sábado, setembro 06, 2008

Capítulo 33: Amigas versus Namorado

Passei o mês de agosto inteiro sem dar notícias, estive com muito trabalho, ando com muito trabalho e com muitos projetos - tentando mudar minha vida profissinal.
O engraçado é quando as pessoas não querem entender isso, por mais que você explique elas não acreditam, acham que você está as evitando...
Não é a primeira vez que passo por essa situação e o mais engraçado é que em ambos os casos estava com alguém.
Acredito que, no fundo, não é porque estou ocupada dando jeito na minha vida profissional que "amigas" ficam de cara feia e começam a entrar em paranóia ao ponto de achar que as evito. Acredito sim que isso tem a ver com o fato de estar com alguém.
Não entendo esse tipo de coisa, muitas vezes as amigas torcem sempre para que encontremos alguém bacana para estarmos juntos, ficam ajudando e, depois, entram nessa de achar que "sumimos pra elas", como se fosse somente com ela o problema...
Não, não acho que é um egoísmo de amiga, não... é inveja mesmo!
Posso estar pegando pesado - e quando é que eu não pego? -, mas chegarem ao ponto de me criticarem porque "sumi" e até virarem a cara pra mim, não me parece outra coisa. Principalmente se expliquei o motivo de meu sumiço (muito trabalho, muito estudo, muitas tentativas de novos projetos e nenhum dinheiro para sair).
Eu não deveria dar atenção para isso, é o que minhas verdadeiras amigas dizem, mas se falo sobre o assunto é porque isso acontece não só comigo, como com outras pessoas. Essa coisa de amiga ou amigo ficar estranho porque você está namorando acontece muito... seja você mulher, homem...
Porque quando minhas amigas estão namorando fico muito feliz por elas, principalmente quando me contam o quanto estão felizes. Isso me alegra muito e não vejo motivo para ficar com ciúmes com inveja: quero que sejam felizes e sei que, é claro, o namorado vai ocupar mais espaço na vida delas, normal. É como a vida segue!
A pessoa de quem relato o caso, nunca me apresentou aos seus namorados, se a encontrava com um deles ela falava comigo como se ele ali não estivesse, não queria mesmo me apresentar. Não sei se achava que eu ia querer o namorado dela ou ela mesma percebia que o cara era um grande bocó que ela tinha até vergonha de apresentar a mim. Um grande bocó porque lá veio a choradeira quando terminou com cara... e falou dele realmente dizendo que ele era um crianção, bocó entre outros elogios.
Fico muito chateada quando, simplesmente, resolvem virar a cara e fingir que não me conhecem - depois de anos - isso me magôou muito, mas se a pessoa pôde (com todo meu apoio) fazer o melhor pra sua carreira, a entendi em todos os momentos - até nos que achei mais "bizarros" - por que não podem ter essa atenção comigo agora? Por que não pode me compreender? Só posso achar que é inveja mesmo...
E se não for, como vou pensar outra coisa se não fala mais comigo e não conseguiu me dar apoio?
Amigas verdadeiras eu tenho (tenho minhas Samantha, Miranda e Charlotte de verdade) e torcem muito por mim e Mr.Big, então... quem é que está perdendo mesmo uma amiga?

sexta-feira, julho 04, 2008

O encontro de Carrie pobre e Carrie rica

Fim de semana que passou fui assistir ao filme de minha amiga rica.
Tivemos uma conversa bem direta, pois o filme está passando em poucas salas de cinema agora e quando cheguei com meu amigo - fã da série também - para ver, só tinham lugares nas primeiras fileiras: conversei quase pessoalmente com Sarah Jessica Parker, afinal, eu estava na terceira fileira.

O filme começa bem para que não conhecia ou nunca assistiu a série: dá uma introdução na vida das amigas Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte e como terminaram no final da série, só pra situar o povo... odiei que trocaram a música de abertura, na metade, por um musiquinha imbecil dessas menininhas que pensam que mandam em alguma coisa enquanto estão nos 20 e alguns (acho que era a fergie q latia um rap, ué? não é cachorra? não é assim que elas gostam de ser?), porque a fila no showbizz anda... e bem rápido!

Vou encher isso aqui de spoiler, então, não viu o filme, sorry!!!!

A história das amigas, agora quarentonas, que se reunem novamente para contar suas peripécias sexuais, suas angústias, seus medos, suas alegrias na Big Apple. A história é cheia de cenas engraçadas, acho que teve mais comédia do que nos episódios costumeiros da série.
O filme é divertido e mostra que a série daria mais pra mais caldo se continuasse, claro que poderia ficar chato e o melhor é terminar no auge.
Fiquei com medo de ver o filme, muitas críticas foram negativas ao filme. Diziam que só servia pra fazer propaganda de grifes. É, tem isso sim, mas isso já era a vida delas na série: falar de roupas, sapatos, bolsas caros, comprá-los, ganhá-los, desejá-los...
Como seria diferente se Carrie trabalhava no final da série na Vogue?
Toda a futilidade continuou lá, mas já era assim, a série teve muito destaque por falar da vida dessas mulheres solteiras depois dos 30 e quais eram os dramas dessa fase, mas nunca deixou de mostrar que futilidade faz bem a vida (quando se tem muito dinheiro pra gastar rs), dá alegria e levanta a estima.

No filme, voltamos a Carrie e seu Mr.Big, ao ouvir comentários de mulheres que não "casaram no papel" e foram largadas na rua da amargura. Carrie então conversa com Big para "formalizarem" a união.
Daí temos algumas coisas meio imbecis, como casar de noiva e ainda fazer um senhor desfile pra Vogue ($$$$$$) e na matéria ainda usarem a frase "a última menina a casar", o que a editora no filme diz ser "porque é a última chance de se vestir de noiva (aos 40) depois fica ridículo". Acho que passou dos 28 fica ridículo, mas tudo bem... essa é a Carrie rica...

Spoiler****
Não consegui engolir Carrie ficar no final do filme com Mr.Big depois que ele a abandona na igreja porque "não sei se é isso que eu quero" ah, faça me um favor!!!!
Se mata como o Ian Curtis! plis?! (post do dia 24 de junho de 2008)
Depois a Carrie ainda achou que a culpa foi da Miranda?? ah, por favor!!! Mr. Big sempre foi um fracassado de primeira... um bocó tiozão...
Não engoli esse final, se a mancada foi pequena, até tudo bem... mais uma mancadinha dele entre milhões que ele deu... mas largar no altar?? Essa é traumatizante... eu acho...
Então, os roteiristas que tivessem feito algo num grau menos frustrante...

Depois no final diz "porque não precisamos dar nome ao que sentimos" (ou seja, formalizar a união) e o que fazem? Casam no papel rss quando o jovem e imaturo Mr. Big perde medo da loba Carrie, que chorou rios de lágrimas por esse traste...
Irônico, não? Eu diria totalmente contraditório...

Charlotte, tem uma filhinha chinesa - pelo menos uma criança a menos largada a Deus dará naquele país maluco... ficou com aquele cara super horroroso e ainda engravida - tudo que ela queria.

Miranda sempre sendo a "machona" com o Steve, mas tudo bem, ficam juntos. Sempre gostei do lado desconfiado da Miranda, mas o Steve sempre foi tão apaixonado por ela que tinha raiva do jeito como ela o tratava.
Ah!Meninas! E tem umas diquinhas nesse caso de onde a mulherada erra com os homens, ah, porque a Miranda erra feio com o Steve...

Samantha que larga o marido galã de Hollywood e nem "come" o vizinho italiano... (pelo menos o nome do cara era Dante) que disperdício... a cena que eu mais esperava e nada... Samantha não cata o homem, gente! rs

Tirando a coisa da Carrie ficar com o Big depois dessa senhora mancada - mereceria ficar sem a perna pra mancar mesmo de vez... deveria ser instituido isso... - o filme é divertido e tem todos aqueles elementos que já conhecíamos bem da série.

Bem que a Carrie poderia me escolher pra ser a assistente dela... nem pela Louis Vutton, mas pelo dinheiro bom que devem pagar pra uma assistente...

Adendo**
Acredito que a melhor coisa do filme foi mostrar que não há época pra ser feliz como mulher, como no final, no aniversário de 50(!!!!) anos da Samantha.

terça-feira, junho 24, 2008

Capítulo 32: mãe versus amante

Há algumas semanas, conversava com uma amiga a respeito do rapaz do post "carrie aconselha", sobre o "mocinho" do qual falava nessa historinha. Daí, resolvi pesquisá-lo com essa amiga naquele "site de relacionamento", como diriam "orkut" na Globo.

Vasculhando o encontrei casado, pai dedicado de gêmeas, ultra-religioso - coisa que eu nem sabia que ele era... - está em sites católicos aos montes e em profissionais. Claro que fui conhecer a esposa: que fez um perfil de mulher muito feliz por ser católica e mãe dedicada.

Isso foi o mais engraçado de ambos os perfis: eles se anularam, só falam das filhas -que devem ter por volta de um ano de idade. As fotos nos perfis são das gêmeas, o que seria o nome da esposa é "fulana e sicrana, mamãe ama vocês" e tudo gira em torno das meninas, assim como as fotos são de estúdio. Existe até comunidade para as meninas e a mãe está em várias comunidades de agenciamento para propagandas etc.

Disse a minha amiga que, realmente, não era mesmo pra rolar nada entre mim e o rapaz, não tínhamos nada em comum. Não conseguiria me imaginar fazendo o papel da esposa dele: milhões de comunidades sobre mamães e bebês (principalmente "mãe: minha profissão" e outras do naipe em que se é mãe em tempo integral).

Não sei, achei tudo tão fake... tão "família dileta e feliz" uma coisa tão "minha vida são minhas filhas e a religião" e adeus casal...
Dá a impressão de se suplantar as insatisfações através de tornar as filhas famosas e tentar não pensar no que está dando errado, através da religião... ou quem sabe manter um padrão por conta da religião e aí não se sabe se isso satisfaz ou não.
Tô falando de sexo nesse último caso? Lógico!!

Eu não sou mãe e nem consigo me imaginar como uma, mas sei me imaginar como amante.
Não acredito que alguém que se dedique em tempo integral, planejando carreira de filhos e só coloque fotos de encontro de igreja seja feliz na cama...(uaaaau!!!)
Tudo, até onde sei, é pecado: "procriai-vos e multiplicai-vos" isso eles já fizeram, agora chega!

Pensei muito sobre não conseguir me imaginar ser mãe procurando receita de papinhas no orkut (é, ela está em uma) ou fazer álbuns e álbuns no orkut de meus filhos - todas fotos de estúdio...
Nunca consegui me imaginar mãe de bebês, só de filhos adolescentes, adultos - será que é porque estou tão longe dos "pequeninos" que só os imagino grandes ou porque aí eu imaginaria menos trabalho pra mim?

Sei que não sei como seria, sei que amigas minhas que têm filhos se tornaram mães babonas. Talvez, eu seria também, mas não a ponto de expô-los na internet e ficar querendo fazer uma carreira para eles.
Não iria querer meus filhos em comerciais de tv (já tô mostrando a superproteção...) e, mais ainda, não iria querer que existisse apenas a "Carrie mãe" e adeus profissão. E, o mais importante: não sei se conseguiria deixar de ser "Carrie amante".

sábado, maio 17, 2008

Capítulo 31: Da Carência ou o momento certo para James Sawyer

Conversando com um amigo que terminara de ler "Risíveis Amores", de Milan Kundera, ele diz, brincando:
"agora eu quero ser assim, sair com mulheres de dinheiro e pegar todo dinheiro delas, como o Sawyer de Lost!"
No livro do Kundera, há um personagem que vive de dar golpes em mulheres também. Se estou certa, li esse livro há muito tempo... era uma adolescente metida a intelectual - não devo ter entendido metade dos livros do Kundera, mas aprendi sobre a invasão russa à Praga em "A Insustentável Leveza do Ser"...

Era uma assunto que eu já estava pensando, não só nos caras que dão uma de Sawyer, mas nos que se aproveitam - de alguma forma - da carência feminina.
Nós mulheres somos seres carentes, eu sou e muito!
Então, eu sei por experiência própria como funcionamos: adoramos ser lembradas, receber carinho, ter algo que "motive", se isso não acontece, desanimamos, nos perdemos. Algumas são fortes o suficiente para se manterem com a cabeça fria, mas são raras, eu mesma cheguei a pensar que fosse dessas, até descobrir que quanto mais me afastava dos homens, mais ficava carente e com vontade de estar com eles...
Que meu lado Miranda era uma farsa, como a própria Miranda: que não dava o braço a torcer que amava o Steve...

