Já estou de volta ao Brasil.
Agora vou contar de uma outra coisa muito corriqueira entre, principalmente brasileirAs em Londres.
Não
sei se já contei aqui que a maioria dos brasileiros por lá são ilegais e
essas pessoas tentam de qualquer forma se tornarem legais para
continuar tranquilamente na terra da Rainha Beth.
O
caminho que para a maioria parece ser o mais fácil é o casamento. Casar
com um inglês ou "comunidade europeia" e se tornar, assim, uma cidadã
bem vinda na terra bretã.
Conheci algumas brasileiras casadas com ingleses.
Às
vezes olhava pros caras e pensava: como um cara gato tá casado com essa
tosca que nem sabe falar uma frase certa na língua dele?
Lembram do meu texto dos ingleses tímidos e desesperados?
Pois é!
Eles
não só se desesperam como também são pessoas extremamente certinhas, se
começa um relacionamento com a pessoa, ele mantém, não é como
brasileiro que inventa um "tô ficando" um "tô de rolo" pra não assumir
um compromisso.. ou até inventar o horroroso termo "namorido" (porque é
horrível essa palavra, vai!) pra dizer que é um namoro sério, tão sério
que é quase um casamento (que, em grande maioria não se concretiza).
A
grande maioria dos ingleses vai honrar isso e, se ele, por desespero de
estar só e na hora de casar (inglês tem isso) e você tá ali, se jogando
em cima dele, é claro que ele vai gostar e manter.
O
que eles, como sempre, não têm a malícia é de entender que a maioria das
estrangeiras sem cidadania ou visto querem ficar numa boa pela Europa e
sendo sustentadas.
E acreditam piamente que essas moças os amam.
A
moça que contei que foi dar em cima do alemão, lembram? Depois disso, o
alemão não deu as caras, e antes dele ela transava (sim, porque não era
namoro, por favor!) com um croata que ela resolveu terminar, porque ele
não tinha um passaporte "bom" para ela ficar por lá e ele era só
segurança de uma boate.
Depois do alemão, tinha um polonês atrás dela e quando perguntaram para ela porque ela não dava uma chance por rapaz ela disse:
Eu
não vim aqui para levar vida de filha da puta pra sempre! O meu
trabalho de faxineira é temporário, porque eu não gastei dinheiro para
vir até aqui e casar com um duro! Eu quero um cara que me banque, me
sustente! Porque pinto por aí tá cheio: de todos os tamanhos, idades,
cores e nacionalidades.
Romântico, não?
Pois
é, o alemão era um prato cheio, só que ela burra, não entendeu que um
alemão que mora em Notting Hill não é um pé rapado e, claro, eu não ia
avisar isso pra ela...
Conheci muitas que falavam quase a mesma coisa, porque só estavam legalmente por conta do marido. Ouvi de duas a mesma frase: eu sempre gostei é de negão... acabei casando com esse aí nem sei o porquê... (não sabe MESMO?)
Uma
delas era até esperta, falava bem o inglês, mora lá há uns sete anos
e... adivinha quem arrumou um emprego na empresa de telecomunicações
inglesa pra ela?
O branquelo! Um Ronnie Weasley, praticamente, que numa festa, disse para ela (ele até falava português por causa dela): ah, eu estou parecendo um vagabundo com essa roupa (na verdade, ele queria dizer mendigo) e ela: E O QUE VOCÊ ACHA QUE VOCÊ É? É UM VAGABUNDO MESMO!
disse isso na frente de meio mundo... todo mundo ficou meio constrangido e mudou de conversa...
Ele fazia tudo, tudo, tudo que ela queria e ela aproveitava e o que podia falar mal dele, ela falava.
Não sei se o casamento vai continuar, quando saí de lá ela estava com o passaporte britânico.
Também soube do caso de uma família inglesa que ficou indignada
com a brasileira que casou com o filho e fez exatamente isso: depois do
passaporte britânico deu o pé na bunda dele.
Como disse, os ingleses são certinhos em sua maioria e não fazem isso só de fachada, casam porque gostaram mesmo da moça!
