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quinta-feira, maio 01, 2014

Um texto, uma nova Carrie?

Esta semana li um texto que achei muito "pesado", ele exatamente falava de coisas que eu já tinha vivenciado e nem por isso concordei com elas... engraçado ter achado o texto tão pessimista e amargo, coisa que faço muito... mas que não quero pensar mais da mesma forma.

Então, vejamos, dêem uma lida aqui e comentarei...

O texto fala muito em se importar com o outro, que quem se importa é feito de bobo, ou seja, quem mostra não se importar é o mais forte da relação, que não liga, só manda mensagens, quando manda e tudo mais. Parece que o texto fala de um grande desapego ao outro e que o outro aceita tudo isso de boa vontade, por quê?
Por quê alguém aceita se submeter dessa forma a alguém?
Insegurança?
Medo de ficar sozinha/o?


Sempre me lembro de ter feito o máximo para que meus relacionamentos dessem certo, mas nunca imaginei que o outro não estava tão apegado, acho que quando estamos apaixonados não conseguimos ver essa relação de desapego ou ela só anda mais forte agora, que me aposentei rs
Porque nunca vi essa coisa do outro mostrar desapego, na verdade, eu sentia era que estavam apegados e isso me iludia, como um caso famoso que sofri por semanas sem saber do paradeiro da figura, achava ATÉ que a culpa era minha, mas só achava isso porque tudo parecia perfeito.

Uma coisa que se fala é que você espera uma vingancinha que não vem, sim, eu esperava para que a pessoa tivesse o tal "karma ruim" para que sofresse como eu sofri, mas quer saber?
Devem sofrer mais por se darem conta do que perderam... mas você só se dá conta disso quando sai da fossa e vai viver e vê, sabe por amigos, o quão bosta está a vida do outro depois que terminou com você, mas aí, isso já não te alegra, até fico com dó, porque cada um tem sua escolha.

E como diria o Chaves: a vingança nunca é plena, mata alma e envenena.
Enquanto se fica envenenado não se vive, a alma realmente morre, então, deixe que o outro viva a vida dele, ele sabe que fez merda, ninguém vai precisar dizer. Principalmente quando ele fizer comparações com entre você e a nova namorada (eu sei que saio ganhando).

Por mais que a postagem queira falar de como é difícil um relacionamento, ela não parece falar de um relacionamento, apenas de uma coisa passageira, que está fadada a não vingar. Pelo menos é como interpreto o que está ali escrito...
Se fala muito em marcar para sair, mostrar interesse, parece coisa ainda de começo de namoro, de quando está se tentando conhecer mais a pessoa...  não de uma relação já, vamos dizer, acertada entre ambas as partes... ou ambas as partes não sabem o que estão fazendo? Um acha que o outro está afim e vai levando isso ad infinitum?

A questão das mídias sociais ajudarem a trair, eu não acredito... fui traída e trocada por alguém que mal usava a rede social, que usava de outros meios muito mais envolventes para afirmar seu interesse e ajudar na traição.
Não adianta ficar na paranoia, o  texto é extremamente paranoico, parece que nunca nada vai dar certo que se está fadado a viver ou num mundo de mentiras ou não confiar em ninguém...

Acho que o texto é válido por um motivo: se perceber alguma das coisas do texto rolando em seu relacionamento: pare de se iludir. Abra o jogo e leve bem a sério os sinais que vê, não pense que são imaginação da sua cabeça, não são! São palpáveis! Não vale a pena sustentar isso. E se o outro disser que não é nada disso, fique de olho e espere um momento para pensar, de preferência dê um tempo para pensar melhor e verá se a pessoa te dará atenção ou não... se você optar por tentar mesmo sabendo que não estão dando atenção a você, pode estar fadada/o a ver uma mensagem de término de namoro, como eu, que recebi uma mensagem no meu MSN.

O texto é amargo, mas essas coisas realmente acontecem, não se deixe levar pela ilusão total e nem seja paranoico, tente o meio termo. Coisa que eu mesma nunca consegui, mas acredito que estou tentando aprender (eu quero muito!) e poder viver, quem sabe um dia, um relacionamento em que as coisas fluam bem, sem ansiedades, sem desconfianças, sem medo de ser feliz.