Lembro de um texto de uma revista que vem com um jornal de domingo sobre mulheres aqui dessa megalópole que vão para lugares "paradisíacos" no Nordeste, principalmente, e se apaixonavam pelos ditos "nativos" da região e reclamavam como os homens da cidade era sem carinho e sem romance, havia até mulheres de outros países que eram bem resolvidas no trabalho em seus países e largaram tudo só pra viver "o amor numa cabana", parecia algo muito louco e irracional para mim.
Meu lado "não dar o braço a torcer e ser racional" queria falar sempre mais alto, um fingimento, talvez.
E eu ia ficando ali, com medo dos homens e que eles me magoassem, tinha colecionado algumas mágoas e tinha desistido de pensar nisso, queria não sofrer, ficar distante era o melhor caminho, tornar-me transparente: era o meu desejo! Que nenhum homem percebesse nada em mim... nem perceber que eu existia.
Só que nem sempre você consegue isso...
Muitas vezes a carência te pega e você fala que não vai mais aguentar... não sabe como está se aguentando sozinha...
Nessa hora pode aparecer alguém legal, como pode aparecer o inevitável "Sawyer" (ainda se fossem tão bonitos e sedutores rss). Nem sempre ele quer roubar seu dinheiro, (nem sempre você tem dinheiro rss), muitas vezes você é apenas um "prêmio". Qual homem não gosta do conquistar? Isso é até uma questão antropológica, dizem... como diria Seinfeld: "women nest and men hunt".
Homens gostam de se mostrar conquistadores aos outros,como em alguns casos (ou será em todos?) isso apenas seja um modo de se afirmar como "macho", é mais fácil usar do seu bom conhecimento sobre as mulheres (porque há homens que sabem muito bem do que uma mulher precisa e quer, isso é fato!) e ganhar todas para se mostrar o maioral do que só precisar mostrar isso a quem amam.
Essa tal afirmação pode fazer com que ele magoe várias e várias por esse caminho, mas isso também não quer dizer que magoe a nós por que amamos demais, muitas vezes até temos uma desconfiança lá no fundo de que não somos a mulher da vida deles, mas a carência não nos deixa ver isso - e muitas vezes nem queremos mesmo, está tão bom assim, porque "inventar história"? - e vamos seguindo, iludidas, mas satisfeitas com o carinho que recebemos, mesmo que isso seja apenas um técnica, era daquele carinho, daquela palavra, daquele afago que precisávamos naquele momento...
A carência, quando fala alto, nos torna presas numa teia que não queremos nos desvencilhar, queremos sim, ser presas desses "homens aranha", porque todo esse "time" que eles têm e demonstram, muitas vezes, é algo que nunca tínhamos vivido antes e, nem sabemos se vamos viver outra vez.
Nem todos os homens têm esse "time", esse "feeling", o problema é eles nunca perceberem que mulheres sentem falta dessas coisas e tentarem conversar com a mulher que amam para saber o que é preciso para que nenhum Sawyer atravesse o caminho dos dois... ter esse conhecimento não é algo fechado para poucos. É uma questão de vivência e de procurar entender melhor a mulher que está ao seu lado.

quarta-feira, abril 02, 2008

Carrie aconselha

Estava no metrô dia desses e uma garota estava aflita conversando com o amigo sobre um cara que ela estava interessada.
Cheguei a pensar em me meter na conversa e dar o conselho pra ela, mas seria meio "bisbilhoteria metida" da muita parte, né?

A história, até onde ouvi (que coisa feia tsc tsc tsc rss) era sobre uma cara indeciso, um cara que parecia interessado nela, mas que não chegava "às vias de fato". Como conheço bem esse tipo de história, queria falar sobre o que acabei concluindo dos caras que conheci que eram assim.
Lembro de ouví-la dizer para o amigo "... então é gay! não é possível!!!" também me diziam isso sobre o "u homi du radjio" (lembram desse apelidinho fofo? rss). Ele me enrolou por 2 meses (nem um beijinho rolou, o que me deixava mais frustrada), eu ficava do mesmo jeito da menina: pedindo conselhos para Deus e o mundo e alguns me diziam "esse cara é gay!".
Não sei se era e queria "camuflar" sei que um amigo mais velho foi o mais sábio e me explicou melhor a situação: "ele tem medo de se envolver e acabar tendo um relaciomento mais sério com você e não é isso que ele quer, tem medo disso... não quer perder a 'liberdade', ele é jovem demais para entender que isso não é verdade, que uma coisa não tem a ver com a outra..."
Iria dizer o mesmo para a tal menina e completar: quando o cara gosta mesmo, mas mesmo, mesmo, mesmo, ele esquece esse medo e se não esquece desse medo, é porque ele não vale a pena e não faria você feliz. Porque o medo não é um bom companheiro para ninguém...

quarta-feira, março 19, 2008

Andei pensando esses dias numa coisa que estava contando para uma amiga.
Eu contei para ela que disse ao meu último ex que ele havia sido a pior coisa que aconteceu na minha vida.
Fiquei pensando no teor de tal frase. Não que me arrependa dela, de jeito nenhum! Ele mereceu por tudo que me fez sofrer, mas fiquei refletindo como seria ouvir algo assim de alguém, deveria abalar ou fazer como ele, fingir que nada aconteceu e ter a cara de pau de tentar ainda ser meu amiguinho - falar dos problemas dele e das brigas com a namorada - por quem ele me trocou.
Mesmo tendo dito isso a ele, foi duro para que ele entendesse que não dava mais para ficar de amiguinho e eu a psicóloga.
Voltando, ouvir isso de alguém deve ser barra pesada, mesmo quando se mereça. É uma frase altamente significativa - com um signifado beeem negativo, poderia até abalar a estima da pessoa...
Como ele não tinha estima, nem sentiu a diferença, deve ser por isso que demorou tanto a cair a ficha e me deixar em paz...

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Capítulo 30: o menino do bandejão

Há uns dias, encontrei um cara que gostei na faculdade. Era uma coisa bem platônica, nunca cheguei nele, sempre o olhava durante o almoço do bandejão. Nunca soube se ele tinha algum interesse em mim, se sabia das minhas intenções ou achava que eu estava interessada num dos amigos dele... nunca soube e nunca saiu disso.
O revi no metrô há quase 2 meses, estava esperando uma amiga e ele passou...
Já não usava mais o cabelo nos ombros, já não parecia mais o Kurt Cobain (rs), seus cabelos loiros estavam cortados, mas seus olhos continuavam azuis, não tão brilhantes e infinitamente azuis como antes...
Olhei espantada quando o vi e pensei "nooossa, que mundo pequeno!". Já o havia encontrado em uma outra ocasião numa feira de intercâmbio e até fiquei pensando se ele tinha o mesmo gosto musical que o meu e eu nunca soube... nunca compartilhei...
Logo que ele cruzou a catraca, olhei espantada quando o reconheci (o menininho do bandejão)e pensei "acho que ele não me reconheceu: estou mais magra, menos espinhas, mais atraente do que eu era".
No meio disso, escuto alguém o chamar "ONDE VOCÊ VAI????!!! NÃO É POR AÍ!!" uma voz de mulher, irritada. Olhei para a mão dele e lá estava a aliança e a cara de bobo conformado que ele fez. Só pensei "ihh..."
Percebi que a esposa estava acompanhada por mais uma senhora e duas adolescentes, imaginei que talvez fosse a mãe e irmãs da "Courtney" (rs).
A mulher mais velha mostrava um sorriso no canto do rosto de satisfação como se pensasse "isso mesmo, minha filha! rédea curta nele!".
E ele - que ia pela escada normal ao invés da rolante, tentava se explicar, enquanto a esposa fazia cara de impaciente, saco cheio mesmo...
Naquele momento muitas coisas vieram à minha cabeça - isso foi no comecinho de janeiro e ainda muita coisa estava pra acontecer comigo...
A primeira coisa que pensei foi e se eu tivesse chegado nele? Será que eu seria hoje a sra Decepcionada Cobain?
Não sei, eu fiquei meio chateada com isso, porque me pareceu aqueles casais já de muito tempo que já não se aguentam mais... a mulher mandando e o cara cabisbaixo obedecendo a tropa de mulheres... lembrei até de um episódio de "Anos Incríveis" que Kevin deixa de namorar uma menina quando percebe que ele teria a mesma vida do pai da garota: a mãe, as filhas e a cadelinha mandam nele...
Poderia ser o contrário - também pensei nisso - ele de saco cheio saiu correndo na frente, porque realmente ele foi o primeior a cruzar a catraca e já ia subir as escadas se a mulher não dá o grito...
Fiquei pensando muito nisso... fiquei pensando que não teria a mesma liberdade que tenho hoje - talvez isso os tenha decepcionado.
Pensei se eu trataria meu marido em público da mesma forma, afinal, hoje eu acho isso tão ruim (roupa suja se lava em casa). Não consigo me imaginar de saco cheio de uma pessoa que pensei que amasse e mostrando isso pra todos e bancando a durona na frente da minha mãe (porque também minha mãe não ficaria passeando conosco, ela é muito discreta e sempre acha que casal é casal e não tem que carregar ninguém por aí).
Pode ser que eu tenha observado tudo errado também, mas pensei no porquê de tantos casais ficarem assim: entediados uns com os outros... medo!
Depois me senti bem por não ser ela e estar ali esperando uma amiga para passear. Lembrei também do show do Franz Ferdinand em 2006, na saida vi uma menina que parecia uma garota que havia estudado comigo no ginásio, mas não era, só parecia. E lembro que pensei "a fulana uma hora dessas deve estar dormindo e sonhando com os filhos", também me senti feliz por "viver" mais que qualquer outra das minhas amigas na minha idade e não ficar sábado à noite vendo tv, entediada com o marido...
Mas será que todos os casais têm que ser assim?
Acredito que não, é preciso algo para que as coisas não se tornem deprimentes... algo como uma abertura muito grande para se falar tudo e se decidir realmente tudo às claras, será que isso é utopia?

quarta-feira, janeiro 30, 2008

A volta de Mr. Big

O que estará acontecendo com Carrie?
Será que suas idéias maquiavélicas e rancorosas sobre os homens terão que ser engolidas a seco?
Com mister Big de volta, tudo poderá acontecer...

Não perca o próximo e emocionante capítulo da saga...

(Carrie cheia de gracinhas hoje...)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Por quê?

Em todas as conversas com minha amigas, a história é sempre igual: foram abandonadas,em graus maiores ou menores de crueldade pelos seus exs. E fiquei pensando por quê? Por que mulheres bonitas, inteligentes, divertidas, amigas, simpáticas, companheiras estão sozinhas ou são abandonadas como se fossem absolutamente um nada? Por que os homens têm esse tipo de atitude?
Atitude de magoar MUITO para acabar com um relacionamento. Sei que de qualquer forma, vão magoar, mas o que custa ser honestos e HOMENS (bem, dizem que homem tem que honrar as calças que vestem que são fortes e não sei o quê e o que fazem?)?
Fico preocupada em saber que cada vez mais se dá valor ao "ocasional" do que a uma relação, principalmente quando não se está pedindo o cara em casamento, nem pra morar na casa dele... ou ainda, quando se é mal-tratada e trocada por um ser deprezível (eles devem ser merecer, é claro - isso tá muito "pessoal", ressentida? ah, eu sou, vocês sabem, quem disse que vou esconder isso???). Sim, quem é que gosta de saber que "perdeu" para alguém muito inferior?
Quando se "perde" para a inteligente, a bonita, a charmosa é uma coisa, mas quando a outra é o seu total contrário (a Bizarra Carrie) fica difícil entender, principalmente quando se ouviu o tempo todo que as "qualidades" da bizarra eram tudo que o outro não queria numa mulher. Aí complicou e deu nó na cabeça!
Cada vez acredito menos em relacionamentos, acho que realmente, o melhor, é fazer como eles: pra que se envolver? pra sofrer? Se vai sofrer, vai doer, pra que tentar?
Afinal, tantas mulheres especiais sozinhas.... o que acontece? Será que somos tão boas que não somos pra nenhum homem desse planeta? Nascemos no planeta errado? Onde os homens não conseguem nos acompanhar? É tão difícil assim ter algo com alguém que pode ser legal, bonita, inteligente e que sabe o que quer?