A amiga da minha última roommate, ela sempre contava sobre ela:
veio pela Bélgica (para ficar menos descarado que ia ficar de vez em
Londres) e começou, logo que chegou, desesperadamente, a procurar alguém
com passaporte para casar.
A Roommate contou pra mim como quem conta algo do tipo "coitada da minha amiga! como sofreu! até encontrar o 'homem certo'".
Bem, ela saía todas as noites para os pubs para 'conhecer pessoas'.
Primeiro conheceu um inglês que chegou a ficar noivo dela, mas desistiu dela (por que será?).
O
segundo, um brasileiro com passaporte VERDADEIRO italiano. Tiveram que
vir ao Brasil para casar e depois iriam voltar pra Londres. O que o cara
fez?
Pegou o dinheiro combinado com ela, chegou no Brasil e não casou, sumiu!
Daí
encontrou um segundo inglês, separado, químico, ganhando bem, que
acreditou em todo esse amor e, parece, que em breve ela ia poder dar
entrada no passaporte dela.
Ela, esteticista, ganhou um salão de beleza, fora de Londres, dele.
Minha roommate me chamou para ajudá-las e ganhar um dinheiro na arrumação do salão.
Fui.
Ele
anotava os recados da secretária eletrônica com os números das clientes
que haviam ligado - em 6 ou 8 anos de Londres ela não conseguiam AINDA
entender os números deixados na secretária.
Daí ela virou pra ele e falou: estou cansada, vou ali comer, que eu ainda não parei.
E ele: e eu vou ficar aqui?
Ela:
ai, john doe (rsrs) eu tô cansada, preciso comer que não comi nada o
dia inteiro, fica um pouquinho aí enquanto vou ali do lado comprar algo
pra comer! Quem trabalha aqui?
Ele: e de quem é o dinheiro que está aqui?
Não sei se ele percebeu o negócio que havia feito... agora, ela
tinha levado um dos filhos (adulto) para morar em Londres. Ele, o filho,
foi pra Portugal, casou com uma portuguesa (a-ha! tal mãe...) e foi com
ela pra Londres, já com um filho e grávida de mais um e ele queria
ficar na casa da mãe.
O inglês parecia não entender.
E não entende mesmo, afinal, aos 16 anos, lá, você já pode ir cuidar da sua vida e não fazer um puxadinho em casa.
Depois disso não soube mais, porque ela era uma mandona arrogante e,
antes que eu me estressasse mais com a mulher, desisti de ajudar no
trabalho e olha que eu poderia vir a ganhar um emprego do tipo
recepcionista...
Convivi também com outras já casadas há muitos anos, com filhos,
que também tratavam o marido como capacho e falavam mal deles em
português na cara deles, porque eles entendiam nada ou muito pouco.
A que comentei do "vagabundo" (uma KassabA, né? rs) um dia falou: ele entende, mas quando queremos falar coisas sem que ele entenda é só falar bem rápido! e ria com as amigas que começavam a falar correndo como loucas e riam muito!
Bem, é triste, são poucos os casais que realmente são casais em Londres - entre brasileiros e estrangeiros.
Entre
os homens não sei como funciona porque não conheci muitos que eram
casados com estrangeiras, mas ao que percebi, mesmo que nós,
brasileiras, consideremos o cara o mais feio do mundo aqui, para elas
inglesas, eles são lindos! Porque são uma "beleza exótica" para elas.
A
maior parte de brasileiros que conheci eram casados com brasileiras -
com visto europeu ehehehhe - e portuguesas. Ou senão, brasileiro que já
casou falsamente com brasileira com passaporte e agora está com
brasileira ilegal que espera que ele oficialize para ela deixar de ser
ilegal - e o que tem coitada esperando e se matando de trabalhar pro
cara.... vocês nem imaginam!
Não posso dizer ah, só brasileiro que faz isso, não é bem assim,
eu sei, mas eu sei da comunidade que convive que são pessoas que
nasceram no mesmo país que eu, mas que quando chegam aqui, no Brasil,
gostam de dizer pra amigos e família: sou casada com europeu! ele me
banca!
Bonito, né?
E daí tantas e tantas brasileiras se
iludirem e irem pra Europa atrás desse "amor" e muitas se darem mal...
acabarem sendo vítimas do tráfico de mulheres e...
onde mesmo foi parar o sonho?