O que eu ainda tenho muuuuito: medo, mas como disse a um amigo: sei que tudo estava em mim, eu atraía esse tipo de pessoa e enquanto minha sintonia for com pessoas que não se importam, vou encontrar pessoas que não se importam, por isso, estou tentando aprender a lidar melhor comigo mesma, para depois poder lidar com os outros. Sem medo, sem cobranças e com a cabeça mais leve.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Amor ou Passaporte?

Já estou de volta ao Brasil.

Agora vou contar de uma outra coisa muito corriqueira entre, principalmente brasileirAs em Londres.
Não sei se já contei aqui que a maioria dos brasileiros por lá são ilegais e essas pessoas tentam de qualquer forma se tornarem legais para continuar tranquilamente na terra da Rainha Beth.

O caminho que para a maioria parece ser o mais fácil é o casamento. Casar com um inglês ou "comunidade europeia" e se tornar, assim, uma cidadã bem vinda na terra bretã.

Conheci algumas brasileiras casadas com ingleses.
Às vezes olhava pros caras e pensava: como um cara gato tá casado com essa tosca que nem sabe falar uma frase certa na língua dele?
Lembram do meu texto dos ingleses tímidos e desesperados?
Pois é!

Eles não só se desesperam como também são pessoas extremamente certinhas, se começa um relacionamento com a pessoa, ele mantém, não é como brasileiro que inventa um "tô ficando" um "tô de rolo" pra não assumir um compromisso.. ou até inventar o horroroso termo "namorido" (porque é horrível essa palavra, vai!) pra dizer que é um namoro sério, tão sério que é quase um casamento (que, em grande maioria não se concretiza).
A grande maioria dos ingleses vai honrar isso e, se ele, por desespero de estar só e na hora de casar (inglês tem isso) e você tá ali, se jogando em cima dele, é claro que ele vai gostar e manter.

O que eles, como sempre, não têm a malícia é de entender que a maioria das estrangeiras sem cidadania ou visto querem ficar numa boa pela Europa e sendo sustentadas.
E acreditam piamente que essas moças os amam.

A moça que contei que foi dar em cima do alemão, lembram? Depois disso, o alemão não deu as caras, e antes dele ela transava (sim, porque não era namoro, por favor!) com um croata que ela resolveu terminar, porque ele não tinha um passaporte "bom" para ela ficar por lá e ele era só segurança de uma boate.
Depois do alemão, tinha um polonês atrás dela e quando perguntaram para ela porque ela não dava uma chance por rapaz ela disse:

Eu não vim aqui para levar vida de filha da puta pra sempre! O meu trabalho de faxineira é temporário, porque eu não gastei dinheiro para vir até aqui e casar com um duro! Eu quero um cara que me banque, me sustente! Porque pinto por aí tá cheio: de todos os tamanhos, idades, cores e nacionalidades.

Romântico, não?
Pois é, o alemão era um prato cheio, só que ela burra, não entendeu que um alemão que mora em Notting Hill não é um pé rapado e, claro, eu não ia avisar isso pra ela...

Conheci muitas que falavam quase a mesma coisa, porque só estavam legalmente por conta do marido. Ouvi de duas a mesma frase: eu sempre gostei é de negão... acabei casando com esse aí nem sei o porquê... (não sabe MESMO?)
Uma delas era até esperta, falava bem o inglês, mora lá há uns sete anos e... adivinha quem arrumou um emprego na empresa de telecomunicações inglesa pra ela?
O branquelo! Um Ronnie Weasley, praticamente, que numa festa, disse para ela (ele até falava português por causa dela): ah, eu estou parecendo um vagabundo com essa roupa (na verdade, ele queria dizer mendigo) e ela: E O QUE VOCÊ ACHA QUE VOCÊ É? É UM VAGABUNDO MESMO! 
disse isso na frente de meio mundo... todo mundo ficou meio constrangido e mudou de conversa...
Ele fazia tudo, tudo, tudo que ela queria e ela aproveitava e o que podia falar mal dele, ela falava.
Não sei se o casamento vai continuar, quando saí de lá ela estava com o passaporte britânico.


