domingo, julho 19, 2009

Carta a Jennifer Aniston

Quando estabeleci aqui essa síndrome, fiz muito mais por graça, achei engraçado no momento pensar em como tanto eu, vocês e a Jennifer às vezes nos prendemos e remoemos relacionamentos anteriores... Coloquei-a como a musa central desse "drama".

Só que vim a perceber algo muito mais profundo.

Lendo uma reportagem pela net de que miss Aniston havia terminado com um cantor por ele dar mais atenção ao Twitter do que a ela - ele escrevia no twitter e dizia estar ocupado pra ela. Percebi o quanto é comum sermos Jennifers Anistons...

Somos todas Jennifer Aniston: bonitas, inteligentes, talentosas, simpáticas, meigas, amigas, companheiras e somos trocadas desde por uma vadia que se acha a bolacha mais recheada do pacote e todos os amigos dele vão morrer de inveja quando ele a apresentar até trocadas por uma twittada. Isso é fato!
Nunca tinha levado a sério a Jennifer, na verdade, achava uma chata. Até ver a segunda temporada de Dexter.

Calma! Eu explico!
Dexter tem uma namorada boazinha, simpatiquinha, toda companheirinha que eu desprezava - como a Aniston - até ele se envolver na série com uma ninfomaníaca maluca e sacana. Aí minha ficha caiu: eu sou a Rita Bennett! (interpretada pela atriz Julie Benz) eu sou meiguinha, boazinha e estou sempre do lado...
Percebi que então, se for assim, eu também sou muito sem graça... comecei a entender... não sou sem graça, sou uma pessoa boa, como a Rita e a Jennifer. Finalmente abri meus olhos!
Se achava o romance do Dexter com a Rita um saco, então eu sou um saco!
Não! Não sou! Eu só estava seguindo um caminho comum que as produções de tv, cinema, livros etc tentam nos incutir: você tem que ser a gostosona pra sobreviver! é uma guerra, querida! a boazinha se dá mal...
É como uma piada de Stand Up que ouvi quinta-feira (só que era sobre os homens, mas vale pras mulheres): a boazinha sempre perde! a rica e a boa de cama vencem!
A verdade é que a boazinha sempre vence!
Sim!
Cedo ou tarde a rica só tem o dinheiro, não tem mais nada a oferecer; e a boa de cama vai querer "novas empreitadas". A boazinha vai estar ali, parada, mas não quer dizer que esperando o cara perceber isso, por esse motivo vencemos, mas só se dermos a cartas dessa vez, quer dizer, não vamos estar esperando darem valor pra gente!

Deixe que sintam o que perderam e eles que remoam!!!!

Temos que parar de remoer (e espero que a Aniston esteja fazendo isso também) e pensar que somos melhores!

Não só porque somos pessoas do bem, não é nada disso, não é auto-ajuda isso aqui... pelo menos não era pra ser...

Refleti sobre o seguinte, os homens não sabem lidar com mulheres tão independentes como nós... eles ficaram perdidos com essa nossa auto-suficiência.
Só que isso não é uma desculpa para preferirem um twitter a nós, não, de jeito nenhum! Eles ainda precisam aprender a ser homens e não moleques!
Homens eram os de antigamente que sabiam honrar as calças que vestiam, se eram machistas era outra história, outros tempos... mas assumiam um relacionamento como homens e não como moleques... (ah, na verdade os moleques não assumem, né?)

As mulheres vão evoluindo e os homens regredindo?
Será essa a problemática atual?

Quanto mais conquistamos espaços, mais eles fogem de medo das novas conquistadoras do mundo? Isso também não é machismo: "Ela é mais inteligente e mais bem sucedida que eu, tô fora!"?

Jennifer, você continuará sendo a nossa musa (nosso espelho), mas a musa cheia de qualidades que merece sempre o melhor!

Agora voltarei a ver seus filmes e terminarei de ver Friends rs

sexta-feira, junho 05, 2009

Capítulo 37: do controle

Tenho percebido isso com muita frequência nesses tempos internéticos, se já existiam em muitos casais a vontade de um dominar e o outro aceitar essa dominação, esse controle, com a internet parece que muitas pessoas deixaram de ser elas próprias e sim ser um casal. Como se isso significasse uma união inseparável, talvez nem com a morte, a pessoa morre o orkut fica ali pra outra cuidar rs

Andei reparando em alguns casais amigos esse tipo de atitude, se pra alguns ter um único perfil no orkut, facebook e que tais é apenas uma forma do casal mostrar que está ali presente pros amigos e que não dá muita bola pra internet é até louvável. O grande problema é que a maioria desses casais perderam a identidade individual, só tentam se reconhecer como casal e nada mais. Parece que os amigos de uma das partes não é tão bem vinda.
Como um amigo que eu realmente o "deletei" dos meus contatos - não só eu como outras duas amigas em comum: ele não nos respondia, mudou de msn porque a namorada não queria que ele conversasse com quem ela não conhecesse, quando deixávamos algum recado pra ele, logo estava lá o perfil dela nos xeretas do orkut e ele não respondia. Bem, se ele se deixou de tal forma ser controlado o que posso fazer por ele?
Nada. Deletei e deixei pra lá, assim como minhas outras amigas que comentaram comigo "nossa! nunca mais falei com ele! ele tem medo da namorada!Só pode ser!"

Outro caso muito triste é de um amigo que estava praticamente casado com uma menina pela qual ele era totalmente apaixonado. Como "prova de amor" ela tinha a senha do MSN dele. Ele saiu do orkut porque ela não gostava de vê-lo por lá...
Um belo dia, ele (chamamos de A) viajando, ela entrou no msger e se passou por A para um amigo que temos em comum (chamamos de L). O amigo (L) achou estranho o "outro" (A) desenterrar histórias antigas, sobre namoradas do passado, histórias que ficaram pra trás há muito.
(L) Só soube da verdade quando a quase esposa desse amigo (A) começou a jogar desaforos pra ele(A), sobre as antigas namoradas, paqueradas etc. Então, ela acabou contando que se passou por ele (A) no msger pra desenterrar coisas...
O que aconteceu? O casamento que se principiava acabou...
Meu amigo (A) ficou deprimido, era apaixonadíssimo pela garota e não entendia porque ela fazia aquilo. Ele disse-me que só deu a senha do msger pra que ela soubesse que ele não conversava nada demais...
E não conversava mesmo, quem "puxou a boca" desse nosso amigo (L) de longa data, foi a esposa... para que saber do passado?
Ele (o passado) interferiu tanto no presente que acabou com o futuro dos dois. Não teve volta.
Quando esse amigo (A) contou-me a história, fiquei pensando "poxa, mas se ela gosta dele, pra que saber o que ele fala com os outros amigos? pra que se passar por ele? pra que perguntar de coisas do passado pro (L)?
Isso pra mim se chama insegurança e total desrespeito pelo outro. Não saber respeitar a individualidade de cada um.

Com o advento da internet e os namorados que tive nesses novos tempos, nunca quis senhas de nada, só ficava enciumada com algumas que chegavam nos perfis e diziam "oi, amore!" "oi, lindo" etc... eu também não tenho sangue de barata, mas não chego ao cúmulo de pedir senhas pra tirar a prova se ele é fiel ou não.

Querida amiga, se ele não for fiel, na maior parte das vezes, é do modo que você menos imagina... sempre tem um jeito melhor pra se trair quando se quer... Orkut, msn dão bandeira! Ele pode ter um perfil fake e aí? Como você vai saber?
Ele pode estar saindo com a sua "melhor amiga", com sua irmã e até com sua mãe, quem sabe?
Se ele quiser mesmo trair, esqueça, ele vai trair... e não há nada que você possa fazer para impedir isso...
E entenda: ele não te ama! Se você precisa controlá-lo é porque ele não está 100% nessa história ou se está, você é que precisa de uma terapia urgente porque senão, isso vai estragar tudo... virá doença!
Torna-se uma relação doentia!