Fiquei indignada dia desses com um amigo de uma amiga que veio me paquerar: cheio de graça. Daí a pouco soube da sua namorada e ele desconversou: ah, não é nada, é só um rolo aí.
Um rolo aí que ganha fotos em todos os lugares e que pensa que é peça fundamental... Fiquei com nojo do cara e percebi que ele é só mais um que me dá argumentos pra preferir não me envolver com ninguém, porque enquanto você se envolve, o outro está pensando nas outras que poderá ficar até não poder mais, e quando não poder mais, vai usar viagra e se for tão desprezível que nem com viagra alguma o queira, procurará alguma boba romântica que seja sua enfermeira e empregada nos momentos finais. Porque nem pra morrer o homem tem coragem de fazer isso sozinho.
(se não teve coragem a vida toda pra nada, não seria na morte mesmo...)

quinta-feira, novembro 01, 2007

Halloween, Finados, Todos os Santos?

Para comemorar essas datas resolvi fazer a lista - fora de ordem para não ter problemas rsss - dos finados (meus exs e seus lindos apelidos que coloquei - alguns com a ajuda de amigas, os apelidos que não explico é que estão óbvios rss:

Ronald MacDonald's
Tiradentes
Malan (era o ministro da economia na época, lembram dele? rss)
Tio Sukita
O Médico e o Monstro
U homi du radju! (mesmo nome do inventor desse aparelhinho, vixi! rs)
AdEvogado


É, não foram tantos, mas que Deus os tenha!
Espero que eu não tenha esquecido de homenagear ninguém...

terça-feira, outubro 23, 2007

Um pouco de cada

Num post do ano passado falei sobre dois rapazes que pareciam interessados em mim: o mais novo com namorada e o mais velho que não sabia me dizer a que veio...
Bem, lembro que eu disse que, no final, não ia ficar com nenhum deles.
Só que as coisas mudaram e eu fiquei com o mais velho que conseguiu dizer parte do que queria... mais um grande desencontro amoroso aconteceu.

O mais novo ressurge na minha vida, agora sem a namorada, mas ele não mora aqui, mora em outro país e só virá pra visitar a família... não espero muita coisa dele, mas sei muito bem o que ele quer comigo.

Daí fico pensando que tenho um pouco das quatro moças da série: não só a Carrie.

Sou Carrie tentando escrever sobre relacionamentos e com minhas grandes inseguranças - pensando "será que ele gosta de mim??"

Sou Miranda (fortemente Miranda)"ele só quer uma noite comigo, ou duas e acabou".

Tenho um lado Charlotte, mas não nesse caso "oh, ele vai se apaixonar por mim... e vai me levar com ele..."

E, claro, posso ser uma Samantha "vou enlouquecê-lo! e deixa o depois pra depois!"

Acho que um pouco de cada deve estar em todas nós... claro que o caso citado não dá grandes motivos, mas quantas vezes temos nossos devaneios?

domingo, setembro 30, 2007

Que não dá assitência...

Há alguns meses venho conversando com uma amiga a respeito do romance que ela está tendo: ela conheceu um conterrâneo da Carrie Rica no Nordeste do Brasil e desde então, vive um namoro a distância (quase 2 anos, ele já veio 3 vezes para cá visitá-la).
O grande problema e o qual fica difícil ajudá-la é que ela não gosta dele, ou não quer aceitar que gosta dele (o que é muito pior). Disse várias vezes para mim que como ela não tem ninguém aqui é melhor segurar o outro mesmo... ele está longe, mas é melhor que nada. E assim vai enrolando o rapaz...
Não concordo com a atitude dela, porque eu não acho certo enganar alguém, tenho essa postura de seguir àquela máxima: não faça aos outros... se estou certa, se sou encanada demais, não ligo, sigo o que o meu coração diz e estou muito bem por ser assim.
Ela segue a seguinte idéia:
-ela: eu estou sozinha, Carrie, não tem ninguém interessante aqui, pelo menos tem ele, mesmo longe. ele andou bravo comigo, porque eu não vou até lá, ele quer pagar minha passagem, mas não quero depender de ninguém... não quero ir pra lá pra ser dona de casa!
-eu: mas por que ele está bravo? ele não sabe que é difícil pra vc?
-ela: ah, é porque dei esperança pra ele... eu fiz isso, mas não que eu esteja muito afim, é porque não tem ninguém, ele é única oportunidade, eu já estou com 30, preciso ver se não der certo com ninguém vai ter ele lá...
- eu: você deveria aceitar a passagem e ir até lá e pagar com seu dinheiro outra pra alguém e não ir sozinha, se acha isso um problema... aí saberá se dá certo ou não...
-ela: ah, ele que se dane se tá bravo! eu falo umas coisas pra ele, ele fica com medo e eu continuo o enrolando mesmo... ainda tive que aturar dois patetas amigos dele aqui... fiquei passeando com eles por aí...
-eu: e por que fez isso se não queria?
-ela: porque eles iam contar pra ele, né? vão falar de mim pra ele, me deram até bombom da copenhagen, tô cheia de espinha por causa disso!!!
(vejam, só: ganha bombom da copenhagen e reclama de espinha, legal ela, né?)

Ontem:
ela: estou muito brava! ele me acordou, me ligou porque quer que eu termine com ele, que eu diga siga sua vida!
eu: peraí, me conta essa história direito. Quando ele te ligou que te acordou (não era possível pelo fuso horário americano...)
ela: ah, faz 40 minutos... (ou seja, eram 18 horas da tarde de um sábado...) mas ele me acordou! pra me encher o saco dizer se eu tenho mesmo interesse nele porque ele conheceu uma pessoa, ah, ele acha que eu vou falar "vai em frente, eu dou a maior força!" o que ele espera??? claro que não!
eu: bem, mas ele te ligou dos States para conversar, está sendo honesto, ele poderia sumir, nunca mais falar com vc e vc nem saber o que aconteceu... isso aconteceu comigo e sei como isso é horrível! ele foi honesto, te respeita, tem consideração por vc, pensou em você!! Não está te enganando! Foi homem de vir falar com vc!
ela: ah, cara, ele é mimado! isso sim! acha que eu tenho que fazer tudo do jeito dele, eu vou falar uma verdades pra ele aqui...
(minutos depois)
ela: ah, ele ficou com medo das coisas que eu disse, vou enrolá-lo, tô nem aí, se ele quiser, ele que desista.

Minha vontade era falar um monte pra ela e acabar com a amizade, perder a chance da sua vida de ser feliz com alguém que se mostra adulto o suficiente é uma coisa rara e ela está jogando pela janela... espero do fundo do meu coração que ele perceba o quanto ela o está fazendo de bobo e fique com a outra pessoa que conheceu.
Ficar "segurando" um cara porque não se vê expectativa de outros relacionamentos é a coisa mais deprimente que pode existir... fingir que se está interessada por alguém para mostrar pros outros que tem alguém, que não está só, é triste! Muito triste e eu não compartilho disso.
Vocês sabem, fico ainda mais revoltada de saber que ele está sendo tão honesto, tão decente com ela e ela não merece... como eu queria que tivessem agido dessa forma comigo, mas como diz o ditado: "Deus dá nozes pra quem não tem dentes"

sexta-feira, agosto 31, 2007

Capítulo 29: da pressão precoce

Esses últimos dias andei ouvindo coisas que me pareceram tão fora de contexto, mas que ainda acontecem - ou nunca mudaram? A pressão de não estar sozinha não é um privilégio das mais velhas, mas desde o começo da adolescência isso é fato.
Constatei isso ouvindo e vendo como se comportam os adolescentes.
Algumas amigas na faixa de 15 anos brigavam com uma do grupo dizendo que ela ficaria solteirona - porque não aceitava conhecer o rapaz que elas queriam apresentar. Davam como argumentos que o rapaz de 19 anos tem moto (grande argumento!!) e achavam que isso era o certo: "desencalhar" a amiga...
Depois ouço outras meninas, ainda mais novas, 13 anos, falando uma para a outra: "desse jeito você vai ficar encalhada!" E eu não consegui me conter: "encalhada?? vocês mal começaram a vida ainda... tem muita vida pela frente, calma! isso é só o começo!" e a "conselheira" disse: "ah, mas eu não estou encalhada!"
Só quem infelizmente, ela namora um rapaz que não quer saber de estudar e seus únicos interesses (além da garota) são cantar funks podres e fumar maconha. Melhor estar "encalhada", não?

A outra menina anda bem triste, já percebi, suas amiguinhas não estão encalhadas e ela, uma menina com quase 1,70 de altura, loira, bonita, belo corpo se sente menos.
Tanto que todos os amigos desse namoro da outra querem ficar com ela... percebo que ela não quer nenhum deles, sabe que eles não são pra ela, mas ela sofre a pressão de não ser a última a beijar, de namorar...

Fiquei pensando na minha vida, será que teria sido melhor pra mim ter ficado com os trastes e aprendido a sofrer logo e, com isso, tentar "cair nas garras" desse cafajestes com menos freqüência ou será que o melhor foi o caminho que segui, procurando e escolhendo muito e, no final das contas, escolher mal?

Não sei, não a culpo por tentar e nem as amigas em ambos os casos, estou começando a pensar que a pressão talvez não seja tão ruim - só quando ela faz mal pra vc, quando aquilo não é o que seu coração deseja - mas que se deve tentar, desde que o cara tenha seus valores... e não só defeitos e vícios.

quarta-feira, julho 04, 2007

Capítulo 28: do Status

Estar com alguém, para muitas parece elevar seu status, tornar alguém mais importante por não estar sozinho - o que não quer dizer muita coisa, como disse no post sobre solidão.

Vou contar um caso que presencio há anos:
Ela namora o cara há 10 anos, ele só está interessado em ficar nessa, sem muitas responsabilidades, estar com ela, exibí-la aos amigos e sair com outras por aí só pra ficar tudo ok.
Ela faz o mesmo, mostra às amigas que tem um namorado sim, quando quer, briga com ele só pra sair pra balada e conhecer gente nova.
Terminam e voltam sempre, quando ele termina, ela chora desesperada, quebra coisas (isso porque tem 28 anos, não estou falando de uma adolescente...), agride a mãe, tudo porque não quer "não estar namorando" - quer a qualquer custo manter uma relação fictícia porque acha que assim terá um status mais elevado: "eu tenho namorado".
Brigas intermináveis até que ela resolve terminar com o cara: todos ficaram surpresos, só que no final das contas ela voltou com ele. Acredita-se que ela deveria estar interessado em outro, o outro não iria querer manter um status "namorado" e daí ela não poderia ficar com o status "solteira". Não, isso nunca! Infeliz, mas com um homem do lado.
E vivem assim. Só para manter uma relação que não existe há muito para que os outros pensem que eles não estão sozinhos - e não estão?

O outro caso é de uma outra menina que mesmo aos 25 anos acredita piamente que homens de 30 que vão às baladas mais caras da Vila Olímpia (Sampa) estão realmente interessados em encontrar sua alma gêmea.
Ela discutia também com a mãe (as mães sofrem, não?) porque dizia que nos lugares que freqüenta só é frequentado por homens responsáveis (!!), na faixa dos 30 e que vão com "carrões" (ela repara no quê, afinal? qual o status que está em jogo pra ela?) e é claro que são caras legais: são ricos e já se formaram na faculdade, só podem estar a procura da sua princesa amada.
É claro que acabei entrando na conversa e disse para ela que não é bem assim, que não é idade que faz um cara responsável, mas ela bateu o pé de que homens formados e com um bom emprego querem sossego. E eu: "Sossego se vão à balada? Eles querem é mais continuar curtindo... você acredita mesmo que estão procurando uma namorada, uma esposa na balada? Pode calhar de acontecer, mas não é isso que estão a procura... pensa bem: eles estão se divertindo, enquanto puderem, pra que vão se amarrar a alguém? Se quisessem já estariam sossegados. Tô falando por experiência própria..."
Infelizmente ela é do tipo que não ouve, que um dos caras com dinheiro e "bem formados" será seu príncipe... e esse é o status que ela acredita...

