Há alguns meses venho conversando com uma amiga a respeito do romance que ela está tendo: ela conheceu um conterrâneo da Carrie Rica no Nordeste do Brasil e desde então, vive um namoro a distância (quase 2 anos, ele já veio 3 vezes para cá visitá-la).
O grande problema e o qual fica difícil ajudá-la é que ela não gosta dele, ou não quer aceitar que gosta dele (o que é muito pior). Disse várias vezes para mim que como ela não tem ninguém aqui é melhor segurar o outro mesmo... ele está longe, mas é melhor que nada. E assim vai enrolando o rapaz...
Não concordo com a atitude dela, porque eu não acho certo enganar alguém, tenho essa postura de seguir àquela máxima: não faça aos outros... se estou certa, se sou encanada demais, não ligo, sigo o que o meu coração diz e estou muito bem por ser assim.
Ela segue a seguinte idéia:
-ela: eu estou sozinha, Carrie, não tem ninguém interessante aqui, pelo menos tem ele, mesmo longe. ele andou bravo comigo, porque eu não vou até lá, ele quer pagar minha passagem, mas não quero depender de ninguém... não quero ir pra lá pra ser dona de casa!
-eu: mas por que ele está bravo? ele não sabe que é difícil pra vc?
-ela: ah, é porque dei esperança pra ele... eu fiz isso, mas não que eu esteja muito afim, é porque não tem ninguém, ele é única oportunidade, eu já estou com 30, preciso ver se não der certo com ninguém vai ter ele lá...
- eu: você deveria aceitar a passagem e ir até lá e pagar com seu dinheiro outra pra alguém e não ir sozinha, se acha isso um problema... aí saberá se dá certo ou não...
-ela: ah, ele que se dane se tá bravo! eu falo umas coisas pra ele, ele fica com medo e eu continuo o enrolando mesmo... ainda tive que aturar dois patetas amigos dele aqui... fiquei passeando com eles por aí...
-eu: e por que fez isso se não queria?
-ela: porque eles iam contar pra ele, né? vão falar de mim pra ele, me deram até bombom da copenhagen, tô cheia de espinha por causa disso!!!
(vejam, só: ganha bombom da copenhagen e reclama de espinha, legal ela, né?)
Ontem:
ela: estou muito brava! ele me acordou, me ligou porque quer que eu termine com ele, que eu diga siga sua vida!
eu: peraí, me conta essa história direito. Quando ele te ligou que te acordou (não era possível pelo fuso horário americano...)
ela: ah, faz 40 minutos... (ou seja, eram 18 horas da tarde de um sábado...) mas ele me acordou! pra me encher o saco dizer se eu tenho mesmo interesse nele porque ele conheceu uma pessoa, ah, ele acha que eu vou falar "vai em frente, eu dou a maior força!" o que ele espera??? claro que não!
eu: bem, mas ele te ligou dos States para conversar, está sendo honesto, ele poderia sumir, nunca mais falar com vc e vc nem saber o que aconteceu... isso aconteceu comigo e sei como isso é horrível! ele foi honesto, te respeita, tem consideração por vc, pensou em você!! Não está te enganando! Foi homem de vir falar com vc!
ela: ah, cara, ele é mimado! isso sim! acha que eu tenho que fazer tudo do jeito dele, eu vou falar uma verdades pra ele aqui...
(minutos depois)
ela: ah, ele ficou com medo das coisas que eu disse, vou enrolá-lo, tô nem aí, se ele quiser, ele que desista.
Minha vontade era falar um monte pra ela e acabar com a amizade, perder a chance da sua vida de ser feliz com alguém que se mostra adulto o suficiente é uma coisa rara e ela está jogando pela janela... espero do fundo do meu coração que ele perceba o quanto ela o está fazendo de bobo e fique com a outra pessoa que conheceu.
Ficar "segurando" um cara porque não se vê expectativa de outros relacionamentos é a coisa mais deprimente que pode existir... fingir que se está interessada por alguém para mostrar pros outros que tem alguém, que não está só, é triste! Muito triste e eu não compartilho disso.
Vocês sabem, fico ainda mais revoltada de saber que ele está sendo tão honesto, tão decente com ela e ela não merece... como eu queria que tivessem agido dessa forma comigo, mas como diz o ditado: "Deus dá nozes pra quem não tem dentes"
Besteiras, futilidades, neuras de uma blogueira pobre que não tem dinheiro pra gastar com sapatos da Gucci, nem bolsas da Louis Vutton, não vai a festas maneiras e muito menos é citada na Vogue... ***Depois de tentar ser chique em Londres, estou de volta***
domingo, setembro 30, 2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
Capítulo 29: da pressão precoce
Esses últimos dias andei ouvindo coisas que me pareceram tão fora de contexto, mas que ainda acontecem - ou nunca mudaram? A pressão de não estar sozinha não é um privilégio das mais velhas, mas desde o começo da adolescência isso é fato.
Constatei isso ouvindo e vendo como se comportam os adolescentes.
Algumas amigas na faixa de 15 anos brigavam com uma do grupo dizendo que ela ficaria solteirona - porque não aceitava conhecer o rapaz que elas queriam apresentar. Davam como argumentos que o rapaz de 19 anos tem moto (grande argumento!!) e achavam que isso era o certo: "desencalhar" a amiga...
Depois ouço outras meninas, ainda mais novas, 13 anos, falando uma para a outra: "desse jeito você vai ficar encalhada!" E eu não consegui me conter: "encalhada?? vocês mal começaram a vida ainda... tem muita vida pela frente, calma! isso é só o começo!" e a "conselheira" disse: "ah, mas eu não estou encalhada!"
Só quem infelizmente, ela namora um rapaz que não quer saber de estudar e seus únicos interesses (além da garota) são cantar funks podres e fumar maconha. Melhor estar "encalhada", não?
A outra menina anda bem triste, já percebi, suas amiguinhas não estão encalhadas e ela, uma menina com quase 1,70 de altura, loira, bonita, belo corpo se sente menos.
Tanto que todos os amigos desse namoro da outra querem ficar com ela... percebo que ela não quer nenhum deles, sabe que eles não são pra ela, mas ela sofre a pressão de não ser a última a beijar, de namorar...
Fiquei pensando na minha vida, será que teria sido melhor pra mim ter ficado com os trastes e aprendido a sofrer logo e, com isso, tentar "cair nas garras" desse cafajestes com menos freqüência ou será que o melhor foi o caminho que segui, procurando e escolhendo muito e, no final das contas, escolher mal?
Não sei, não a culpo por tentar e nem as amigas em ambos os casos, estou começando a pensar que a pressão talvez não seja tão ruim - só quando ela faz mal pra vc, quando aquilo não é o que seu coração deseja - mas que se deve tentar, desde que o cara tenha seus valores... e não só defeitos e vícios.