Uma amiga também contou-me a história do irmão que tinha a senha da namorada e a namorada as dele. O irmão teve um acidente, estava hospitalizado e a menina se fazendo passar por ele no msger. Um amigo, quando o viu on line ficou emocionado, pensando se tratar do rapaz... e a menina nem pra desmentir... queria saber, queria escarafunchar a vida do rapaz mesmo ele estando em coma no hospital.
Essa foi pessadíssima, mas verdadeira...
Isso eu chamo de quê?
Doença, insegurança ou infantilidade?

Um amigo sempre falava do irmão, dizia "meu irmão faz tudo que a mulher quer, a mulher não quer ele que beba, ele vem em casa tomar um vinhozinho com a minha mãe, coitado!"
Até esse meu amigo começar a namorar um garota que não quer nem que ele converse com a sombra dele, se ela for mulher, claro...
Briga com ele até por conta das mulheres que trabalham na empresa dele, não quer que ele fale com as amigas, nem com os amigos... quer que ele fique à distância dos que conhecia até então, mas ele mesmo me contou que ela tem amizade com os ex-namorados e não dá a mínima pra o que ela faz na internet (mas ele não pode ter orkut ou msn sem que ela saiba)...
Ele é outro que vive com medo, medo de perder a namorada porque se sente "abaixo" dela, ela é mais nova e tem todos aos seus pés (é o que ele acha) e ele não, ele se sente o nada que deu sorte... daí se deixa levar por todas os caprichos que ela deseja... ela sabe o poder que tem nas mãos... e, nesse caso, ela o trai descaradamente (cansei de ver recados do orkut de caras que ela conhecia por lá e deixava celular e e-mails pra eles...). Nunca contei que li isso por lá, qualquer um poderia ter visto, ele próprio... nesse caso, a falta de auto-estima do meu amigo se fez muito mais presente e o capricho da garota também (e posso contar aqui porque não sabem do blog).
Quem não quer um namorado que dê tudo? De roupa de marca a celular?
Que pague as baladas pra ela e os amigos DELA todo final de semana?
E os amigos dele? E a filhinha dele? (É, ele tem uma filha linda de outro relacionamento) que já cansou de me falar o quanto fica triste do pai não visitá-la mais?
Até quando se deixar levar pelo controle do parceiro?
Vale a pena?
Isso é realmente gostar de alguém e querer seu bem? Ou, o SEU próprio bem?
Quanto vale perder a individualidade?


Só contei histórias masculinas, parece que as mulheres andam os dominando... mas o engraçado é que quando você tem uma amiga dominadora ou que é dominada ela não te conta nada... muitas vezes você percebe que ela faz tudo que o namorado quer, lê até os livros que ele quer, já vi isso algumas vezes... ou você pensa "coitado do fulano! com ela o trata mal!"
Mas, não sei, parece que os homens contam mais essas histórias pras amigas do que as amigas contam pras do mesmo sexo... será medo?
Claro, dificilmente um amigo conta isso pro outro amigo, sabe que o outro vai tirar o maior sarro... e amiga não conta por medo de se mostrar menos ou por se mostrar obcecada?

O mais irônico é que é exatamente o que o outro não quer: que se fale com os amigos de outro sexo, "os rivais" acabam sempre sabendo da história e tentando dar algum conselho...
Talvez se divida esse tipo de situação com os "diferentes" para tentar entender a cabeça do outro (meus amigos falam comigo - mulher - tentando achar explicação para o que a namorada deles faz...) deve ser por isso que tenho mais histórias masculinas pra contar...
E os rapazes devem ter aí histórias das amigas pra contar nos comentários?

quarta-feira, maio 27, 2009

Veio a calhar esse e-mail...















O pior de tudo isso, é quando você ouve qualquer um desses preconceitos de uma mulher!

quinta-feira, maio 07, 2009

Todo mundo tem uma amiga Samantha Jones, ou que pensa ser Miss Jones...

Estava eu tranquila com meus afazeres quando sou chamada no msn para uma conversa com uma amiga de muitos anos. Muitos anos que nos conhecemos, mas que eu sinto que com o passar do tempo, fomos escolhendo caminhos diferentes...
Ela continua me achando uma das melhores amigas dela, quem lê esse blog há muito tempo sabe que um dos conselhos que ela me deu foi que eu engravidasse de um ex num momento de fraqueza dos dois... segundo ela, isso o seguraria...
Sim! E como!
Hoje eu estaria com um filho de quase dois anos que veria o pai muito esporadicamente e que mal lhe daria atenção e afeto. E eu me sentiria culpada por não poder dar uma vida melhor a esse rebento que não arrebentou! Graças!

Bem, voltando à conversa de ontem...
Ela começou a me dizer o quanto estava feliz com o caso novo, o anterior que ela fez de tudo para segurá-lo (principalmente na cama) ela diz ter enjoado e que esse novo era infinitamente melhor.
Começou contando de primeira que o cara era bem dotado, isso era ponto de honra pra ela. Dizer que o cara, como ela mesma se refere (eu não gosto deste tipo de termos, mas uma vez não vai doer, né?) como p@uzudo.
Ela fala sempre esse tipo de coisa de boca cheia (eu sei bem como ela diria se estivesse contando na minha frente).
O que mais sinto quando ela começa a dar detalhes do kamasutra é que é tudo auto-afirmação, um pouco de balela e, principalmente, querer causar, achar que eu ficarei morta de inveja.
Só que eu não sou assim... eu não consigo sentir inveja de alguém que transa por transar.
Alguém que vem me dizer "estou envelhecendo, vou fazer 33 anos! a vida é curta! tenho que aproveitar!!!" ou "deixa de ser boba, Carrie! transar é bom! faz bem pra pele etc! você tem que sair comigo! temos que marcar!!!! você tem que conhecer minha amiga de 18 anos..."
E aí vem a história da amiga de 18 anos que faz faculdade com ela...
Percebo que ela, Miss Jones, não quer ficar pra trás da amiga ninfeta e começou a imitá-la. A ninfeta, pelo que Jones me conta, sempre levou sexo como algo bem simples: tá afim? vai lá e pronto! quanto mais, melhor!
Acho isso porque conheço Samantha há 15 anos... ela também fazia o tipo muito próximo ao meu... só que sempre foi muito mais emocional que eu no quesito amor (tentou até o suicídio). Acho que com o passar do tempo e tendo uma colega de sala tão jovem, bonita e que - ao que ela diz - encanta aos homens fez com que ela, de alguma forma, quisesse competir com a menina.
Ela mesma disse ontem pra mim "ai, você não tem idéia do que apronta a ninfeta! não dá pra competir!"
E eu: "e competir por quê, Samantha? Vocês são pessoas diferentes com idéias diferentes sobre a vida..." ela concordou comigo, mas isso não quer dizer absolutamente nada... pode ter concordado só naquele momento pra não parecer "eu sou mais velha, mas estou me deixando influenciar por uma menininha fútil! agora eu quero ser fútil! é legal!"
Fiquei imaginando que como a garota conta a ela sobre suas peripécias e ela morre de inveja, achou que contando pra mim surtiria o mesmo efeito... só que comigo não é assim.
Eu tenho minha própria convicção sobre esse assunto: tenho que estar apaixonada, senão não rola. Preciso conhecer, ter estado com a pessoa, sentir carinho, afeto, amor, amizade, alegria de estar ali com aquela pessoa, preciso ter um VÍNCULO: amor, paixão.