Vendo tv hoje, dando uma zapeada, vi uma moça que chorava num desses programas de "lamúrias da vida" que ela ainda é apaixonada há três anos por um ex-namorado, o cara já está noivo de outra e a coitada obcecada pelo rapaz.
Percebi que muitas pessoas não conseguem viver sem o status "estou com" e não conseguem aceitar o fato de ter que partir para outra... o pior foi me lembrar de uma ex-de um ex (é, ex de um ex meu...) que depois de 10 anos que já havia rolado tudo entre eles, ela ainda fazia-se mostrar presente na vida dele. Ainda colocava uma foto no orkut dele e mencionava-o por lá. Tentava esconder essa obsessão com a comunidade "solteira sim, sozinha nunca". Sozinha poderia não estar nunca, mas com quem ela queria, dificilmente aconteceria...
Tentava também mostrar o status "solteira e de bem com a vida", só que pelas informações referentes ao ex ali escancaradas, seria difícil acreditar...
Cada um acredita que no amor existe algum tipo de status, muitos acham que é se mostrar bem, com alguém que não dá mais certo ou se obcecar por quem não tem mais nada a ver... outros, piores: pensam no status material - que dificilmente vai trazer uma relação melhor que essas outras...

segunda-feira, junho 04, 2007

Capítulo 27: há fórmula para o amor?

A todo momento vejo pessoas dando receitas para se ter sucesso no amor: seja no trabalho, na rua, no metrô, no ônibus... onde estou, acabo ouvindo as pessoas dando conselhos que nem sempre paracem dar certo. Alguns já são até verdadeiras "lendas" que dariam certo, mas nas quais eu não acredito - assim como no Saci rs

Ouvi algumas mulheres conversando no trabalho dizendo que o "certo" é o homem gostar mais da mulher do que ela gostar dele, que assim se tem um "controle" na relação, o cara não ficará olhando para outras, só enxergará você...
Fiquei lembrando dos casais felizes que conheço e essa teoria foi por água abaixo: todos mostram gostar equilibradamente da sua cara metade. Não há aquela coisa de um babar pelo outro, e o que gosta "menos" fazendo graça, tratando o que gosta "mais" como um bocó - há um amor sadio e equilibrado. Igual, eu não digo porque eu já disse aqui, alguns uns posts abaixo: o amor não se mede, se sente.

Daí ouço no metrô, outro dia, amigos dando conselho para uma amiga que parecia desanimada no amor: "Você não pode mostrar que está gostando! Você tem que deixar ele gostar e sempre deixá-lo com dúvida", uma moça dizia e o amigo a apoiava "ela tá certa, eu sou homem, mas é assim! vai pela gente!"

Fiquei pensando... Será que estou sozinha porque nunca eu jogo? Eu nunca faço do amor um jogo, participo de lances, quem sabe?, mas nunca eu saio do "fair play" ... será isso um problema?
Depois de muito pensar, cheguei à seguinte conclusão:
Dane-se!
Eu vou continuar sendo assim, com a consciência beeem tranquila de quem ama e não mede esforços para mostrar, SIM, interesse, se o cara não gostar, azar o dele, não me merece...
Acho que o que se precisa é encontrar uma pessoa que te dê valor, te respeite, alguém que queira ser um companheiro... não um parceiro de jogo.
Eu só quero alguém assim - tô pedindo muito? rss - não vou fingir que não gosto, não vou ficar com joguinhos, fazendo o cara de bobo - se ele gosta disso então não gostará mesmo de mim. que procure outra que o trate como ele quer e merece.

Queria que o amor fosse menos complicado para que ninguém inventasse receitas descabidas e seguidas por muitos... até eu pensei em seguí-las... mas vou continuar na minha utópica missão de encontrar a "tampa da panela" fazendo aquilo que acredito que seja o "certo"... até a insanidade bater - quem sabe? rsss

segunda-feira, maio 07, 2007

Capítulo 26: da Solidão

Os momentos que nós, solteiras balzaquianas, mais detestamos - ou talvez só eu deteste ou talvez todas as mulheres em qualquer idade odeiem - foram os que passei nos últimos fins de semana: sair com casais de amigos.Acho que, pelo menos para mim, não tem coisa mais chata que sair com casais estando sozinha. Enquanto a solidão é só sua, ou você sai com grupos "mesclados" (solteiros e casais) tudo é muito mais simples, mas quando você repete o mesmo ritual dois finais de semana seguidos parece que é difícil aguentar a solidão.A solidão bateu de um modo forte, eu me sentia não acompanhada naqueles lugares, mas sim muito sozinha... como se estivesse sozinha naqueles lugares, como se eu fosse uma mera espectadora de beijos e carinhos trocados por casais que pareciam felizes ou poderiam até estar fingindo serem felizes... o fato é que me machucou muito sentar numa mesa e à minha frente um lugar vazio... aquele lugar vazio fez com que me desse uma puta vontade de chorar ali mesmo... porque era só olhar os outros e ver que um estava sentado de frente para seu par ou com seu par do lado e eu não tinha par... não encaixava ali...
A solidão é uma das piores coisas da vida, se não for a pior, só perde para ser ignorado. Ser ignorada também é uma das coisas mais difíceis pela qual já passei...
A solidão dá um dor forte no peito, mas minha analista (é, essa esquizofrenia tem que ter limite...) me fez ver que eu não era a única sozinha ali. Num desses encontros nem sempre os casais estavam totalmente felizes, a garota estava muito magoada com o marido que estava bebendo muito mais do que devia e dando vexame: ela também estava sozinha, apesar da companhia.Percebi que você pode estar acompanhada, mas se sentir extremamente só... Não conseguia perceber como um ex meu me dizia que se sente deprimido namorando. Parecia "chorar de barriga cheia", mas percebi que não é um relacionamento que te faz se sentir menos só, não é um relacionamento que termina com sua solidão...A solidão só passa quando se está bem consigo mesmo e com os outros, não adianta você estar com alguém e não poder contar com aquela pessoa... acho que é uma solidão ainda pior: estar com alguém que não "está" com você...

domingo, abril 22, 2007

Frase que me veio à cabeça...

Fiquei pensando sobre a questão de disputa que se faz no amor e a única coisa que me veio à cabeça foi:

O amor não se disputa: se sente...

Não dá pra medir se o que sinto é maior que o que outra pessoa sente... sentimentos têm que ser vividos, por cada um a sua maneira...

Acho que é isso...

quarta-feira, março 14, 2007

Por que sempre tem que aparecer na minha vida essa letra?

Eu te amo
(Tom Jobim - Chico Buarque/1980)

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos

Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás só fazendo de conta

Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

1980 © - Marola Edições Musicais Ltda. Todos os direitos reservadosDireitos de Execução Pública controlados pelo ECAD (AMAR) Internacional Copyright Secured

domingo, fevereiro 25, 2007

A lógica de quem é ex (ou a falta de lógica?)

Quando você conhece alguém que parece interessado/a em você e essa pessoa faz o possível para "fugir" da/o ex, você não dá importância, acha até bom.
E o que acontece quando vocês se tornam exs e a pessoa que tanto fugia dos exs anteriores começa não a fugir de você, mas a ficar no seu pé?
Você também foge como a pessoa fez com os anteriores, se iguala?
Aí você pensa, será que as/os exs queriam mesmo ficar no pé da pessoa ou ela que tinha vergonha de encarar os antigos amores? E por quê, agora, não faz o mesmo com você?
Seria por que você disse "não se preocupe, eu não lhe procurarei mais, não precisa fugir de mim"?
Teria, assim, a desarmado?
E será que a pessoa nunca conseguirá se colocar seu lugar?
Por exemplo, se colocar e pensar "acho que ela/e não quer mesmo papo comigo, não vou procurá-la/o como não gostava que me procurassem e até fugia..."

Há lógica nisso? Não, né?

domingo, janeiro 28, 2007

A bênção, Rob Gordon!

Rob to camera.
ROB
How are you not going to fall for someone who wants to interview you? Now Caroline is all I can think about. And in the daydreams I imagine every detail, the entire story of our future relationship, until suddenly I realize that there's nothing left to actually, like, happen. I've done it all, lived through it all in my head. I know the whole plot, the ending, and the good parts. Now I'd have to watch it all over again in real time, and where's the fun in that? And fucking--when is it all going to stop? Am I going to jump from rock to rock for the rest of my life until there aren't any rocks left? Am I going to bolt every time I get itchy feet? Because I get them about once a quarter, along with the store's tax bill. I've been thinking with my guts since I was fourteen years old and, frankly speaking, I've come to the conclusion that my guts have shit for brains. You know what's wrong with Laura, what my problem is? What's wrong with Laura is that I'll never see her for the first or second or third time. That's all. Fuck it. I'll probably mail the tape. Probably.

Os homens são todos como Rob Gordon, a diferença é que alguns acordam, como ele, outros, passarão a vida toda na Terra do Nunca...

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Capítulo 25: das Escolhas

Todos fazemos escolhas na vida, mas homens e mulheres escolhem sempre diferente. Isto todo mundo já sabe, mas já repararam?

Pensemos em nós mulheres, escolhemos sempre o mais bonito e o que acontece? Sempre vivemos com ciúme.
Se escolhemos com dinheiro, com isso, com aquilo, sempre tem seu problema.
Imagine quando se escolhe pelo coração, mas são poucas que escolhem pelo coração e as coisas saem bem. Quando se escolhe há todo uma responsabilidade por trás.
As mulheres muitas vezes escolhem para não ficarem sozinhas, escolhem sofrer com caras autoritários e mulherengos, mas ficam ao lado deles para mostrar as demais que elas têm alguém - casaram (e casaram muito bem, não?).

Os homens escolhem pela beleza, pelo poder de sedução da sua musa. Às vezes escolhem apenas para mostrar a garota como enfeite : olhe, ela é linda e está comigo.
Sempre vemos homens infelizes que se casaram com a autoritária e ele igual a um bocó "sim, querida" ou sendo também chifrado, mas ela é linda, todo mundo repara.

No fundo fazemos escolhas iguais, o grande problema é quando se percebe tarde demais que a pessoa especial, que todo mundo falava: "nossa, ela/e era tão legal, te amava tanto e você escolheu essa/e que te faz sofrer tanto!"

Escolhas. Quem pode mudá-las?
Nós, mas para isso precisamos perceber que o amor não é um jogo, não é mostrar status, fazer inveja aos demais: amor é respeito, compreensão, afinidade, cumplicidade e confiança.

domingo, novembro 26, 2006

Capítulo 24: os seriados ensinam!

Frases de Joey Tribiani em "Joey"

Ela é a mulher perfeita: bonita? Sim! Alegre? Sim! Inteligente? Não!!!

Diálogo memorável em Seinfeld: (The Engagement - 7a. Temporada)

Jerry: What is this? What are we doing? What in god's name are we doing?

George: What?

Jerry: OUR LIVES!! . What kind of lives are these? We're like children. We're not men.

George: No, we're not. We're not men.

Jerry: We come up with all these stupid reasons to break up with these women.

George: I know. I know. That's what I do. That's what I do.

Jerry: Are we going to be sitting here when we're sixty like two idiots?

George: . We should be having dinner with our sons when we're sixty.

Jerry: We're pathetic… you know that?

George: Yeah, Like I don't know that I'm pathetic.

Jerry: Why can't I be normal?

George: Yes. Me, too. I wanna be normal. Normal.

Jerry: It would be nice to care about someone.

George: Yes. Yes. Care. (...)



E o que minha xará me ensina: que eu sou igual a ela, totalmente insegura e desesperada...

sábado, novembro 04, 2006

Capítulo 23: outro estágio

Um dia ela é sua melhor amiga, você compartilha todas as suas angústias, ilusões, medos, sentimentos com ela. Em outro momento, acha tudo infantil, você "cresce", não é uma adolescente mais bobinha que vê tudo com os olhos da mocinha que a Meg Ryan faz em todos os seus filmes.
O problema é quando essa amiga continua enxergando as coisas assim... fica tudo estranho, porque você aprende que não é o cara mais lindo do mundo que vai te fazer feliz, nem aquele que você acha que dá umas olhadas de vez enquando em você e que nunca chega em você - porque ele nem percebe que você existe, na verdade (era tudo coisa da sua cabeça e da sua amiga).
E, enquanto você acorda e pára de se iludir, a única coisa que ela faz é sempre te dizer:
ai, não sei se mostra a foto do meu paquera... ele não é lindo... (coisas que toda vez a pessoa tem que te dizer, como se ainda fôssemos adolescentes deslumbradas)
Ou tem de te perguntar duas coisas quando te encontra (e essas são fatais!!! ela nunca deixa de perguntar!!!):
e aí, tá namorando??? (a segunda é só quando da afirmativa)
e aí????? já "rolou"????


