quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Capítulo 30: o menino do bandejão

Há uns dias, encontrei um cara que gostei na faculdade. Era uma coisa bem platônica, nunca cheguei nele, sempre o olhava durante o almoço do bandejão. Nunca soube se ele tinha algum interesse em mim, se sabia das minhas intenções ou achava que eu estava interessada num dos amigos dele... nunca soube e nunca saiu disso.
O revi no metrô há quase 2 meses, estava esperando uma amiga e ele passou...
Já não usava mais o cabelo nos ombros, já não parecia mais o Kurt Cobain (rs), seus cabelos loiros estavam cortados, mas seus olhos continuavam azuis, não tão brilhantes e infinitamente azuis como antes...
Olhei espantada quando o vi e pensei "nooossa, que mundo pequeno!". Já o havia encontrado em uma outra ocasião numa feira de intercâmbio e até fiquei pensando se ele tinha o mesmo gosto musical que o meu e eu nunca soube... nunca compartilhei...
Logo que ele cruzou a catraca, olhei espantada quando o reconheci (o menininho do bandejão)e pensei "acho que ele não me reconheceu: estou mais magra, menos espinhas, mais atraente do que eu era".
No meio disso, escuto alguém o chamar "ONDE VOCÊ VAI????!!! NÃO É POR AÍ!!" uma voz de mulher, irritada. Olhei para a mão dele e lá estava a aliança e a cara de bobo conformado que ele fez. Só pensei "ihh..."
Percebi que a esposa estava acompanhada por mais uma senhora e duas adolescentes, imaginei que talvez fosse a mãe e irmãs da "Courtney" (rs).
A mulher mais velha mostrava um sorriso no canto do rosto de satisfação como se pensasse "isso mesmo, minha filha! rédea curta nele!".
E ele - que ia pela escada normal ao invés da rolante, tentava se explicar, enquanto a esposa fazia cara de impaciente, saco cheio mesmo...
Naquele momento muitas coisas vieram à minha cabeça - isso foi no comecinho de janeiro e ainda muita coisa estava pra acontecer comigo...
A primeira coisa que pensei foi e se eu tivesse chegado nele? Será que eu seria hoje a sra Decepcionada Cobain?
Não sei, eu fiquei meio chateada com isso, porque me pareceu aqueles casais já de muito tempo que já não se aguentam mais... a mulher mandando e o cara cabisbaixo obedecendo a tropa de mulheres... lembrei até de um episódio de "Anos Incríveis" que Kevin deixa de namorar uma menina quando percebe que ele teria a mesma vida do pai da garota: a mãe, as filhas e a cadelinha mandam nele...
Poderia ser o contrário - também pensei nisso - ele de saco cheio saiu correndo na frente, porque realmente ele foi o primeior a cruzar a catraca e já ia subir as escadas se a mulher não dá o grito...
Fiquei pensando muito nisso... fiquei pensando que não teria a mesma liberdade que tenho hoje - talvez isso os tenha decepcionado.
Pensei se eu trataria meu marido em público da mesma forma, afinal, hoje eu acho isso tão ruim (roupa suja se lava em casa). Não consigo me imaginar de saco cheio de uma pessoa que pensei que amasse e mostrando isso pra todos e bancando a durona na frente da minha mãe (porque também minha mãe não ficaria passeando conosco, ela é muito discreta e sempre acha que casal é casal e não tem que carregar ninguém por aí).
Pode ser que eu tenha observado tudo errado também, mas pensei no porquê de tantos casais ficarem assim: entediados uns com os outros... medo!
Depois me senti bem por não ser ela e estar ali esperando uma amiga para passear. Lembrei também do show do Franz Ferdinand em 2006, na saida vi uma menina que parecia uma garota que havia estudado comigo no ginásio, mas não era, só parecia. E lembro que pensei "a fulana uma hora dessas deve estar dormindo e sonhando com os filhos", também me senti feliz por "viver" mais que qualquer outra das minhas amigas na minha idade e não ficar sábado à noite vendo tv, entediada com o marido...
Mas será que todos os casais têm que ser assim?
Acredito que não, é preciso algo para que as coisas não se tornem deprimentes... algo como uma abertura muito grande para se falar tudo e se decidir realmente tudo às claras, será que isso é utopia?

quarta-feira, janeiro 30, 2008

A volta de Mr. Big

O que estará acontecendo com Carrie?
Será que suas idéias maquiavélicas e rancorosas sobre os homens terão que ser engolidas a seco?
Com mister Big de volta, tudo poderá acontecer...

Não perca o próximo e emocionante capítulo da saga...