Daí ela começou a me contar como conheceu esse cara novo (que outra coisa que ela deixa claro de cara é a idade do cara), mais novo que ela, no antigo e famigerado chat daquele site de três letrinhas... eu nem sabia que ainda existiam salas de bate papo! rs
Contou que isso pra ela é comum, que sai com esse, saiu com outros, que foi na virada cultural sem nenhum deles pra conhecer outros e se divertir e que sempre que conversa com os caras e troca fotos e telefones, assim que marcam pra se conhecerem pessoalmente, já marcam pra ir pro motel.
E que teve um que ela conheceu que ela adorou, ficou até apaixonadinha, mas que ele não queria nada sério e não conseguiu mais falar com este...
E eu: "mas você se apaixonou?"
Ela: "ah, é o contato, né? não tem como..."
E ai começa a falar dos dotes do cara na cama... ela adora contar... adora dizer coisas do tipo (resolvi abrir uma exceção neste post e falar o que ela me diz, já que comecei...): "ele m&ti@ muito gostoso!"

Bem, se não tem como transar sem se apaixonar, melhor se apaixonar antes (e ambos) e depois transar... ou não? ou eu sou caretíssima? Carrie, a careta!

Não consigo ver sexo como algo de momento, banal, acho que dessa forma que ela faz as coisas se tornam banais... ela mesma disse que com o anterior que estava ela enjoou (ou ele?) porque só fazia as vontades dele e nada de ele fazer as vontades dela... e que era só sexo, e isso cansa (!!?? não foi ela mesma que disse que era bom?).
Não vou contar aqui as vontades dele, como eu disse lá no comecinho ela fez todas para segurá-lo e no final ela emenda na conversa "uma hora eu encontro meu príncipe! chega a minha hora!" e o pior: disse ainda estar apaixonada por esse que ela enjoou (me explica isso, please! estar enjoada e apaixonada ao mesmo tempo...).

Vamos ver se entendi: transando sempre sem compromisso, uma hora pode ficar sério? Virar o seu maridinho querido? Pai dos seus filhinhos que você pretende fazer para segurá-lo?
Isso é bem moderno, não?
É um conceito totalmente novo pra mim...
Ou eu estou ficando caduca e conservadora?

segunda-feira, abril 27, 2009

Sobre o Nerd

Sábado fui a uma sessão surpresa do site Omelete, no shopping Eldorado.
O filme surpresa?
Star Trek, o novíssimo, exibido pela primeira vez na América Latina - só Carrie rica já deve ter visto...
E lembrei do Nerd... ele se apaixonaria ainda mais por mim se soubesse que vi o filme ou será que ele estava lá também? rss

segunda-feira, abril 06, 2009

Capítulo 36: As Maçãs

Existe um texto que circula pela internet que compara as mulheres a maçãs.
Além de ser um texto ridículo que diz que as melhores ficam no topo, só os homens que se esforçam chegam até lá e conseguem as melhores, também diz que as mulheres que ficam nas pontas "todo mundo chega", como que dizendo que são fáceis...
Puro machismo disfarçado que muita moçoila em desespero, chegando aos 30, coloca como frase do orkut para se valorizar: eu sou a maçã lá detrás, viu? Por isso estou aqui, esperando o rapaz esforçado! (Está na frase do perfil de uma prima minha que fez 27 anos agora em janeiro)

É comum as mulheres terem desculpas, é comum as pessoas inventarem desculpas, mas, afinal de contas: por que se precisa desculpar? O que se fez de errado?
Pode ser que algumas pessoas fizeram, mas será que realmente é tão criminoso estar solteira?
Já disse que conheço muitas garotas legais que estão sozinhas, não acho que seja "estou lá no fundo da macieira"... acho que é uma questão de valores modificados... os valores estão muito mudados, a sociedade está muito mudada, mas o pensamento tacanho, conservador e machista permanece...
Poucas se casam antes dos 25. Muitas mulheres não serão "escolhidas" pela discrepância da população: é fato que há mais mulheres do que homens no Brasil. O jeito seria mudar para a Austrália, onde a população masculina é maior. Hoje, nós mulheres vivemos um conflito em ser a "princesinha feliz para sempre" e a mulher decidida que tem uma vida profissional e é independente... muitas vezes esses dois mundos se chocam, outros não... depende de 'n' fatores (ou n fatoriais? rs), isso não se resolve apenas simplificando tudo em uma espécie de fábula... (que nem tem uns animais simpáticos como no Esopo...)
Ninguém é uma maçã esperando ser "colhida" e outra: será mesmo que o mais esforçado e o melhor (algo meio darwiniano isso, não?) chegará até elas? Será que essa maçã realmente é tão boa assim? Será?
Eu que não sou maçã lá do alto...
Esse texto foi inspirado nessa charge, que eu particularmente adorei!

http://pryscila-freeakomics.blogspot.com/2006_01_01_archive.html
Texto "Terrorismo" e a charge muuuuito boa! Essa:

segunda-feira, março 02, 2009

O Nerd e Eu

A coisa de mais ou menos dois meses (como o tempo passa!) estava assistindo com Garota no Hall a Big Bang Theory.
Quando eu pensava que parecia impossível haver um nerd tão excêntrico, egoista e assexuado como o personagem Sheldon.
Daí me lembrei de uma das coisas mais bizarras das quais já me vi envolvida: um nerd no mesmo estilo que o Sheldon me paquerando! Sério!
Foi no tempo da faculdade, na fila do ponto do ônibus que pegava...
Ele se postou atrás de mim na fila e feio, magrelo, óculos fundo de garrafa puxou conversa comigo.
Ele era chato, ele era viciado em Star Trek, tudo que eu dizia que gostava, ele odiava ou colocava algum defeito.
Se eu tenho certeza que ele me paquerava? Sim, ele fazia questão de sorrir e chegou a me convidar pro cinema, tentava tirar minha atenção dos "outros" gatinhos da fila, queria minha atenção mesmo. Queria meu telefone...
Lembro que falei que tinha gostado de um filme com o Kevin Bacon Assassinato em primeiro grau e ele dizia "é, o cara mereceu, você queria o quê?" eu só olhando e pensando "meu Deus, todo mundo me vendo falando com esse nerd, que vergonha! que cara mais chato e sem noção, putz, será que tudo que eu gosto ele vai tripudiar???"
Ele simplesmente não gostava de nada que eu gostava e se sentia superior por seus gostos... um saco... só é pra não ter amigos e nem namorada... quando as pessoas se sentem o centro do universo e mais inteligentes que todo mundo, elas acabam se tornando insuportáveis e antissociais sem perceber - porque o nerd desse tipo não percebe que as pessoas se afastam deles... um pouco de humildade faz bem!
Daí ele começou a falar de Star Trek que eu via quando era criança na casa da minha avó com meus tios... e me lembrei de um sábado à tarde sem o que fazer e que vi na tv um filme dessa "nerdiada" rs
Ele olhou pra mim, arregalou os olhos e pareceu apaixonado e disse:

"Esse é o único filme que eu não vi!!!!!!!"

Pra mim, aquela declaração caiu como uma bomba, sabe naquelas cenas de explosão de Hiroshima em, por exemplo, Anos Incríveis, quando detonam com a vida do Kevin? Foi por aí...
Eu só me lembro que era um filme que tinha uma baleia...
E o cara continuou falando sem parar e eu de saco cheio dele e sem saber como me livrar. Só me livrei quando desci na faculdade enquanto ele seguia para a dele.
Eu, infelizmente, o encontrei outra vez em outro ponto de ônibus pra facul. Ele ficou falando e nesse ponto, como não era fila, eu ficava mais interessada vendo se meu bus chegava ou não e ele se tocou... Achou uma amiga ou outra vítima e ficou conversando com ela, se fez isso pra eu ficar com ciúme, noooossa!! tô com raiva até hoje! auaahahahahhahhah
Sei apenas que ele me deixou ali, aliviada, e foi bater papo com a outra.

