Besteiras, futilidades, neuras de uma blogueira pobre que não tem dinheiro pra gastar com sapatos da Gucci, nem bolsas da Louis Vutton, não vai a festas maneiras e muito menos é citada na Vogue... ***Depois de tentar ser chique em Londres, estou de volta***
terça-feira, junho 07, 2022
Solidão, stalker e depressão
sexta-feira, abril 02, 2021
Amizade unilateral
Você já passou por isso: a amizade não é pra você! É pra pessoa, somente!
Quando ela precisa de você, ela aparece e toma seu tempo e suas energias.
Já tive várias "amigas" assim e demorei a cortar estas amizades.
Uma era assim, ela falava dela por horas e eu ouvia. Daí, quando eu ia dar um exemplo do tipo "no meu caso acontece assim", ela deixava eu falar, mas quando eu terminava ela simplesmente dizia: "então, como ia dizendo...".
Era como se eu fosse invisível! E era! Porque eu não me valorizava, eu queria muito aquela amizade porque só tinha aquela e como a pessoa confiava em mim, eu esperava que ela pudesse me ajudar com minhas confidências, principalmente amorosas.
Até que essa amizade chegou ao fundo do poço e eu tive que dar um basta: a pessoa foi fazer intercâmbio e mandou e-mail para todos os amigos dizendo "estou em intercâmbio por tais meses, por favor, não me mandem nada porque não vou abrir e-mails e estou ocupada com os estudos".
Quando ela voltou, mandou um e-mail marcando uma festa na casa dela, pra comemorar a volta e mostrar as fotos que tirou lá. Mesmo ela sabendo que eu morava do outro lado da cidade tentou me segurar na casa dela até quase 11 da noite, sem ainda ter partido o bolo de comemoração: eu não poderia ficar mais! Como eu iria pegar o trem que parava meia-noite? Não dava! Da casa dela, era preciso pegar um ônibus que ia levar meia hora até a estação de metrô e do metrô, mais meia hora para eu pegar o trem, mas ela ficou emburrada quando fui embora.
Ela estava fazendo mestrado e quando estava escrevendo a dissertação mandou o mesmo tipo de e-mail, falando a todos que não poderia encontrar ninguém que ela contataria todo mundo de novo. Aí ela chegou a me dizer que muitas pessoas não responderam ao e-mail, nem a encontraram mais, que ela não entendia o porquê.
Chegou a vez de eu fazer uma pós, eu enlouquecida revisão meu TCC e ela querendo que eu conversasse com ela sobre um cara que ela gostava de outra cidade e que as amigas falaram que ele tinha voltado pra cidade delas e estava desesperada para ver e falar com o cara.
Eu fiquei tão cansada, que acabei brigando, depois, com ela. Não dava mais, ela me sugava as forças!
Uma amiga em comum também acabou fazendo o mesmo comigo: nós íamos quase todo domingo no cinema, falávamos por horas no telefone (coisa que não sou de fazer, na verdade, odeio), mas a gente tinha papo por muitas horas, mas ela também não estava muito interessada em saber sobre mim. Sempre falava dos caras interessados nela e tal e eu ficava de boa ouvindo porque eu sempre me achava a looser.
Continuei de looser, ela nunca me convidou pra ir na defesa de mestrado dela, muito menos me avisou que já tinha terminado o doutorado. Até eu ligar várias vezes pra casa dela e não encontrar ninguém e aí resolvi deixar um recado na secretária da casa dela.
Um tempo depois, ela me mandou e-mail dizendo que tinha terminado o doutorado e passado num concurso em outro estado e que o pai dela tinha ouvido a mensagem e pedido pra ela entrar em contato comigo (sim! o pai dela falou pra ela me ligar).
Fiquei sem ação: como assim você está há quilômetros de distância e não me avisa disso?
"ah, foi tudo de última hora!"
Sim, um doutorado, um concurso pra professor numa universidade federal, foram todos às pressas...
Fiquei chateada, ainda mais quando ela veio pra São Paulo e me disse que poderíamos sair pra conversar e tal. Claro que aceitei, mas aí ela me ligou de volta dizendo que não podia mais porque estava cuidando do avô. (CUIDANDO DO AVÔ que ela não via há meses como se ela fosse a única pessoa que poderia cuidar dele, como se ele não tivesse esposa, o irmão dela, o pai dela, tios e primos que moravam juntos...).
