Tenho pensando nesses dias que está na hora de jogar a toalha. Parar de fazer o tipo "a brava e corajosa, confiante" etc etc etc...
O título acima é uma paráfrase de um western com Charlton Heston, o nome em português é assim...
Bem, estou ficando mais velha, com menos chances de encontrar alguém que valha mesmo a pena, não acredito que irei encontrar. Sim, a brava e determinada Carrie ficou só.
Isso é um grande desabafo. Desabafo de quem não aguenta mais nadar contra a maré e que tem que admitir: chega, ninguém realmente se interessa por mim, ninguém quer realmente ter algo comigo, algo que seja realmente bom, que se importem comigo, que queiram compartilhar qualquer coisa verdadeira.
Há muito tenho percebido que eu não me encaixo na "mulher ideal", porque eu não faço nenhum dos dois tipos e por isso vou continuar sozinha.
Qual são os dois tipos?
A burra e a que põe cabresto.
Homem é assim, essa é a minha experiência de vida amorosa: ser trocada por um cabresto e/ ou pela burra.
Homem finge ser esperto, mas não é, prefere o cabresto, prefere ser feito de tonto e aceita o cabresto pra mostrar que não vai ficar sozinho, alguém o atura, desde que mande bastante e acabe com toda a personalidade dele.
E eu vejo várias mulheres fazendo isso...
Aqui então... o que eu vejo de brasileira pondo cabresto em estrangeiro e brasileiro... vixi! Ficam todos iguais uns imbecis, mas é melhor do que estar sozinho... ou já que aceitei esse relacionamento, ela faz o que quer comigo...
Já vi muher dizendo pro marido no meio de várias pessoas: com essa roupa você parece um mendigo.
Ou admitindo que não sabe porque está com aquele cara se o tipo que prefere é completamente outro, e fica flertando na maior cara de pau.
E eles gostam! Preferem isso!
Já no caso de preferir a burra também é fácil: ela é burra, mas é gostosa! E eu não ouço as imbecilidades que ela diz, melhor do que mulher que pensa, porque dá trabalho pra eu me livrar!!
E por que eu vou ficar com uma se posso ficar com todas? A catraca anda pra sempre! Viva o Viagra! Nunca a catraca vai parar!
Como todo mundo sabe, não sou a burra.
E também não coloco cabresto em ninguém.
Sempre achei que o melhor era ser compreensiva, amiga, companheira, respeitar o outro etc etc etc e o que eu sempre ganhei com isso foi desrespeito, canalhice, infatilidade e traição.
Se existem homens que dão valor para mulheres com personalidade (mas sem cabresto), que dão valor ao carinho que recebem, a compreensão, ao respeito e que querem compartilhar algo verdadeiro, são poucos e felizes das mulheres que os encontraram.
Pra mim não sobrou ninguém.
Isso é fato, eu devo ter errado em algum lugar, só ainda não sei onde... talvez na minha timidez, mas o que importa?
Ninguém teve a coragem de querer saber o que eu realmente sentia, ninguém teve coragem de conversar cara a cara de forma adulta (era mais fácil deixar uma mensagem no msn terminando), ninguém pensou no que eu ia sofrer quando soubesse que ele estava transando com a burra bixessual gostosa (e imaginando transar com ela e as amigas).
E aí, quando vejo tanta gente feliz eu penso: o que eu fiz de errado? Por que comigo também não pode ser assim? Por que ninguém me quer?
O que faz com que os homens fujam de mim como se eu tivesse uma doença contagiosa? O que me faz tão horripilante?
Não pôr o cabresto neles ou não ser burra?
Ter personalidade,ser tímida, amiga, companheira, divertida... faz sofrer e muito!
Besteiras, futilidades, neuras de uma blogueira pobre que não tem dinheiro pra gastar com sapatos da Gucci, nem bolsas da Louis Vutton, não vai a festas maneiras e muito menos é citada na Vogue... ***Depois de tentar ser chique em Londres, estou de volta***
quarta-feira, outubro 19, 2011
sábado, setembro 17, 2011
Será que era melhor no tempo da Jane Austen?