Querem alguma pista ou já sabem qual a faculdade do Senhor Beleza Radiante? rss

FÍSICA! CLARO!

Quem poderia duvidar ??!!! rsss
E depois vão dizer que nerd é tudo estereotipado, tá bom rss

domingo, fevereiro 08, 2009

Capítulo 35: da fuga

Da Fuga

Como não sou tão independente como Carrie rica, estava eu saindo de um almoço de família com meus pais e encontrei uma colega de escola/vizinha e sua mãe.
A moça desceu antes com a sobrinha e a mãe ficou na lotação e ia descer no mesmo ponto que eu e meus pais.
Daí a senhora sai com a seguinte:

- E aí, Carrie? casou? (todos na lotação me olhando)
- Não.
- Ai, você e a "Lilly" não tem jeito... Vai ficar solteira?
- Vai ficar pra tia (meu pai se mete na conversa e fala isso de mim).
A mulher olha pra ele, afinal a filha dela já é tia.
- Acho que sim! (eu com cara de que não estou nem um pouco preocupada e tentando mostrar isso pros "bocas abertas" que ficam me olhando, faço cara de superior).
- Ai, a Lilly só fica enrolando! Comprou um apartamento e diz que vai morar sozinha!
Chega o ponto para descermos.
- Antes só, do que mal acompanhada (digo eu antes de descer, com um sorriso superior nos lábios).

O antes só não é só para um cara que a "Lilly" (como a batizei) possa encontrar e fazê-la de boba, mas pra própria mãe dela: uma mulher
extremamente dura com as filhas.

Lembro quando estávamos na oitava série (eu e Lilly), tínhamos um trabalho em dupla pra fazer e fizemos na casa dela, num sábado. Não lembro ao certo que tipo de trabalho era, acho que era de Língua Portuguesa. Sei que fizemos e pedi pra ela mostrar pra mãe dela (a mãe é professora de Geografia e História). Estávamos na cozinha fazendo e lembro claramente, mesmo com a porta fechada, de ouvir a mãe dela, da sala, falar "a Carrie não é a inteligente? ela que tem que saber! eu não vou ajudar vocês em nada!"
Lilly veio pra cozinha triste, eu fingi que não ouvi tudo aquilo. E percebi o quanto Lilly sofria com aquela mãe, entendia porque ela não dava a mínima nas aulas e muitas vezes ficava lá, parada... olhando pra classe sem fazer absolutamente nada...
Lembro de quando ela me contava (nessa época) que pegava o vidro de dipirona e tomava várias gotas pra dormir. A dipirona abaixa a pressão e você acaba dormindo. Ela tomava pra dormir e não ver o que acontecia ao redor dela, pra não sofrer.
Ela me contava que toda vez que o padrasto brigava com a mãe, a mãe ia correndo acender velas, fazer promessas pro marido voltar - daí se entende o desespero da mulher pela filha ser solteira.

Por isso acho que seria muito bom para Lilly ir morar sozinha, a mãe nunca foi uma boa companhia e agora com essa cobrança, pior ainda.
Antes disso, no almoço em família, uma senhora amiga, solteira, que estava no almoço falou que quando encontra algum homem interessante nunca diz que mora sozinha e tem um apartamento, cansou de ver as amigas falarem e o cara se "encostar". Por isso prefere estar sozinha do que sustentar preguiçoso como as demais da idade dela.
Depois dizem que as mulheres é que são interesseiras! Os homens também entraram nessa!
E para Lilly arrumar um cara para morar com ela, para agradar a mãe e ter mais um "encosto" na vida, não seria nada bom. Ainda mais só pra mostrar pros outros "estou acompanhada", mas isso é realmente companhia?
Não sei se hoje ela também toma dipirona pra dormir ou algo mais forte, quem sabe? Mas estar só, seria um ótimo acompanhamento pra ela.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

terça-feira, janeiro 06, 2009

Resoluções ou "Sacodes" de Ano Novo

Sei que uso muito esse espaço pra reclamar da minha vida, mas se isso é um blog, se isso tem a ver de alguma forma com um diário, o que poderia ser? É claro que vou descarregar um monte aqui, não tem muito jeito mesmo...
Como eu disse, acho que o ano só muda mesmo na folhinha do calendário.

De resto, tudo muda há passos beeeeem lentos - pelo menos pra mim que não ganhei ainda na mega-sena.

Recebi uma mensagem que desencadeou vários pensamentos na minha cabeça, primeiro de raiva, depois de tristeza por as coisas não serem mais como eram e pelo tanto que poderia ser diferente naquele momento que recebi a tal mensagem... me senti frustrada, mas o que adiantava se não depende de mim? É duro ficar amarrada às escolhas dos outros, é triste quando não é sua escolha...
Daí levei um "sacode" de um amigo...
Um bom sacode, tapa na cara, um banho de água gelada de algum lago na Sibéria... Serviu pra eu acordar um pouco, só não sei por quanto tempo estarei acordada porque ainda sonho demais. E fico triste por sonhos serem apenas sonhos e quando alguém que estava debaixo de uma pedra no sonho resolve sair dali e me dizer algo que me faz lembrar coisas boas, tudo piora... porque é só sonho... é só sonho que vem na minha cabeça... sonhos que não foram e nem serão realizados...
O sacode foi exatamente para isso: para eu parar de me iludir tanto.

Espero conseguir ser mais sóbria e perceber que não adianta mesmo, a tal pessoa da mensagem não vai fazer mais que isso. Não vai tentar acertar as coisas...

Eu comentava por que cargas d'água tenho exs que resolvem ressuscitar... por que eles querem sempre continuar sendo meus amigos?
Acho que isso tem a ver justamente com o sonho, a esperança e eles percebem isso... percebem que podem ter um pouquinho daquilo que não conseguem ficar sem: minha mais pura e doce amizade (alguém aí pensou alguma outra coisa? rs).
Sim. Sempre os apoiei muito, sempre dei carinho, atenção, compreendi o máximo que pude, mas se eles não se contentam com isso ou não é isso que precisam somente naquele momento, não posso fazer nada, mas o sonho em mim permanece, a esperança boba de as coisas boas voltarem.
Só que elas não voltam, não é um conto de fadas e nem estou numa comédia romântica em que sempre o mocinho vem atrás da mocinha (por isso não assisto mais esses filmes, eu ficava deprê).

Daí percebi que eu tenho uma nova síndrome que eu acabei de descobrir rss "Síndrome de Jennifer Aniston" auauahahaha
Acabei de inventar essa rss
É simples: em qualquer canto que você veja uma reportagem dela do que ela fala? Do Brad com a Jolie! Ela não muda o disco! Eu tô parecendo ela! É sempre a velha reclamação! É sempre a mesma choradeira... que sempre me irritou e que vejo que sou igual: reclamo e choro das mesmas coisas que não vão voltar mais e não serão como eu desejo. Ponto.
Infelizmente eu não vivo dentro de um conto de fadas com um feliz para sempre. E eu preciso acordar sem beijo, seja de sapo ou de príncipe.
Afinal, eles não duram.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Carrie no Divã ou Eu tenho que aprender num desses seriados de tv... 2

House, quarta temporada:
Pra não ter spoiler só vou dizer que é uma discussão do Wilson com a nova namorada dele - deixo o suspense de quem é ela pra quem ainda não viu essa temporada que deve ser uma das melhores do House!
Wilson e a namorada discutem sobre comprar um colchão novo que irão dividir, a moça gosta do mais duro, mas avisa a ele para ele comprar o que desejar... quando chegam em casa e ela se depara com o colchão que era o preferido dela, ela não gosta e Wilson diz: isso é pegadinha??? E ele diz comprou aquele porque a ama.
E ela: Comprou porque é o que você sempre faz. Com as suas ex-mulheres você fazia tudo que elas queriam, porque era mais fácil. E depois isso acabava virando ressentimento. Não se atreva a fazer isso comigo!
Wilson: O quê? cuidar de você?
ela: Você não me conhece? Eu sei cuidar de mim. Eu quero que você cuide de si mesmo!
E vai embora...