Constatei isso ouvindo e vendo como se comportam os adolescentes.
Algumas amigas na faixa de 15 anos brigavam com uma do grupo dizendo que ela ficaria solteirona - porque não aceitava conhecer o rapaz que elas queriam apresentar. Davam como argumentos que o rapaz de 19 anos tem moto (grande argumento!!) e achavam que isso era o certo: "desencalhar" a amiga...
Depois ouço outras meninas, ainda mais novas, 13 anos, falando uma para a outra: "desse jeito você vai ficar encalhada!" E eu não consegui me conter: "encalhada?? vocês mal começaram a vida ainda... tem muita vida pela frente, calma! isso é só o começo!" e a "conselheira" disse: "ah, mas eu não estou encalhada!"
Só quem infelizmente, ela namora um rapaz que não quer saber de estudar e seus únicos interesses (além da garota) são cantar funks podres e fumar maconha. Melhor estar "encalhada", não?
A outra menina anda bem triste, já percebi, suas amiguinhas não estão encalhadas e ela, uma menina com quase 1,70 de altura, loira, bonita, belo corpo se sente menos.
Tanto que todos os amigos desse namoro da outra querem ficar com ela... percebo que ela não quer nenhum deles, sabe que eles não são pra ela, mas ela sofre a pressão de não ser a última a beijar, de namorar...
Fiquei pensando na minha vida, será que teria sido melhor pra mim ter ficado com os trastes e aprendido a sofrer logo e, com isso, tentar "cair nas garras" desse cafajestes com menos freqüência ou será que o melhor foi o caminho que segui, procurando e escolhendo muito e, no final das contas, escolher mal?
Não sei, não a culpo por tentar e nem as amigas em ambos os casos, estou começando a pensar que a pressão talvez não seja tão ruim - só quando ela faz mal pra vc, quando aquilo não é o que seu coração deseja - mas que se deve tentar, desde que o cara tenha seus valores... e não só defeitos e vícios.
quarta-feira, julho 04, 2007
Capítulo 28: do Status
Estar com alguém, para muitas parece elevar seu status, tornar alguém mais importante por não estar sozinho - o que não quer dizer muita coisa, como disse no post sobre solidão.
Vou contar um caso que presencio há anos:
Ela namora o cara há 10 anos, ele só está interessado em ficar nessa, sem muitas responsabilidades, estar com ela, exibí-la aos amigos e sair com outras por aí só pra ficar tudo ok.
Ela faz o mesmo, mostra às amigas que tem um namorado sim, quando quer, briga com ele só pra sair pra balada e conhecer gente nova.
Terminam e voltam sempre, quando ele termina, ela chora desesperada, quebra coisas (isso porque tem 28 anos, não estou falando de uma adolescente...), agride a mãe, tudo porque não quer "não estar namorando" - quer a qualquer custo manter uma relação fictícia porque acha que assim terá um status mais elevado: "eu tenho namorado".
Brigas intermináveis até que ela resolve terminar com o cara: todos ficaram surpresos, só que no final das contas ela voltou com ele. Acredita-se que ela deveria estar interessado em outro, o outro não iria querer manter um status "namorado" e daí ela não poderia ficar com o status "solteira". Não, isso nunca! Infeliz, mas com um homem do lado.
E vivem assim. Só para manter uma relação que não existe há muito para que os outros pensem que eles não estão sozinhos - e não estão?
O outro caso é de uma outra menina que mesmo aos 25 anos acredita piamente que homens de 30 que vão às baladas mais caras da Vila Olímpia (Sampa) estão realmente interessados em encontrar sua alma gêmea.
Ela discutia também com a mãe (as mães sofrem, não?) porque dizia que nos lugares que freqüenta só é frequentado por homens responsáveis (!!), na faixa dos 30 e que vão com "carrões" (ela repara no quê, afinal? qual o status que está em jogo pra ela?) e é claro que são caras legais: são ricos e já se formaram na faculdade, só podem estar a procura da sua princesa amada.
É claro que acabei entrando na conversa e disse para ela que não é bem assim, que não é idade que faz um cara responsável, mas ela bateu o pé de que homens formados e com um bom emprego querem sossego. E eu: "Sossego se vão à balada? Eles querem é mais continuar curtindo... você acredita mesmo que estão procurando uma namorada, uma esposa na balada? Pode calhar de acontecer, mas não é isso que estão a procura... pensa bem: eles estão se divertindo, enquanto puderem, pra que vão se amarrar a alguém? Se quisessem já estariam sossegados. Tô falando por experiência própria..."
Infelizmente ela é do tipo que não ouve, que um dos caras com dinheiro e "bem formados" será seu príncipe... e esse é o status que ela acredita...
Vendo tv hoje, dando uma zapeada, vi uma moça que chorava num desses programas de "lamúrias da vida" que ela ainda é apaixonada há três anos por um ex-namorado, o cara já está noivo de outra e a coitada obcecada pelo rapaz.
Percebi que muitas pessoas não conseguem viver sem o status "estou com" e não conseguem aceitar o fato de ter que partir para outra... o pior foi me lembrar de uma ex-de um ex (é, ex de um ex meu...) que depois de 10 anos que já havia rolado tudo entre eles, ela ainda fazia-se mostrar presente na vida dele. Ainda colocava uma foto no orkut dele e mencionava-o por lá. Tentava esconder essa obsessão com a comunidade "solteira sim, sozinha nunca". Sozinha poderia não estar nunca, mas com quem ela queria, dificilmente aconteceria...
Tentava também mostrar o status "solteira e de bem com a vida", só que pelas informações referentes ao ex ali escancaradas, seria difícil acreditar...
Cada um acredita que no amor existe algum tipo de status, muitos acham que é se mostrar bem, com alguém que não dá mais certo ou se obcecar por quem não tem mais nada a ver... outros, piores: pensam no status material - que dificilmente vai trazer uma relação melhor que essas outras...
Vou contar um caso que presencio há anos:
Ela namora o cara há 10 anos, ele só está interessado em ficar nessa, sem muitas responsabilidades, estar com ela, exibí-la aos amigos e sair com outras por aí só pra ficar tudo ok.
Ela faz o mesmo, mostra às amigas que tem um namorado sim, quando quer, briga com ele só pra sair pra balada e conhecer gente nova.
Terminam e voltam sempre, quando ele termina, ela chora desesperada, quebra coisas (isso porque tem 28 anos, não estou falando de uma adolescente...), agride a mãe, tudo porque não quer "não estar namorando" - quer a qualquer custo manter uma relação fictícia porque acha que assim terá um status mais elevado: "eu tenho namorado".