Assisti hoje ao filme Jane Eyre, baseado no livro de Charlotte Bronte.
Fiquei muito emocionada pela história toda e chorei muito, sou boba assim mesmo.
O filme acabou me dando inspiração para vir aqui e escrever sobre um tema que está bastante tempo na minha cabeça. Sobre a duração do amor e implicações do por que os homens parecem fugir sempre de algo duradouro.
Eu sei, vai ter homem lendo essa postagem e falando: como assim fugimos do amor?
Bem, a experiência que tenho e que vejo o que acontece com amigas, na maioria dos casos, é essa, mas eu sei que existem alguns poucos homens românticos e que não é um rabo (de saia ou não) novo que faz mudar tudo.
Eu estou sempre pensando seriamente por que tantas mulheres lindas, simpáticas, educadas, fofas, inteligente, charmosas, bom papo, engraçadas estão sozinhas...
Sim, tenho várias amigas com todos esses quesitos e que mereceriam (assim como eu) alguém legal do lado, alguém para compartilhar o amor (se é que ele existe, já duvido).
Andei até comentando isso com a Sra Tuppence Beresford sobre parecer que há uma diferença de nível entre homens e mulheres e concordei com ela quando ela disse que "não estamos acima e nem eles abaixo, estamos do lado direito, esquerdo, sei lá, mas estamos em lugares, estágios diferentes".
Sim, a verdade é que parece que homens e mulheres não tem conseguido se entender nesse mundo moderno em que mulheres fazem tudo que homens fazem e que homens machistas, enrustidos ou não, ainda acham que ser livre pra fazer o que se quer é não ser liberta, mas libertina...
Ainda existe algo de estranho e que deixou aí um vão entre nós (eles e nós, mulheres).
É estranho analisar casais, mas na maior parte das vezes você vê cara interessantes com meninas burras e/ou infantis, ou mulheres inteligentes e cabeça aberta com trogloditas...
E, tentando analisar muito esses casos (ah, gente, desculpa, mas tem horas que eu presto muuuito a atenção mesmo!) os caras parecem de saco cheio, mas é melhor ficar com alguém descartável do que alguém que vai durar (não entendo esse medo, juro! alguém me explica?) e mulheres pensam: olha amiga, tô com um imbecil, mas não estou sozinha!
Daí quando eu vejo um filme como Jane Eyre não sai da minha cabeça se realmente um dia as pessoas se amavam tanto assim, se faziam tudo para ficar com as outras, se nada abalava esse amor - ou abalava, mas tinha reviravolta...
Se as pessoas viam a pessoa amada como realmente o ser amado pelo qual se apaixonaram e queriam mesmo estar juntas, seja como fosse.
Porque o que mais eu vejo hoje são relacionamentos de enganação (pra mostrar pros outros que não se está sozinho). E a primeira dificuldade é motivo para terminar com tudo.
Com toda a tecnologia e modernidade que temos, qualquer bobeira, pode ser motivo para o final do relacionamento (bem, mas se já era de fachada...)
E no tempo de uma Jane Austen mocinhas sonhadoras e esperançosas viam seu amor voltar para seus braços, depois até de guerras...
Mas viam mesmo? Ou será que sempre fomos enganadas a pensar que isso existe?
Será que passamos nossa existência procurando alguém que valha a pena e essa pessoa realmente não existe?
Que no momento crucial ele/a irá sumir? (sim, porque mulheres também fazem isso)
Naquele momento de maior precisão você vê que não conta com ninguém?
Igual aquele meu post inspirado em Lost: Live Together Die Alone?
Voltando ao começo... ainda não entendo se é todo um problema sociológico, psicológico ou histórico esses lugares diferentes em que estamos e que é tão difícil homens nos entenderem e nós a entendê-los...