Quando ouvi esse diálogo me deu um estalo tão grande!
Foi como ouvir uma coisa que estava aqui dentro faz tempo... como se algo tivesse sido exteriorizado... não, não sou eu que sou assim...
Sinto falta do meu "penúltimo ex". Pois é, eu não sinto falta do último, Mr. Big, sinto falta do penúltimo!
Quem sabe toda a história fica chocado de me ler dizendo isso, mas é a mais pura verdade! Sinto falta dele, sim! Porque apesar de tudo de mal que aconteceu no final, as coisas boas balançam aqui: o carinho, a atenção, o afeto, as risadas, as longas conversas de horas todos os dias entre tantas outras coisas que me deixavam alegre. Ele realmente me dava atenção, coisa que não aconteceu da última vez, mas isso eu explico depois...
O diálogo acima me lembra muito ele porque ele agia assim: queria sempre agradar e nunca ser agradado. Eu fazia o mesmo que a namorada do Wilson, não aceitava ser só agradada, talvez por isso ele não conseguiu terminar comigo, ele não tinha nenhum ressentimento pra jogar na minha cara, foi mais fácil, pra ele, sumir. Ou ele iria dizer "eu não quero mais ficar com você porque você me dá apoio, tá sempre do meu lado, me dá carinho e atenção"? Lógico que não... se ele sempre "sabota" os relacionamentos quando percebe que podem ficar sérios, algo ele teria que fazer já que eu não faço a linha mandona e nem sei se realmente as coisas iam ficar sérias... eu só queria ficar mais perto, não mudar pra casa dele, pro quarto dele, pra cama dele, outra coisa que prezo muito é a privacidade, não pretendia de modo algum acabar com a dele.
Ter convivido a vida toda com um pai ditador faz com que eu odeie mandar nos outros ou dizer o que devem ou não fazer, apenas aconselho, não fico querendo um monte de coisas, obrigando ninguém a nada, fazendo chantagenzinhas, vivi e vivo tudo isso, sei como é estar do outro lado... e sei como é se sentir acoada, sem voz e sem espaço.
Daí, que ele prefere ficar sem voz para deixar ferver na panela de pressão e aí... explodir... comigo não pôde fazer isso... mas faz com as demais que ele escolhe a dedo pra poder ter motivos: ele faz tudo que elas querem, nunca mostra qual é sua vontade e fica guardando isso...pra depois ter uma boa desculpa para ser a vítima na história quando terminar - ou pelo menos ele acreditava nisso e já que escolhia
pessoas que gostam de mandar, nada mais fácil do que ser a vítima mesmo... e é aí que o outro diálogo casa tão bem com o resto:

A Sete Palmos, segunda temporada.
Claire conversa sobre seu namorado com o psicólogo da escola... Ela diz que ele (Gabe, seu namorado) precisa de alguém que o ajude a se entender na vida... e o psicólogo:

Gary: Well, it does matter. No one can ever solve someone's life.

Claire: So, basically, your job's totally pointless.

Gary: (smiles) No one but a guidance counselor, I mean.

É, foi o que pensei!
Pensei depois de muito pensar!!!
Porque quando ele terminou comigo e escolheu mais uma mandona pra ficar no meu lugar, ele sempre me procurava, queria a "Carrie psicóloga" com ele, só que aquilo estava me matando... usei uma metáfora, na época, de que eu estava segurando no abismo alguém que não queria ser salvo e por isso tive que soltar, eu estava indo junto. Afinal, ele fez a escolha dele e realmente, hoje a única coisa que consigo pensar é que no caso dele, só um especialista mesmo o ajudaria, isso se ele quisesse. Muitas vezes fico triste por ele, sinto falta dele, mas sei que não é possível justamente por isso: ele tem que se dar jeito e com a ajuda de algum
bom profissional (porque de mau tá cheio por aí e ano passado eu cai numa), eu fazia a diferença pra ele, como ele pensava tentando se aproximar de mim pra continuar o ajudando, até não esqueço algo que mexeu demais comigo, quando ele me disse que eu era a única pessoa que o compreendia perfeitamente... lembrar disso dói, porque eu o amava e ouvir aquilo me machucava porque, apesar de ele admitir isso, não queria ficar comigo, queria continuar se magoando, se ressentindo ad eternum... e eu não poderia entrar nesse círculo vicioso e continuar também me machucando, precisava, a qualquer custo, por mais que tenha me doído, sair disso... precisava respirar.
Apesar de tudo, ainda me preocupo com ele...
Talvez porque eu seja sempre assim, sempre me preocupo com as pessoas que passam pela minha vida...às vezes não queria me preocupar tanto com elas... fico pensando "por que eu tenho que ser legal e sempre aceitar os outros como eles são?
muitas vezes a própria pessoa não quer se aceitar! ou não me aceitam... me interpretam mal..."
Isso já tem a ver com o último, com Mr. Big.
Dessa vez é definitivo, não há volta, foi a segunda e última chance porque não sou minha versão novaiorquina e não vivo num mundo de glamour e fantasia para dar várias e infinitas chances...
Também me preocupava com ele, acho que todo mundo se preocupa quando se está com alguém, não tem como não se preocupar, se você gosta realmente da pessoa, quer o bem dela, que o melhor.
Dava todo meu apoio a ele, o acompanhava em todos os momentos que me eram possíveis, estava sempre ali, do lado, o apoiando, o animando, querendo sempre muito bem.
E parece que ele confundiu tudo... todo esse meu carinho, companheirismo, compreensão, pra ele, pareciam desespero...
Exatamente, pra ele, tudo que eu fiz era desespero para não ficar pra titia. Foram esses os termos que ele usou: você se apega a mim como se sem mim fosse ficar pra titia.
Bem, quando você ama alguém e está com essa pessoa você não costuma reparar em outras pessoas, costuma? Eu sou louca? Deveria flertar por aí se estava feliz? Não deveria ficar do lado dos momentos difícies de alguém que amava? Será que eu deveria também ser uma mandona e egoísta e dizer "você que se dane com seus problemas, ou você aparece aqui ou me esquece que a fila anda!"? Era isso que ele queria ouvir?
Se era, deveria ter me poupado tempo, trabalho e desgaste emocional.
Era só dizer "não tô mais a fim de você, guarda seu lado Madre Teresa pra outro!" e não dizer que pareço uma desesperada com medo de ficar pra tia... bem, se dar atenção, carinho, apoio virou desespero então eu estou agindo errado e realmente deveria ser a egoísta mandona... deve ser o que os homens querem: alguém que os despreze para eles guardarem mágoa para o resto da vida. Deve ser isso que os fazem felizes dentro de uma lógica masculina de "masoquismo amoroso". Talvez pra eles amor
só se concebe com dor, muita dor, muita insatisfação, muita mágoa e rancor e eu tenho feito papel de boba até hoje.
Sei que alguém para me dizer isso é porque se sente o último homem da face da terra, o último não com o sentido de melhor, mas o resto, o que sobrou e ninguém deve querer, só se estivesse desesperada.(é a lógica dele...)
O meu apoio enquanto ele estava hiper atarefado e enquanto eu recebia nada de carinho não contou... contou sim, como desesperada por ter me mantido do lado dele... me mantinha do lado dele pensando sempre que a vida atribulada dele era o que ele gostava e que os frutos iam fazer com que tivéssemos momentos muito bons juntos... mas ao invés de ser vista desse modo, fui vista apenas como um louca desesperada pra casar e que a idade está com seu big ben atormentando...
Se eu realmente estivesse desesperada, já teria me casado há anos!
Homem nunca faltou, afinal, desespero quer dizer que pode ser qualquer um e isso sempre apareceu...até aqueles mais asquerosos, mas se você está desesperada ele vira príncipe.
comigo não virou, não estou desesperada, só queria ser amada e compreendida e acima de tudo, queria que tivessem um pouco de RESPEITO comigo, o mesmo respeito que dediquei a essas figuras que agora ficarão por aqui "imortalizadas" nesse post - e nem mereciam.