Também soube do caso de uma família inglesa que ficou indignada com a brasileira que casou com o filho e fez exatamente isso: depois do passaporte britânico deu o pé na bunda dele.
Como disse, os ingleses são certinhos em sua maioria e não fazem isso só de fachada, casam porque gostaram mesmo da moça!


A amiga da minha última roommate, ela sempre contava sobre ela: veio pela Bélgica (para ficar menos descarado que ia ficar de vez em Londres) e começou, logo que chegou, desesperadamente, a procurar alguém com passaporte para casar.
A Roommate contou pra mim como quem conta algo do tipo "coitada da minha amiga! como sofreu! até encontrar o 'homem certo'".
Bem, ela saía todas as noites para os pubs para 'conhecer pessoas'.
Primeiro conheceu um inglês que chegou a ficar noivo dela, mas desistiu dela (por que será?).
O segundo, um brasileiro com passaporte VERDADEIRO italiano. Tiveram que vir ao Brasil para casar e depois iriam voltar pra Londres. O que o cara fez?
Pegou o dinheiro combinado com ela, chegou no Brasil e não casou, sumiu!
Daí encontrou um segundo inglês, separado, químico, ganhando bem, que acreditou em todo esse amor e, parece, que em breve ela ia poder dar entrada no passaporte dela.
Ela, esteticista, ganhou um salão de beleza, fora de Londres, dele.
Minha roommate me chamou para ajudá-las e ganhar um dinheiro na arrumação do salão.
Fui.
Ele anotava os recados da secretária eletrônica com os números das clientes que haviam ligado - em 6 ou 8 anos de Londres ela não conseguiam AINDA entender os números deixados na secretária.
Daí ela virou pra ele e falou: estou cansada, vou ali comer, que eu ainda não parei.
E ele: e eu vou ficar aqui?
Ela: ai, john doe (rsrs) eu tô cansada, preciso comer que não comi nada o dia inteiro, fica um pouquinho aí enquanto vou ali do lado comprar algo pra comer! Quem trabalha aqui?

Ele: e de quem é o dinheiro que está aqui?


Não sei se ele percebeu o negócio que havia feito... agora, ela tinha levado um dos filhos (adulto) para morar em Londres. Ele, o filho, foi pra Portugal, casou com uma portuguesa (a-ha! tal mãe...) e foi com ela pra Londres, já com um filho e grávida de mais um e ele queria ficar na casa da mãe.
O inglês parecia não entender.
E não entende mesmo, afinal, aos 16 anos, lá, você já pode ir cuidar da sua vida e não fazer um puxadinho em casa.

Depois disso não soube mais, porque ela era uma mandona arrogante e, antes que eu me estressasse mais com a mulher, desisti de ajudar no trabalho e olha que eu poderia vir a ganhar um emprego do tipo recepcionista...


Convivi também com outras já casadas há muitos anos, com filhos, que também tratavam o marido como capacho e falavam mal deles em português na cara deles, porque eles entendiam nada ou muito pouco.
A que comentei do "vagabundo" (uma KassabA, né? rs) um dia falou: ele entende, mas quando queremos falar coisas sem que ele entenda é só falar bem rápido! e ria com as amigas que começavam a falar correndo como loucas e riam muito!


Bem, é triste, são poucos os casais que realmente são casais em Londres - entre brasileiros e estrangeiros.
Entre os homens não sei como funciona porque não conheci muitos que eram casados com estrangeiras, mas ao que percebi, mesmo que nós, brasileiras, consideremos o cara o mais feio do mundo aqui, para elas inglesas, eles são lindos! Porque são uma "beleza exótica" para elas.
A maior parte de brasileiros que conheci eram casados com brasileiras - com visto europeu ehehehhe - e portuguesas. Ou senão, brasileiro que já casou falsamente com brasileira com passaporte e agora está com brasileira ilegal que espera que ele oficialize para ela deixar de ser ilegal - e o que tem coitada esperando e se matando de trabalhar pro cara.... vocês nem imaginam!