Então achei melhor não ter mais contato mesmo, mas sem brigar. E ela continua de amiga nas redes sociais. E um dia, quando eu estava num sábado de tarde deprê, ela me chama no antigo messenger e começa a ladainha: que o namorado dela estava no Rio de Janeiro a trabalho e ia encontrar amigos lá. Ela estava louca de ciúmes dizendo que os amigos o levariam pra conhecer outras mulheres que estava com muito ódio e que se ele pensava que ia ficar por isso ele ia ver... e coisas do tipo. Eu tentando falar pra ela: mas há quanto tempo você o conhece? Você acha que ele não gosta de você? Não dá pra confiar? Eu NUNCA tinha ouvido falar no cara e ela pintava o diabo e ela a coitada.
Minha sorte é que neste dia eu ia sair com uma outra amiga e pude me desvencilhar desta outra. Estava ainda deprê por ter terminado um namoro, já fazia tempo, mas eu ainda estava interessada no cara e ele, pelo tempo passado, já estava com outra, o que me deixou mais deprê. Quem ia ouvir minhas lamentações? Ela que não. E sai aliviada.
Há coisa de 2 semanas foi meu aniversário e ela me mandou parabéns e quando, por educação, perguntei se estava tudo bem... adivinha... pois é! Começou a desfiar o rosário das lamentações!
O filho estava bem, mas ela estava se separando do marido (o namorado que foi pro Rio, eles se casaram meses depois, só soube porque ela postou uma "linda" foto dela vestida de noiva, escorada no balcão do cartório, no Facebook, depois ela apagou, eu não a culpo rs era ridícula: uma noiva com os ombros e os dois braços escorados no balcão do cartório e, numa mão o buquê...) e que ele ia voltar pro país dele (um dos "chiques" da Europa) e que isso era difícil.
Cortei o papo e disse um tchau. Deixei no vácuo, acho que depois de muitos anos aprendi a cortar quem não faz bem pra mim, quem realmente não quer uma amizade pra se compartilhar as experiências, mas quer amigos só pra ter com quem contar suas desgraças, as alegrias, nunca.
Talvez eu só tenha aprendido essa lição porque era dia do MEU aniversário e eu não queria MESMO ouvir nada de ruim da vida dos outros, era MEU dia e se ela não conseguia perceber isso, foda-se!
Dois aniversário em meio à pandemia, como muitas pessoas, sem estar perto dos que realmente importam e poder comemorar devidamente e eu ia ter que ouvir falar de separação de marido que vai voltar pra civilização???
Ah, não, gente! Chega né?
Tinha passado da hora.
sábado, junho 13, 2020
Sobre ontem, Dia dos Namorados
terça-feira, agosto 13, 2019
Amor - 2008 - "... in the end the love you take is equal to the love you make"
Encontrei agora e fiquei comovida, não me lembrava de toda essa intensidade do amor, faz tanto tempo que não sinto isso e bate uma tristeza por não ter dado certo...
Eu estava beeeem inspirada!
Abaixo:
"... in the end the love you take is equal to the love you make"
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.
domingo, março 17, 2019
Da Vida sem emoção
domingo, agosto 26, 2018
De ser stalker na vida parada
quarta-feira, dezembro 20, 2017
Mr. Big - Uma nova recaída
domingo, outubro 01, 2017
Um personagem de Sex and The City que não sai da cabeça
sexta-feira, setembro 22, 2017
Da diferença de idade
quarta-feira, março 15, 2017
à beira do precipício chamado 30 anos
quinta-feira, janeiro 12, 2017
"Advice for the Young at Heart"
terça-feira, setembro 27, 2016
Como faz?
Não assisto nem a filmes de romance e nem comédia romântica, choro porque a vida não é igual.
sábado, julho 23, 2016
OkCupid, um teste
Conheço uma moça que tentou e encontrou o amor da vida dela num desses sites, mais especificamente no OkCupid. Uma amiga tinha indicado a ela e dito que era o jeito de se encontrar alguém no mundo atual. Quando essa moça encontrou sua cara metade, também me disse que a irmã de sua metade da laranja também tinha achado o amor por lá, ou seja, além dela, outra duas mulheres encontraram o amor verdadeiro através do site.
Nunca entrei no Tinder, sou avessa a esses programas, mas me senti deprê e resolvi experimentar o OkCupid. Saí em menos de 24 horas do site.
Talvez eu não tenha controle emocional para me manter nesse tipo de site ou tenho muito azar. Explico.