Muita gente quando termina um relacionamento pensa "nunca pensei que ele agisse assim... o conhecia há tanto tempo...", é a gente sempre tem esperança... a gente sempre acha que as coisas vão mudar, mas nunca nós conhecemos mesmo uma pessoa, NUNCA. Mesmo que se passem 50 anos ao lado dela, você pode estar o tempo todo se enganando ou sendo mal interpretada... porque no final, você sabe, você conhecia sim aquela pessoa, só não queria acreditar. Ou, na verdade, faz como eu: aceita a pessoa com todos os defeitos dela, a compreende.
Só que ela não se aceita e também não faz nenhum esforço para lhe compreender...

Claire, só com um terapeuta mesmo...

domingo, novembro 09, 2008

Capítulo 34: o fã

Uma das coisas que eu considero como mais insuportáveis é homem-grude.
Mas não é qualquer tipo de homem-grude, não é aquele que gosta de um romantismo. Estou falando daquele que mesmo você dizendo que não tem nada a ver, está sempre "na fila", sempre ali cheio de frescura mesmo sabendo que não vai ter vez, ou pelo menos deveria saber...
Tenho um desses na minha vida, já o bloqueei por quase um ano no meu msger, já falei que não gosto dele como namorado, que não quero nada com ele, não faz meu tipo. E nada! O cara está sempre falando que sou linda, que sou a mulher da vida dele (isso porque ele mal me conhece, apenas porque gostamos do Radiohead entre outras bandas), que quer casar comigo... um chato!
Um chato porque não entende que não adianta! E quanto mais ele força a barra, mais eu sinto raiva dele, mais acho ele um pé no saco...
Eu odeio ser pressionada, dessa forma então, nem se fala.
Há dois anos, quando terminei um namoro, esse fã só faltou soltar fogos de artifício. Eu, deprimida, mal, sofria porque amava esse meu ex e o cara só ria, só ficava feliz com a minha desgraça... nesse momento peguei mais ódio dele.
Agora deve ter percebido sem eu dizer que eu e Mr.Big terminamos mais uma vez - dessa vez é definitivo, eu não dou mais chances pra ele como a minha xará rica, acabou pra mim! - ele parece que percebeu porque anda novamente me cortejando sem pudores como sempre fez e parece ter uma alegria novamente nos lábios.
Esse é o tipo de fã mais insuportável que existe, muito parecido com o Mark Chapman: só está feliz quando seu ídolo está morto.
Toda as frescurinhas deles, toda a pressão que sofro me deixam com muita raiva dele, porque ele nunca se toca, se falo a verdade pra ele (e eu sempre deixo bem claro que não tem vez mesmo) ele fica com raiva, birrinha de criança! Como me irrita!
Quando me encontra conversa comigo bem junto, quase querendo me beijar se estamos sentados do lado no metrô... é um saliente imbecil que só ganha cada vez mais minha revolta por não perceber que se quer estar perto de mim é só como amigo, não rola!
E nunca vai rolar porque se fosse pra acontecer algo, ele já estragou.

sábado, novembro 01, 2008

Trivialidade




Your Famous Movie Kiss is from Spiderman



"I have always been standing in your doorway. Isn't it about time somebody saved your life?"

sexta-feira, outubro 03, 2008

Confissões de Samantha

Todo mundo tem uma amiga Samantha, alguém que, na maioria dos casos, é mais velha e sabe mais coisas sobre o que acontece entre quatro paredes do que você.

Um dia Samantha me contava sobre alguns relacionamentos que teve com estrangeiros. Disse que saiu com um alemão e se arrependeu amargamente, chamou a transa deles de "meia ph*d@", tá certo, cara de meia idade, talvez isso influencie... (na época não tinha viagra, mas eu sei que não é só viagra que conta rs)

Só que ela me contou uma coisa que eu - e talvez muitas outras mulheres - tinha curiosidade de saber: por que eles adoram brasileiras? Olham pras brasileiras, principlamente mulatas, como se estivessem diante da mulher dos sonhos, como na frente de Afrodite?
Uma dessas brasileiras contou o segredo pra ela e eu repasso aqui hoje...
Ela estava conversando com essa moça porque percebeu que ela era bem mais jovem que o cara, bonita e todos os outros gringos invejavam o tiozão com ela do lado...
A moça casou-se com um italiano figurão - o alemão foi Samantha que passou maus bocados... mas Samantha também me disse que os italianos são só fama, nada demais...
Até ela me disse "por isso as italianas são frias e chatas daquele jeito..." é... pelo jeito não dão conta rss

Voltando a confissão que foi feita à Samantha:
Samantha com sua boa cara de pau foi lá bater um papo com a moça e a questionou se o cara era tão bom assim ou o que eles viam de tão especial nas brasileiras...
A moça respondeu:

"Eu finjo, eu grito muito! E eles gostam! Pensam que estão abafando, menina!!"

Uau!
Bela confissão! A moça disse que pra sair da lama e conseguir um gringo e ir morar na Europa ela e a maioria das amigas e parentes dela faziam o mesmo...
Agora já se sabe o "segredo do sucesso" dessas moças...

Não faria o mesmo, mas é claro que as pessoas usam as armas que tem pra se dar bem na vida, se isso é se dar bem... pra algumas é...

sábado, setembro 06, 2008

Capítulo 33: Amigas versus Namorado

Passei o mês de agosto inteiro sem dar notícias, estive com muito trabalho, ando com muito trabalho e com muitos projetos - tentando mudar minha vida profissinal.
O engraçado é quando as pessoas não querem entender isso, por mais que você explique elas não acreditam, acham que você está as evitando...
Não é a primeira vez que passo por essa situação e o mais engraçado é que em ambos os casos estava com alguém.
Acredito que, no fundo, não é porque estou ocupada dando jeito na minha vida profissional que "amigas" ficam de cara feia e começam a entrar em paranóia ao ponto de achar que as evito. Acredito sim que isso tem a ver com o fato de estar com alguém.
Não entendo esse tipo de coisa, muitas vezes as amigas torcem sempre para que encontremos alguém bacana para estarmos juntos, ficam ajudando e, depois, entram nessa de achar que "sumimos pra elas", como se fosse somente com ela o problema...
Não, não acho que é um egoísmo de amiga, não... é inveja mesmo!
Posso estar pegando pesado - e quando é que eu não pego? -, mas chegarem ao ponto de me criticarem porque "sumi" e até virarem a cara pra mim, não me parece outra coisa. Principalmente se expliquei o motivo de meu sumiço (muito trabalho, muito estudo, muitas tentativas de novos projetos e nenhum dinheiro para sair).
Eu não deveria dar atenção para isso, é o que minhas verdadeiras amigas dizem, mas se falo sobre o assunto é porque isso acontece não só comigo, como com outras pessoas. Essa coisa de amiga ou amigo ficar estranho porque você está namorando acontece muito... seja você mulher, homem...
Porque quando minhas amigas estão namorando fico muito feliz por elas, principalmente quando me contam o quanto estão felizes. Isso me alegra muito e não vejo motivo para ficar com ciúmes com inveja: quero que sejam felizes e sei que, é claro, o namorado vai ocupar mais espaço na vida delas, normal. É como a vida segue!
A pessoa de quem relato o caso, nunca me apresentou aos seus namorados, se a encontrava com um deles ela falava comigo como se ele ali não estivesse, não queria mesmo me apresentar. Não sei se achava que eu ia querer o namorado dela ou ela mesma percebia que o cara era um grande bocó que ela tinha até vergonha de apresentar a mim. Um grande bocó porque lá veio a choradeira quando terminou com cara... e falou dele realmente dizendo que ele era um crianção, bocó entre outros elogios.
Fico muito chateada quando, simplesmente, resolvem virar a cara e fingir que não me conhecem - depois de anos - isso me magôou muito, mas se a pessoa pôde (com todo meu apoio) fazer o melhor pra sua carreira, a entendi em todos os momentos - até nos que achei mais "bizarros" - por que não podem ter essa atenção comigo agora? Por que não pode me compreender? Só posso achar que é inveja mesmo...
E se não for, como vou pensar outra coisa se não fala mais comigo e não conseguiu me dar apoio?
Amigas verdadeiras eu tenho (tenho minhas Samantha, Miranda e Charlotte de verdade) e torcem muito por mim e Mr.Big, então... quem é que está perdendo mesmo uma amiga?