Não posso dizer ah, só brasileiro que faz isso, não é bem assim, eu sei, mas eu sei da comunidade que convive que são pessoas que nasceram no mesmo país que eu, mas que quando chegam aqui, no Brasil, gostam de dizer pra amigos e família: sou casada com europeu! ele me banca!
Bonito, né?
E daí tantas e tantas brasileiras se iludirem e irem pra Europa atrás desse "amor" e muitas se darem mal... acabarem sendo vítimas do tráfico de mulheres e...
onde mesmo foi parar o sonho?


Para algumas se realiza, se é que casar com alguém que você xinga a todo momento, mas te leva pra conhecer metade do mundo é felicidade.
Sim, porque eu penso: a consciência de um ser desses não pesa, não?
E sabe? eu tinha dó deles... mas... eles também poderiam parar de beber um pouco e tentarem ser mais desenibidos só um pouquinho, e espertos, claro!

sábado, setembro 17, 2011

Será que era melhor no tempo da Jane Austen?

Assisti hoje ao filme Jane Eyre, baseado no livro de Charlotte Bronte.
Fiquei muito emocionada pela história toda e chorei muito, sou boba assim mesmo.

O filme acabou me dando inspiração para vir aqui e escrever sobre um tema que está bastante tempo na minha cabeça. Sobre a duração do amor e implicações do por que os homens parecem fugir sempre de algo duradouro.

Eu sei, vai ter homem lendo essa postagem e falando: como assim fugimos do amor?

Bem, a experiência que tenho e que vejo o que acontece com amigas, na maioria dos casos, é essa, mas eu sei que existem alguns poucos homens românticos e que não é um rabo (de saia ou não) novo que faz mudar tudo.

Eu estou sempre pensando seriamente por que tantas mulheres lindas, simpáticas, educadas, fofas, inteligente, charmosas, bom papo, engraçadas estão sozinhas...
Sim, tenho várias amigas com todos esses quesitos e que mereceriam (assim como eu) alguém legal do lado, alguém para compartilhar o amor (se é que ele existe, já duvido).

Andei até comentando isso com a Sra Tuppence Beresford sobre parecer que há uma diferença de nível entre homens e mulheres e concordei com ela quando ela disse que "não estamos acima e nem eles abaixo, estamos do lado direito, esquerdo, sei lá, mas estamos em lugares, estágios diferentes".

Sim, a verdade é que parece que homens e mulheres não tem conseguido se entender nesse mundo moderno em que mulheres fazem tudo que homens fazem e que homens machistas, enrustidos ou não, ainda acham que ser livre pra fazer o que se quer é  não ser liberta, mas libertina...

Ainda existe algo de estranho e que deixou aí um vão entre nós (eles e nós, mulheres).
É estranho analisar casais, mas na maior parte das vezes você vê cara interessantes com meninas burras e/ou infantis, ou mulheres inteligentes e cabeça aberta com trogloditas...
E, tentando analisar muito esses casos (ah, gente, desculpa, mas tem horas que eu presto muuuito a atenção mesmo!) os caras parecem de saco cheio, mas é melhor ficar com alguém descartável do que alguém que vai durar (não entendo esse medo, juro! alguém me explica?) e mulheres pensam: olha amiga, tô com um imbecil, mas não estou sozinha!

Daí quando eu vejo um filme como Jane Eyre não sai da minha cabeça se realmente um dia as pessoas se amavam tanto assim, se faziam tudo para ficar com as outras, se nada abalava esse amor - ou abalava, mas tinha reviravolta...
Se as pessoas viam a pessoa amada como realmente o ser amado pelo qual se apaixonaram e queriam mesmo estar juntas, seja como fosse.