Resolvi colocar no meu perfil que poderia ser alguém de qualquer parte do mundo, se com os outros poderia dar certo, por que não comigo?
Entrei. Dali há segundos começaram a conversar comigo e dar "favoritadas" na minha foto. Eu não sei o que acontece comigo, mas me senti acuada... me senti muito exposta, não sei...
Sei que dois caras começaram a falar comigo, um canadense e um americano de Dallas. O canadense parecia achar tudo lindo, tudo lindo o que dizia sem que eu tivesse dito grande coisa e queria falar comigo por outro meio que não fosse o chat do portal. O americano também, quis meu email. Outros me mandaram mensagens dizendo o quanto eu era especial, linda e deixavam o número do celular para eu entrar em contato... tudo muito estranho pra mim que nunca vi tanto homem em atrás de mim e chamando de linda em menos de 3 horas...
Bem, me lembro de uma balada nos anos 1990 na Vila Madalena, véspera de dia dos namorados em que os caras pareciam no cio para ficar com alguém... sim, estavam no desespero para não passar a véspera e o começo do dia dos namorados sozinhos... pensei que era só mulher que entrava nessa choradeira...
voltando...
O canadense começou a dizer que eu era perfeita para ele, que a filha dele precisava de uma mãe - ele disse ter tido uma filha sem ter casado e que a mãe da menina estava num rebah...
Eu dizia que não poderia ser assim, que precisávamos de mais tempo de convívio e tal, como assim eu era a nova mãe da filha dele?????
Que eu era perfeita, que eu tinha nascido pra ele ou qualquer coisa assim...
E eu só pensava... "Como assim eu sou perfeita, que nós fomos feitos um para o outro se eu acabei de falar com ele????"
Fiquei realmente sufocada e apavorada com esses caras... todos me achavam linda e a mulher perfeita. Só pensava se todos os caras ali falavam isso ou se eram todos tão carentes a ponto de achar que a primeira que os agradasse era a mulher certa...
Recebi depois um email do texano que falava que ele não procurava nem uma heartbreaker nem um passatempo, que era sério e eu respondi a ele que então eu não era a garota certa pra ele (como cansei de falar pro canadense que não largava do meu pé), que tinha acabado de entrar no site e não estava entendendo muito bem como funcionava porque eu precisava de um tempo pra conhecer direito a pessoa e não ser considerada o amor da vida dele em 5 minutos.
Ele me respondeu dizendo o quanto ele sentia falta de estar com alguém que não saía mais e via os casais juntos e achava tão legal se ele também tivesse alguém para ir ao cinema, como era quando ele foi casado, e que eu era a pessoa certa pra ele.
Não o respondi, assim como não respondi mais ao canadense, deletei meu perfil no portal como se estivesse fugindo por ter feito algo ruim... para mim foi uma coisa extremamente difícil, entrar no site, mais difícil ainda parecia se manter nele.
Talvez eu não esteja preparada para assumir nada com ninguém, talvez eu seja uma solteira invicta ou talvez eu só tenha percebido que existe gente mais carente que eu nesse mundo...
Os brasileiros foram mais discretos, só favoritavam, não entravam em conversa, não tenho como dizer se estão ali realmente para encontrar alguém pra compromisso longo ou por compromisso rápido.
Os gringos, pelo menos esses dois, me pareceram extremamente carentes, o texano chegou a dizer que era eu que faltava na vida dele para ser completa... como se alguém fizesse mudar tudo na vida do outro... eu aprendi que temos que ser felizes com nós mesmos, sozinhos, para depois ser felizes com os outros e não depender de ninguém e o que eu vi nessas pessoas foi exatamente o contrário, ou interpretei como o contrário...
O certo é que fiquei apavorada com tanta carência e eu que achava que era carente...
sábado, maio 14, 2016
Os meninos do ginásio
(Ricky Martin, o segunda da esquerda - depois do Charlie, o de amarelo)
segunda-feira, dezembro 28, 2015
Aquele momento que você diz: sou feliz por ser solteira!
Depois, conversa com outros caras com o bebê: "não é o papai que cuida de tudo? que põe dinheiro em casa e trabalha pra trazer tutu?"
domingo, dezembro 13, 2015
Do sexo sem culpa
Quero dizer: podemos apenas ficar com alguém sem pensar em relacionamento a partir daí.