O que me parece é que há coisas mais importantes que amor envolvidas num relaciomento...
Acabo achando que amor não existe... só no tempo das escritoras victorianas...
E se exitiu no tempo delas, hoje está em extinção.
Fiquei muito emocionada pela história toda e chorei muito, sou boba assim mesmo.
O filme acabou me dando inspiração para vir aqui e escrever sobre um tema que está bastante tempo na minha cabeça. Sobre a duração do amor e implicações do por que os homens parecem fugir sempre de algo duradouro.
Eu sei, vai ter homem lendo essa postagem e falando: como assim fugimos do amor?
Bem, a experiência que tenho e que vejo o que acontece com amigas, na maioria dos casos, é essa, mas eu sei que existem alguns poucos homens românticos e que não é um rabo (de saia ou não) novo que faz mudar tudo.
Eu estou sempre pensando seriamente por que tantas mulheres lindas, simpáticas, educadas, fofas, inteligente, charmosas, bom papo, engraçadas estão sozinhas...
Sim, tenho várias amigas com todos esses quesitos e que mereceriam (assim como eu) alguém legal do lado, alguém para compartilhar o amor (se é que ele existe, já duvido).
Andei até comentando isso com a Sra Tuppence Beresford sobre parecer que há uma diferença de nível entre homens e mulheres e concordei com ela quando ela disse que "não estamos acima e nem eles abaixo, estamos do lado direito, esquerdo, sei lá, mas estamos em lugares, estágios diferentes".
Sim, a verdade é que parece que homens e mulheres não tem conseguido se entender nesse mundo moderno em que mulheres fazem tudo que homens fazem e que homens machistas, enrustidos ou não, ainda acham que ser livre pra fazer o que se quer é não ser liberta, mas libertina...
Ainda existe algo de estranho e que deixou aí um vão entre nós (eles e nós, mulheres).
É estranho analisar casais, mas na maior parte das vezes você vê cara interessantes com meninas burras e/ou infantis, ou mulheres inteligentes e cabeça aberta com trogloditas...
E, tentando analisar muito esses casos (ah, gente, desculpa, mas tem horas que eu presto muuuito a atenção mesmo!) os caras parecem de saco cheio, mas é melhor ficar com alguém descartável do que alguém que vai durar (não entendo esse medo, juro! alguém me explica?) e mulheres pensam: olha amiga, tô com um imbecil, mas não estou sozinha!
Daí quando eu vejo um filme como Jane Eyre não sai da minha cabeça se realmente um dia as pessoas se amavam tanto assim, se faziam tudo para ficar com as outras, se nada abalava esse amor - ou abalava, mas tinha reviravolta...
Se as pessoas viam a pessoa amada como realmente o ser amado pelo qual se apaixonaram e queriam mesmo estar juntas, seja como fosse.
Porque o que mais eu vejo hoje são relacionamentos de enganação (pra mostrar pros outros que não se está sozinho). E a primeira dificuldade é motivo para terminar com tudo.
Com toda a tecnologia e modernidade que temos, qualquer bobeira, pode ser motivo para o final do relacionamento (bem, mas se já era de fachada...)
E no tempo de uma Jane Austen mocinhas sonhadoras e esperançosas viam seu amor voltar para seus braços, depois até de guerras...
Mas viam mesmo? Ou será que sempre fomos enganadas a pensar que isso existe?
Será que passamos nossa existência procurando alguém que valha a pena e essa pessoa realmente não existe?
Que no momento crucial ele/a irá sumir? (sim, porque mulheres também fazem isso)
Naquele momento de maior precisão você vê que não conta com ninguém?
Igual aquele meu post inspirado em Lost: Live Together Die Alone?
Voltando ao começo... ainda não entendo se é todo um problema sociológico, psicológico ou histórico esses lugares diferentes em que estamos e que é tão difícil homens nos entenderem e nós a entendê-los...
O que me parece é que há coisas mais importantes que amor envolvidas num relaciomento...