Eu queria entender o porquê da pessoa sempre ficar tão interessada se rolou ou não... não parece uma coisa ainda adolescente pra saber quem "chegou primeiro"? rss
Adolescentes que ainda têm suas fantasias ou curiosidades...

E é tão chato você ter tido uma amizade forte com uma pessoa e perceber que ela está no mesmo nível de 12 anos atrás e aí eu acabo me sentindo culpada por não querer muma reaproximação da amizade. Porque eu sei que a pergunta "e aí? rolou?" irá aparecer e eu não quero falar nada da minha vida.
Se rolou/ rola/ rolará isso é meu! Só meu! (e dele também rs)

domingo, outubro 08, 2006

Declaração de amor às mulheres

(Único espécime 99% perfeito e vejam porque não é 100%)

Se uma memória restou das festinhas e reuniões familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro. Não sei se hoje isso ainda ocorre. Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos.

Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto observando a paisagem.

Bem, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.

Explico: no "corner" masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no "corner" oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações, recalques, com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo.

Dessas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.

Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau.

Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estarem preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.

E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição. É fuga. Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todo homem é assim.

Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar.

Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones de cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem. Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal. E esse é o seu único defeito.

Carlos Eduardo Froney

1961


(um desses "defeitos" me mostrou esse texto...)

domingo, setembro 24, 2006

Capítulo 22: é pro seu bem?

Desde quando estar com alguém é o único motivo de felicidade e que os outros podem te considerar feliz?
Explico: por que as pessoas insistem em dizer "Fulano está namorando! Que bom!!"
Se não estivesse seria tão ruim assim?
Por que a gente sofre quando ouve esse tipo de coisa quando se está sozinho? Será que eu e todo mundo tenta se enganar de que "Love all you need" é só um verso de uma música do Beatles??
Tentamos nos enganar que somos fortes?
Tentamos nos enganar que é bom estar sozinho?

Ou não nos enganamos, apenas tentamos não sofrer com a cabeça pequena dos outros que não percebem (ou percebem, o que é muito pior)que nos deixam chateados com essa coisa de "que bom que fulano tem alguém!!". Principalmente porque o que o outro quer dizer é "até que enfim fulano/a desencalhou!! Ao contrário de você que é uma loser de marca maior"...

Isso seria um alerta das pessoas para que eu tente ser feliz ou só maledicência mesmo? (é, é maledicência SIM!)

Até quando isso vai me magoar?
Até eu morrer e falarem no meu enterro: "coitada, morreu sozinha!"
Nem lá terei descanso...

segunda-feira, agosto 21, 2006

Capítulo 21: experiência = fidelidade ?

Há algum tempo, numa conversa sobre relacionamentos, ouvi o seguinte da boca de um cara - amigo de uma amiga:

Eu quero me casar com uma mulher experiente, imagina casar com uma virgem! (não sei onde ele pensa encontrar uma...) A experiente já sabe o que quer, escolheu o que era melhor pra ela - se é que vocês me entendem... Vai estar com você porque você é o melhor! A virgem ia dar trabalho: ela vai ficar curiosa para saber como são os outros além de você...

Será que isso é realmente verdade? Será que eu sou mais Charlotte que Carrie?
No meu pensamento Charlottiano diria que isso não está ligado à fidelidade. Ninguém é fiel porque "não conhece os outros", você é fiel porque ama aquela pessoa e não precisa de outras, tem a ver com certeza. Certeza de que a escolha que fez - a única (como se fosse um "tiro no escuro" ou um "tiro certeiro", no caso da virgem) valeu a pena; ou que de todas as escolhas que se fez essa era a mais acertada... (para a experiente).
Certeza de se amar alguém e não acreditar que aparecerá outra pessoa...
Porque, mesmo a experiente pode encontrar outro e querer saber como é, e ainda pode pensar "esse eu não sei como é, acho que preciso conferir"... qualquer uma das duas pode dizer isso.
Agora, dizer que virgem vai querer procurar outro é a maior papagaiada da paróquia rsss Se era virgem é porque tinha uma convicção, uma certeza, como eu já disse.
Se essa certeza se desfizer, era porque o cara começou a olhar demais a vizinha ou admirava o dia todo o carro novo enquanto a mulher o esperava sem sucesso...

Quem pode dizer que ter experiência ou não é uma garantia de felicidade?

Quem garante que se possa satisfazer depois de várias tentativas?

Quem garante que uma única tentativa vai ser uma coisa ruim?

Quem garante que o amor possa ser sempre cerceado de alguma forma? Que há uma fórmula certa (casar com uma virgem - em 1950? rss - ou com uma cheia de experiência)?

O que garante a fidelidade? Preconceitos? Fórmulas?
Ou só o amor?



esse post é do meu "eu Charlotte" rss

domingo, julho 30, 2006

Eu continuo batendo na mesma tecla...

Por que cargas d'água as pessoas que você nem conhece direito, ao conversar com você e outras pessoas adora dizer:

"Ah, não gosto dele não, é feio que dói! Mas sabe usar o negocinho dele!!! é de ficar besta como estava perdendo tempo!!"


O que tenho com isso??? Ainda não entendi...

Se fosse minha xará rica, acharia algo para se comentar... quem sabe Carrie Rica diria que as pessoas precisam aparecer de qualquer forma, ou inventaria um conto sobre o assunto com Samantha contando isso... a diferença é que a Samantha é sua amiga e contaria mesmo... será que Samantha Jones é a personagem favorita de muitas mulheres que gostariam de fingir ser ela para todos que as encontram por aí?
Samantha é bem mais "na dela" rss

quinta-feira, julho 20, 2006

na verdade...

EU TENHO MEDO DE MIM!!

quinta-feira, julho 13, 2006

Capítulo 20: do Medo

Sabe quando você tem medo? Mas muito medo de gostar de alguém e sofrer de novo?
Sabe quando você tem medo de acreditar na pessoa? E pensa "até que ponto isso pode ser verdade?" ou "até onde eu devo ir?", "até onde eu consigo me manter 'imune'?"

Eu penso demais... deveria apenas viver e deixar pra lá... deixar que o tempo se encarregue, mas eu sou uma medrosa, ansiosa, carente... é carente... isso é o que dificulta tudo... quando se é carente (ou se está carente? não sei onde me encaixo...) tudo se complica, ainda bem que eu tenho convicção de que sou assim, pior se achasse que não, que o problema são os outros...

Vivo em altos e baixos: confiar ou não confiar, deixar rolar ou encanar..., achar que é sério ou brincadeira (por que brincaria??) sei lá... eu penso demais... deve ser por isso que tenho blog rsss

sábado, junho 17, 2006

Quando você pensa que tem escolha...

Nos últimos tempos pensei que teria que escolher: ou um ou outro.
Ficava vendo qual dos dois se parecia mais comigo ou me atraia mais.
Um com gostos muito parecidos que os meus, mas muito mais baladeiro, boêmio e mais novo; o outro, mais velho, parecia mais seguro, mais carinhoso.
É aquela velha história, você não quer enganar ninguém e prefere ficar na sua até descobrir pra que lado ir.
Eles decidiram por mim: o mais novo não havia me dito que tinha uma namorada e que estava dando um tempo (dando tempo, pra mim, não quer dizer que acabaram) e, pelo jeito, estava carente e achando que eu seria a substituta nesse período e me "sondando" para saber se eu era a substituta perfeita, até que ele se acertasse de novo com a outra.
O outro parecia bem interessado e falando coisas bonitas, pensei até que tivesse bebido um pouco pra se soltar e falar o que sentia - já que parecia ser mais fechado quanto aos sentimentos. Só que depois ele pede desculpa, disse que abusou e falou o que não devia, ou seja, o que não era verdade, mas queria um pouco de carinho.

Eles decidiram por mim: nenhum dos dois.
E a vida segue...

quarta-feira, maio 24, 2006

Capítulo 19: How Soon Is Now?

Balada sempre me faz lembrar dessa música...

Porque muita gente - e eu mesma, quando era mais nova - acha que a balada é que vai nos "salvar". A balada é o engodo dos que estão carentes...
O carente que consegue tirar de letra que foi só usado e usou e depois disso fica bem, é um mestre. O que não consegue separar isso, se apega à pessoa, sofre - e muito.
É como se fosse um teste de Darwin: só os "fortes" (frios, cafajestes, cachorras, dissmilados/as - ou o nome que você quiser dar, como desencanado/a, muderrno/a etc) sobrevivem...

A balada é boa se você não está só - quero dizer, com um acompanhante que esteja afim de você - e se não está carente. Se você está bem e melhor ainda, bem acompanhada/o a música dos Smiths não fará sentido.
Outros tentam não ouvir a música dentro deles, bebem até cair para "afogar as mágoas", cada um usa a fuga que achar melhor...

(prestem atenção se eu não estou certa - parte em negrito)

How Soon is Now
Lyrics by Stephen Morrissey
Music by Johnny Marr
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Of nothing in particular

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does

I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Oh, of nothing in particular

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does

There's a club, if you'd like to go
You could meet somebody who really loves you
So you go, and you stand on your own
And you leave on your own
And you go home, and you cry
And you want to die


When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?
See I've already waited too long
And all my hope is gone

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does

sábado, abril 29, 2006

Seria esse um momento Miranda?

Ultimamente venho percebendo que aprendi muito com Mr. Big e Cia., aprendi a não levar a sério nenhum tipo de "gracinha", elogio ou coisa que o valha, que poderiam me deixar feliz e sonhadora, no melhor estilo Charlotte.

Não estou mal assim, é bom não se preocupar, ficar ansiosa; só ir levando, deixar que as coisas fluam sem esperar absolutamente nada. Nem um beijo no rosto. Eu disse NADA!

Como me disse uma amiga: os homens falam qualquer coisa para ser o centro da atenção, se lhe elogiam, sabem que você o irá elogiar, eles querem ficar sempre por cima. Não falam com o coração, só dizem por dizer, não é para se levar a sério, eles não levam. E quem se magoa é você, porque "sonhou" que algo estava acontecendo.
Melhor conselho impossível!

Estou seguindo à risca e por isso estou bem.

segunda-feira, março 27, 2006

Capítulo 18: Pra não dizer que não falei das mulheres

Eu ando falando muito mais dos homens, não? Está tendo um desequilíbrio por aqui...
Então, vou lembrar das coisas que acho mais chatas e vulgares que as mulheres fazem e que já ouvi com os meus ouvidinhos que a terra irá um dia comer e passar mal...

Se preparem, lá vem as "pérolas mais escrotas das mulheres":
(para alegrar ao público masculino que aqui frequenta e a todas as mulheres que concordam que mulher quando quer ser vulgar é pior que o homem)

"Ah, querida! Eu passei a noite no Motel!!! Estou vindo agora pra aula sem ter passado em casa. Passei a noite no troooonco!!! rsss"
falatório de uma que acabara de chegar à aula e comentava isso quando perguntavámos se ela estava preparada para o seminário que teríamos que apresentar...

Frases de uma única fulana querendo se achar a poderosa durante uma festa na casa de uma amiga que temos em comum:

"Ele estava ali no corredor e a gente resolveu se divertir por ali mesmo, estava tarde, ninguém ia passar, aí ele ficou me chupando por ali mesmo."

"Ah, homem com p***o grande é meio ruim, sabe? Parece que chega no estômago."

Detalhe: ninguém perguntou nada pra ela, ela chegou contando... vulgaridade pouca é bobagem...

Essa eu vi no vídeo de casamento de uma amiga, a cena é a seguinte, o cinegrafista dá uma geral na Igreja enquanto o padre fala com os noivos e que cena vemos num canto da igreja, pertinho de uma pilastra? Uma das melhores amigas - dessa amiga que casava - se agarrando com o namorado ali, dentro da Igreja. O cinegrafista nem fez questão de registrar o amasso... angelical...

domingo, fevereiro 26, 2006

Capítulo 17: Quando os Homens Conseguem se Superar em Escrotice...

Já havia ouvido algumas vezes, principalmente no ônibus que pegava pra facul, os caras comentarem sobre mulheres e das formas mais nojentas que poderia imaginar, coisas como "ah, fulana mora sozinha, (ela)é fácil!" e baboseira de um bando de moleques que estavam com os hormônios transbordando - além do machismo.