(Carrie cheia de gracinhas hoje...)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Por quê?

Em todas as conversas com minha amigas, a história é sempre igual: foram abandonadas,em graus maiores ou menores de crueldade pelos seus exs. E fiquei pensando por quê? Por que mulheres bonitas, inteligentes, divertidas, amigas, simpáticas, companheiras estão sozinhas ou são abandonadas como se fossem absolutamente um nada? Por que os homens têm esse tipo de atitude?
Atitude de magoar MUITO para acabar com um relacionamento. Sei que de qualquer forma, vão magoar, mas o que custa ser honestos e HOMENS (bem, dizem que homem tem que honrar as calças que vestem que são fortes e não sei o quê e o que fazem?)?
Fico preocupada em saber que cada vez mais se dá valor ao "ocasional" do que a uma relação, principalmente quando não se está pedindo o cara em casamento, nem pra morar na casa dele... ou ainda, quando se é mal-tratada e trocada por um ser deprezível (eles devem ser merecer, é claro - isso tá muito "pessoal", ressentida? ah, eu sou, vocês sabem, quem disse que vou esconder isso???). Sim, quem é que gosta de saber que "perdeu" para alguém muito inferior?
Quando se "perde" para a inteligente, a bonita, a charmosa é uma coisa, mas quando a outra é o seu total contrário (a Bizarra Carrie) fica difícil entender, principalmente quando se ouviu o tempo todo que as "qualidades" da bizarra eram tudo que o outro não queria numa mulher. Aí complicou e deu nó na cabeça!
Cada vez acredito menos em relacionamentos, acho que realmente, o melhor, é fazer como eles: pra que se envolver? pra sofrer? Se vai sofrer, vai doer, pra que tentar?
Afinal, tantas mulheres especiais sozinhas.... o que acontece? Será que somos tão boas que não somos pra nenhum homem desse planeta? Nascemos no planeta errado? Onde os homens não conseguem nos acompanhar? É tão difícil assim ter algo com alguém que pode ser legal, bonita, inteligente e que sabe o que quer?

Fiquei indignada dia desses com um amigo de uma amiga que veio me paquerar: cheio de graça. Daí a pouco soube da sua namorada e ele desconversou: ah, não é nada, é só um rolo aí.
Um rolo aí que ganha fotos em todos os lugares e que pensa que é peça fundamental... Fiquei com nojo do cara e percebi que ele é só mais um que me dá argumentos pra preferir não me envolver com ninguém, porque enquanto você se envolve, o outro está pensando nas outras que poderá ficar até não poder mais, e quando não poder mais, vai usar viagra e se for tão desprezível que nem com viagra alguma o queira, procurará alguma boba romântica que seja sua enfermeira e empregada nos momentos finais. Porque nem pra morrer o homem tem coragem de fazer isso sozinho.
(se não teve coragem a vida toda pra nada, não seria na morte mesmo...)

quinta-feira, novembro 01, 2007

Halloween, Finados, Todos os Santos?

Para comemorar essas datas resolvi fazer a lista - fora de ordem para não ter problemas rsss - dos finados (meus exs e seus lindos apelidos que coloquei - alguns com a ajuda de amigas, os apelidos que não explico é que estão óbvios rss:

Ronald MacDonald's
Tiradentes
Malan (era o ministro da economia na época, lembram dele? rss)
Tio Sukita
O Médico e o Monstro
U homi du radju! (mesmo nome do inventor desse aparelhinho, vixi! rs)
AdEvogado


É, não foram tantos, mas que Deus os tenha!
Espero que eu não tenha esquecido de homenagear ninguém...

terça-feira, outubro 23, 2007

Um pouco de cada

Num post do ano passado falei sobre dois rapazes que pareciam interessados em mim: o mais novo com namorada e o mais velho que não sabia me dizer a que veio...
Bem, lembro que eu disse que, no final, não ia ficar com nenhum deles.
Só que as coisas mudaram e eu fiquei com o mais velho que conseguiu dizer parte do que queria... mais um grande desencontro amoroso aconteceu.

O mais novo ressurge na minha vida, agora sem a namorada, mas ele não mora aqui, mora em outro país e só virá pra visitar a família... não espero muita coisa dele, mas sei muito bem o que ele quer comigo.

Daí fico pensando que tenho um pouco das quatro moças da série: não só a Carrie.

Sou Carrie tentando escrever sobre relacionamentos e com minhas grandes inseguranças - pensando "será que ele gosta de mim??"

Sou Miranda (fortemente Miranda)"ele só quer uma noite comigo, ou duas e acabou".

