Mostrar mensagens com a etiqueta carência afetiva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta carência afetiva. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, junho 07, 2022

Solidão, stalker e depressão

Ando bem deprimida e eu sei qual foi o "gatilho" da vez...
A solidão te faz pensar em como teria sido SE... e daí eu fui ali nas redes sociais xeretar a vida dos outros. Mais precisamente de caras por quem me interessei.

Conselho: NUNCA façam isso. 

Fui lá e vi a vida deles com esposa e filhos e isso me deixou muito mal, porque passamos a vida toda sendo "programadas" para exatamente isso: ser esposa e ter filhos e quando vi aquelas fotos felizes (ou não, só na rede social) me deprimi de vez.
Aquela cara de mãe provedora, de uma das esposas, com os filhos e o marido em primeiro plano e ela, em segundo plano, mas de rosto altivo, como se dissesse: "é tudo meu" me matou por dentro e eu fui me diminuindo...

Por mais que pensasse: não ia dar certo com eles, porque: 

O 1o.: você era apaixonada e ele só se fazia de amiguinho porque era conveniente e sabia que você estava interessada nele, senão nunca teria feito ciúmes para você, mas não largaria a namorada;

O 2o.: teve duas filhas pra aprender a não tratar mal as mulheres como fez com você e com as outras que ele magoou enquanto se achava o rei das mulheres;

O 3o.: parecia afim de você, mas só tinha um interesse: sexo, mas você se lembra bem de como ele babava pela outra menina com quem ele teve 2 filhos e depois a largou pra continuar numa vida de solteiro livre e desimpedido;

O 4o.: ficou com você sem que você soubesse que ele namorava uma menina há uns 6 anos, pelo menos, ele disse que tinha terminado para você ficar com ele...

Nenhum deles valia a pena, nenhum deles deu valor a você, então, se as esposas se sentem tão poderosas, é porque algo elas aceitaram, algo elas tiveram que engolir. 
O orgulho delas pode não ser real, pode ter sido construído aceitando traições e mentiras, pode ser que não, pode ser que nada disso tenha acontecido, que com elas, eles as trataram como deveriam, mas será que elas sabem de tudo isso sobre eles? As filhas deles vão saber?

As redes sociais fazem esse péssimo papel de todos terem famílias felizes e você que não tem e não terá se sentir mal. 
Como se  sentir bem? Não sei.

domingo, março 17, 2019

Da Vida sem emoção

Anos sozinha, anos com medo e tentando esquecer a vida romântica com outras questões, como a profissional (que está uma droga) ou qualquer outra coisa que me faça esquecer da vida real.

Ultimamente o que me alegra e faz esquecer a vida real são os ídolos, sim aqueles artistas que você ama, acha gato demais e nunca estarão na sua vida de verdade.

Porque é muito mais fácil se imaginar em outro lugar, num daydream, do que na sua vida. 
Isso é coisa de adolescente, admito, mas parece que nunca saí dessa fase.

Queria não estar agora olhando fotos do Instagram de famoso, acompanhando seus passos como stalker quase. Fico lendo sobre a vida dele e pensando o quanto  temos em comum, mas isso não adianta de nada, ficar me achando a certa pra ele... isso é fantasia e eu não saio da fantasia.

Queria ter uma vida de verdade. Eu não consigo dar um passo à frente.

Mas o tempo passa, nada acontece e fico triste quando penso na realidade (estou chorando aqui). Nenhum famoso vai responder à minha mensagem, nem curtir o que escrevi na postagem dele. E nenhum cara normal aparece na minha vida como um "wonderwall" que vai me salvar... 

Porque, eu sei, na verdade, ninguém pode me salvar além de mim mesma, mas como fazer isso acontecer? Eu não sei, não sei sair dos meus 16 anos e ficar esperando o príncipe que vai me salvar da torre com o dragão.

Tudo é muito triste por isso prefiro continuar "esquecendo" a minha vida e viver sem emoção, sem alegria real. Porque quando penso nos meus amigos, todos estão felizes e com alguém e parece que isso nunca acontece comigo. Parece sempre que estou numa estrada andando a pé não sei pra onde e todos passam em alta velocidade de carro por mim e eu fico pra trás...
É assim que me sinto, pra trás, deixada pra trás.

Quando isso vai ter fim? Não sei, talvez nunca... talvez eu seja como uma amiga se autointitulou: forever alone, hopeless. 
Me sinto muito sem esperança nesse momento.
E nem o sapo aparece...