Só que ouvir isso sem ser uma rodinha de homens e você (mulher) ouvir apenas "sem querer" se torna ainda mais degradante (deveria ser pra ele).

Não sei porque um homem acha legal falar sobre seus relacionamentos anteriores com tanto desprezo - minha teoria é de que ele é quem está magoado e se faz de forte.
Mas ouvir coisas pelas quais ninguém tem interesse - ou não deveriam interessar a ninguém além dele - é desconfortável, pelo menos pra mim...

Um cara novo que veio trabalhar no mesmo lugar que eu, em 15 dias já se mostrou a que veio, numa conversa com outra mulher que trabalha por lá já disse que mora sozinho, mas sempre tem "uma doida" para morar com ele e fica lá falando "agora eu não quero mais, quero ficar sozinho, isso que é bom!" e diz que morou com várias, que tem dois filhos, até aí, normal se tivesse algum propósito ficar fazendo propaganda da sua própria vida...
Em outro dia, uma sobrinha de um casal que trabalha lá - e ela já trabalhou por lá também - começa a falar do chifre que levou do noivo (porque ela também resolveu contar de sua vida pessoal, eu não sei, peguei a conversa na metade).
Daí o nosso amigo resolve dar seus conselhos, de que homem não pensa com o coração como a mulher, pensa com a cabeça e a moça completa "com a debaixo, né?". Ele concorda e começa a discorrer que relacionamento é perda de tempo. Que ele estava louco para ficar com uma garota "gatinha, linda", mas estava namorando e depois terminou e aí? Poderia ter ficado com a outra também. Outro cara - comprometido - resolveu dar seu pitaco "mas tem tantas coisas que deixamos de fazer, não é só isso, não é só isso que vale". E o cara "mas a menina era gata de tudo! teria ficado com ela, agora não tenho nenhuma".
Até aí, parecem coisas bobas, mas o que eu achei mais chato foi isso quando falava que o homem pensa com a outra cabeça:
"ah, é só sexo, o momento, no outro dia você nem quer olhar para a fulana, tem ódio dela estar ali ainda, de não ter ido embora, não é remorso, é que era só na hora, depois, nada feito. Remorso é coisa de Igreja, que você coloca na cabeça, eu não...".
Ou: "conheci uma maluca aí na balada, convidei ela pra ir lá em casa, quando chegamos lá ela ficou se fazendo de difícil e eu disse 'você queria o quê?' depois ela acabou aceitando... hunf, não entendo essas doidas"...

Parece tudo super normal pra muita gente, mas eu só fico pensando numa coisa: eu e ninguém ali temos nada a ver com a vida dele, não tinha o mínimo interesse em saber de nada. Não achei que ele se mostrou o "macho man" com isso, para mim, só mostrou que é muito escroto e o bom é que é um escroto/tosco assumido.

Pelo menos eu já sei que devo atravessar a rua quando o encontrar no mesmo lado da calçada (uahahahahahha peguei pesado ahahhhaahha)

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Capítulo 16: Menos Pudor ou Mais Madura?

Andei pensando sobre como vejo os homens hoje e como os via quando era adolescente.

É engraçado que eu sempre tive não sei se pudor, vergonha, desconhecimento (? rss) quanto a eles, só sei que era uma coisa mais *romântica*, uma visão mais platônica, mais *mundo das idéias* (rsss para ficar em Platão mesmo rss), era uma coisa mais de sentir no coração, vamos dizer assim.
Hoje, consigo os ver, depois de tantos milênios, como *homens*, homens mesmo, de carne e osso. Não me importo em falar que acho lindo um bumbum (mas ainda escrevo com certo pudor heheehhehe), coisa que eu acharia, há uns 15 anos, por exemplo, impensável: era só o rosto ou o conjunto da obra. Claro que garotas da minha idade na época conseguiam ver tudo isso que eu não via.
Sempre fui uma garota reprimida, mas acho que, com o passar do tempo, você vê que toda aquela vergonha de falar de certas coisas, ou pensar tais coisas - estamos falando de sexo? claro! até que enfim não é só no nome desse blog! rsss - não valem a pena. Não adiantou nada ficar reprimindo ou escondendo que se é de carne e osso, um dia os hormônios (ou a repressão? o guardar instintos, sentimentos?) explodem, cansam de serem ignorados.
Uma hora você descobre que é mulher e não tem volta.
Você vai sonhar com aqueles lábios lhe beijando - sonhar acordada.
Um dia você vai ver uma foto de um cara do cinema (Johnny Depp? rsss quem mais? rss) e pensar besteira (será que seria besteira mesmo? besteira é só pensar??)
Vai ver outros casais se beijando ardentemente e vai querer muito estar no lugar deles.

Um dia você tem que acordar e ver que você deseja e quer ser desejada.
E que não adiantou tudo o que fizeram para lhe *enclausurar*, para fazer de você mais uma mulher sem vontades, só feita para aceitar e se submeter...

Capítulo cabuloso esse...

Usei os ** porque não está funcionando as aspas aqui...

terça-feira, janeiro 03, 2006

Capítulo 15: Sou legal! Não estou te dando mole!

Existe no Orkut (sempre ele) uma comunidade com esse nome.
E tem até uma contra ela (legal o kct, tá dando mole sim!).

O interessante é que todo mundo passa por isso... pela primeira situação.
Fiquei pensando que a segunda comunidade foi criada por gente que, com toda a certeza, confundiu as coisas.
Claro, claro, sempre tem aqueles que fingem que estão dando mole, se exibindo pra pessoa e depois dizem "não, imagina! você pensou isso de mim? não!" só pra fazer um joginho sujo com os outros...

Eu me considero muito sem malícia nessas coisas, já passei por essa da pessoa achar que eu estou dando mole quando só queria ajudar, ser gentil... e é claro que tem gente que força a barra pra achar que você está dando mole mesmo... coisa que não fiz e nem percebi que a pessoa poderia me interpretar mal...

Situação 1:
estava trabalhando num lugar, faz bastante tempo, era estagiária e trabalha com pessoas importantes que precisavam ser bem atendidas - não que não se atenda bem em outros lugares, mas sabe aquela coisa de ter que perguntar se a pessoa quer um café, uma água? era assim - bem, já estava acostumada a atender a todos assim. Um dia, eu dei um deslize e chamei um senhor de 'você', ele foi estúpido comigo por causa disso... então, não podia cometer gafes como essa.
Sendo assim, um cara ligado a um dos bambambans foi até lá para resolver algumas coisas e claro que não poderia atendê-lo "menos" que os outros, poderia ir contar pro bambambam que ele estava ligado e ajudei no que ele precisou, ofereci café, tudo numa boa, apenas fui atenciosa e no final o cara estava se achando - e olha que o cara era feio pra caramba rsss - e perguntou o que eu faria no sábado (era uma sexta). Na hora eu fiquei meio sem jeito e surpresa com o descaramento do cara e falei que tinha um almoço pra ir (realmente eu tinha). E ele "ah, claro, todo mundo já tem planos pro fim de semana, deve ser a família do seu namorado, né?" e eu "É, exatamente". Aí o cara ficou na dele, mas com aquela cara de "fica dando bola e depois sai fora?"
Fiquei irritada com isso porque isso não é só a pessoa forçar a barra achando que você está dando mole, mas também ser um cara machista que acha que mulher que serve bem está ali de capacho pra ele e desesperada pra pegar um...
Homens, sempre se acham grande coisa...

Situação 2:
Um amigo, isso faz uns 3 anos, veio de longe passar uns dias aqui, conhecer a cidade e tal, ele ficaria tipo uma semana e daria pra conhecer bastante a cidade.
Concordei em ser sua guia já que trabalhava poucos dias da semana - ou era época de férias? não lembro - e fui mostrar locais como a Bienal, Masp, Museu do Ipiranga, gosto desses lugares e achei legal ir, mostrar minha cidade e bater papo com uma pessoa que eu conversava sempre.
Nunca ele me jogou uma indireta de que tinha algum interesse em mim, ainda mais porque ele era apaixonado por uma menina da cidade dele.
Lembro até de ter dito pra ele que "nasceu de 1980 pra lá, eu tô fora" (ele nasceu em 82 ou 83), era uma alusão a um carinha que tinha dado em cima de mim numa balada e que estava com o rg falsificado pra ter 18 anos rsss
Como gosto de passear, não via problema em ir nesses lugares com ele e tal, como eu disse, ele não jogava nenhuma indireta e eu só o via/vejo como amigo, praticamente um irmão rsss não sentia absolutamente nada "a mais" por ele.
Até que no último dia que nos encontramos, quando eu estava me despedindo no metrô, ele quis ficar comigo... me espantei, não esperava por aquilo, disso um "não" seco e fui embora... imagina... o cara não joga uma indireta, achei até nada cavalheiro e quer ficar comigo na catraca do metrô na hora do rush? era demais pra minha cabeça...
Era como se eu tivesse sido traida, como se a amizade que ele tinha por mim fosse só pra conseguir alguma vantagem... me senti mal com isso principalmente pelo fato dele nunca se mostrar interessado em outra coisa que não fosse conversar e conhecer a cidade.
Eu o achei tão anti-cavalheiro que não poderia imaginar que ele tivesse algum interesse em mim: ele entrava primeiro que eu no ônibus ou em qualquer outro lugar, pedia as coisas só pra ele num restaurante ou lanchonete. Tanto que eu não esqueço uma vez que o atenderam, trouxeram o que ele pediu e não me atendiam... fiquei uns 20 minutos tentando pedir, já estava até desistindo (acho que não me serviram pensando que ele tinha pedido pra mim também rss) e ele comeu todo o lanche dele na maior voracidade enquanto eu esperava pra ser atendida... achei aquilo de um total egoísmo que nunca poderia pensar que ele pudesse querer algo mais comigo...
O engraçado é que quis, depois mandei um e-mail pra ele pra ele não ficar zangado e que fiquei surpresa, ele pediu pra eu esquecer e continuamos amigos, até serviu de cupido no caso "mr. Big" e foi se afastando de mim, praticamente nem nos falamos mais.
Depois de muito pensar, não acho que foi porque ele achou que eu dei mole, acredito que ele queria um "prêmio" por cada lugar que passasse, ele iria depois a outras cidades e queria se dar bem. Uma estratégia perigosa para se usar com uma amiga.

Situação 3:
A situação 3 é o resumo de tudo que sempre acontece, você é amissíma do cara e ele começa a achar que você está confundindo as coisas. Os homens são sempre muito pretenciosos, sempre acham que quando você é uma amiga para toda hora, que dá presentes de aniversário está afim dele.
Espero um dia ter toda essa super-egoconfiança que eles têm rsss
Só espero não me dar mal por isso rs
Na verdade, nem quero... isso é coisa de egocêntrico mesmo...

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Capítulo 14: Solteiras versus Casadas (1º round)

Eu não gosto de falar sobre minha vida pessoal para pessoas estranhas. Posso até falar no meu blog sobre isso, mas não cara a cara e descaradamente...

Trabalho com uma mulher que é uma mal amada literalmente: reclama do marido, fala que ele chega cansado em casa que faz tempo que ele não "comparece" e ela acha que ele tem outra... bem, se ele não trabalhasse numa ambulância de resgate e que ainda faz bicos para sustentá-la eu poderia desconfiar, mas uma pessoa que trabalha nesse ritmo e pelo que eu ouço de sua esposinha querida... não acho que a história seja assim...
Afinal, ela conta isso para TODO MUNDO! Todos que trabalham comigo sabem disso... ela não esconde de ninguém e ainda fala "eu não o trai, AINDA".
Isso, pra mim, quer dizer: "Tô facinho, quem se habilita?" (pra não dizer o português claro rsss)
Fora outras atitudes suspeitas... (ela dá em cima dos caras de lá...)

Parava a todos semana passada pra perguntar: "se sua mulher/seu marido chegasse em casa e dissesse que beijou outro/a e que foi bom o que você diria?"
Pergunta de quem está com a culpa no cartório ou prestes a ter culpa?