Para algumas se realiza, se é que casar com alguém que você xinga
a todo momento, mas te leva pra conhecer metade do mundo é felicidade.
Sim, porque eu penso: a consciência de um ser desses não pesa, não?
E sabe? eu tinha dó deles... mas... eles também poderiam parar de beber um pouco e tentarem ser mais desenibidos só um pouquinho, e espertos, claro!
Besteiras, futilidades, neuras de uma blogueira pobre que não tem dinheiro pra gastar com sapatos da Gucci, nem bolsas da Louis Vutton, não vai a festas maneiras e muito menos é citada na Vogue... ***Depois de tentar ser chique em Londres, estou de volta***
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sexta-feira, janeiro 27, 2012
segunda-feira, agosto 01, 2011
Dating School
Hoje saiu essa matéria no Jornal do Metrô daqui, leia o link e perceba que realmente, a minha impressão dos ingleses não é errada, tanto que agora existe até escola pra aprender a flertar, paquerar...
Dating School
Percebam que as dicas que são dadas já são usadas por qualquer menino do jardim da infância no Brasil rs
Dating School
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fórmula do amor
quinta-feira, julho 14, 2011
O difícil mundo do relacionamento com ingleses e entre ingleses
Chega uma hora que você pensa se muitas coisas realmente valem à pena.
Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...
Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...
Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...
Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!
Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.
Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...
Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...
Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...
Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.
E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...
Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.
Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...
Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs
Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.
Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...
Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.
E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?
Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...
Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...
Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...
Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!
Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.
Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...
Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...
Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...
Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.
E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...
Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.
Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...
Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs
Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.
Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...
Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.
E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?
terça-feira, março 15, 2011
Menos machismo ou apenas fazendo o trabalho?
Desculpem a ausência nesses meses todos!
Infelizmente o blog ficou parado por muito tempo, preocupações demais nessa cabeça... que semana que vem galga mais um aninho firme nos 30 rs
Bem, a postagem de hoje é sobre o caso que aconteceu com uma amiga que fiz aqui em Londres.
E lá vem mais uma comparação com o Brasil...
Ela esteve numa fase de volta e termina com o namorado, namoro que já durava mais de um ano... altos e baixos, com o dia dos namorados aqui, decidiram voltar, tentar mais uma vez.
Ele queria ver The King's Speech e ela já tinha assistido, mas resolveu rever com ele no cinema. Ele se atrasa, ela cansa. Ele chega comendo lanche do McDonald's diz que estava morrendo de fome e ela fica louca da vida: eu espero tempos por você e você estava no Mc??
Ela, já cansada da situação e vendo que realmente não ia ter jeito. Resolve ir embora e não ver mais o filme com ele.
Ele fica louco de raiva e a puxa pelo braço em plena Leicester Square lotada de gente.
Ela não aceita, tenta se desvencilhar e continua indo a caminho do metrô. Ele volta a segurar o braço dela e a puxa, puxa com força que a leva pela praça no meio da multidão que olha aturdida enquanto ela grita para que ele a solte.
Como todo lugar onde há multidão, há policiais aqui, eles o pararam.
O seguraram, fizeram tirar as mãos dela e o algemaram.
Ela acabou ficando impressionada também.
Os guardas perguntaram para ela se ela o conhecia, com a afirmação, perguntaram se isso era comum, se ele sempre fazia isso, se moravam juntos e se ele batia nela.
Ela, espantada, disse que não, nunca tinha acontecido aquilo e que ela mora com a família, graças a Deus não com ele.
Os guardas mantêm-no preso nas algemas e ele bravo... Os guardas dizem que se algo acontecer, para ela chamá-los sem a menor sombra de dúvida e que o manterão entre algemas até ela pegar o metrô.
Ela fica impressionada e cede: pede para os guardas o soltarem porque sabe que ele não faria mais nada depois disso. Os guardas aceitam a palavra dela, mas não deixam de recomendar: se sofrer alguma violência, não deixe de denunciar.
Ela pegou o metrô, mas ele a seguiu, e ela disse que o denunciaria se continuasse. Ele decidiu ir embora.