Mas parece que os homens não parecem perceber que nós, mulheres, mudamos, ou tentamos mudar. Não vou dizer que não me apaixonaria por alguém, me apaixonaria, mas teria que enfrentar isso, ser forte o suficiente para entender que se não quer mais do que um ficar, ou one night stand, o jeito é se conformar... e assumir que vai quebrar a cara, e muitas mulheres hoje assumem e eu pretendo assumir.
Nossa conversa chegou ao ponto de minha amiga perguntar a meu amigo:
- o que você prefere: ficar imaginando como seria ou trepar?
Ele:
- trepar, lógico!
Quer dizer, por que vamos começar a colocar "o carro na frente dos bois" como fizemos tantas vezes e ficar sem alguns momentos saudáveis de sexo?
Alguém ainda vai dizer: porque quero me casar e ter um relacionamento estável.
Ok, você quer, o outro não e aí? Vai fazer como muitas que ainda acreditam que engravidar segura homem? Vai dar o golpe da barriga? Vai ameaçar se matar?
Não estou dizendo que vamos fazer os gostos dos homens, não, estou falando de fazer os nossos gostos!
Assumir nossos desejos, não dá pra ficar com T e matar a vontade trancada no quarto sozinha todo o tempo. É preciso o gosto e o cheiro do outro, a carícia, o sorriso de satisfação, o compartilhamento do prazer. E muitas vezes para isso acontecer só abrindo mão de ser conservadora.
Em 2015 a maioria das mulheres já entendeu (eu espero) que não vai se livrar de se machucar se quiser uns bons momentos de sexo. A nós mulheres é praticamente inerente fantasiar que aquele é nosso príncipe (anos e anos de princesas Disney nos influenciando...), mas não pensar que todos são canalhas (eles existem, mas são por eles existirem que aprendemos a superar nossos medos, acho), o melhor é pensar que somos humanos e falhamos.
Seria mais interessante conseguirmos ter um papo aberto com o outro e dizer: só quero sexo, não espere mais nada, mas os homens parecem ter medo de dizer isso, como disse, têm medo que ainda somos as mesmas meninas fantasiosas.
A menina fantasiosa sempre existirá na gente, mas existe a mulher que quer sentir prazer.
Precisamos conseguir separar a fantasiosa princesa da mulher independente, precisamos conseguir sorrir quando dermos tchau para aquele cara gostoso no final da transa e pensar que as coisas só passarão disso se os dois quiserem, sem pressões e sem choros, mimimis.
Sei que isso assusta também os homens, por eles terem medo de que nos apaixonemos por eles mesmo dizendo que vamos superar. Mas eu pretendo dizer que não me apaixonei a prender alguém que não quer ficar ao meu lado.
Como eu disse, temos que aprender a quebrar a cara e recolher os cacos sem culpar o outro e deixar claro para o outro que "se você só sente T, é sexo que teremos e não venha me cobrar depois onde e com quem sai na semana que vem". Porque os homens dizem uma coisa, querem essa coisa, mas sempre procuram também a mesma que a gente: segurança.
quinta-feira, maio 21, 2015
Do confiar
Ontem, no Facebook, vi e compartilhei a imagem abaixo, tinha conversado no mesmo dia, só que antes, com minha terapeuta sobre como pra mim é difícil me envolver com alguém por medo de ficar sozinha depois. É uma grande ironia, eu sei, mas é como me sinto: estou sozinha e estou triste, mas tenho medo de estar com alguém e esse alguém me deixar, não durar e ficar sozinha de novo... MAS EU ESTOU SOZINHA!
Eu sei, é confuso, eu sou confusa, medrosa e por isso tenho blogs!Então a terapeuta me disse: mas você tem que deixar fluir, não esperar que dure pra sempre, viva o quanto dure, ame enquanto dure "que seja eterno enquanto dure"!
E aparece a frase aí do lado... pareceu perfeito falar sobre porque, muitas vezes, pode durar e não ser recíproco, né? Quantos relacionamentos eu vejo dos outros e digo que não queria pra mim? E o que percebo é exatamente isso, a reciprocidade é uma coisa difícil de ver porque falta confiar, faltar se abrir plenamente com o outro, ou quase plenamente...