Tenho um lado Charlotte, mas não nesse caso "oh, ele vai se apaixonar por mim... e vai me levar com ele..."

E, claro, posso ser uma Samantha "vou enlouquecê-lo! e deixa o depois pra depois!"

Acho que um pouco de cada deve estar em todas nós... claro que o caso citado não dá grandes motivos, mas quantas vezes temos nossos devaneios?

domingo, setembro 30, 2007

Que não dá assitência...

Há alguns meses venho conversando com uma amiga a respeito do romance que ela está tendo: ela conheceu um conterrâneo da Carrie Rica no Nordeste do Brasil e desde então, vive um namoro a distância (quase 2 anos, ele já veio 3 vezes para cá visitá-la).
O grande problema e o qual fica difícil ajudá-la é que ela não gosta dele, ou não quer aceitar que gosta dele (o que é muito pior). Disse várias vezes para mim que como ela não tem ninguém aqui é melhor segurar o outro mesmo... ele está longe, mas é melhor que nada. E assim vai enrolando o rapaz...
Não concordo com a atitude dela, porque eu não acho certo enganar alguém, tenho essa postura de seguir àquela máxima: não faça aos outros... se estou certa, se sou encanada demais, não ligo, sigo o que o meu coração diz e estou muito bem por ser assim.
Ela segue a seguinte idéia:
-ela: eu estou sozinha, Carrie, não tem ninguém interessante aqui, pelo menos tem ele, mesmo longe. ele andou bravo comigo, porque eu não vou até lá, ele quer pagar minha passagem, mas não quero depender de ninguém... não quero ir pra lá pra ser dona de casa!
-eu: mas por que ele está bravo? ele não sabe que é difícil pra vc?
-ela: ah, é porque dei esperança pra ele... eu fiz isso, mas não que eu esteja muito afim, é porque não tem ninguém, ele é única oportunidade, eu já estou com 30, preciso ver se não der certo com ninguém vai ter ele lá...
- eu: você deveria aceitar a passagem e ir até lá e pagar com seu dinheiro outra pra alguém e não ir sozinha, se acha isso um problema... aí saberá se dá certo ou não...
-ela: ah, ele que se dane se tá bravo! eu falo umas coisas pra ele, ele fica com medo e eu continuo o enrolando mesmo... ainda tive que aturar dois patetas amigos dele aqui... fiquei passeando com eles por aí...
-eu: e por que fez isso se não queria?
-ela: porque eles iam contar pra ele, né? vão falar de mim pra ele, me deram até bombom da copenhagen, tô cheia de espinha por causa disso!!!
(vejam, só: ganha bombom da copenhagen e reclama de espinha, legal ela, né?)

Ontem:
ela: estou muito brava! ele me acordou, me ligou porque quer que eu termine com ele, que eu diga siga sua vida!
eu: peraí, me conta essa história direito. Quando ele te ligou que te acordou (não era possível pelo fuso horário americano...)
ela: ah, faz 40 minutos... (ou seja, eram 18 horas da tarde de um sábado...) mas ele me acordou! pra me encher o saco dizer se eu tenho mesmo interesse nele porque ele conheceu uma pessoa, ah, ele acha que eu vou falar "vai em frente, eu dou a maior força!" o que ele espera??? claro que não!
eu: bem, mas ele te ligou dos States para conversar, está sendo honesto, ele poderia sumir, nunca mais falar com vc e vc nem saber o que aconteceu... isso aconteceu comigo e sei como isso é horrível! ele foi honesto, te respeita, tem consideração por vc, pensou em você!! Não está te enganando! Foi homem de vir falar com vc!
ela: ah, cara, ele é mimado! isso sim! acha que eu tenho que fazer tudo do jeito dele, eu vou falar uma verdades pra ele aqui...
(minutos depois)
ela: ah, ele ficou com medo das coisas que eu disse, vou enrolá-lo, tô nem aí, se ele quiser, ele que desista.