*Ouvindo um dos meus queridinhos... falando que príncipes são pessoas normais no final...


quarta-feira, março 15, 2017

à beira do precipício chamado 30 anos

Já vivia essa fase e sei perfeitamente como é estar à beira dos 30 anos.
Espero que nem todas as mulheres nessa beirada sintam a mesma coisa que eu e algumas mulheres que conheci sentiram: o medo de ficar sozinha porque se chegou ou se está chegando aos 30.

É uma fase dura para muitas mulheres, principalmente se está sozinha. Ao invés de refletirmos o que fizemos de legal até aí, pensamos o contrário, pensamos no que não fizemos: não casamos, não temos filhos. Parece se tornar necessário nessa idade pensar exatamente isso, pensar que se está perdendo tempo, quando na verdade não é perda de tempo se você aproveitou bem até aí e pretende aproveitar mais ainda! Mas vejo a maioria das mulheres se desesperarem, pensarem que não tem volta, que é agora ou nunca e acabam se interessando pelo primeiro cara que aparecer pensando ser o príncipe perfeito e fazer planos sozinha, ilusões que não vão se concretizar porque o cara, simplesmente, não tem problema se está com 30 ou 40, a vida pra ele sempre está a favor. 

Infelizmente, para os homens qualquer idade é idade, em nossa sociedade machista o homem sempre tem a vez pra tudo, sempre é a vez dele, nunca ele perde a vez e assim por diante. E até aquele cara que você vê que não serve pra nada tem vez, mas você, linda e maravilhosa está só... já senti isso, já pensei: até aquele cara está com alguém e eu não??!! 


Um exemplo que estou vendo acontecer ao meu lado. A garota está com 29, o namorado com mais de 35 não trabalha a mais de 2 anos. Vive às custas do pai que o trata como o bebezão querido. O cara só se mexe para ir aos jogos do time de futebol pelo qual ele é fanático. Ela trabalha, acorda cedo, pega metrô lotado pra ir e pra voltar, faz inglês à noite, já fez faculdade e espera incansavelmente pelo dia que o namorado vá se mexer, vá trabalhar. 
Ele fez um curso técnico, não deu certo na área e não quer saber de qualquer outra coisa, só queria naquela área e acabou. Vive de brisa, o pai aceita e ela, pela "idade chegando" também não faz nada. Melhor um traste na mão do que estar voando sozinha por aí. É a mentalidade de muitas garotas ainda, infelizmente, a de que sozinha não pode ficar. Imagina, dar o fora num preguiçoso doente por futebol! Imagina o que as amigas vão pensar! Imagina como não vão falar que ela não vai conseguir mais ninguém porque está chegando nos 30! Imagina!

É melhor continuar assim e mostrar pra todo mundo que tenho um homem ao meu lado (mesmo que seja um preguiçoso) do que terminar e ir curtir minha vida.

Ela comprou um terreno com ele numa cidade ao redor de Sampa, dinheiro do pai dele e do suor dela. Fico só imaginando o casamento como será depois que o pai dele morrer: ela sustentando casa e filhos e ele vendo programa que fale de futebol na hora do almoço.

Passei por essa fase e sei que não vale à pena se agarrar a alguém que não está na mesma sintonia de vida que a sua, não adianta querer porque querer que dê certo e não fique sozinha, não adianta fingir que está tudo bem para os outros se até sua mãe fala que o cara não quer nada com nada.  Simplesmente não adianta forçar porque se chegou aos 30. 
Viva sua vida intensamente e esqueça a idade, se o cara certo aparecer e você tiver 50, lembre-se que viveu os 50 anos mais legais de sua vida! E não seja preconceituosa e pense: com 50 estou acaba, porque não estará, se quiser não estar acabada, senão, com 30 estará acabada e com 50 morta.

É fácil falar?
Super fácil! 
Mas estou solteira aos quase 42, sinto falta de ter alguém pra valer? Sinto, mas não vou mais fazer a mesma sandice de praticamente pedir para que o cara fique comigo porque estou com 33, foi um dos anos mais infelizes da minha vida, amorosamente falando.
Pense que é só um número e se você quer engravidar e pensa que depois não dá mais, se acalme, você só terá da vida o que for melhor pra você, desde que tenha calma e muita confiança e respeito em si mesma!

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Aquele momento que você diz: sou feliz por ser solteira!

Quando você vê outros casais e ao invés de achar que sobrou você pensa: "que bom que sou solteira, isso eu não aguentaria!".

Não tenho sentido esse sentimento de sobrou, mas quando você vê um casal super fofo, você não queria o mesmo? Pois é, mas muitas vezes você vê o contrário e além de pensar que bom que estou solteira você fica com dó ou de um ou do outro, ou do casal mesmo.