Bem, ela virou pra mim e fez a pergunta eu disse que comigo é tchau na hora...
E ela ainda me questionou:
"mas você acha certo uma pessoa beijar outra sem sentir nada, só pra ver no que dá??"
(um dos "entrevistados" respondeu assim)

E eu:

"Bem, eu sou solteira, sou livre, não devo satisfação a ninguém, não tenho compromisso com ninguém..."
Ela me olhou com cara de tristeza, ser solteira tem seus benefícios rsss

Fim do primeiro round! Carrie vence! U-hu!

terça-feira, novembro 29, 2005

Capítulo 13: Mr. Big

"Querido Diário, hoje aconteceu uma coisa incrível: uma coisa que queria muito que acontecesse há dois anos, aconteceu hoje!"

Nem tanto...

Desde o início: tenho alguns amigos que acabaram por se apaixonar via internet e me contaram, a única coisa que posso dizer (já que é coisa deles e não minha e não vou ficar aqui espalhando)é que eu sei como é! E finalmente outras pessoas sentem o que eu senti!É como se finalmente eu descobrisse que não tinha enlouquecido sozinha! rss
É uma coisa meio maluca isso. Admito!
Acredito que isso, pelo menos comigo, aconteceu por pura carência, carência brava e até um mal-estar que eu sentia comigo mesma, um pessimismo incrível. Eu acreditava que minha vida amorosa havia terminado: pronto! Nunca mais ninguém se interessaria por mim!
Até que por essas amizades pela net eu acabei entrando nessa, vamos dizer que foi um pouco recíproco, Mr. Big me paquerou talvez por pura brincadeira, por me achar interessante, mas sabia que a distância era absurda. Só que ele não puxou o freio de mão e eu bati feio na contramão...
Fiquei bem parecida com a minha xará de "Neviórque" (como diria a Hortência): insegura, chata, babona, pegajosa.
Eu queria muito ver mr.Big, estava numa outra fase, uma fase absurdamente desvairada, eu, vendo hoje, estava meio alucinada e desesperada rss talvez eu até esteja aqui falando besteira, mas, olhando pra trás, eu tenho vergonha do que falei, fiz e pensei até...
No final, pra encurtar, ele resolveu me acordar, eu não aceitei bem - nada bem, diga-se de passagem.
A verdade é que aquele papo abaixo de nutrição rolou com a gente: eu me nutria dessa fantasia e ele se nutria sabendo que eu estava na dele - não que isso fosse canalhice da parte dele, é uma coisa que a gente vai deixando rolar sem perceber que pode virar uma bola de neve (ele entraria no quesito "não saber dizer Não").
Até que ao me acordar eu fiquei meio sem saber o que fazer e ele também, aí eu abri o jogo total com ele e ele resolveu abriu total comigo. Foi a melhor coisa que fizemos, acabamos por ganhar uma confiança mútua um no outro pra, assim, continuarmos sendo amigos.
Claro que no começo isso não era nada simples pra mim, não, de jeito nenhum... mesmo sabendo que ele estava há quilômetros de distância.

A internet é mestre/a nisso, você se fecha para o mundo real ou não vê muita solução nele (como eu pensava sobre minha vida amorosa) e acaba brincando um jogo perigoso dentro dessa rede, com teias que te enlaçam bem.

Voltando ao hoje, depois de passados quase dois anos do tempo que eu fui acordada - eu não foi por um beijo - eu compreendi melhor as coisas, estou mais crítica, refleti muito sobre isso, sobre como tudo aconteceu e que nenhum dos dois teve culpa, só queríamos nos nutrir - mesmo que eu ache que eu passei dos limites da normalidade.

Ao encontrá-lo, percebi que as coisas poderiam ser diferentes (mas não foram), minha admiração por ele não diminuiu, mas sei que as coisas só aconteceriam se tudo fosse mais fácil,além de que se houvesse uma empatia mútua. Se a distância não estivesse no caminho não sei como seria, admito que eu tentaria, é claro, como disse, o admiro muito, tenho um carinho por ele. Só não sei se daria certo.
Como ele me disse há quase dois anos que "era preciso que ele me olhasse nos olhos" foi o que fizemos, mas o tempo passou, e nem por isso nos "abalamos". A vida não é a mesma para nenhum dos dois, não foi como fantasei tempos atrás, mas foi muito melhor: ganhamos os dois sendo maduros o suficiente para nos encontrarmos, tempos depois, e conseguirmos nos olhar nos olhos, conversar e rir juntos sem pensar e se envergonhar (pelo menos eu) das bobeiras adolescentes-temporãs (rss) - que ele sabe bem quais foram - que fiz, falei, escrevi (principalmente).

Agora bateu uma tristeza... sei lá porquê... acho que fui sincera demais...

A Carrie original, no final, ficou com o Mr.Big, mas ela era só uma persongem que no final "vive feliz para sempre", a vida da personagem terminou ali, mas eu, a Carrie Pobre, não sou personagem e mesmo sem Mr.Big, a vida continuou...

(tá na hora do Aidan passar por aqui... eu nem fumo mesmo, vai ficar mais fácil para ele rsss)

terça-feira, novembro 22, 2005

Futilidades de Carrie e a pergunta que não quer calar...

Como a minha xará eu também sou fútil!
Cortei o cabelo! Não totalmente curto, ficou legal...
Decidi usar um daqueles cremes pra evitar rugas e marcas de expressão... a idade chega e você fica paranóica...


Depois de 4 meses que não via uma figura, ela chega pra mim e já perguta:
"E aí? Tá namorando? Ainda não??"
Por quê, meu Deus? Por que todo mundo quer saber disso????

quarta-feira, novembro 09, 2005

Capítulo 12: Falta de Fé

Há cerca de uns dois anos eu reclamava com uma moça sobre um fim de relacionamento e que tudo foi péssimo, fiquei péssima, me sentia horrível, fiquei mal pra caramba. Achava que minha vida acabava ali, porque eu não conseguia me imaginar longe da tal pessoa.
Não entrava na minha cabeça como poderia ser isso! Como ele não queria mais nada?? E tudo que disse e tal??? Estava angustiada, ansiosa, chorosa, malzona...

E conversando com essa moça ela me consolou, me disse que não era assim, que tudo tem seu tempo, que se acabou é porque não era o certo a gente ficar junto. Algo bom, no final das contas iria acontecer comigo depois, que não era a pessoa certa pra mim, tudo tem um motivo.
E ela me disse "Veja eu, eu não desanimo, um dia, a pessoa certa aparece!". E disse-me que tinha quarenta anos - não parece de jeito nenhum!
E eu estava tão pessimista que fiquei pensando "será? para ela é muito mais difícil..."

Passado esse tempo, encontrei com ela faz coisa de alguns meses e uma outra senhora veio cumprimentá-la enquanto eu conversava com ela e a felicitou pelo namoro.

Aí caiu minha ficha!!!!!!!
Quem não se deixa abalar e segue confiante, sem pressa, sem cobranças, sem ligar pelo o que os outros pensam - ou mesmo que ligue um pouco, mas deixa pra lá - e segue na sua fé que tudo vai ser o que lhe cabe, não teme.
Sabe que tudo é uma questão de saber aprender com as quedas... mesmo que o tombo tenha sido dado por outros rsss

Não que eu já tenha chegado a esse estágio, mas que eu aprendi uma lição com ela, aprendi...

terça-feira, outubro 18, 2005

Frase para Reflexão

Frase de um e-mail que recebi há um tempo atrás:

"CUIDE DE SUA SAÚDE PORQUE DA SUA VIDA TODO CUIDA!"

Principalmente se você passou dos 25 e estiver solteira...

sábado, outubro 01, 2005

Capítulo 11: Nutrir ou ser Nutrido?

Uns amigos abriram uma comunidade sugestiva no Orkut: "Eu nutro uma esperança".

Aí tem a pergunta: "você nutre uma esperança por algo ou alguém" e outra: "você já deixou alguém nutrir uma esperança por você?"

Não tem como não se passar por essa situação, se você nunca nutriu uma esperança, você é uma pessoa feliz e não sabe!
Eu, e meu jeito meigo, nunca deixei que nutrissem por mim, quando percebo que a pessoa está interessada, e eu não, eu trato de deixar as coisas beeeem claras... corto logo, não gosto que nutram uma esperança por mim, prefiro que não tenham nenhuma rsss
O pior dessa "nutrição" toda é quando a pessoa te nutre, te dá esperança, por isso não dou esperança a ninguém.
E os homens são mestres em dar esperança, são fracos, não sabem dizer não ou quando o tipo é mau caráter, ele gosta de ver todas o bajulando - falta de auto-confiança também - adoram ser paparicados e preferem enganar várias ao mesmo tempo pra ter todas ali, babando por ele e escolher, quem sabe, uma que tirará o bilhete premiado -se é que pode ser prêmio ficar com um traste desses rss - ou mesmo só pra te deixar ali, na reserva, sabe?
O cara não tá interessado em você, mas ele sabe que você tá afim, então, ele não te descarta, deixa ali, fica de graça com você e vai ficando com outras, ele te guarda pra quando não tiver ninguém, porque ele poderá mostrar pros outros que ele não está sozinho, imagina! Tem você, ali, a terceira goleira! Finalmente jogando!

Não acho legal nutrir a esperança de ninguém, mas pode ser que eu possa ter me precipitado, mesmo assim, antes desse jeito.
Acho que nem sempre nutrimos porque queremos, falta confiança em si (como nos casos acima rsss). Às vezes, a pessoa nutre porque quer, mesmo sabendo que não dá, nutre porque tem vontade de nutrir, vontade de ter uma esperança no coração - carência ou vontade de viver algo platônico e colocar outro no pedestal...
Nutrição é mais complicado do que se imaginava rss

domingo, setembro 11, 2005

Capítulo 10: Da Disputa Calada entre Mães

Engraçado isso...
É uma coisa igual sociedade secreta: existe, mas você não sabe, ou dá a mínima pra saber...

Sempre a mãe de uma menina que estudava comigo perguntava de mim pra minha mãe. Minha mãe até ficava de saco cheio, falava "é incrível! toda vez ela quer saber de você, nem pergunta mais nada!"
Até que ontem a tal senhora venceu a luta, perguntou de mim pra minha mãe e depois de ouvir um "está bem" sem mais nada disse que a filha dela está grávida e deve casar em dezembro.
A mulher emendou:
"Ah, ela tá com 30 e então decidiu que era hora de ter filho, estava passando da hora, mas eles devem casar em dezembro"
Traduzindo: "o cara estava enrolando e ela resolveu dar o golpe da barriga, sabe como é, 30 anos e nada de casar não dá! Tem mais que enbarrigar pra encurralar o cara"

Só falo isso porque conheço bem a menina: estudei 6 anos com ela: era o tipo q roubava o namorado das outras, fazia futrica pra namoros terminarem e ela entrar em cena, sempre queria o namorado de alguém ou queria tirar a menina do páreo só por prazer.

Agora, pra casar teve que ir pro golpe da barriga e mãe falar de boca cheia pra minha que a filha "passou na frente" - pra ela é isso, mas eu não estou nessa onda.
Não acho que prender alguém com filho seja a coisa certa, nem prender de qualquer forma a pessoa tem que querer estar com você por vontade própria.

E depois, casar pra "tapar a boca das vizinhas" antes da barriga aparecer, nem sempre é sinal que o casamento vai até o final. Acho que casar, sem pressão é o melhor, porque você tem que conviver bem com essa pessoa para saber como é, antes de colocar filho no meio, é como queimar etapa - pra mim.

Virei pra minha mãe e disse: agora, ela não pergunta mais de mim pra vc, a filha dela ganhou a disputa, ganhou um filho nos braços.
Minha mãe ria porque não concorda com essa exibição por uma barriga como prêmio.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Capítulo 9: Da Escrotice Masculina

Esse post tem um pouco a ver com o post abaixo, o capítulo 8.
Porque eu fiquei matutando sobre os caras que falei e me lembrei bem do que aconteceu:
- Um me deixou esperando duas horas para ir almoçar, quando chego no lugar combinado ele estava almoçando com seus amigos, fiquei revoltada com isso. Quando fui perguntar - num outro dia - porque não me esperou ele simplesmente me disse que eu deveria ter sentado com os amigos dele e que estava apressado pra uma aula e não poderia falar comigo. Ele me deu um senhor fora, assim, do nada, sem me explicar nada e sem se importar se eu havia ficado duas horas esperando ele - tínhamos combinado a hora e o lugar, não sou louca.
Tão escroto que nem fez o favor de me devolver um trabalho e uma apostila da facul que emprestei pra ele. Acho que só ficou me "cercando" por causa disso.