Minha vontade era falar um monte pra ela e acabar com a amizade, perder a chance da sua vida de ser feliz com alguém que se mostra adulto o suficiente é uma coisa rara e ela está jogando pela janela... espero do fundo do meu coração que ele perceba o quanto ela o está fazendo de bobo e fique com a outra pessoa que conheceu.
Ficar "segurando" um cara porque não se vê expectativa de outros relacionamentos é a coisa mais deprimente que pode existir... fingir que se está interessada por alguém para mostrar pros outros que tem alguém, que não está só, é triste! Muito triste e eu não compartilho disso.
Vocês sabem, fico ainda mais revoltada de saber que ele está sendo tão honesto, tão decente com ela e ela não merece... como eu queria que tivessem agido dessa forma comigo, mas como diz o ditado: "Deus dá nozes pra quem não tem dentes"

sexta-feira, agosto 31, 2007

Capítulo 29: da pressão precoce

Esses últimos dias andei ouvindo coisas que me pareceram tão fora de contexto, mas que ainda acontecem - ou nunca mudaram? A pressão de não estar sozinha não é um privilégio das mais velhas, mas desde o começo da adolescência isso é fato.
Constatei isso ouvindo e vendo como se comportam os adolescentes.
Algumas amigas na faixa de 15 anos brigavam com uma do grupo dizendo que ela ficaria solteirona - porque não aceitava conhecer o rapaz que elas queriam apresentar. Davam como argumentos que o rapaz de 19 anos tem moto (grande argumento!!) e achavam que isso era o certo: "desencalhar" a amiga...
Depois ouço outras meninas, ainda mais novas, 13 anos, falando uma para a outra: "desse jeito você vai ficar encalhada!" E eu não consegui me conter: "encalhada?? vocês mal começaram a vida ainda... tem muita vida pela frente, calma! isso é só o começo!" e a "conselheira" disse: "ah, mas eu não estou encalhada!"
Só quem infelizmente, ela namora um rapaz que não quer saber de estudar e seus únicos interesses (além da garota) são cantar funks podres e fumar maconha. Melhor estar "encalhada", não?

A outra menina anda bem triste, já percebi, suas amiguinhas não estão encalhadas e ela, uma menina com quase 1,70 de altura, loira, bonita, belo corpo se sente menos.
Tanto que todos os amigos desse namoro da outra querem ficar com ela... percebo que ela não quer nenhum deles, sabe que eles não são pra ela, mas ela sofre a pressão de não ser a última a beijar, de namorar...

Fiquei pensando na minha vida, será que teria sido melhor pra mim ter ficado com os trastes e aprendido a sofrer logo e, com isso, tentar "cair nas garras" desse cafajestes com menos freqüência ou será que o melhor foi o caminho que segui, procurando e escolhendo muito e, no final das contas, escolher mal?

Não sei, não a culpo por tentar e nem as amigas em ambos os casos, estou começando a pensar que a pressão talvez não seja tão ruim - só quando ela faz mal pra vc, quando aquilo não é o que seu coração deseja - mas que se deve tentar, desde que o cara tenha seus valores... e não só defeitos e vícios.

quarta-feira, julho 04, 2007

Capítulo 28: do Status

Estar com alguém, para muitas parece elevar seu status, tornar alguém mais importante por não estar sozinho - o que não quer dizer muita coisa, como disse no post sobre solidão.

Vou contar um caso que presencio há anos:
Ela namora o cara há 10 anos, ele só está interessado em ficar nessa, sem muitas responsabilidades, estar com ela, exibí-la aos amigos e sair com outras por aí só pra ficar tudo ok.
Ela faz o mesmo, mostra às amigas que tem um namorado sim, quando quer, briga com ele só pra sair pra balada e conhecer gente nova.
Terminam e voltam sempre, quando ele termina, ela chora desesperada, quebra coisas (isso porque tem 28 anos, não estou falando de uma adolescente...), agride a mãe, tudo porque não quer "não estar namorando" - quer a qualquer custo manter uma relação fictícia porque acha que assim terá um status mais elevado: "eu tenho namorado".
Brigas intermináveis até que ela resolve terminar com o cara: todos ficaram surpresos, só que no final das contas ela voltou com ele. Acredita-se que ela deveria estar interessado em outro, o outro não iria querer manter um status "namorado" e daí ela não poderia ficar com o status "solteira". Não, isso nunca! Infeliz, mas com um homem do lado.
E vivem assim. Só para manter uma relação que não existe há muito para que os outros pensem que eles não estão sozinhos - e não estão?

O outro caso é de uma outra menina que mesmo aos 25 anos acredita piamente que homens de 30 que vão às baladas mais caras da Vila Olímpia (Sampa) estão realmente interessados em encontrar sua alma gêmea.
Ela discutia também com a mãe (as mães sofrem, não?) porque dizia que nos lugares que freqüenta só é frequentado por homens responsáveis (!!), na faixa dos 30 e que vão com "carrões" (ela repara no quê, afinal? qual o status que está em jogo pra ela?) e é claro que são caras legais: são ricos e já se formaram na faculdade, só podem estar a procura da sua princesa amada.
É claro que acabei entrando na conversa e disse para ela que não é bem assim, que não é idade que faz um cara responsável, mas ela bateu o pé de que homens formados e com um bom emprego querem sossego. E eu: "Sossego se vão à balada? Eles querem é mais continuar curtindo... você acredita mesmo que estão procurando uma namorada, uma esposa na balada? Pode calhar de acontecer, mas não é isso que estão a procura... pensa bem: eles estão se divertindo, enquanto puderem, pra que vão se amarrar a alguém? Se quisessem já estariam sossegados. Tô falando por experiência própria..."
Infelizmente ela é do tipo que não ouve, que um dos caras com dinheiro e "bem formados" será seu príncipe... e esse é o status que ela acredita...