O que eu quero dizer é que reciprocidade é uma coisa complexa, já vivi relacionamentos em que eu não tinha ideia do que pensavam, queriam, sentiam... e isso é horrível! É horrível você se entregar a alguém, contar seus medos, confiar no outro e o outro nunca se abrir com você! Não que seja só uma questão de confiança, sei que às vezes o outro não consegue pôr pra fora o que gostaria... precisaria de terapia. Sim, precisaria! Porque é difícil lidar com alguém que parece de mal de você e você não sabe o porquê, você pergunta e (já recebi essa resposta) o cara diz: "coisa de homem..."!! Coisa de homem?? Vá para a pqp!
Você fica ali, esperando que falem com você, te diga: Carrie, não gostei quando você fez tal coisa ou Carrie, estou mal por problemas no trabalho/ família/ etc. E não que digam "é coisa de homem"!
Coisa de homem é o cara*** que ele tem no meio das pernas e não serve pra nada... (momento Carrie verde Hulk)
É revoltante você se entregar de corpo e alma e a outra pessoa não faz nenhum esforço pra estar ali ao seu lado, isso pra mim é recíproco: é você estar com o outro da mesma forma, compartilhar coisas, histórias e poder ter o amparo do outro, o ombro amigo do outro, ter confiança e segurança com quem está.
Quero algo recíproco, quero saber o que o outro sente e que diga na minha cara o que não gosta em mim, o que faço de errado, quando o magoou e quero ter a liberdade de dizer o mesmo.
Sei que não é tão simples, mas eu gostaria de encontrar alguém que tivesse confiança em mim também... cansei de gente que esconde coisas, sentimentos, medos, traumas etc.
Quero que mesmo que a pessoa não consiga dizer por ser difícil pra ela, ela me explique exatamente isso: Carrie, não vou conseguir te explicar isso, é difícil pra mim, mas um dia eu conseguirei...
Só não me deixe no vácuo, no limbo sem fim perdida em perguntas e respostas que só minha cabeça vai me dar e não é a verdade, porque eu poderei imaginar milhões de coisas, mas nunca terei a certeza do que aquilo que penso é verdade. Cansa ficar se enganando com respostas simples da minha cabeça.
Não quero impôr nada a ninguém, só quero sinceridade, confiança e afeto.
Porque quando sou sincera, confio no outro e dou meu afeto é de verdade, não é mentira, não é joguinho... Se tem uma coisa que nunca fiz e não sei fazer e nem quero fazer é jogo.
O amor pode ser um jogo pra muitos, mas não pra mim.
"Amor é ferida que dói e não se sente, é contentamento descontente"?
Não precisa ser tão dramático, pode ser mais simples e mais leve - eu acredito nisso, mas para que isso realmente aconteça e não seja soneto Camões o outro não precisa fingir para que eu confie nele, é só a sinceridade, mesmo que isso tenha a ver com traumas de infância, bullying de escola, ser mais complexado que George Costanza... até ser broxa! (podemos resolver isso juntos, eu acredito!) se eu gostar do cara pra valer, nada disso vai me importar. Porque quando eu amo, eu amo. Eu aceito, eu compreendo, eu apoio, eu compartilho, eu respeito, eu encorajo.
Se isso for demais, se for coisa de gente pegajosa, me desculpe, mas preciso de alguém que consiga ser assim para que seja eterno até o momento que não dê mais para a reciprocidade, que não dê mais para dar e receber amor e que finalmente deixe de ser recíproco e acabe, acabe de verdade e não que se mantenha por pena, dó ou por status ou qualquer outra coisa que mantém pessoas juntas sem o mínimo de respeito ou valor pelo outro.
Só quero confiança, que segure minha mão e saiba que tem alguém para contar sempre!
sábado, abril 25, 2015
Constelação Familiar, terapia
Não parece ter nada a ver com o tema deste blog, não é?
Pois é, mas minha terapeuta pediu que eu fizesse porque seria bom para analisarmos mais coisas "incrustadas" em mim e poderia ajudar em nossas sessões.
Fui, mas primeiro precisava de um tema para ser exposto.
O tema foi o que anda recorrente aqui: não sair do lugar.
Fui à Constelação com esse tema, o terapeuta que o dirigia era um alemão super conceituado como Psiquiatra e Psicólogo e um dos nomes mais bem falados na área de constelação.
O trabalho consiste em juntar várias pessoas, cada um com seu tema. Alguns sendo consteladas como eu, outras só para assistirem as constelações e tomar coragem de fazer na próxima ou descobrir com elas algo sobre si próprio.
Eu constelei e participei das constelações de outras pessoas.