Já peguei conhecidas me dizendo que leram tal livro porque o namorado falou pra ler. Parece besteira, né? Mas tudo depende da entonação que a pessoa dá a isso, algo como "eu não curto, mas ele falou pra eu ler", ele mandou nas estrelinhas e ela leu para não contrariá-lo. Já ouvi isso e ainda a moça contar como foi chato ler o tal livro porque não tinha nada a ver com ela... e acabou casando com o cara que impôs muitas coisas que ela nem percebeu que impôs, ou percebeu, mas prefere não dizer isso: modo de agir e pensar, o que assistir... o que ler e assim vai...

Casar com um cara que impõe os gostos dele pra mim seria uma prisão, sim, estar presa e sufocada por coisas que não têm a ver comigo ou pouco tem a ver ou, pior: "o gosto dele é superior ao meu então é bom eu gostar disso, ele tem razão". Triste. 

Você deixa de existir, o seu eu não é seu eu, é o outro e isso também é uma forma de machismo mascarada, um machismo moderno que eu não gostaria de saber que ele ainda é muito presente, muito arraigado, mesmo que seja de outra forma, mas é um machismo.

Ou como uma Charlotte que conheço, anos de namoro, anos lendo o que ele dizia, e ainda o acha inteligente e tudo mais, a velha história do superior.
No namoro aquela alegria de festas e viagens até que casam e Charlotte engravida, tem filho e cuida como mãe zelosa e para proteger o filho do cansaço de uma festa do dia todo (e ela mais uma vez grávida e cansada) pede ao marido para ir embora por conta do bebê e recebe como resposta um "a gente não pode viver em função dele! vamos ficar!" e ao ouvir isso e ver Charlotte chorar escondido com o bebê no colo, dormindo, e o outro na barriga e pensa: que dó! ah, se fosse eu esse cara ia ver!
Mas não ia ver, acho que o namoro com um cara assim não duraria 2 dias rs

Depois, conversa com outros caras com o bebê: "não é o papai que cuida de tudo? que põe dinheiro em casa e trabalha pra trazer tutu?"
Como se Charlotte não trabalhasse, não fizesse nada da vida e tive 20 babás para um filho. Não, Charlotte também trabalha, também sai de casa pra garantir o tutu do final do mês, mas parece que é como se ela não trabalhasse e cuidasse do filho... que tudo está nas costas dele...
Ou outra frase simpática do marido ogro quando perguntam onde está ela e o bebê:
"Foi tirar bosta, quer ir lá também?" 

E pior!! Ainda tem pior, quando souberam que o próximo bebê será uma menina ele disse: "preciso arrumar um revólver". Porque não vai querer homens atrás da filha! Porque todo o amigo dele que tem uma filha ele dizia: "meu filho vai comer sua filha!" (sério!!) e agora o feitiço virou contra o feiticeiro... se você não achar isso machismo, não sei o que mais pode achar...

Quando seu marido faz coisas desse tipo não é hora de se separar é hora de pensar que se ele era mandão no namoro agora é bem pior e foi sua escolha. Escolheu alguém extremamente machista e que criará seus filhos com esse mesmo pensamento. Agora é com você tentar mudar as coisas antes que seja pior e criar um menino metido a comedor e uma menina traumatizada porque os homens fazem mal a ela e que todo homem não presta. 
Não é todo homem que não presta é todo machista que não presta.

domingo, dezembro 13, 2015

Do sexo sem culpa

Estava numa conversa com amigos e falamos sobre relacionamentos, como é difícil as pessoas quererem se relacionar "pra valer" com alguém, quer dizer, como é difícil as pessoas entenderem que passamos da idade do "ela é pra casar não vou magoá-la" porque, realmente, já nos magoamos e aprendemos a lição (espero ter aprendido).

Quero dizer: podemos apenas ficar com alguém sem pensar em relacionamento a partir daí.
Mas parece que os homens não parecem perceber que nós, mulheres, mudamos, ou tentamos mudar. Não vou dizer que não me apaixonaria por alguém, me apaixonaria, mas teria que enfrentar isso, ser forte o suficiente para entender que se não quer mais do que um ficar, ou one night stand, o jeito é se conformar... e assumir que vai quebrar a cara, e muitas mulheres hoje assumem e eu pretendo assumir.

Nossa conversa chegou ao ponto de minha amiga perguntar a meu amigo:
- o que você prefere: ficar imaginando como seria ou trepar?
Ele:
- trepar, lógico!

