando ao começo... ainda não entendo se é todo um problema sociológico, psicológico ou histórico esses lugares diferentes em que estamos e que é tão difícil homens nos entenderem e nós a entendê-los...
O que me parece é que há coisas mais importantes que amor envolvidas num relaciomento...

Acabo achando que amor não existe... só no tempo das escritoras victorianas...
E se exitiu no tempo delas, hoje está em extinção.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Dating School

Hoje saiu essa matéria no Jornal do Metrô daqui, leia o link e perceba que realmente, a minha impressão dos ingleses não é errada, tanto que agora existe até escola pra aprender a flertar, paquerar...


Dating School

Percebam que as dicas que são dadas já são usadas por qualquer menino do jardim da infância no Brasil rs

quinta-feira, julho 14, 2011

O difícil mundo do relacionamento com ingleses e entre ingleses

Chega uma hora que você pensa se muitas coisas realmente valem à pena.

Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...

Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...

Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...

Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!

Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.

Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...

Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...

Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...

Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.

E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...

Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.

Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...

Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs

Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.

Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...

Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.

E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?

sexta-feira, abril 23, 2010

Capítulo 39: Amor e/ou Sexo

Você sabe separar essas coisas?
Você consegue transar sem amar?
Você consegue amar sem transar?

A última é a mais simples, amor platônico é o que mais temos... mas será que ele só se "consome" assim? Será que é primordial esse encontro dos corpos no amor?
Ou antes: sexo é primordial?

E o mais importante: você consegue desvincular uma coisa da outra?
Se você disse sim a essa última pergunta: Parabéns!!!
Mas... assim... você não se apega nem um tantinho à pessoa? Não tem vontade de ficar mais um pouco com ela, não sonha com "algo mais"? Se desapega mesmo? Facinho?
Poxa! Parabéns, de novo! Você é um/a bravo/a...

Talvez, pelo menos é o que dizem, isso é mais fácil para os homens e a maior parte dos que leem esse texto devem ter dito sim... Se essa teoria for verdadeira...

Só que eu queria saber como é estar com alguém só por sexo...
É fácil não falar sempre com essa pessoa, é fácil não esperar nem uma ligaçãozinha, um sms ou qualquer coisa? É fácil não sonhar em querer mais e sempre essa pessoa?
Mas querer e sonhar com um tom mais romântico mesmo...?

Pra mim é uma relação extremamente de "apego". Não desvinculo uma coisa da outra e talvez por isso, muitas vezes, sofra tanto. Por menos que eu goste, eu acabo me iludindo, sou uma iludida convicta e inveterada, uma iludida e inveterada no amor...

Fico pensando se não há uma diferença muito grande em "fazer amor" e "transar", fico pensando que fazer amor é melhor, é mais sublime e, claro, dói mais quando não se pode ficar com a pessoa... mas não consigo me desapegar, então, pra mim, sempre será amor.

Não é o que o outro pode pensar e nisso, em andei comparando, sim! Eu comparei, tentei medir o que um que não me amava fez com o que me amava e a diferença foi gritante.
Não que um é melhor de cama que outro, não é isso, é diferente!
Os sentimentos envolvidos são diferentes, mesmo que eu esteja apaixonada em ambos os casos, mas com a pessoa vai acontecer diferente, vai encarar diferente.
Sem amor você tenta ser o bom, mostrar seu potencial, coloca-se uma máscara, o do bom amante, o próprio Dom Juan.

Com amor é uma questão de aprendizado, de se descobrir o outro e com o outro... não há máscaras, há entrosamento aos poucos, se escancarar e mostrar que quer, de alguma forma, aprender.

Aprender a amar ainda mais o outro, fazer feliz, ser feliz. Não só ali, naquele momento, mas devagar e sempre. Olhar nos olhos do outro e se reconhecer e se hipnotizar...

quarta-feira, março 10, 2010

Felizes para Sempre?

Tenho pensado muito nesta questão do amor, sempre penso muito nele, mas na questão do "felizes para sempre", isso realmente existe?

Há coisa de quase dois meses, faleceu uma tia da minha mãe, uma senhora de mais de 80 anos. Um docinho de pessoa, muito fofa!
O marido dela é vivo e também é uma pessoa adorável que estava totalmente inconformado no velório e enterro...
Depois de mais de 60 anos de casados deve ser muito duro perder a companheira de uma vida toda, pois passaram mais tempos juntos do que solteiros... assim como meu avós que chegaram aos 51 anos de casados e me lembro também da tristeza que abalou meu avô.

Lembro do meu avô falando o quanto minha avó era linda quando jovem, o quanto a amava e a admirava por tudo que passaram juntos com 8 filhos - 1 falecido com dois meses na véspera de Natal - trabalhando na roça de cana no interior de São Paulo.

Vendo casos assim fico sempre pensando se isso existe mesmo... se o amor pode mesmo durar e ultrapassar anos e até a morte. Se existe tanto amor assim...
Acredito que exista vendo a dor desses senhorinhos tão fofos e que, com certeza, não foram homens tão modernos com suas esposas, mas que as amaram do jeito que sabiam e do jeito que a época obrigava a ser.
Espero um dia ter essa mesma sorte (talvez eu já tenha, mas não é para esse momento).
Espero um dia cantar When I'm sixty-four com este pessoa... daqui há quase 29 anos... e outros 29 se puder...

Às vezes penso que esses casamentos só deram tão certo porque a época exigia que dessem certo, acho que as pessoas tinham uma dose maior de paciência com o outro (principalmente as mulheres e aceitavam até como sina, com resignação) e até compreensão... quem sabe?
Acredito que às duras penas serviam pra enxergar melhor a pessoa que você tinha ao lado e a vida ensinava às pessoas a serem mais obstinadas (ou conformadas?) em que desse certo.
Se fosse só ser conformada ou ver como sina a relação esses homens não sentiriam essa dor tão forte, não lembrariam de suas esposas com tanto amor nos olhos embargados de lágrimas e o coração tão triste.
Duas cenas também se repetiram com esses senhores: os dois me mostraram a foto do dia do casamento deles com uma alegria juvenil, como se estivessem me mostrando a coisa mais importante da vida deles, o tesouro que ganharam e com eles contruíram um vida. Talvez dura, difícil, cheia de necessidades, mas com amor genuíno e verdadeiro, simples e feliz à sua moda.
Não vou esquecer esses porta-retratos que eles levavam junto ao coração para me mostrar a grande alegria que viveram.