Vendo tv hoje, dando uma zapeada, vi uma moça que chorava num desses programas de "lamúrias da vida" que ela ainda é apaixonada há três anos por um ex-namorado, o cara já está noivo de outra e a coitada obcecada pelo rapaz.
Percebi que muitas pessoas não conseguem viver sem o status "estou com" e não conseguem aceitar o fato de ter que partir para outra... o pior foi me lembrar de uma ex-de um ex (é, ex de um ex meu...) que depois de 10 anos que já havia rolado tudo entre eles, ela ainda fazia-se mostrar presente na vida dele. Ainda colocava uma foto no orkut dele e mencionava-o por lá. Tentava esconder essa obsessão com a comunidade "solteira sim, sozinha nunca". Sozinha poderia não estar nunca, mas com quem ela queria, dificilmente aconteceria...
Tentava também mostrar o status "solteira e de bem com a vida", só que pelas informações referentes ao ex ali escancaradas, seria difícil acreditar...
Cada um acredita que no amor existe algum tipo de status, muitos acham que é se mostrar bem, com alguém que não dá mais certo ou se obcecar por quem não tem mais nada a ver... outros, piores: pensam no status material - que dificilmente vai trazer uma relação melhor que essas outras...

segunda-feira, junho 04, 2007

Capítulo 27: há fórmula para o amor?

A todo momento vejo pessoas dando receitas para se ter sucesso no amor: seja no trabalho, na rua, no metrô, no ônibus... onde estou, acabo ouvindo as pessoas dando conselhos que nem sempre paracem dar certo. Alguns já são até verdadeiras "lendas" que dariam certo, mas nas quais eu não acredito - assim como no Saci rs

Ouvi algumas mulheres conversando no trabalho dizendo que o "certo" é o homem gostar mais da mulher do que ela gostar dele, que assim se tem um "controle" na relação, o cara não ficará olhando para outras, só enxergará você...
Fiquei lembrando dos casais felizes que conheço e essa teoria foi por água abaixo: todos mostram gostar equilibradamente da sua cara metade. Não há aquela coisa de um babar pelo outro, e o que gosta "menos" fazendo graça, tratando o que gosta "mais" como um bocó - há um amor sadio e equilibrado. Igual, eu não digo porque eu já disse aqui, alguns uns posts abaixo: o amor não se mede, se sente.

Daí ouço no metrô, outro dia, amigos dando conselho para uma amiga que parecia desanimada no amor: "Você não pode mostrar que está gostando! Você tem que deixar ele gostar e sempre deixá-lo com dúvida", uma moça dizia e o amigo a apoiava "ela tá certa, eu sou homem, mas é assim! vai pela gente!"

Fiquei pensando... Será que estou sozinha porque nunca eu jogo? Eu nunca faço do amor um jogo, participo de lances, quem sabe?, mas nunca eu saio do "fair play" ... será isso um problema?
Depois de muito pensar, cheguei à seguinte conclusão:
Dane-se!
Eu vou continuar sendo assim, com a consciência beeem tranquila de quem ama e não mede esforços para mostrar, SIM, interesse, se o cara não gostar, azar o dele, não me merece...
Acho que o que se precisa é encontrar uma pessoa que te dê valor, te respeite, alguém que queira ser um companheiro... não um parceiro de jogo.
Eu só quero alguém assim - tô pedindo muito? rss - não vou fingir que não gosto, não vou ficar com joguinhos, fazendo o cara de bobo - se ele gosta disso então não gostará mesmo de mim. que procure outra que o trate como ele quer e merece.