Quer dizer, por que vamos começar a colocar "o carro na frente dos bois" como fizemos tantas vezes e ficar sem alguns momentos saudáveis de sexo?
Alguém ainda vai dizer: porque quero me casar e ter um relacionamento estável.
Ok, você quer, o outro não e aí? Vai fazer como muitas que ainda acreditam que engravidar segura homem? Vai dar o golpe da barriga? Vai ameaçar se matar?

Não estou dizendo que vamos fazer os gostos dos homens, não, estou falando de fazer os nossos gostos!
Assumir nossos desejos, não dá pra ficar com T e matar a vontade trancada no quarto sozinha todo o tempo. É preciso o gosto e o cheiro do outro, a carícia, o sorriso de satisfação, o compartilhamento do prazer. E muitas vezes para isso acontecer só abrindo mão de ser conservadora.

Em 2015 a maioria das mulheres já entendeu (eu espero) que não vai se livrar de se machucar se quiser uns bons momentos de sexo. A nós mulheres é praticamente inerente fantasiar que aquele é nosso príncipe  (anos e anos de princesas Disney nos influenciando...), mas não pensar que todos são canalhas (eles existem, mas são por eles existirem que aprendemos a superar nossos medos, acho), o melhor é pensar que somos humanos e falhamos.
Seria mais interessante conseguirmos ter um papo aberto com o outro e dizer: só quero sexo, não espere mais nada, mas os homens parecem ter medo de dizer isso, como disse, têm medo que ainda somos as mesmas meninas fantasiosas.
A menina fantasiosa sempre existirá na gente, mas existe a mulher que quer sentir prazer.
Precisamos conseguir separar a fantasiosa princesa da mulher independente, precisamos conseguir sorrir quando dermos tchau para aquele cara gostoso no final da transa e pensar que as coisas só passarão disso se os dois quiserem, sem pressões e sem choros, mimimis.

Sei que isso assusta também os homens, por eles terem medo de que nos apaixonemos por eles mesmo dizendo que vamos superar. Mas eu pretendo dizer que não me apaixonei a prender alguém que não quer ficar ao meu lado.
Como eu disse, temos que aprender a quebrar a cara e recolher os cacos sem culpar o outro e deixar claro para o outro que "se você só sente T, é sexo que teremos e não venha me cobrar depois onde e com quem sai na semana que vem". Porque os homens dizem uma coisa, querem essa coisa, mas sempre procuram também a mesma que a gente: segurança.

quinta-feira, março 07, 2013

Diálogo (ou Monólogo) Bizarro da Vagina

Parece que essas coisas só acontecem comigo, se já aconteceu com você que está lendo esta postagem, por favor, comente e diga: sim, já aconteceu comigo!


Estava num ponto de ônibus no centro, hoje, procurava um ônibus pro metrô mais próximo porque chovia e levaria uns 10 minutos para chegar à estação, e se fosse a pé, chegaria ensopada.

Uma senhora por volta de uns 65 anos também estava ali esperando. Havia mais umas duas pessoas, mas pegaram um outro ônibus. A senhora puxa conversa, odeio isso, mas quis ser educada com a senhora por conta da idade, fiquei pensando se não faria o mesmo pela minha mãe e me arrependi.

Ela começou a falar da demora dos ônibus e me disse que passava ônibus pra todo lugar ali, fiquei mais tranquila, porque tinha ainda que ir em outro lugar, sair do centrão e ir pra lá de Santana...

Daí ela começa a falar do marido que resmunga que se fosse hoje não se casaria de novo, se soubesse que passaria o que passa hoje, não teria casado e também, como ela disse que o "amigo" do marido está murcho e que odiava aquilo... Odiava ter que fazer as vontades do marido e que agora só machucava a bexiga dela. Que depois que ficou velho, "aquela coisa mole" não dava... e mostrava com a mão como seria a vagina e o troço mole querendo entrar forçando...

Eu ouvia com cara de espanto, nunca esperava ouvir essas coisas de uma senhora... e ela continuava.

Dizia que o filho estava doente e que precisava cuidar dele, mas o marido tinha ciúmes, imagina isso! Que o marido já devia estar avariado da cabeça que fala mesmo pra ela: então dá pra ele!

E ela continuava falando que era bom quando era novo, que aquilo sim era p@u (sim, ela usou esses termos, eu, como pudica, não uso rs) e eu mais impressionada e com vergonha e ela vira e pergunta: você sabe do que estou falando, né? Não tem mais isso de virgem hoje... você não é virgem, né?
Não é casada? Mas já foi noiva... (menti e disse que sim e que não deu certo...) ah, hoje não tem mais disso... você passa anos vivendo para um marido e não tem nada... 