Brigas intermináveis até que ela resolve terminar com o cara: todos ficaram surpresos, só que no final das contas ela voltou com ele. Acredita-se que ela deveria estar interessado em outro, o outro não iria querer manter um status "namorado" e daí ela não poderia ficar com o status "solteira". Não, isso nunca! Infeliz, mas com um homem do lado.
E vivem assim. Só para manter uma relação que não existe há muito para que os outros pensem que eles não estão sozinhos - e não estão?
O outro caso é de uma outra menina que mesmo aos 25 anos acredita piamente que homens de 30 que vão às baladas mais caras da Vila Olímpia (Sampa) estão realmente interessados em encontrar sua alma gêmea.
Ela discutia também com a mãe (as mães sofrem, não?) porque dizia que nos lugares que freqüenta só é frequentado por homens responsáveis (!!), na faixa dos 30 e que vão com "carrões" (ela repara no quê, afinal? qual o status que está em jogo pra ela?) e é claro que são caras legais: são ricos e já se formaram na faculdade, só podem estar a procura da sua princesa amada.
É claro que acabei entrando na conversa e disse para ela que não é bem assim, que não é idade que faz um cara responsável, mas ela bateu o pé de que homens formados e com um bom emprego querem sossego. E eu: "Sossego se vão à balada? Eles querem é mais continuar curtindo... você acredita mesmo que estão procurando uma namorada, uma esposa na balada? Pode calhar de acontecer, mas não é isso que estão a procura... pensa bem: eles estão se divertindo, enquanto puderem, pra que vão se amarrar a alguém? Se quisessem já estariam sossegados. Tô falando por experiência própria..."
Infelizmente ela é do tipo que não ouve, que um dos caras com dinheiro e "bem formados" será seu príncipe... e esse é o status que ela acredita...
Vendo tv hoje, dando uma zapeada, vi uma moça que chorava num desses programas de "lamúrias da vida" que ela ainda é apaixonada há três anos por um ex-namorado, o cara já está noivo de outra e a coitada obcecada pelo rapaz.
Percebi que muitas pessoas não conseguem viver sem o status "estou com" e não conseguem aceitar o fato de ter que partir para outra... o pior foi me lembrar de uma ex-de um ex (é, ex de um ex meu...) que depois de 10 anos que já havia rolado tudo entre eles, ela ainda fazia-se mostrar presente na vida dele. Ainda colocava uma foto no orkut dele e mencionava-o por lá. Tentava esconder essa obsessão com a comunidade "solteira sim, sozinha nunca". Sozinha poderia não estar nunca, mas com quem ela queria, dificilmente aconteceria...
Tentava também mostrar o status "solteira e de bem com a vida", só que pelas informações referentes ao ex ali escancaradas, seria difícil acreditar...
Cada um acredita que no amor existe algum tipo de status, muitos acham que é se mostrar bem, com alguém que não dá mais certo ou se obcecar por quem não tem mais nada a ver... outros, piores: pensam no status material - que dificilmente vai trazer uma relação melhor que essas outras...
segunda-feira, junho 04, 2007
Capítulo 27: há fórmula para o amor?
A todo momento vejo pessoas dando receitas para se ter sucesso no amor: seja no trabalho, na rua, no metrô, no ônibus... onde estou, acabo ouvindo as pessoas dando conselhos que nem sempre paracem dar certo. Alguns já são até verdadeiras "lendas" que dariam certo, mas nas quais eu não acredito - assim como no Saci rs
Ouvi algumas mulheres conversando no trabalho dizendo que o "certo" é o homem gostar mais da mulher do que ela gostar dele, que assim se tem um "controle" na relação, o cara não ficará olhando para outras, só enxergará você...
Fiquei lembrando dos casais felizes que conheço e essa teoria foi por água abaixo: todos mostram gostar equilibradamente da sua cara metade. Não há aquela coisa de um babar pelo outro, e o que gosta "menos" fazendo graça, tratando o que gosta "mais" como um bocó - há um amor sadio e equilibrado. Igual, eu não digo porque eu já disse aqui, alguns uns posts abaixo: o amor não se mede, se sente.
Daí ouço no metrô, outro dia, amigos dando conselho para uma amiga que parecia desanimada no amor: "Você não pode mostrar que está gostando! Você tem que deixar ele gostar e sempre deixá-lo com dúvida", uma moça dizia e o amigo a apoiava "ela tá certa, eu sou homem, mas é assim! vai pela gente!"
Fiquei pensando... Será que estou sozinha porque nunca eu jogo? Eu nunca faço do amor um jogo, participo de lances, quem sabe?, mas nunca eu saio do "fair play" ... será isso um problema?
Depois de muito pensar, cheguei à seguinte conclusão:
Dane-se!
Eu vou continuar sendo assim, com a consciência beeem tranquila de quem ama e não mede esforços para mostrar, SIM, interesse, se o cara não gostar, azar o dele, não me merece...
Acho que o que se precisa é encontrar uma pessoa que te dê valor, te respeite, alguém que queira ser um companheiro... não um parceiro de jogo.
Eu só quero alguém assim - tô pedindo muito? rss - não vou fingir que não gosto, não vou ficar com joguinhos, fazendo o cara de bobo - se ele gosta disso então não gostará mesmo de mim. que procure outra que o trate como ele quer e merece.
Queria que o amor fosse menos complicado para que ninguém inventasse receitas descabidas e seguidas por muitos... até eu pensei em seguí-las... mas vou continuar na minha utópica missão de encontrar a "tampa da panela" fazendo aquilo que acredito que seja o "certo"... até a insanidade bater - quem sabe? rsss
Ouvi algumas mulheres conversando no trabalho dizendo que o "certo" é o homem gostar mais da mulher do que ela gostar dele, que assim se tem um "controle" na relação, o cara não ficará olhando para outras, só enxergará você...
Fiquei lembrando dos casais felizes que conheço e essa teoria foi por água abaixo: todos mostram gostar equilibradamente da sua cara metade. Não há aquela coisa de um babar pelo outro, e o que gosta "menos" fazendo graça, tratando o que gosta "mais" como um bocó - há um amor sadio e equilibrado. Igual, eu não digo porque eu já disse aqui, alguns uns posts abaixo: o amor não se mede, se sente.
Daí ouço no metrô, outro dia, amigos dando conselho para uma amiga que parecia desanimada no amor: "Você não pode mostrar que está gostando! Você tem que deixar ele gostar e sempre deixá-lo com dúvida", uma moça dizia e o amigo a apoiava "ela tá certa, eu sou homem, mas é assim! vai pela gente!"
Fiquei pensando... Será que estou sozinha porque nunca eu jogo? Eu nunca faço do amor um jogo, participo de lances, quem sabe?, mas nunca eu saio do "fair play" ... será isso um problema?