Queria que o amor fosse menos complicado para que ninguém inventasse receitas descabidas e seguidas por muitos... até eu pensei em seguí-las... mas vou continuar na minha utópica missão de encontrar a "tampa da panela" fazendo aquilo que acredito que seja o "certo"... até a insanidade bater - quem sabe? rsss

segunda-feira, maio 07, 2007

Capítulo 26: da Solidão

Os momentos que nós, solteiras balzaquianas, mais detestamos - ou talvez só eu deteste ou talvez todas as mulheres em qualquer idade odeiem - foram os que passei nos últimos fins de semana: sair com casais de amigos.Acho que, pelo menos para mim, não tem coisa mais chata que sair com casais estando sozinha. Enquanto a solidão é só sua, ou você sai com grupos "mesclados" (solteiros e casais) tudo é muito mais simples, mas quando você repete o mesmo ritual dois finais de semana seguidos parece que é difícil aguentar a solidão.A solidão bateu de um modo forte, eu me sentia não acompanhada naqueles lugares, mas sim muito sozinha... como se estivesse sozinha naqueles lugares, como se eu fosse uma mera espectadora de beijos e carinhos trocados por casais que pareciam felizes ou poderiam até estar fingindo serem felizes... o fato é que me machucou muito sentar numa mesa e à minha frente um lugar vazio... aquele lugar vazio fez com que me desse uma puta vontade de chorar ali mesmo... porque era só olhar os outros e ver que um estava sentado de frente para seu par ou com seu par do lado e eu não tinha par... não encaixava ali...
A solidão é uma das piores coisas da vida, se não for a pior, só perde para ser ignorado. Ser ignorada também é uma das coisas mais difíceis pela qual já passei...
A solidão dá um dor forte no peito, mas minha analista (é, essa esquizofrenia tem que ter limite...) me fez ver que eu não era a única sozinha ali. Num desses encontros nem sempre os casais estavam totalmente felizes, a garota estava muito magoada com o marido que estava bebendo muito mais do que devia e dando vexame: ela também estava sozinha, apesar da companhia.Percebi que você pode estar acompanhada, mas se sentir extremamente só... Não conseguia perceber como um ex meu me dizia que se sente deprimido namorando. Parecia "chorar de barriga cheia", mas percebi que não é um relacionamento que te faz se sentir menos só, não é um relacionamento que termina com sua solidão...A solidão só passa quando se está bem consigo mesmo e com os outros, não adianta você estar com alguém e não poder contar com aquela pessoa... acho que é uma solidão ainda pior: estar com alguém que não "está" com você...

domingo, abril 22, 2007

Frase que me veio à cabeça...

Fiquei pensando sobre a questão de disputa que se faz no amor e a única coisa que me veio à cabeça foi:

O amor não se disputa: se sente...

Não dá pra medir se o que sinto é maior que o que outra pessoa sente... sentimentos têm que ser vividos, por cada um a sua maneira...

Acho que é isso...

quarta-feira, março 14, 2007

Por que sempre tem que aparecer na minha vida essa letra?

Eu te amo
(Tom Jobim - Chico Buarque/1980)

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos

Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás só fazendo de conta

Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

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domingo, fevereiro 25, 2007

A lógica de quem é ex (ou a falta de lógica?)

Quando você conhece alguém que parece interessado/a em você e essa pessoa faz o possível para "fugir" da/o ex, você não dá importância, acha até bom.
E o que acontece quando vocês se tornam exs e a pessoa que tanto fugia dos exs anteriores começa não a fugir de você, mas a ficar no seu pé?
Você também foge como a pessoa fez com os anteriores, se iguala?
Aí você pensa, será que as/os exs queriam mesmo ficar no pé da pessoa ou ela que tinha vergonha de encarar os antigos amores? E por quê, agora, não faz o mesmo com você?
Seria por que você disse "não se preocupe, eu não lhe procurarei mais, não precisa fugir de mim"?
Teria, assim, a desarmado?
E será que a pessoa nunca conseguirá se colocar seu lugar?
Por exemplo, se colocar e pensar "acho que ela/e não quer mesmo papo comigo, não vou procurá-la/o como não gostava que me procurassem e até fugia..."

Há lógica nisso? Não, né?

domingo, janeiro 28, 2007

A bênção, Rob Gordon!

Rob to camera.
ROB
How are you not going to fall for someone who wants to interview you? Now Caroline is all I can think about. And in the daydreams I imagine every detail, the entire story of our future relationship, until suddenly I realize that there's nothing left to actually, like, happen. I've done it all, lived through it all in my head. I know the whole plot, the ending, and the good parts. Now I'd have to watch it all over again in real time, and where's the fun in that? And fucking--when is it all going to stop? Am I going to jump from rock to rock for the rest of my life until there aren't any rocks left? Am I going to bolt every time I get itchy feet? Because I get them about once a quarter, along with the store's tax bill. I've been thinking with my guts since I was fourteen years old and, frankly speaking, I've come to the conclusion that my guts have shit for brains. You know what's wrong with Laura, what my problem is? What's wrong with Laura is that I'll never see her for the first or second or third time. That's all. Fuck it. I'll probably mail the tape. Probably.