sexta-feira, julho 04, 2008

O encontro de Carrie pobre e Carrie rica

Fim de semana que passou fui assistir ao filme de minha amiga rica.
Tivemos uma conversa bem direta, pois o filme está passando em poucas salas de cinema agora e quando cheguei com meu amigo - fã da série também - para ver, só tinham lugares nas primeiras fileiras: conversei quase pessoalmente com Sarah Jessica Parker, afinal, eu estava na terceira fileira.

O filme começa bem para que não conhecia ou nunca assistiu a série: dá uma introdução na vida das amigas Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte e como terminaram no final da série, só pra situar o povo... odiei que trocaram a música de abertura, na metade, por um musiquinha imbecil dessas menininhas que pensam que mandam em alguma coisa enquanto estão nos 20 e alguns (acho que era a fergie q latia um rap, ué? não é cachorra? não é assim que elas gostam de ser?), porque a fila no showbizz anda... e bem rápido!

Vou encher isso aqui de spoiler, então, não viu o filme, sorry!!!!

A história das amigas, agora quarentonas, que se reunem novamente para contar suas peripécias sexuais, suas angústias, seus medos, suas alegrias na Big Apple. A história é cheia de cenas engraçadas, acho que teve mais comédia do que nos episódios costumeiros da série.
O filme é divertido e mostra que a série daria mais pra mais caldo se continuasse, claro que poderia ficar chato e o melhor é terminar no auge.
Fiquei com medo de ver o filme, muitas críticas foram negativas ao filme. Diziam que só servia pra fazer propaganda de grifes. É, tem isso sim, mas isso já era a vida delas na série: falar de roupas, sapatos, bolsas caros, comprá-los, ganhá-los, desejá-los...
Como seria diferente se Carrie trabalhava no final da série na Vogue?
Toda a futilidade continuou lá, mas já era assim, a série teve muito destaque por falar da vida dessas mulheres solteiras depois dos 30 e quais eram os dramas dessa fase, mas nunca deixou de mostrar que futilidade faz bem a vida (quando se tem muito dinheiro pra gastar rs), dá alegria e levanta a estima.

No filme, voltamos a Carrie e seu Mr.Big, ao ouvir comentários de mulheres que não "casaram no papel" e foram largadas na rua da amargura. Carrie então conversa com Big para "formalizarem" a união.
Daí temos algumas coisas meio imbecis, como casar de noiva e ainda fazer um senhor desfile pra Vogue ($$$$$$) e na matéria ainda usarem a frase "a última menina a casar", o que a editora no filme diz ser "porque é a última chance de se vestir de noiva (aos 40) depois fica ridículo". Acho que passou dos 28 fica ridículo, mas tudo bem... essa é a Carrie rica...

Spoiler****
Não consegui engolir Carrie ficar no final do filme com Mr.Big depois que ele a abandona na igreja porque "não sei se é isso que eu quero" ah, faça me um favor!!!!
Se mata como o Ian Curtis! plis?! (post do dia 24 de junho de 2008)
Depois a Carrie ainda achou que a culpa foi da Miranda?? ah, por favor!!! Mr. Big sempre foi um fracassado de primeira... um bocó tiozão...
Não engoli esse final, se a mancada foi pequena, até tudo bem... mais uma mancadinha dele entre milhões que ele deu... mas largar no altar?? Essa é traumatizante... eu acho...
Então, os roteiristas que tivessem feito algo num grau menos frustrante...

Depois no final diz "porque não precisamos dar nome ao que sentimos" (ou seja, formalizar a união) e o que fazem? Casam no papel rss quando o jovem e imaturo Mr. Big perde medo da loba Carrie, que chorou rios de lágrimas por esse traste...
Irônico, não? Eu diria totalmente contraditório...

Charlotte, tem uma filhinha chinesa - pelo menos uma criança a menos largada a Deus dará naquele país maluco... ficou com aquele cara super horroroso e ainda engravida - tudo que ela queria.

Miranda sempre sendo a "machona" com o Steve, mas tudo bem, ficam juntos. Sempre gostei do lado desconfiado da Miranda, mas o Steve sempre foi tão apaixonado por ela que tinha raiva do jeito como ela o tratava.
Ah!Meninas! E tem umas diquinhas nesse caso de onde a mulherada erra com os homens, ah, porque a Miranda erra feio com o Steve...

Samantha que larga o marido galã de Hollywood e nem "come" o vizinho italiano... (pelo menos o nome do cara era Dante) que disperdício... a cena que eu mais esperava e nada... Samantha não cata o homem, gente! rs

Tirando a coisa da Carrie ficar com o Big depois dessa senhora mancada - mereceria ficar sem a perna pra mancar mesmo de vez... deveria ser instituido isso... - o filme é divertido e tem todos aqueles elementos que já conhecíamos bem da série.

Bem que a Carrie poderia me escolher pra ser a assistente dela... nem pela Louis Vutton, mas pelo dinheiro bom que devem pagar pra uma assistente...

Adendo**
Acredito que a melhor coisa do filme foi mostrar que não há época pra ser feliz como mulher, como no final, no aniversário de 50(!!!!) anos da Samantha.

terça-feira, junho 24, 2008

Capítulo 32: mãe versus amante

Há algumas semanas, conversava com uma amiga a respeito do rapaz do post "carrie aconselha", sobre o "mocinho" do qual falava nessa historinha. Daí, resolvi pesquisá-lo com essa amiga naquele "site de relacionamento", como diriam "orkut" na Globo.

Vasculhando o encontrei casado, pai dedicado de gêmeas, ultra-religioso - coisa que eu nem sabia que ele era... - está em sites católicos aos montes e em profissionais. Claro que fui conhecer a esposa: que fez um perfil de mulher muito feliz por ser católica e mãe dedicada.

Isso foi o mais engraçado de ambos os perfis: eles se anularam, só falam das filhas -que devem ter por volta de um ano de idade. As fotos nos perfis são das gêmeas, o que seria o nome da esposa é "fulana e sicrana, mamãe ama vocês" e tudo gira em torno das meninas, assim como as fotos são de estúdio. Existe até comunidade para as meninas e a mãe está em várias comunidades de agenciamento para propagandas etc.

Disse a minha amiga que, realmente, não era mesmo pra rolar nada entre mim e o rapaz, não tínhamos nada em comum. Não conseguiria me imaginar fazendo o papel da esposa dele: milhões de comunidades sobre mamães e bebês (principalmente "mãe: minha profissão" e outras do naipe em que se é mãe em tempo integral).