Depois de muito pensar, cheguei à seguinte conclusão:
Dane-se!
Eu vou continuar sendo assim, com a consciência beeem tranquila de quem ama e não mede esforços para mostrar, SIM, interesse, se o cara não gostar, azar o dele, não me merece...
Acho que o que se precisa é encontrar uma pessoa que te dê valor, te respeite, alguém que queira ser um companheiro... não um parceiro de jogo.
Eu só quero alguém assim - tô pedindo muito? rss - não vou fingir que não gosto, não vou ficar com joguinhos, fazendo o cara de bobo - se ele gosta disso então não gostará mesmo de mim. que procure outra que o trate como ele quer e merece.
Queria que o amor fosse menos complicado para que ninguém inventasse receitas descabidas e seguidas por muitos... até eu pensei em seguí-las... mas vou continuar na minha utópica missão de encontrar a "tampa da panela" fazendo aquilo que acredito que seja o "certo"... até a insanidade bater - quem sabe? rsss
segunda-feira, maio 07, 2007
Capítulo 26: da Solidão
Os momentos que nós, solteiras balzaquianas, mais detestamos - ou talvez só eu deteste ou talvez todas as mulheres em qualquer idade odeiem - foram os que passei nos últimos fins de semana: sair com casais de amigos.Acho que, pelo menos para mim, não tem coisa mais chata que sair com casais estando sozinha. Enquanto a solidão é só sua, ou você sai com grupos "mesclados" (solteiros e casais) tudo é muito mais simples, mas quando você repete o mesmo ritual dois finais de semana seguidos parece que é difícil aguentar a solidão.A solidão bateu de um modo forte, eu me sentia não acompanhada naqueles lugares, mas sim muito sozinha... como se estivesse sozinha naqueles lugares, como se eu fosse uma mera espectadora de beijos e carinhos trocados por casais que pareciam felizes ou poderiam até estar fingindo serem felizes... o fato é que me machucou muito sentar numa mesa e à minha frente um lugar vazio... aquele lugar vazio fez com que me desse uma puta vontade de chorar ali mesmo... porque era só olhar os outros e ver que um estava sentado de frente para seu par ou com seu par do lado e eu não tinha par... não encaixava ali...
A solidão é uma das piores coisas da vida, se não for a pior, só perde para ser ignorado. Ser ignorada também é uma das coisas mais difíceis pela qual já passei...
A solidão dá um dor forte no peito, mas minha analista (é, essa esquizofrenia tem que ter limite...) me fez ver que eu não era a única sozinha ali. Num desses encontros nem sempre os casais estavam totalmente felizes, a garota estava muito magoada com o marido que estava bebendo muito mais do que devia e dando vexame: ela também estava sozinha, apesar da companhia.Percebi que você pode estar acompanhada, mas se sentir extremamente só... Não conseguia perceber como um ex meu me dizia que se sente deprimido namorando. Parecia "chorar de barriga cheia", mas percebi que não é um relacionamento que te faz se sentir menos só, não é um relacionamento que termina com sua solidão...A solidão só passa quando se está bem consigo mesmo e com os outros, não adianta você estar com alguém e não poder contar com aquela pessoa... acho que é uma solidão ainda pior: estar com alguém que não "está" com você...
A solidão é uma das piores coisas da vida, se não for a pior, só perde para ser ignorado. Ser ignorada também é uma das coisas mais difíceis pela qual já passei...
A solidão dá um dor forte no peito, mas minha analista (é, essa esquizofrenia tem que ter limite...) me fez ver que eu não era a única sozinha ali. Num desses encontros nem sempre os casais estavam totalmente felizes, a garota estava muito magoada com o marido que estava bebendo muito mais do que devia e dando vexame: ela também estava sozinha, apesar da companhia.Percebi que você pode estar acompanhada, mas se sentir extremamente só... Não conseguia perceber como um ex meu me dizia que se sente deprimido namorando. Parecia "chorar de barriga cheia", mas percebi que não é um relacionamento que te faz se sentir menos só, não é um relacionamento que termina com sua solidão...A solidão só passa quando se está bem consigo mesmo e com os outros, não adianta você estar com alguém e não poder contar com aquela pessoa... acho que é uma solidão ainda pior: estar com alguém que não "está" com você...
domingo, abril 22, 2007
Frase que me veio à cabeça...
Fiquei pensando sobre a questão de disputa que se faz no amor e a única coisa que me veio à cabeça foi:
O amor não se disputa: se sente...
Não dá pra medir se o que sinto é maior que o que outra pessoa sente... sentimentos têm que ser vividos, por cada um a sua maneira...
Acho que é isso...
O amor não se disputa: se sente...
Não dá pra medir se o que sinto é maior que o que outra pessoa sente... sentimentos têm que ser vividos, por cada um a sua maneira...
Acho que é isso...
quarta-feira, março 14, 2007
Por que sempre tem que aparecer na minha vida essa letra?
Eu te amo
(Tom Jobim - Chico Buarque/1980)
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
1980 © - Marola Edições Musicais Ltda. Todos os direitos reservadosDireitos de Execução Pública controlados pelo ECAD (AMAR) Internacional Copyright Secured
(Tom Jobim - Chico Buarque/1980)
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
1980 © - Marola Edições Musicais Ltda. Todos os direitos reservadosDireitos de Execução Pública controlados pelo ECAD (AMAR) Internacional Copyright Secured
domingo, fevereiro 25, 2007
A lógica de quem é ex (ou a falta de lógica?)
Quando você conhece alguém que parece interessado/a em você e essa pessoa faz o possível para "fugir" da/o ex, você não dá importância, acha até bom.
E o que acontece quando vocês se tornam exs e a pessoa que tanto fugia dos exs anteriores começa não a fugir de você, mas a ficar no seu pé?
Você também foge como a pessoa fez com os anteriores, se iguala?
Aí você pensa, será que as/os exs queriam mesmo ficar no pé da pessoa ou ela que tinha vergonha de encarar os antigos amores? E por quê, agora, não faz o mesmo com você?
Seria por que você disse "não se preocupe, eu não lhe procurarei mais, não precisa fugir de mim"?
Teria, assim, a desarmado?
E será que a pessoa nunca conseguirá se colocar seu lugar?
Por exemplo, se colocar e pensar "acho que ela/e não quer mesmo papo comigo, não vou procurá-la/o como não gostava que me procurassem e até fugia..."
Há lógica nisso? Não, né?
E o que acontece quando vocês se tornam exs e a pessoa que tanto fugia dos exs anteriores começa não a fugir de você, mas a ficar no seu pé?
Você também foge como a pessoa fez com os anteriores, se iguala?
Aí você pensa, será que as/os exs queriam mesmo ficar no pé da pessoa ou ela que tinha vergonha de encarar os antigos amores? E por quê, agora, não faz o mesmo com você?