Os homens são todos como Rob Gordon, a diferença é que alguns acordam, como ele, outros, passarão a vida toda na Terra do Nunca...

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Capítulo 25: das Escolhas

Todos fazemos escolhas na vida, mas homens e mulheres escolhem sempre diferente. Isto todo mundo já sabe, mas já repararam?

Pensemos em nós mulheres, escolhemos sempre o mais bonito e o que acontece? Sempre vivemos com ciúme.
Se escolhemos com dinheiro, com isso, com aquilo, sempre tem seu problema.
Imagine quando se escolhe pelo coração, mas são poucas que escolhem pelo coração e as coisas saem bem. Quando se escolhe há todo uma responsabilidade por trás.
As mulheres muitas vezes escolhem para não ficarem sozinhas, escolhem sofrer com caras autoritários e mulherengos, mas ficam ao lado deles para mostrar as demais que elas têm alguém - casaram (e casaram muito bem, não?).

Os homens escolhem pela beleza, pelo poder de sedução da sua musa. Às vezes escolhem apenas para mostrar a garota como enfeite : olhe, ela é linda e está comigo.
Sempre vemos homens infelizes que se casaram com a autoritária e ele igual a um bocó "sim, querida" ou sendo também chifrado, mas ela é linda, todo mundo repara.

No fundo fazemos escolhas iguais, o grande problema é quando se percebe tarde demais que a pessoa especial, que todo mundo falava: "nossa, ela/e era tão legal, te amava tanto e você escolheu essa/e que te faz sofrer tanto!"

Escolhas. Quem pode mudá-las?
Nós, mas para isso precisamos perceber que o amor não é um jogo, não é mostrar status, fazer inveja aos demais: amor é respeito, compreensão, afinidade, cumplicidade e confiança.

domingo, novembro 26, 2006

Capítulo 24: os seriados ensinam!

Frases de Joey Tribiani em "Joey"

Ela é a mulher perfeita: bonita? Sim! Alegre? Sim! Inteligente? Não!!!

Diálogo memorável em Seinfeld: (The Engagement - 7a. Temporada)

Jerry: What is this? What are we doing? What in god's name are we doing?

George: What?

Jerry: OUR LIVES!! . What kind of lives are these? We're like children. We're not men.

George: No, we're not. We're not men.

Jerry: We come up with all these stupid reasons to break up with these women.

George: I know. I know. That's what I do. That's what I do.

Jerry: Are we going to be sitting here when we're sixty like two idiots?

George: . We should be having dinner with our sons when we're sixty.

Jerry: We're pathetic… you know that?

George: Yeah, Like I don't know that I'm pathetic.

Jerry: Why can't I be normal?

George: Yes. Me, too. I wanna be normal. Normal.

Jerry: It would be nice to care about someone.

George: Yes. Yes. Care. (...)



E o que minha xará me ensina: que eu sou igual a ela, totalmente insegura e desesperada...

sábado, novembro 04, 2006

Capítulo 23: outro estágio

Um dia ela é sua melhor amiga, você compartilha todas as suas angústias, ilusões, medos, sentimentos com ela. Em outro momento, acha tudo infantil, você "cresce", não é uma adolescente mais bobinha que vê tudo com os olhos da mocinha que a Meg Ryan faz em todos os seus filmes.
O problema é quando essa amiga continua enxergando as coisas assim... fica tudo estranho, porque você aprende que não é o cara mais lindo do mundo que vai te fazer feliz, nem aquele que você acha que dá umas olhadas de vez enquando em você e que nunca chega em você - porque ele nem percebe que você existe, na verdade (era tudo coisa da sua cabeça e da sua amiga).
E, enquanto você acorda e pára de se iludir, a única coisa que ela faz é sempre te dizer:
ai, não sei se mostra a foto do meu paquera... ele não é lindo... (coisas que toda vez a pessoa tem que te dizer, como se ainda fôssemos adolescentes deslumbradas)
Ou tem de te perguntar duas coisas quando te encontra (e essas são fatais!!! ela nunca deixa de perguntar!!!):
e aí, tá namorando??? (a segunda é só quando da afirmativa)
e aí????? já "rolou"????


Eu queria entender o porquê da pessoa sempre ficar tão interessada se rolou ou não... não parece uma coisa ainda adolescente pra saber quem "chegou primeiro"? rss
Adolescentes que ainda têm suas fantasias ou curiosidades...