Não sei, achei tudo tão fake... tão "família dileta e feliz" uma coisa tão "minha vida são minhas filhas e a religião" e adeus casal...
Dá a impressão de se suplantar as insatisfações através de tornar as filhas famosas e tentar não pensar no que está dando errado, através da religião... ou quem sabe manter um padrão por conta da religião e aí não se sabe se isso satisfaz ou não.
Tô falando de sexo nesse último caso? Lógico!!

Eu não sou mãe e nem consigo me imaginar como uma, mas sei me imaginar como amante.
Não acredito que alguém que se dedique em tempo integral, planejando carreira de filhos e só coloque fotos de encontro de igreja seja feliz na cama...(uaaaau!!!)
Tudo, até onde sei, é pecado: "procriai-vos e multiplicai-vos" isso eles já fizeram, agora chega!

Pensei muito sobre não conseguir me imaginar ser mãe procurando receita de papinhas no orkut (é, ela está em uma) ou fazer álbuns e álbuns no orkut de meus filhos - todas fotos de estúdio...
Nunca consegui me imaginar mãe de bebês, só de filhos adolescentes, adultos - será que é porque estou tão longe dos "pequeninos" que só os imagino grandes ou porque aí eu imaginaria menos trabalho pra mim?

Sei que não sei como seria, sei que amigas minhas que têm filhos se tornaram mães babonas. Talvez, eu seria também, mas não a ponto de expô-los na internet e ficar querendo fazer uma carreira para eles.
Não iria querer meus filhos em comerciais de tv (já tô mostrando a superproteção...) e, mais ainda, não iria querer que existisse apenas a "Carrie mãe" e adeus profissão. E, o mais importante: não sei se conseguiria deixar de ser "Carrie amante".

sábado, maio 17, 2008

Capítulo 31: Da Carência ou o momento certo para James Sawyer

Conversando com um amigo que terminara de ler "Risíveis Amores", de Milan Kundera, ele diz, brincando:
"agora eu quero ser assim, sair com mulheres de dinheiro e pegar todo dinheiro delas, como o Sawyer de Lost!"
No livro do Kundera, há um personagem que vive de dar golpes em mulheres também. Se estou certa, li esse livro há muito tempo... era uma adolescente metida a intelectual - não devo ter entendido metade dos livros do Kundera, mas aprendi sobre a invasão russa à Praga em "A Insustentável Leveza do Ser"...

Era uma assunto que eu já estava pensando, não só nos caras que dão uma de Sawyer, mas nos que se aproveitam - de alguma forma - da carência feminina.
Nós mulheres somos seres carentes, eu sou e muito!
Então, eu sei por experiência própria como funcionamos: adoramos ser lembradas, receber carinho, ter algo que "motive", se isso não acontece, desanimamos, nos perdemos. Algumas são fortes o suficiente para se manterem com a cabeça fria, mas são raras, eu mesma cheguei a pensar que fosse dessas, até descobrir que quanto mais me afastava dos homens, mais ficava carente e com vontade de estar com eles...
Que meu lado Miranda era uma farsa, como a própria Miranda: que não dava o braço a torcer que amava o Steve...

Lembro de um texto de uma revista que vem com um jornal de domingo sobre mulheres aqui dessa megalópole que vão para lugares "paradisíacos" no Nordeste, principalmente, e se apaixonavam pelos ditos "nativos" da região e reclamavam como os homens da cidade era sem carinho e sem romance, havia até mulheres de outros países que eram bem resolvidas no trabalho em seus países e largaram tudo só pra viver "o amor numa cabana", parecia algo muito louco e irracional para mim.
Meu lado "não dar o braço a torcer e ser racional" queria falar sempre mais alto, um fingimento, talvez.
E eu ia ficando ali, com medo dos homens e que eles me magoassem, tinha colecionado algumas mágoas e tinha desistido de pensar nisso, queria não sofrer, ficar distante era o melhor caminho, tornar-me transparente: era o meu desejo! Que nenhum homem percebesse nada em mim... nem perceber que eu existia.
Só que nem sempre você consegue isso...
Muitas vezes a carência te pega e você fala que não vai mais aguentar... não sabe como está se aguentando sozinha...
Nessa hora pode aparecer alguém legal, como pode aparecer o inevitável "Sawyer" (ainda se fossem tão bonitos e sedutores rss). Nem sempre ele quer roubar seu dinheiro, (nem sempre você tem dinheiro rss), muitas vezes você é apenas um "prêmio". Qual homem não gosta do conquistar? Isso é até uma questão antropológica, dizem... como diria Seinfeld: "women nest and men hunt".
Homens gostam de se mostrar conquistadores aos outros,como em alguns casos (ou será em todos?) isso apenas seja um modo de se afirmar como "macho", é mais fácil usar do seu bom conhecimento sobre as mulheres (porque há homens que sabem muito bem do que uma mulher precisa e quer, isso é fato!) e ganhar todas para se mostrar o maioral do que só precisar mostrar isso a quem amam.
Essa tal afirmação pode fazer com que ele magoe várias e várias por esse caminho, mas isso também não quer dizer que magoe a nós por que amamos demais, muitas vezes até temos uma desconfiança lá no fundo de que não somos a mulher da vida deles, mas a carência não nos deixa ver isso - e muitas vezes nem queremos mesmo, está tão bom assim, porque "inventar história"? - e vamos seguindo, iludidas, mas satisfeitas com o carinho que recebemos, mesmo que isso seja apenas um técnica, era daquele carinho, daquela palavra, daquele afago que precisávamos naquele momento...
A carência, quando fala alto, nos torna presas numa teia que não queremos nos desvencilhar, queremos sim, ser presas desses "homens aranha", porque todo esse "time" que eles têm e demonstram, muitas vezes, é algo que nunca tínhamos vivido antes e, nem sabemos se vamos viver outra vez.
Nem todos os homens têm esse "time", esse "feeling", o problema é eles nunca perceberem que mulheres sentem falta dessas coisas e tentarem conversar com a mulher que amam para saber o que é preciso para que nenhum Sawyer atravesse o caminho dos dois... ter esse conhecimento não é algo fechado para poucos. É uma questão de vivência e de procurar entender melhor a mulher que está ao seu lado.

quarta-feira, abril 02, 2008

Carrie aconselha

Estava no metrô dia desses e uma garota estava aflita conversando com o amigo sobre um cara que ela estava interessada.
Cheguei a pensar em me meter na conversa e dar o conselho pra ela, mas seria meio "bisbilhoteria metida" da muita parte, né?

A história, até onde ouvi (que coisa feia tsc tsc tsc rss) era sobre uma cara indeciso, um cara que parecia interessado nela, mas que não chegava "às vias de fato". Como conheço bem esse tipo de história, queria falar sobre o que acabei concluindo dos caras que conheci que eram assim.
Lembro de ouví-la dizer para o amigo "... então é gay! não é possível!!!" também me diziam isso sobre o "u homi du radjio" (lembram desse apelidinho fofo? rss). Ele me enrolou por 2 meses (nem um beijinho rolou, o que me deixava mais frustrada), eu ficava do mesmo jeito da menina: pedindo conselhos para Deus e o mundo e alguns me diziam "esse cara é gay!".
Não sei se era e queria "camuflar" sei que um amigo mais velho foi o mais sábio e me explicou melhor a situação: "ele tem medo de se envolver e acabar tendo um relaciomento mais sério com você e não é isso que ele quer, tem medo disso... não quer perder a 'liberdade', ele é jovem demais para entender que isso não é verdade, que uma coisa não tem a ver com a outra..."
Iria dizer o mesmo para a tal menina e completar: quando o cara gosta mesmo, mas mesmo, mesmo, mesmo, ele esquece esse medo e se não esquece desse medo, é porque ele não vale a pena e não faria você feliz. Porque o medo não é um bom companheiro para ninguém...