Seria por que você disse "não se preocupe, eu não lhe procurarei mais, não precisa fugir de mim"?
Teria, assim, a desarmado?
E será que a pessoa nunca conseguirá se colocar seu lugar?
Por exemplo, se colocar e pensar "acho que ela/e não quer mesmo papo comigo, não vou procurá-la/o como não gostava que me procurassem e até fugia..."
Há lógica nisso? Não, né?
domingo, janeiro 28, 2007
A bênção, Rob Gordon!
Rob to camera.
ROB
How are you not going to fall for someone who wants to interview you? Now Caroline is all I can think about. And in the daydreams I imagine every detail, the entire story of our future relationship, until suddenly I realize that there's nothing left to actually, like, happen. I've done it all, lived through it all in my head. I know the whole plot, the ending, and the good parts. Now I'd have to watch it all over again in real time, and where's the fun in that? And fucking--when is it all going to stop? Am I going to jump from rock to rock for the rest of my life until there aren't any rocks left? Am I going to bolt every time I get itchy feet? Because I get them about once a quarter, along with the store's tax bill. I've been thinking with my guts since I was fourteen years old and, frankly speaking, I've come to the conclusion that my guts have shit for brains. You know what's wrong with Laura, what my problem is? What's wrong with Laura is that I'll never see her for the first or second or third time. That's all. Fuck it. I'll probably mail the tape. Probably.
Os homens são todos como Rob Gordon, a diferença é que alguns acordam, como ele, outros, passarão a vida toda na Terra do Nunca...
ROB
How are you not going to fall for someone who wants to interview you? Now Caroline is all I can think about. And in the daydreams I imagine every detail, the entire story of our future relationship, until suddenly I realize that there's nothing left to actually, like, happen. I've done it all, lived through it all in my head. I know the whole plot, the ending, and the good parts. Now I'd have to watch it all over again in real time, and where's the fun in that? And fucking--when is it all going to stop? Am I going to jump from rock to rock for the rest of my life until there aren't any rocks left? Am I going to bolt every time I get itchy feet? Because I get them about once a quarter, along with the store's tax bill. I've been thinking with my guts since I was fourteen years old and, frankly speaking, I've come to the conclusion that my guts have shit for brains. You know what's wrong with Laura, what my problem is? What's wrong with Laura is that I'll never see her for the first or second or third time. That's all. Fuck it. I'll probably mail the tape. Probably.
Os homens são todos como Rob Gordon, a diferença é que alguns acordam, como ele, outros, passarão a vida toda na Terra do Nunca...
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Capítulo 25: das Escolhas
Todos fazemos escolhas na vida, mas homens e mulheres escolhem sempre diferente. Isto todo mundo já sabe, mas já repararam?
Pensemos em nós mulheres, escolhemos sempre o mais bonito e o que acontece? Sempre vivemos com ciúme.
Se escolhemos com dinheiro, com isso, com aquilo, sempre tem seu problema.
Imagine quando se escolhe pelo coração, mas são poucas que escolhem pelo coração e as coisas saem bem. Quando se escolhe há todo uma responsabilidade por trás.
As mulheres muitas vezes escolhem para não ficarem sozinhas, escolhem sofrer com caras autoritários e mulherengos, mas ficam ao lado deles para mostrar as demais que elas têm alguém - casaram (e casaram muito bem, não?).
Os homens escolhem pela beleza, pelo poder de sedução da sua musa. Às vezes escolhem apenas para mostrar a garota como enfeite : olhe, ela é linda e está comigo.
Sempre vemos homens infelizes que se casaram com a autoritária e ele igual a um bocó "sim, querida" ou sendo também chifrado, mas ela é linda, todo mundo repara.
No fundo fazemos escolhas iguais, o grande problema é quando se percebe tarde demais que a pessoa especial, que todo mundo falava: "nossa, ela/e era tão legal, te amava tanto e você escolheu essa/e que te faz sofrer tanto!"
Escolhas. Quem pode mudá-las?
Nós, mas para isso precisamos perceber que o amor não é um jogo, não é mostrar status, fazer inveja aos demais: amor é respeito, compreensão, afinidade, cumplicidade e confiança.
Pensemos em nós mulheres, escolhemos sempre o mais bonito e o que acontece? Sempre vivemos com ciúme.
Se escolhemos com dinheiro, com isso, com aquilo, sempre tem seu problema.
Imagine quando se escolhe pelo coração, mas são poucas que escolhem pelo coração e as coisas saem bem. Quando se escolhe há todo uma responsabilidade por trás.
As mulheres muitas vezes escolhem para não ficarem sozinhas, escolhem sofrer com caras autoritários e mulherengos, mas ficam ao lado deles para mostrar as demais que elas têm alguém - casaram (e casaram muito bem, não?).
Os homens escolhem pela beleza, pelo poder de sedução da sua musa. Às vezes escolhem apenas para mostrar a garota como enfeite : olhe, ela é linda e está comigo.
Sempre vemos homens infelizes que se casaram com a autoritária e ele igual a um bocó "sim, querida" ou sendo também chifrado, mas ela é linda, todo mundo repara.
No fundo fazemos escolhas iguais, o grande problema é quando se percebe tarde demais que a pessoa especial, que todo mundo falava: "nossa, ela/e era tão legal, te amava tanto e você escolheu essa/e que te faz sofrer tanto!"
Escolhas. Quem pode mudá-las?
Nós, mas para isso precisamos perceber que o amor não é um jogo, não é mostrar status, fazer inveja aos demais: amor é respeito, compreensão, afinidade, cumplicidade e confiança.
domingo, novembro 26, 2006
Capítulo 24: os seriados ensinam!
Frases de Joey Tribiani em "Joey"
Ela é a mulher perfeita: bonita? Sim! Alegre? Sim! Inteligente? Não!!!
Diálogo memorável em Seinfeld: (The Engagement - 7a. Temporada)
Jerry: What is this? What are we doing? What in god's name are we doing?
George: What?
Jerry: OUR LIVES!! . What kind of lives are these? We're like children. We're not men.
George: No, we're not. We're not men.
Jerry: We come up with all these stupid reasons to break up with these women.
George: I know. I know. That's what I do. That's what I do.
Jerry: Are we going to be sitting here when we're sixty like two idiots?
George: . We should be having dinner with our sons when we're sixty.
Jerry: We're pathetic… you know that?
George: Yeah, Like I don't know that I'm pathetic.
Jerry: Why can't I be normal?
George: Yes. Me, too. I wanna be normal. Normal.
Jerry: It would be nice to care about someone.
George: Yes. Yes. Care. (...)
E o que minha xará me ensina: que eu sou igual a ela, totalmente insegura e desesperada...