- Outro se fez de coitado, ficou comigo, chorando porque tinha terminado o namoro de 7 anos e estava deprimido. Dois meses levaram para ele me falar: "acabei meu namoro e não estou afim de me prender a nada agora" - vejam bem, terminou o namoro quando estava ficando comigo e não antes, como havia pregado... eu era a outra e não sabia.
Desse eu não deixei barato, virei pra ele e disse: "eu também não, ganhei uma bolsa pra Inglaterra e não quero prender ninguém por minha causa aqui" (uauahahahahahahhah grande mentira, mas o cara nem teve o que falar rss)

- Um que vi uma foto no álbum de outra pessoa: me paquerava sempre, mas nunca chegava em mim, eu decidi ir atrás. Aí me tratou com frieza e quando me encontrou no ônibus indo pra facul ficou paquerando outra menina na minha frente - ele estava em pé do meu lado no ônibus e batia um papo bem "paquera" com uma menina que estava em pé também (eu sentada comecei a conversar com a menina do meu lado que também o conhecia - e me conhecia - e ela pareceu também muito admirada quando o viu jogando charme pra terceira, ela parecia ter caido no conto dele também). Foi uma das situações mais deprimentes pela qual passei: um cara que fazia de tudo pra chamar minha atenção, na hora do "vamos ver" mal fala comigo, pede pra uma amiga dele me dizer que ele tem namorada (mentira) e quando me vê no bus faz essa palhaçada só pra me dizer: a fila é grande, pega sua senha e fica lá trás.
O pior é ele paquerar todas, acho isso escroto demais: paquerar todas e depois tirar no "2 ou 1".

Aí eu fiquei pensando nas esposas dos dois primeiros e imaginando... será que elas sabem o quando eles foram escrotos com outras? Será que todo homem faz escrotice até encontrar uma que resolva ter algo mais sério?
É tão hipócrita ver aquelas fotos de "casal feliz"...
Acho que eu não conseguiria conviver com alguém sabendo que ele sacaneou outras.
Por isso vou morrer solteira rsss

Ah, o terceiro, até onde sei, não casou até hoje. Vai ver a máscara dele caiu, ou ainda engana muitas... infelizmente.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Capítulo 8: O Reencontro

Tem coisa mais chata, mais triste do que encontrar alguém de quem você gostou, a pessoa te deu um senhor fora e agora está na boa com outra?
Infelizmente isso aconteceu há um bom tempo, passei mal, fiquei mal e pensava: por que essa aí e não eu? Qual a diferença?
Mesmo porque tinha pouco tempo.
Agora, xeretando no orkut encontrei o cara de novo e casado com uma terceira e me pergunto: por que não eu?

Primeiro: será que todo homem é machista e sempre quer uma mulher que "saiba" menos que ele? Porque fui trocada por fulanas que mal sabiam fazer o "ó" com o fundo da garrafa. Como disse para uma amiga esses dias: esse é o machismo moderno que os moderninhos figem não serem particantes...
Igual ao personagem do Jude Law em "Closer" - que eu já analisei aqui.
Preferem alguém que não possa falar no mesmo nível, sempre quem está por baixo, não gostam de mulher inteligente, ou por que será que todas as mulheres inteligentes que conheço estão sozinhas?

Segundo: nem sei mais o que eu ia dizer... fiquei triste...

quinta-feira, agosto 04, 2005

Capítulo 7: A Mídia Contra-Ataca

Há um tempo, fiquei mal com uma reportagem da Folha, da Revista da Folha, mais precisamente.
Estava eu, numa ma-ra-vi-lho-sa reunião de família, ouvindo as baboseiras aí debaixo e me deparo com essa revistinha nojenta...
A matéria era sobre qual o número ideal de homens para uma mulher.
Claro, entrevistaram lá umas metidas a intelectuais, classe média, fazendo o estilo despojada, desenibidas, cabeças feita, desencanadas, de bem com a vida e pegando muito...
Aí, eu, muito idiota, fiquei lendo aquilo e me sentindo a última das mulheres, eu era a própria versão de saia de "John, o Selvagem" do livro "Admirável Mundo Novo"...
Comecei a pensar que por ser "certinha" tudo dava errado comigo, só as que pensam como homem, são "Samanthas", se dão bem.
Fiquei acho que a semana todo com isso na cabeça... pensando que eu estava perdendo meu tempo... que eu estou fora de moda, que amor ninguém quer mesmo... que todo mundo só quer usar e ser usado e que eu tô sozinha por isso mesmo, porque fico aí de doce...

Tive que esperar passar bastante tempo pra melhorar (família e revista contra mim era demais pra minha cabeça).´
Quando pus a cabeça no lugar, percebi que eu não estou errada e que o pessoa que dá entrevista quer se exibir, quer fazer tipo, que se sentir a última bolacha do pacote.
E que ninguém pode ser feliz sendo só usado e usando os outros, isso é vazio, isso só resolve no momento, depois, é muito pior do que ter convicções na vida - como eu tenho as minhas e vou continuar insistindo nelas, de cabeça erguida, sem querer fazer tipo pra uma revista de um jornal que se tem certeza.

A única coisa que me vem na cabeça é essa música:

Sweet Dreams
by Eurythmics


Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused

I wanna use you and abuse you
I wanna know what's inside you
(Whispering) Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on
Movin' on!

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused

I'm gonna use you and abuse you
I'm gonna know what's inside
Gonna use you and abuse you
I'm gonna know what's inside you

sexta-feira, julho 29, 2005

Capítulo 6: Reunião de Família

Tem coisa mais odiável e que você já se prepara pro pior do que festa em família?
Eu sempre fico me preparando psicologicamente pra o que vem... é sempre a velha história:
- cadê o namorado?
- ai, quando você vai me dar um sobrinho-neto?
- menina, você não vai arrumar namorado, não? não é possível! cadê!
- você escolhe demais, fica aí pensando, por isso tá sozinha...
- é, mas essa daí não desencalha mesmo...
- o que você tá esperando pra casar?
- você não namora não?
- não arrumou um namoradinho não?
- pô, minhas sobrinhas não desencalham nunca...

E assim vai...
Toda vez que é reunião de família eu tenho que ouvir algo desse tipo...
Por que as pessoas acham que se você está sozinha não está bem, ou não pode ficar assim? Por que toda a mulher tem que ter um homem do lado pra se estar realizada - pelo menos é o que acham...
Por que as pessoas não cuidam das próprias vidas?
Por que as pessoas acham que namorado tem na esquina, ali na barraquinha de cds piratas? Se você quer traste, a todo momento você esbarra num...
Só que família sempre acha que o que você chama de traste é melhor que nada, só pra depois te cobrar: "quando vocês vão casar?" ou o que é pior: "olha o traste que ela arrumou, tá louco!"

Outra coisa em reunião de família que irrita: ter alguém que está com namorado,aí fica assim:
- aí, ele é um moço tão bom!
- não é um casal lindo?
- você também tem que arrumar um namorado!

São coisas que você tem que se preparar antes de sair de casa, mas isso não quer dizer que estará pronta, só não tem como fugir se não quer parecer anti social.
E aí, eles vão falar assim:
- que metida! não vem ver os parentes, quando era criança a gente tratava bem e quando cresce não quer nos ver!
- é, não se mistura mais com os pobres...

Difícil de agradar, não?

quinta-feira, julho 21, 2005

Capítulo 5: de Iludir ou de Ajudar?

Uma coisa que a gente nunca sabe o que fazer é isso... se está ajudando uma pessoa pra valer ou se a está ajudando a se iludir...
Nas amizades é muito comum - entre as mulheres - uma ficar dando força pra outra por causa de um cara que uma tá afim, mas até que ponto isso é bom?
Eu realmente fico chateada pra caramba depois que nada dá certo e fico "por que eu fui ouvir o que a fulana disse? fiquei me iludindo a toa!".
Porque, ás vezes, as pessoas, para te deixarem pra cima, ficam: "vai em frente! ele tá afim sim! faz isso, faz aquilo" e você só se afunda mais...
Sabe, tem horas que não tem jeito: você tem que iludir a outra pessoa, porque você percebe que ela não quer ouvir a verdade, eu odeio fazer isso, mas tem horas que você tem que deixar que a pessoa descubra por si.
Eu não gosto que me iludam e não gosto de iludir os outros, só que tem vezes que é inevitável - quando iludo os outros, me iludir, não! rsss (sou uma ditadora rss mas prefiriria que me dissesse: "desencana, Carrie, não é pro seu bico".

Sabem aquela coisa da amiga ficar horas e horas falando do cara e você tentando persuadí-la e nada? Pois é... aí é melhor deixar a pessoa ir quebrar a cara, já que seus conselhos não valem nem dez mil réis furados rsss
Só que me sinto mal de não poder dizer na cara: "pára com isso! se o cara não deu sinal de vida é porque ele nem lembra de você! esquece!".
Aì, a pessoa pode ficar com raiva de você, então, como diz o sábio: "cada um, cada um" (uauahaahhaaahahhahahahauauauauahahahha)
Eu preferiria que me dissessem assim do que ficarem no meu pé e dizendo "não desiste não, vai a luta, menina! ele tá afim, sim! (o que é sempre uma mentira... ou minhas amigas se iludem mais que eu rsss).

Só que me remói ter que ficar a favor quando sei que a causa é perdida, não quero ser chamada de pessimista, mas eu me tornei uma cética - mais que a Dana Scully... - seria o mesmo que acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, mas o que não fazemos pelas amigas para que elas se sintam bem? mesmo que seja criar na cabecinha delas um castelo de areia... se vai ser feliz assim, vou fazer o quê?

Mas que fique claro: não dou os conselhos acima (vai lá que ele tá afim) só digo: "bem, se você acha que é o melhor isso, tenta" faço o possível pra não dar ilusão nenhuma... a pessoa que se iluda por sua conta... se ela cria castelos de areia, isso não é um trabalho meu (além do mais, não sou aquele cara lá deputado que fez o palace II), a pessoa se ilude com o cara e se ilude achando que eu estou dando um senhor apoio, que eu não dei, só não fico contra - porque não vão me ouvir mesmo...

quarta-feira, julho 13, 2005

Sobre o Capítulo 4...

Pessoas, não pensem que estou deprimida, frustrada ou sei lá o quê...
Já estou totalmente anestesiada, só coloquei o que penso da vida e fui bem realista, é assim que vejo as coisas: sem ilusão e sem fantasias: realismo!
Não se preocupem pensando que estou mal, porque não estou.
Só estou constantando as coisas...
Estou fazendo uma análise fria e pessoal.

sexta-feira, julho 08, 2005

Só os Malvados Salvam!



Agora vocês conseguem ver? Tirei de link da página e coloquei o arquivo aqui...

quinta-feira, julho 07, 2005

Capítulo 4:Out of Tears

Chega um momento na sua vida que você desiste, cansa...
Pensa bem e começa a não se imaginar mais com ninguém, com uma vida totalmente diferente da sua hoje...
Começa a pensar que daqui uns 20 anos tudo vai ser igual, já não tem mais imaginação para "criar fantasias", não vê mais nada com empolgação, não se empolga mais...

Não sei se é se acostumar ou cansaço mesmo... cansaço de sempre as coisas sairem diferentes do que se espera/imagina/sonha/se empolga/se ilude...

Só sinto um vazio que não será preenchido, ou já está preenchido por ele mesmo... sei lá... sei que não me imagino com outra vida mais, não consigo pensar em novos relacionamentos amorosos, não me imagino, por exemplo, daqui uns 5 anos, mãe - já tenho 120 filhos também, né? rss
Não imagino nada diferente... só tudo igual...

Acho que minhas lágrimas já secaram - na verdade, secaram faz muito tempo - e não tenho mais pique, ânimo, vontade de conhecer alguém, eu já sei o que vai acontecer. Cansei de me decepcionar e o melhor é ficar assim mesmo...
Tô bem assim, não esquento a cabeça: não me empolgo, mas não sofro; não me alegro, mas não me frustro; não sonho, mas não me iludo.
No gain no pain... (só invertendo porque dá na mesma).

Acho que não nasci para o amor (mulher/homem), então, pra quê chorar?
Vai resolver? Vai mudar alguma coisa? A Terra vai párar de girar?
A vida segue...


P.S. Só espero conhecer a Inglaterra e minha vida tá ganha...