Acabo achando que amor não existe... só no tempo das escritoras victorianas...
E se exitiu no tempo delas, hoje está em extinção.
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quinta-feira, setembro 01, 2011
Capítulo 41: Do cansaço
Não, hoje não falarei de Londres, não diretamente, acredito...
Chega um momento que você tem que aprender algo. E acho que finalmente eu acho que aprendi: a não mais dar toda a atenção possível a um homem.
Finalmente eu cansei de sonhar, ser super compreensiva, respeitar até o irrespeitável.
Eu cansei...
Cansei de ter esperança e fé nas pessoas, ainda mais nos homens...
Sabe aquele cansaço que você fica tão de saco cheio que não quer nem pensar, nem falar no assunto?
É mais ou menos isso... é exaustão.
Estou exausta de dar chances, de acreditar, de esperar, de ficar ansiosa e sonhar...
Chega!
Tá repetitivo, né?
É porque eu já fui muito!(e espero não ser mais)
Deixo sempre que as situações se repitam, porque dou chances demais, acredito demais e, o pior, sonho demais.
A última é que pensei em dar chances pro meu fã, lembram dele?
Pareceu mais maduro ultimamente e acho que na minha solidão e carência, comecei a vê-lo com melhores olhos.
Conversa vai, conversa vem e... desandou, pelo menos pra mim.
Ele não está longe daqui, de certa forma estamos até perto, fisicamente falando, mas quando você ouve a pessoa dizer:
então, quando você puder vir aqui, me avisa
e essa é a última palavra, é porque chegou, né?
Pra mim chegou, afinal, a pessoa esfriou, não deu mais sinal de vida como antes, nada de comentários no facebook, nada de querer falar toda hora, de mensagens, nada...
Tudo isso rolava até eu mostrar o interesse...
Bem, se ele era tão fã, cadê?
Mostrei interesse acabou?
Ganhou e pronto?
Chega um momento que você tem que aprender algo. E acho que finalmente eu acho que aprendi: a não mais dar toda a atenção possível a um homem.
Finalmente eu cansei de sonhar, ser super compreensiva, respeitar até o irrespeitável.
Eu cansei...
Cansei de ter esperança e fé nas pessoas, ainda mais nos homens...
Sabe aquele cansaço que você fica tão de saco cheio que não quer nem pensar, nem falar no assunto?
É mais ou menos isso... é exaustão.
Estou exausta de dar chances, de acreditar, de esperar, de ficar ansiosa e sonhar...
Chega!
Tá repetitivo, né?
É porque eu já fui muito!(e espero não ser mais)
Deixo sempre que as situações se repitam, porque dou chances demais, acredito demais e, o pior, sonho demais.
A última é que pensei em dar chances pro meu fã, lembram dele?
Pareceu mais maduro ultimamente e acho que na minha solidão e carência, comecei a vê-lo com melhores olhos.
Conversa vai, conversa vem e... desandou, pelo menos pra mim.
Ele não está longe daqui, de certa forma estamos até perto, fisicamente falando, mas quando você ouve a pessoa dizer:
então, quando você puder vir aqui, me avisa
e essa é a última palavra, é porque chegou, né?
Pra mim chegou, afinal, a pessoa esfriou, não deu mais sinal de vida como antes, nada de comentários no facebook, nada de querer falar toda hora, de mensagens, nada...
Tudo isso rolava até eu mostrar o interesse...
Bem, se ele era tão fã, cadê?
Mostrei interesse acabou?
Ganhou e pronto?
Achou que era só usar e jogar fora?
Bem, perdeu, amigo... eu não tenho mais paciência, saúde e vontade de brincar.
Bem, perdeu, amigo... eu não tenho mais paciência, saúde e vontade de brincar.
Não brinco mais e espero ser minha última palavra.
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Momento Miranda,
o fã
segunda-feira, agosto 01, 2011
Dating School
Hoje saiu essa matéria no Jornal do Metrô daqui, leia o link e perceba que realmente, a minha impressão dos ingleses não é errada, tanto que agora existe até escola pra aprender a flertar, paquerar...