Porque o que mais eu vejo hoje são relacionamentos de enganação (pra mostrar pros outros que não se está sozinho). E a primeira dificuldade é motivo para terminar com tudo.
Com toda a tecnologia e modernidade que temos, qualquer bobeira, pode ser motivo para o final do relacionamento (bem, mas se já era de fachada...)
E no tempo de uma Jane Austen mocinhas sonhadoras e esperançosas viam seu amor voltar para seus braços, depois até de guerras...

Mas viam mesmo? Ou será que sempre fomos enganadas a pensar que isso existe?
Será que passamos nossa existência procurando alguém que valha a pena e essa pessoa realmente não existe?
Que no momento crucial ele/a irá sumir? (sim, porque mulheres também fazem isso)
Naquele momento de maior precisão você vê que não conta com ninguém?
Igual aquele meu post inspirado em Lost: Live Together Die Alone?

Voltando ao começo... ainda não entendo se é todo um problema sociológico, psicológico ou histórico esses lugares diferentes em que estamos e que é tão difícil homens nos entenderem e nós a entendê-los...
O que me parece é que há coisas mais importantes que amor envolvidas num relaciomento...

Acabo achando que amor não existe... só no tempo das escritoras victorianas...
E se exitiu no tempo delas, hoje está em extinção.

quinta-feira, julho 14, 2011

O difícil mundo do relacionamento com ingleses e entre ingleses

Chega uma hora que você pensa se muitas coisas realmente valem à pena.

Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...

Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...

Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...

Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!

Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.

Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...

Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...

Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...

Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.

E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...

Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.

Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...

Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs

Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.

Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...

Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.

E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?

quarta-feira, julho 14, 2010

Nova teoria...

Minha nova teoria parecia simples, ao meus olhos, pelo menos, mas fiquei pensando e percebi não é tão simples assim...

Vamos lá:

Quem beija mal faz tudo mal e quem beija bem... nem preciso dizer, né? Somente: UAU!!!

Mr. Big beija mal, ele apareceu primeiro por aqui, mas não é igual ao Mr. Big da Carrie Rica, é o contrário: meu ex-Mr.Big é mais novo que eu.
Já o Aidan da minha vida, que apareceu depois, é um tipo mais velho e charmoso, e beija... como beija!!!
Papéis invertidos na vida real pra mim...

Eu sempre tive uma esperancinha de que as coisas com Big fossem mudar, mesmo ele beijando mal, entende? Por exemplo: uma hora engrena... (ou cancrena... no final das contas...).
As coisas não tiveram tempo de engrenarem, mas acho que ele começou a beijar melhor nos últimos tempos.
Com certeza aprendeu comigo.

Ele sempre disse que eu beijava muito bem, assim como Aidan sempre disse isso.

A impressão que tenho com eles dois é que se você começa mal, termina mal (do beijo ao último suspiro rs). Se toda pessoa que beijar mal fizer o resto mal, isso será um grande problema e pode ser que alguém venha aqui e me diga "meu/minha namorado/a beija mal mas..."
e vou gostar de pôr minha teoria por terra.

Talvez a idade influencie: a pressão de estar com uma mulher um pouco mais velha (nem era tanto, só 4 anos), a ansiedade da pessoa, a afobação da pessoa e talvez até a experiência...

Mr. Big não me pareceu muito experiente desde o primeiro beijo e, apesar de todo amor que sentia por ele e toda as concessões que eu tenha feito, ele não parecia preparado. Não parecia realmente saber direito o que estava fazendo, parecia que estava tentando pôr em prática o que sabia muito mais em teoria...
E, eu, apaixonada, deixava as coisas passarem, mesmo quando de alguma forma ele botasse a culpa em mim.
Essa culpa em mim me encasquetou... eu beijava bem, mas não estava "contribuindo" e até o cansava????

Resolvi tirar à prova...
Parece uma coisa maluca, mas tive um novo affair com Aidan.

Aidan talvez tenha mesmo a favor a experiência: sabe exatamente o que uma mulher gosta e deseja, não precisa falar...
Tem certeza do que está fazendo (ou pelo menos é o que demonstra), em nenhum momento me disse que eu não estava "contribuindo" e que eu o cansava, em nenhum momento precisamos nos entender. Nos entendemos perfeitamente. E tudo começa com o beijo. Perfeito.