Nessa história toda, me impressiona o trabalho correto dos policiais, a primeira coisa que pensei é que no Brasil eles só olhariam o cara arrastando a moça e pensando "briga de marido e mulher ninguém mete a colher" e ainda, como a maioria dos brasileiros machistas diriam: ah, ela deve ter aprontado com ele, é uma vagabunda qualquer... assim como todo mundo pela rua pensaria isso e não se meteriam.
Porque é assim no Brasil, por isso no Brasil existe uma delegacia para a mulher, porque na delegacia comum o homem sempre tem razão, até quando não tem.
E só o susto que deram no cara, ele parece ter aprendido a lição: ele realmente a deixou em paz, porque ele sabe que a justiça aqui é pra todos, que essa de "a mulher é minha, eu sei o que faço" é coisa de brasileiro ou de qualquer outro ser extremamente machista.
Nunca imaginei que policiais poderiam ser tão corretos no seu trabalho sem julgar ninguém. Tiro o chapéu!
Infelizmente o blog ficou parado por muito tempo, preocupações demais nessa cabeça... que semana que vem galga mais um aninho firme nos 30 rs
Bem, a postagem de hoje é sobre o caso que aconteceu com uma amiga que fiz aqui em Londres.
E lá vem mais uma comparação com o Brasil...
Ela esteve numa fase de volta e termina com o namorado, namoro que já durava mais de um ano... altos e baixos, com o dia dos namorados aqui, decidiram voltar, tentar mais uma vez.
Ele queria ver The King's Speech e ela já tinha assistido, mas resolveu rever com ele no cinema. Ele se atrasa, ela cansa. Ele chega comendo lanche do McDonald's diz que estava morrendo de fome e ela fica louca da vida: eu espero tempos por você e você estava no Mc??
Ela, já cansada da situação e vendo que realmente não ia ter jeito. Resolve ir embora e não ver mais o filme com ele.
Ele fica louco de raiva e a puxa pelo braço em plena Leicester Square lotada de gente.
Ela não aceita, tenta se desvencilhar e continua indo a caminho do metrô. Ele volta a segurar o braço dela e a puxa, puxa com força que a leva pela praça no meio da multidão que olha aturdida enquanto ela grita para que ele a solte.
Como todo lugar onde há multidão, há policiais aqui, eles o pararam.
O seguraram, fizeram tirar as mãos dela e o algemaram.
Ela acabou ficando impressionada também.
Os guardas perguntaram para ela se ela o conhecia, com a afirmação, perguntaram se isso era comum, se ele sempre fazia isso, se moravam juntos e se ele batia nela.
Ela, espantada, disse que não, nunca tinha acontecido aquilo e que ela mora com a família, graças a Deus não com ele.
Os guardas mantêm-no preso nas algemas e ele bravo... Os guardas dizem que se algo acontecer, para ela chamá-los sem a menor sombra de dúvida e que o manterão entre algemas até ela pegar o metrô.
Ela fica impressionada e cede: pede para os guardas o soltarem porque sabe que ele não faria mais nada depois disso. Os guardas aceitam a palavra dela, mas não deixam de recomendar: se sofrer alguma violência, não deixe de denunciar.
Ela pegou o metrô, mas ele a seguiu, e ela disse que o denunciaria se continuasse. Ele decidiu ir embora.
Nessa história toda, me impressiona o trabalho correto dos policiais, a primeira coisa que pensei é que no Brasil eles só olhariam o cara arrastando a moça e pensando "briga de marido e mulher ninguém mete a colher" e ainda, como a maioria dos brasileiros machistas diriam: ah, ela deve ter aprontado com ele, é uma vagabunda qualquer... assim como todo mundo pela rua pensaria isso e não se meteriam.
Porque é assim no Brasil, por isso no Brasil existe uma delegacia para a mulher, porque na delegacia comum o homem sempre tem razão, até quando não tem.
E só o susto que deram no cara, ele parece ter aprendido a lição: ele realmente a deixou em paz, porque ele sabe que a justiça aqui é pra todos, que essa de "a mulher é minha, eu sei o que faço" é coisa de brasileiro ou de qualquer outro ser extremamente machista.
Nunca imaginei que policiais poderiam ser tão corretos no seu trabalho sem julgar ninguém. Tiro o chapéu!
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