Ela é a mulher perfeita: bonita? Sim! Alegre? Sim! Inteligente? Não!!!
Diálogo memorável em Seinfeld: (The Engagement - 7a. Temporada)
Jerry: What is this? What are we doing? What in god's name are we doing?
George: What?
Jerry: OUR LIVES!! . What kind of lives are these? We're like children. We're not men.
George: No, we're not. We're not men.
Jerry: We come up with all these stupid reasons to break up with these women.
George: I know. I know. That's what I do. That's what I do.
Jerry: Are we going to be sitting here when we're sixty like two idiots?
George: . We should be having dinner with our sons when we're sixty.
Jerry: We're pathetic… you know that?
George: Yeah, Like I don't know that I'm pathetic.
Jerry: Why can't I be normal?
George: Yes. Me, too. I wanna be normal. Normal.
Jerry: It would be nice to care about someone.
George: Yes. Yes. Care. (...)
E o que minha xará me ensina: que eu sou igual a ela, totalmente insegura e desesperada...
sábado, novembro 04, 2006
Capítulo 23: outro estágio
Um dia ela é sua melhor amiga, você compartilha todas as suas angústias, ilusões, medos, sentimentos com ela. Em outro momento, acha tudo infantil, você "cresce", não é uma adolescente mais bobinha que vê tudo com os olhos da mocinha que a Meg Ryan faz em todos os seus filmes.
O problema é quando essa amiga continua enxergando as coisas assim... fica tudo estranho, porque você aprende que não é o cara mais lindo do mundo que vai te fazer feliz, nem aquele que você acha que dá umas olhadas de vez enquando em você e que nunca chega em você - porque ele nem percebe que você existe, na verdade (era tudo coisa da sua cabeça e da sua amiga).
E, enquanto você acorda e pára de se iludir, a única coisa que ela faz é sempre te dizer:
ai, não sei se mostra a foto do meu paquera... ele não é lindo... (coisas que toda vez a pessoa tem que te dizer, como se ainda fôssemos adolescentes deslumbradas)
Ou tem de te perguntar duas coisas quando te encontra (e essas são fatais!!! ela nunca deixa de perguntar!!!):
e aí, tá namorando??? (a segunda é só quando da afirmativa)
e aí????? já "rolou"????
Eu queria entender o porquê da pessoa sempre ficar tão interessada se rolou ou não... não parece uma coisa ainda adolescente pra saber quem "chegou primeiro"? rss
Adolescentes que ainda têm suas fantasias ou curiosidades...
E é tão chato você ter tido uma amizade forte com uma pessoa e perceber que ela está no mesmo nível de 12 anos atrás e aí eu acabo me sentindo culpada por não querer muma reaproximação da amizade. Porque eu sei que a pergunta "e aí? rolou?" irá aparecer e eu não quero falar nada da minha vida.
Se rolou/ rola/ rolará isso é meu! Só meu! (e dele também rs)
O problema é quando essa amiga continua enxergando as coisas assim... fica tudo estranho, porque você aprende que não é o cara mais lindo do mundo que vai te fazer feliz, nem aquele que você acha que dá umas olhadas de vez enquando em você e que nunca chega em você - porque ele nem percebe que você existe, na verdade (era tudo coisa da sua cabeça e da sua amiga).
E, enquanto você acorda e pára de se iludir, a única coisa que ela faz é sempre te dizer:
ai, não sei se mostra a foto do meu paquera... ele não é lindo... (coisas que toda vez a pessoa tem que te dizer, como se ainda fôssemos adolescentes deslumbradas)
Ou tem de te perguntar duas coisas quando te encontra (e essas são fatais!!! ela nunca deixa de perguntar!!!):
e aí, tá namorando??? (a segunda é só quando da afirmativa)
e aí????? já "rolou"????
Eu queria entender o porquê da pessoa sempre ficar tão interessada se rolou ou não... não parece uma coisa ainda adolescente pra saber quem "chegou primeiro"? rss
Adolescentes que ainda têm suas fantasias ou curiosidades...
E é tão chato você ter tido uma amizade forte com uma pessoa e perceber que ela está no mesmo nível de 12 anos atrás e aí eu acabo me sentindo culpada por não querer muma reaproximação da amizade. Porque eu sei que a pergunta "e aí? rolou?" irá aparecer e eu não quero falar nada da minha vida.
Se rolou/ rola/ rolará isso é meu! Só meu! (e dele também rs)
domingo, outubro 08, 2006
Declaração de amor às mulheres
(Único espécime 99% perfeito e vejam porque não é 100%)
Se uma memória restou das festinhas e reuniões familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro. Não sei se hoje isso ainda ocorre. Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos.
Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto observando a paisagem.
Bem, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.
Explico: no "corner" masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.
Já no "corner" oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações, recalques, com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo.
Dessas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.
Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau.
Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.
Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estarem preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.
E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição. É fuga. Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todo homem é assim.
Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar.
Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones de cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem. Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal. E esse é o seu único defeito.
Carlos Eduardo Froney
1961
(um desses "defeitos" me mostrou esse texto...)
Se uma memória restou das festinhas e reuniões familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro. Não sei se hoje isso ainda ocorre. Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos.
Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto observando a paisagem.
Bem, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.
Explico: no "corner" masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.
Já no "corner" oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações, recalques, com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo.
Dessas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.
Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau.
Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.
Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estarem preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.
E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição. É fuga. Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todo homem é assim.
Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar.
Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones de cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem. Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal. E esse é o seu único defeito.
Carlos Eduardo Froney
1961
(um desses "defeitos" me mostrou esse texto...)
domingo, setembro 24, 2006
Capítulo 22: é pro seu bem?
Desde quando estar com alguém é o único motivo de felicidade e que os outros podem te considerar feliz?
Explico: por que as pessoas insistem em dizer "Fulano está namorando! Que bom!!"
Se não estivesse seria tão ruim assim?
Por que a gente sofre quando ouve esse tipo de coisa quando se está sozinho? Será que eu e todo mundo tenta se enganar de que "Love all you need" é só um verso de uma música do Beatles??
Tentamos nos enganar que somos fortes?
Tentamos nos enganar que é bom estar sozinho?
Ou não nos enganamos, apenas tentamos não sofrer com a cabeça pequena dos outros que não percebem (ou percebem, o que é muito pior)que nos deixam chateados com essa coisa de "que bom que fulano tem alguém!!". Principalmente porque o que o outro quer dizer é "até que enfim fulano/a desencalhou!! Ao contrário de você que é uma loser de marca maior"...
Isso seria um alerta das pessoas para que eu tente ser feliz ou só maledicência mesmo? (é, é maledicência SIM!)
Até quando isso vai me magoar?
Até eu morrer e falarem no meu enterro: "coitada, morreu sozinha!"