Se fosse jovem hoje e soubesse que seria assim só me casaria com um cara com dinheiro, agora nem dinheiro tenho porque só trabalhei dentro de casa e ele não dá valor.

Eu fiz o peritônio! Agora minha vagina está fechadinha, nem quero mais nada, queria deixar ela quietinha!

Eu estava envergonhada com a conversa, o tempo passando e ônibus nenhum ali ia pra onde eu precisava, me meti na chuva e disse que precisava ir mesmo a pé porque ia me atrasar e deixei a senhora falando sozinha no ponto... sem entender se era ela ou o marido que andava avariado porque a conversa, pra mim, foi pra lá de bizarra...

quinta-feira, setembro 01, 2011

Capítulo 41: Do cansaço

Não, hoje não falarei de Londres, não diretamente, acredito...

Chega um momento que você tem que aprender algo. E acho que finalmente eu acho que aprendi: a não mais dar toda a atenção possível a um homem.
Finalmente eu cansei de sonhar, ser super compreensiva, respeitar até o irrespeitável.
Eu cansei...
Cansei de ter esperança e fé nas pessoas, ainda mais nos homens...

Sabe aquele cansaço que você fica tão de saco cheio que não quer nem pensar, nem falar no assunto?
É mais ou menos isso... é exaustão.

Estou exausta de dar chances, de acreditar, de esperar, de ficar ansiosa e sonhar...
Chega!

Tá repetitivo, né?
É porque eu já fui muito!(e espero não ser mais)
Deixo sempre que as situações se repitam, porque dou chances demais, acredito demais e, o pior, sonho demais.

A última é que pensei em dar chances pro meu , lembram dele?
Pareceu mais maduro ultimamente e acho que na minha solidão e carência, comecei a vê-lo com melhores olhos.

Conversa vai, conversa vem e... desandou, pelo menos pra mim.
Ele não está longe daqui, de certa forma estamos até perto, fisicamente falando, mas quando você ouve a pessoa dizer:

então, quando você puder vir aqui, me avisa

e essa é a última palavra, é porque chegou, né?
Pra mim chegou, afinal, a pessoa esfriou, não deu mais sinal de vida como antes, nada de comentários no facebook, nada de querer falar toda hora, de mensagens, nada...
Tudo isso rolava até eu mostrar o interesse...
Bem, se ele era tão fã, cadê?
Mostrei interesse acabou?
Ganhou e pronto?
Achou que era só usar e jogar fora?

Bem, perdeu, amigo... eu não tenho mais paciência, saúde e vontade de brincar.
Não brinco mais e espero ser minha última palavra.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Capítulo 14: Solteiras versus Casadas (1º round)

Eu não gosto de falar sobre minha vida pessoal para pessoas estranhas. Posso até falar no meu blog sobre isso, mas não cara a cara e descaradamente...

Trabalho com uma mulher que é uma mal amada literalmente: reclama do marido, fala que ele chega cansado em casa que faz tempo que ele não "comparece" e ela acha que ele tem outra... bem, se ele não trabalhasse numa ambulância de resgate e que ainda faz bicos para sustentá-la eu poderia desconfiar, mas uma pessoa que trabalha nesse ritmo e pelo que eu ouço de sua esposinha querida... não acho que a história seja assim...
Afinal, ela conta isso para TODO MUNDO! Todos que trabalham comigo sabem disso... ela não esconde de ninguém e ainda fala "eu não o trai, AINDA".
Isso, pra mim, quer dizer: "Tô facinho, quem se habilita?" (pra não dizer o português claro rsss)
Fora outras atitudes suspeitas... (ela dá em cima dos caras de lá...)

Parava a todos semana passada pra perguntar: "se sua mulher/seu marido chegasse em casa e dissesse que beijou outro/a e que foi bom o que você diria?"
Pergunta de quem está com a culpa no cartório ou prestes a ter culpa?

Bem, ela virou pra mim e fez a pergunta eu disse que comigo é tchau na hora...
E ela ainda me questionou:
"mas você acha certo uma pessoa beijar outra sem sentir nada, só pra ver no que dá??"
(um dos "entrevistados" respondeu assim)

E eu:

"Bem, eu sou solteira, sou livre, não devo satisfação a ninguém, não tenho compromisso com ninguém..."
Ela me olhou com cara de tristeza, ser solteira tem seus benefícios rsss

Fim do primeiro round! Carrie vence! U-hu!