Voltando, reúnem-se pessoas num lugar próprio, antes de começarem as sessões, o terapeuta principal explica um pouco da teoria das constelações, como funciona, fazemos exercícios de relaxamento e de descobrimento sobre nós.
Depois cada um faz sua constelação: senta-se à frente com o terapeuta e ele perguntará o nosso tema. Como eu fiz, depois ele vai querer saber sobre a vida familiar, outras pessoas que podem estar envolvidas na minha vida do nascimento até ali. Questões anteriores ao meu nascimento, sobre meus pais e família e outras coisas que podem se relacionar.
Depois de contar tudo, praticamente sem chorar, um milagre, fez-se a minha constelação: as outras pessoas participam da seguinte forma: fazem os "papéis" das pessoas que entrarão na história para melhor ser entendida, ou seja, eu escolho alguém pra fazer o papel do meu, minha mãe, irmão, do meu medo, SIM, meu medo é figura central para eu não sair do lugar, eu onde eu pretenda chegar. E eu não sabia onde eu pretendo chegar, o que quero para o futuro. Afinal, estou aqui presa, né?
Você vê como as coisas funcionam ao seu redor vendo os outros fazendo os papéis das pessoas e das coisas que sente ou te prejudicam. Como participei também em outra, como mãe de uma mulher, a energia é muito forte (é, eles trabalham com bioenergética) e eu sentia o que a mãe daquela moça sentia e sentia raiva do homem que fazia o papel do meu marido... as coisas vão se encaixando de um jeito incrível...
Eu fiquei extremamente impressionada quando a moça que escolhi para ser eu sentia um calor louco, eu tenho sentido esse calor, ando suando mais do que é o meu normal, não tenho frio nenhum e parece ser a minha energia parada... me impressionou também a mulher que escolhi para minha mãe que sentia ânsia de vômito, como minha mãe quando teve infarto... a energia capta é extremamente forte e ficamos enlaçados com as histórias um dos outros...
Foi muito emocionante, chorei, revi coisas que não queria me lembrar, mas estavam guardadas comigo,,, o Frank, o terapeuta, sabe conduzir muito bem cada peça desse xadrez que temos na cabeça, guardado e sufocado...
O meu final foi diferente dos demais: todas as mulheres me abraçaram, pedido do Frank, pois o feminino foi muito afetado na minha vida, quase não tive um reflexo dele na vida para ser uma mulher por inteiro e o medo me corrói até hoje.
Foi de uma emoção incrível tantas mulheres abraçadas a mim, e me acalentando num balança, juntas, como uma mãe ninando seu bebê... um bebê que se sente abandonado e sem colo, começaram a cantar e me ninaram mesmo...
Agradeci a todos e fiquei imensamente grata pela carinho, um carinho que eu nunca imaginei que pudesse sentir ou me dar... engraçado pensar nisso: sempre quis dar mais carinho do que recebi e percebo assim o quanto realmente sou tão carente de um carinho.
Tanto que nem imaginava merecer.
Meu medo sempre me deixou à margem, à margem de receber carinho, de retribuir e assim, me retraí a vida inteira.
Saí de lá achando que nada se modificou, mas como disse minha terapeuta, eu não sentiria isso de cara, as coisas acontecem no nosso íntimo dependendo de cada pessoa e como eu sou bem fechada, não é tão simples.
Às vezes sinto que algo se modificou, como no momento que escrevo isso já percebo alguns insights... como eu ser um bebê abandonado, por exemplo.
O medo ainda é parte de mim e é ele quem faz eu não conseguir sair do lugar, sei que preciso sair do lugar, parar e seguir em frente, mas cadê a coragem?
Espero que ela apareça ou me mostre que se é para pensar nas mesmas coisas, que seja para fazer tudo diferente da próxima vez e, espero, acertar.
quarta-feira, fevereiro 18, 2015
Um Carnaval e suas Cinzas
Tínhamos terminado e quando decidi que ia embora para Londres, com tudo certo, Big queria voltar.
Ele disse coisas que me amoleceram, mas, ao mesmo tempo, tive que descarregar tudo que sufocava em meu peito. Fui dura, atirei para todos os lados: o culpei, culpei os amigos dele, menos a mim.
Ficamos nessa briga, mas tentamos nos entender, mas o que é se entender com alguém que você sabe que não estará mais com você porque sua vida está decidida em outro lugar, por um tempo?
Tentamos viver um Carnaval feliz, mas eu estava travada. Tentei ficar bem a maior parte do tempo, mas eu sofria por antecipação.