Tirando a prova com Aidan pude perceber que sim, que eu não faço nada de errado, faço certo, só talvez não fique tão a vontade com Mr. Big, por Mr. Big não ter tanta confiança em si e não ter deixado um espaço para que eu pudesse dizer do que eu realmente gosto e todas as outras mulheres (e que agora não vai mais saber, vai ter que descobrir sozinho... eu? fazer caridade? de jeito nenhum!). E talvez devesse ter tirado a prova com Mr. Big também, mas do tipo "por que você está dizendo isso? o que está dando errado? será que realmente sou eu?"

Prova tirada com Aidan: não, eu não faço nada errado, pelo contrário, sou muito boa desde o beijo rs
Mas eu precisava disso pra me sentir melhor, pra me sentir uma mulher completa.

Se a teoria é válida eu não sei... mas ficarei esperta com os próximos beijos e certa da minha competência e completude.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Capítulo 9: Da Escrotice Masculina

Esse post tem um pouco a ver com o post abaixo, o capítulo 8.
Porque eu fiquei matutando sobre os caras que falei e me lembrei bem do que aconteceu:
- Um me deixou esperando duas horas para ir almoçar, quando chego no lugar combinado ele estava almoçando com seus amigos, fiquei revoltada com isso. Quando fui perguntar - num outro dia - porque não me esperou ele simplesmente me disse que eu deveria ter sentado com os amigos dele e que estava apressado pra uma aula e não poderia falar comigo. Ele me deu um senhor fora, assim, do nada, sem me explicar nada e sem se importar se eu havia ficado duas horas esperando ele - tínhamos combinado a hora e o lugar, não sou louca.
Tão escroto que nem fez o favor de me devolver um trabalho e uma apostila da facul que emprestei pra ele. Acho que só ficou me "cercando" por causa disso.

- Outro se fez de coitado, ficou comigo, chorando porque tinha terminado o namoro de 7 anos e estava deprimido. Dois meses levaram para ele me falar: "acabei meu namoro e não estou afim de me prender a nada agora" - vejam bem, terminou o namoro quando estava ficando comigo e não antes, como havia pregado... eu era a outra e não sabia.
Desse eu não deixei barato, virei pra ele e disse: "eu também não, ganhei uma bolsa pra Inglaterra e não quero prender ninguém por minha causa aqui" (uauahahahahahahhah grande mentira, mas o cara nem teve o que falar rss)

- Um que vi uma foto no álbum de outra pessoa: me paquerava sempre, mas nunca chegava em mim, eu decidi ir atrás. Aí me tratou com frieza e quando me encontrou no ônibus indo pra facul ficou paquerando outra menina na minha frente - ele estava em pé do meu lado no ônibus e batia um papo bem "paquera" com uma menina que estava em pé também (eu sentada comecei a conversar com a menina do meu lado que também o conhecia - e me conhecia - e ela pareceu também muito admirada quando o viu jogando charme pra terceira, ela parecia ter caido no conto dele também). Foi uma das situações mais deprimentes pela qual passei: um cara que fazia de tudo pra chamar minha atenção, na hora do "vamos ver" mal fala comigo, pede pra uma amiga dele me dizer que ele tem namorada (mentira) e quando me vê no bus faz essa palhaçada só pra me dizer: a fila é grande, pega sua senha e fica lá trás.
O pior é ele paquerar todas, acho isso escroto demais: paquerar todas e depois tirar no "2 ou 1".

Aí eu fiquei pensando nas esposas dos dois primeiros e imaginando... será que elas sabem o quando eles foram escrotos com outras? Será que todo homem faz escrotice até encontrar uma que resolva ter algo mais sério?
É tão hipócrita ver aquelas fotos de "casal feliz"...
Acho que eu não conseguiria conviver com alguém sabendo que ele sacaneou outras.
Por isso vou morrer solteira rsss

Ah, o terceiro, até onde sei, não casou até hoje. Vai ver a máscara dele caiu, ou ainda engana muitas... infelizmente.