E é tão chato você ter tido uma amizade forte com uma pessoa e perceber que ela está no mesmo nível de 12 anos atrás e aí eu acabo me sentindo culpada por não querer muma reaproximação da amizade. Porque eu sei que a pergunta "e aí? rolou?" irá aparecer e eu não quero falar nada da minha vida.
Se rolou/ rola/ rolará isso é meu! Só meu! (e dele também rs)

domingo, outubro 08, 2006

Declaração de amor às mulheres

(Único espécime 99% perfeito e vejam porque não é 100%)

Se uma memória restou das festinhas e reuniões familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro. Não sei se hoje isso ainda ocorre. Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos.

Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto observando a paisagem.

Bem, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.

Explico: no "corner" masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no "corner" oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações, recalques, com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo.

Dessas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.

Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau.

Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estarem preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.

E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição. É fuga. Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todo homem é assim.

Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar.

Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones de cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem. Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal. E esse é o seu único defeito.

Carlos Eduardo Froney

1961


(um desses "defeitos" me mostrou esse texto...)

domingo, setembro 24, 2006

Capítulo 22: é pro seu bem?

Desde quando estar com alguém é o único motivo de felicidade e que os outros podem te considerar feliz?
Explico: por que as pessoas insistem em dizer "Fulano está namorando! Que bom!!"
Se não estivesse seria tão ruim assim?
Por que a gente sofre quando ouve esse tipo de coisa quando se está sozinho? Será que eu e todo mundo tenta se enganar de que "Love all you need" é só um verso de uma música do Beatles??
Tentamos nos enganar que somos fortes?
Tentamos nos enganar que é bom estar sozinho?

Ou não nos enganamos, apenas tentamos não sofrer com a cabeça pequena dos outros que não percebem (ou percebem, o que é muito pior)que nos deixam chateados com essa coisa de "que bom que fulano tem alguém!!". Principalmente porque o que o outro quer dizer é "até que enfim fulano/a desencalhou!! Ao contrário de você que é uma loser de marca maior"...

Isso seria um alerta das pessoas para que eu tente ser feliz ou só maledicência mesmo? (é, é maledicência SIM!)

Até quando isso vai me magoar?
Até eu morrer e falarem no meu enterro: "coitada, morreu sozinha!"
Nem lá terei descanso...

segunda-feira, agosto 21, 2006

Capítulo 21: experiência = fidelidade ?

Há algum tempo, numa conversa sobre relacionamentos, ouvi o seguinte da boca de um cara - amigo de uma amiga:

Eu quero me casar com uma mulher experiente, imagina casar com uma virgem! (não sei onde ele pensa encontrar uma...) A experiente já sabe o que quer, escolheu o que era melhor pra ela - se é que vocês me entendem... Vai estar com você porque você é o melhor! A virgem ia dar trabalho: ela vai ficar curiosa para saber como são os outros além de você...

Será que isso é realmente verdade? Será que eu sou mais Charlotte que Carrie?
No meu pensamento Charlottiano diria que isso não está ligado à fidelidade. Ninguém é fiel porque "não conhece os outros", você é fiel porque ama aquela pessoa e não precisa de outras, tem a ver com certeza. Certeza de que a escolha que fez - a única (como se fosse um "tiro no escuro" ou um "tiro certeiro", no caso da virgem) valeu a pena; ou que de todas as escolhas que se fez essa era a mais acertada... (para a experiente).
Certeza de se amar alguém e não acreditar que aparecerá outra pessoa...
Porque, mesmo a experiente pode encontrar outro e querer saber como é, e ainda pode pensar "esse eu não sei como é, acho que preciso conferir"... qualquer uma das duas pode dizer isso.
Agora, dizer que virgem vai querer procurar outro é a maior papagaiada da paróquia rsss Se era virgem é porque tinha uma convicção, uma certeza, como eu já disse.
Se essa certeza se desfizer, era porque o cara começou a olhar demais a vizinha ou admirava o dia todo o carro novo enquanto a mulher o esperava sem sucesso...

Quem pode dizer que ter experiência ou não é uma garantia de felicidade?

Quem garante que se possa satisfazer depois de várias tentativas?

Quem garante que uma única tentativa vai ser uma coisa ruim?

Quem garante que o amor possa ser sempre cerceado de alguma forma? Que há uma fórmula certa (casar com uma virgem - em 1950? rss - ou com uma cheia de experiência)?

O que garante a fidelidade? Preconceitos? Fórmulas?
Ou só o amor?



esse post é do meu "eu Charlotte" rss