Eu tinha medo do final daquele feriadão e o final chegou.
Chorei e ele me consolou, mas consolo não era o que eu queria. O que eu queria era que tudo pudesse ser diferente.
Não que o feriado inteiro tenha sido um mar de rosas, mas acho que o pileque dele e dos amigos me ajudaram a entender que aquele mundo não era mesmo o meu e que eu me enganava.
Acontece que por mais que eu saiba que eu me enganava, por mais que eu saiba que é pra seguir em frente, ainda penso em Big.
Isso me faz mal porque eu não sigo em frente e não posso ficar pensando num passado, eu tenho que viver o presente, como ele deve viver o dele...
Às vezes eu penso que ele aparecerá novamente na minha vida, como nas outras vezes e fico me segurando numa esperança vã. Uma esperança que não deveria mais estar aqui.
Quero que essas cinzas tragam a mudança em mim e que eu pare de querer reviver o que já foi. Quero seguir em frente, mas a razão e a emoção doentia (porque não deve ser normal) estão lutando muito.
Eu sei que não posso querer algo que não é pra mim, mas só penso nisso e isso me faz muito mal, eu sei, mas não entendo.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Aberta a temporada de pretendentes
10 - Gostar de Cunnilingus (eu sei que você vai no google...), mas gostar MESMO! E saber mesmo fazer dos bons, além de outras coisitas e conversar sobre o que agrada cada um;
11 - Diga que não está conseguindo dar a segunda, melhor do que mentir e dizer que "é assim mesmo", só no outro dia e com dificuldade. Ter conversas aberta sobre tudo servem pra isso, pra não causarem situações ridículas;
12 - Saber citar frases de Seinfeld dentro do contexto certo. Ter visto todos os episódios mais de 3 vezes; (isso vale também para Arquivo X entre outras séries)
13- Não passar o final de semana todo só vendo esportes na TV;
14 - Lavar e passar suas roupas é seu trabalho, não meu, principalmente camisas sociais: vão pra tinturaria;
15 - Se eu fizer algo que o deixou bravo, por favor, diga o que foi, não fique com cara de c* e sem falar o que está acontecendo e quando eu perguntar, não diga "é coisa de homem" porque isso não é coisa de homem e sim de moleque;
16 - Gostar de ir a shows das nossas bandas favoritas;
17 - Filhos: se tivermos (auauahah você passou por todas até agora? rs) não serão só minha responsabilidade, apesar de saber que sua cota para o nascimento deles foi bem menor que a minha, deverá haver uma divisão de tarefas onde meninos e meninas não terão distinção entre "isso é coisa de menino, isso é coisa de menina";
18 - Don't let me down! Ou seja, se você é do tipo pessimista, rabugento que tudo põe defeito - principalmente em mim, sai daqui, já!
19 - Assistir UFC faz você também estar fora do páreo;
20 - Não reclamar do preço das coisas quando for pagar também é um sinal de delicadeza e não que está desperdiçando dinheiro conosco;
21 - Dizer "eu te amo" todo dia, até o final dos nossos dias juntos (se citar Beatles, também vale).
22 - Final dos nossos dias juntos não quer dizer até que a morte nos separe, não se preocupe com isso: dure o que for pra ser verdadeiro (se você se encaixar em todos os outros passos);
23 - Lembre-se tudo isso aí em cima é fácil de cumprir, se você realmente estiver comprometido e tiver bom gosto;
24 - Ah! isso me fez lembrar: não ser leitor da Veja;
25 - Não ser evangélico ou de qualquer religião que seja mais conservadora;
26 - Não ser Tucano e adjacências;
27 - Sair com os amigos pode, desde que não com outras mulheres em jogo. Dia dos amigos é um jeito bem saudável de manter a amizade a relação ao mesmo tempo. Enquanto isso, estarei no dia das amigas e será também muito agradável (melhor do que eu no meio de seus amigos dando pitacos).
28 - gostar de animais e também querer participar de atividades - ou pelo menos doações - para salvá-los ganhará bônus!
29 - gostar de gatos e cachorros - em casa;
30 - Assine que será lavrado em cartório para conferência e penalidades caso faça algo contrário ao que foi exposto acima, sofrerá multa de 10.000 reais por item passado por cima.
Bem, acho que está de bom tamanho e bem claro, né?
É isso!
Alguém se habilita?
Quer dizer, há algum habilitado?