Nem lá terei descanso...
Explico: por que as pessoas insistem em dizer "Fulano está namorando! Que bom!!"
Se não estivesse seria tão ruim assim?
Por que a gente sofre quando ouve esse tipo de coisa quando se está sozinho? Será que eu e todo mundo tenta se enganar de que "Love all you need" é só um verso de uma música do Beatles??
Tentamos nos enganar que somos fortes?
Tentamos nos enganar que é bom estar sozinho?
Ou não nos enganamos, apenas tentamos não sofrer com a cabeça pequena dos outros que não percebem (ou percebem, o que é muito pior)que nos deixam chateados com essa coisa de "que bom que fulano tem alguém!!". Principalmente porque o que o outro quer dizer é "até que enfim fulano/a desencalhou!! Ao contrário de você que é uma loser de marca maior"...
Isso seria um alerta das pessoas para que eu tente ser feliz ou só maledicência mesmo? (é, é maledicência SIM!)
Até quando isso vai me magoar?
Até eu morrer e falarem no meu enterro: "coitada, morreu sozinha!"
Nem lá terei descanso...
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segunda-feira, agosto 21, 2006
Capítulo 21: experiência = fidelidade ?
Há algum tempo, numa conversa sobre relacionamentos, ouvi o seguinte da boca de um cara - amigo de uma amiga:
Eu quero me casar com uma mulher experiente, imagina casar com uma virgem! (não sei onde ele pensa encontrar uma...) A experiente já sabe o que quer, escolheu o que era melhor pra ela - se é que vocês me entendem... Vai estar com você porque você é o melhor! A virgem ia dar trabalho: ela vai ficar curiosa para saber como são os outros além de você...
Será que isso é realmente verdade? Será que eu sou mais Charlotte que Carrie?
No meu pensamento Charlottiano diria que isso não está ligado à fidelidade. Ninguém é fiel porque "não conhece os outros", você é fiel porque ama aquela pessoa e não precisa de outras, tem a ver com certeza. Certeza de que a escolha que fez - a única (como se fosse um "tiro no escuro" ou um "tiro certeiro", no caso da virgem) valeu a pena; ou que de todas as escolhas que se fez essa era a mais acertada... (para a experiente).
Certeza de se amar alguém e não acreditar que aparecerá outra pessoa...
Porque, mesmo a experiente pode encontrar outro e querer saber como é, e ainda pode pensar "esse eu não sei como é, acho que preciso conferir"... qualquer uma das duas pode dizer isso.
Agora, dizer que virgem vai querer procurar outro é a maior papagaiada da paróquia rsss Se era virgem é porque tinha uma convicção, uma certeza, como eu já disse.
Se essa certeza se desfizer, era porque o cara começou a olhar demais a vizinha ou admirava o dia todo o carro novo enquanto a mulher o esperava sem sucesso...
Quem pode dizer que ter experiência ou não é uma garantia de felicidade?
Quem garante que se possa satisfazer depois de várias tentativas?
Quem garante que uma única tentativa vai ser uma coisa ruim?
Quem garante que o amor possa ser sempre cerceado de alguma forma? Que há uma fórmula certa (casar com uma virgem - em 1950? rss - ou com uma cheia de experiência)?
O que garante a fidelidade? Preconceitos? Fórmulas?
Ou só o amor?
esse post é do meu "eu Charlotte" rss
Eu quero me casar com uma mulher experiente, imagina casar com uma virgem! (não sei onde ele pensa encontrar uma...) A experiente já sabe o que quer, escolheu o que era melhor pra ela - se é que vocês me entendem... Vai estar com você porque você é o melhor! A virgem ia dar trabalho: ela vai ficar curiosa para saber como são os outros além de você...
Será que isso é realmente verdade? Será que eu sou mais Charlotte que Carrie?
No meu pensamento Charlottiano diria que isso não está ligado à fidelidade. Ninguém é fiel porque "não conhece os outros", você é fiel porque ama aquela pessoa e não precisa de outras, tem a ver com certeza. Certeza de que a escolha que fez - a única (como se fosse um "tiro no escuro" ou um "tiro certeiro", no caso da virgem) valeu a pena; ou que de todas as escolhas que se fez essa era a mais acertada... (para a experiente).
Certeza de se amar alguém e não acreditar que aparecerá outra pessoa...
Porque, mesmo a experiente pode encontrar outro e querer saber como é, e ainda pode pensar "esse eu não sei como é, acho que preciso conferir"... qualquer uma das duas pode dizer isso.
Agora, dizer que virgem vai querer procurar outro é a maior papagaiada da paróquia rsss Se era virgem é porque tinha uma convicção, uma certeza, como eu já disse.
Se essa certeza se desfizer, era porque o cara começou a olhar demais a vizinha ou admirava o dia todo o carro novo enquanto a mulher o esperava sem sucesso...
Quem pode dizer que ter experiência ou não é uma garantia de felicidade?
Quem garante que se possa satisfazer depois de várias tentativas?
Quem garante que uma única tentativa vai ser uma coisa ruim?
Quem garante que o amor possa ser sempre cerceado de alguma forma? Que há uma fórmula certa (casar com uma virgem - em 1950? rss - ou com uma cheia de experiência)?
O que garante a fidelidade? Preconceitos? Fórmulas?
Ou só o amor?
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domingo, julho 30, 2006
Eu continuo batendo na mesma tecla...
Por que cargas d'água as pessoas que você nem conhece direito, ao conversar com você e outras pessoas adora dizer:
"Ah, não gosto dele não, é feio que dói! Mas sabe usar o negocinho dele!!! é de ficar besta como estava perdendo tempo!!"
O que tenho com isso??? Ainda não entendi...
Se fosse minha xará rica, acharia algo para se comentar... quem sabe Carrie Rica diria que as pessoas precisam aparecer de qualquer forma, ou inventaria um conto sobre o assunto com Samantha contando isso... a diferença é que a Samantha é sua amiga e contaria mesmo... será que Samantha Jones é a personagem favorita de muitas mulheres que gostariam de fingir ser ela para todos que as encontram por aí?
Samantha é bem mais "na dela" rss
"Ah, não gosto dele não, é feio que dói! Mas sabe usar o negocinho dele!!! é de ficar besta como estava perdendo tempo!!"
O que tenho com isso??? Ainda não entendi...
Se fosse minha xará rica, acharia algo para se comentar... quem sabe Carrie Rica diria que as pessoas precisam aparecer de qualquer forma, ou inventaria um conto sobre o assunto com Samantha contando isso... a diferença é que a Samantha é sua amiga e contaria mesmo... será que Samantha Jones é a personagem favorita de muitas mulheres que gostariam de fingir ser ela para todos que as encontram por aí?
Samantha é bem mais "na dela" rss
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quinta-feira, julho 20, 2006
quinta-feira, julho 13, 2006
Capítulo 20: do Medo
Sabe quando você tem medo? Mas muito medo de gostar de alguém e sofrer de novo?
Sabe quando você tem medo de acreditar na pessoa? E pensa "até que ponto isso pode ser verdade?" ou "até onde eu devo ir?", "até onde eu consigo me manter 'imune'?"
Eu penso demais... deveria apenas viver e deixar pra lá... deixar que o tempo se encarregue, mas eu sou uma medrosa, ansiosa, carente... é carente... isso é o que dificulta tudo... quando se é carente (ou se está carente? não sei onde me encaixo...) tudo se complica, ainda bem que eu tenho convicção de que sou assim, pior se achasse que não, que o problema são os outros...
Vivo em altos e baixos: confiar ou não confiar, deixar rolar ou encanar..., achar que é sério ou brincadeira (por que brincaria??) sei lá... eu penso demais... deve ser por isso que tenho blog rsss
Sabe quando você tem medo de acreditar na pessoa? E pensa "até que ponto isso pode ser verdade?" ou "até onde eu devo ir?", "até onde eu consigo me manter 'imune'?"
Eu penso demais... deveria apenas viver e deixar pra lá... deixar que o tempo se encarregue, mas eu sou uma medrosa, ansiosa, carente... é carente... isso é o que dificulta tudo... quando se é carente (ou se está carente? não sei onde me encaixo...) tudo se complica, ainda bem que eu tenho convicção de que sou assim, pior se achasse que não, que o problema são os outros...
Vivo em altos e baixos: confiar ou não confiar, deixar rolar ou encanar..., achar que é sério ou brincadeira (por que brincaria??) sei lá... eu penso demais... deve ser por isso que tenho blog rsss
sábado, junho 17, 2006
Quando você pensa que tem escolha...
Nos últimos tempos pensei que teria que escolher: ou um ou outro.
Ficava vendo qual dos dois se parecia mais comigo ou me atraia mais.
Um com gostos muito parecidos que os meus, mas muito mais baladeiro, boêmio e mais novo; o outro, mais velho, parecia mais seguro, mais carinhoso.
É aquela velha história, você não quer enganar ninguém e prefere ficar na sua até descobrir pra que lado ir.
Eles decidiram por mim: o mais novo não havia me dito que tinha uma namorada e que estava dando um tempo (dando tempo, pra mim, não quer dizer que acabaram) e, pelo jeito, estava carente e achando que eu seria a substituta nesse período e me "sondando" para saber se eu era a substituta perfeita, até que ele se acertasse de novo com a outra.
O outro parecia bem interessado e falando coisas bonitas, pensei até que tivesse bebido um pouco pra se soltar e falar o que sentia - já que parecia ser mais fechado quanto aos sentimentos. Só que depois ele pede desculpa, disse que abusou e falou o que não devia, ou seja, o que não era verdade, mas queria um pouco de carinho.
Eles decidiram por mim: nenhum dos dois.
E a vida segue...
Ficava vendo qual dos dois se parecia mais comigo ou me atraia mais.
Um com gostos muito parecidos que os meus, mas muito mais baladeiro, boêmio e mais novo; o outro, mais velho, parecia mais seguro, mais carinhoso.
É aquela velha história, você não quer enganar ninguém e prefere ficar na sua até descobrir pra que lado ir.
Eles decidiram por mim: o mais novo não havia me dito que tinha uma namorada e que estava dando um tempo (dando tempo, pra mim, não quer dizer que acabaram) e, pelo jeito, estava carente e achando que eu seria a substituta nesse período e me "sondando" para saber se eu era a substituta perfeita, até que ele se acertasse de novo com a outra.
O outro parecia bem interessado e falando coisas bonitas, pensei até que tivesse bebido um pouco pra se soltar e falar o que sentia - já que parecia ser mais fechado quanto aos sentimentos. Só que depois ele pede desculpa, disse que abusou e falou o que não devia, ou seja, o que não era verdade, mas queria um pouco de carinho.
Eles decidiram por mim: nenhum dos dois.
E a vida segue...
quarta-feira, maio 24, 2006
Capítulo 19: How Soon Is Now?
Balada sempre me faz lembrar dessa música...
Porque muita gente - e eu mesma, quando era mais nova - acha que a balada é que vai nos "salvar". A balada é o engodo dos que estão carentes...
O carente que consegue tirar de letra que foi só usado e usou e depois disso fica bem, é um mestre. O que não consegue separar isso, se apega à pessoa, sofre - e muito.
É como se fosse um teste de Darwin: só os "fortes" (frios, cafajestes, cachorras, dissmilados/as - ou o nome que você quiser dar, como desencanado/a, muderrno/a etc) sobrevivem...
A balada é boa se você não está só - quero dizer, com um acompanhante que esteja afim de você - e se não está carente. Se você está bem e melhor ainda, bem acompanhada/o a música dos Smiths não fará sentido.
Outros tentam não ouvir a música dentro deles, bebem até cair para "afogar as mágoas", cada um usa a fuga que achar melhor...
(prestem atenção se eu não estou certa - parte em negrito)
How Soon is Now
Lyrics by Stephen Morrissey
Music by Johnny Marr
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Oh, of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
There's a club, if you'd like to go
You could meet somebody who really loves you
So you go, and you stand on your own
And you leave on your own
And you go home, and you cry
And you want to die
When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?
See I've already waited too long
And all my hope is gone
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
Porque muita gente - e eu mesma, quando era mais nova - acha que a balada é que vai nos "salvar". A balada é o engodo dos que estão carentes...
O carente que consegue tirar de letra que foi só usado e usou e depois disso fica bem, é um mestre. O que não consegue separar isso, se apega à pessoa, sofre - e muito.
É como se fosse um teste de Darwin: só os "fortes" (frios, cafajestes, cachorras, dissmilados/as - ou o nome que você quiser dar, como desencanado/a, muderrno/a etc) sobrevivem...
A balada é boa se você não está só - quero dizer, com um acompanhante que esteja afim de você - e se não está carente. Se você está bem e melhor ainda, bem acompanhada/o a música dos Smiths não fará sentido.
Outros tentam não ouvir a música dentro deles, bebem até cair para "afogar as mágoas", cada um usa a fuga que achar melhor...
(prestem atenção se eu não estou certa - parte em negrito)
How Soon is Now
Lyrics by Stephen Morrissey
Music by Johnny Marr
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Oh, of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
There's a club, if you'd like to go
You could meet somebody who really loves you
So you go, and you stand on your own
And you leave on your own
And you go home, and you cry
And you want to die
When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?
See I've already waited too long
And all my hope is gone
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
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