Dating School
Percebam que as dicas que são dadas já são usadas por qualquer menino do jardim da infância no Brasil rs
Dating School
Percebam que as dicas que são dadas já são usadas por qualquer menino do jardim da infância no Brasil rs
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comparação Londres versus São Paulo,
Dating School,
fórmula do amor
quinta-feira, julho 14, 2011
O difícil mundo do relacionamento com ingleses e entre ingleses
Chega uma hora que você pensa se muitas coisas realmente valem à pena.
Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...
Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...
Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...
Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!
Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.
Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...
Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...
Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...
Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.
E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...
Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.
Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...
Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs
Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.
Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...
Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.
E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?
Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...
Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...
Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...
Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!
Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.
Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...
Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...
Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...
Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.
E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...
Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.
Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...
Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs
Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.
Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...
Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.
E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?
segunda-feira, maio 23, 2011
Bulliyng
Amigos que lêem esse blog, fui obrigada a "pôr cadeado" no meu outro blog e twitter porque estou sofrendo bullying na rede.
Estou sendo "bullyinada" rsrss
Por esse motivo, esse blog também só poderá ser visto por pessoas convidadas.
Todos vocês que acompanham esse blog e o outro, mandem seus emails para mim, para o email que aparece aqui (o da carrie rss).
Vou deixar esse texto aqui no ar por algum tempo até poder fechar e ter certeza que ninguém ficou sem ser convidado.
Obrigada pela paciência em esperar postagens novas e agora demoro mais por saber que lêem e me entendem mal, porque não me conhecem o suficiente para ter a real ideia sobre a minha pessoa - como vocês, que acompanham esse blog, têm.
Mesmo muitos não sendo meus amigos pessoais, mas que se afinizam com o que lêem aqui e me dão respaldo pra continuar.
Beijo para todos!
Estou sendo "bullyinada" rsrss
Por esse motivo, esse blog também só poderá ser visto por pessoas convidadas.
Todos vocês que acompanham esse blog e o outro, mandem seus emails para mim, para o email que aparece aqui (o da carrie rss).
Vou deixar esse texto aqui no ar por algum tempo até poder fechar e ter certeza que ninguém ficou sem ser convidado.
Obrigada pela paciência em esperar postagens novas e agora demoro mais por saber que lêem e me entendem mal, porque não me conhecem o suficiente para ter a real ideia sobre a minha pessoa - como vocês, que acompanham esse blog, têm.
Mesmo muitos não sendo meus amigos pessoais, mas que se afinizam com o que lêem aqui e me dão respaldo pra continuar.
Beijo para todos!
Marcadores:
bullying na rede
terça-feira, março 15, 2011
Menos machismo ou apenas fazendo o trabalho?
Desculpem a ausência nesses meses todos!
Infelizmente o blog ficou parado por muito tempo, preocupações demais nessa cabeça... que semana que vem galga mais um aninho firme nos 30 rs
Bem, a postagem de hoje é sobre o caso que aconteceu com uma amiga que fiz aqui em Londres.
E lá vem mais uma comparação com o Brasil...
Ela esteve numa fase de volta e termina com o namorado, namoro que já durava mais de um ano... altos e baixos, com o dia dos namorados aqui, decidiram voltar, tentar mais uma vez.
Ele queria ver The King's Speech e ela já tinha assistido, mas resolveu rever com ele no cinema. Ele se atrasa, ela cansa. Ele chega comendo lanche do McDonald's diz que estava morrendo de fome e ela fica louca da vida: eu espero tempos por você e você estava no Mc??
Ela, já cansada da situação e vendo que realmente não ia ter jeito. Resolve ir embora e não ver mais o filme com ele.
Ele fica louco de raiva e a puxa pelo braço em plena Leicester Square lotada de gente.
Ela não aceita, tenta se desvencilhar e continua indo a caminho do metrô. Ele volta a segurar o braço dela e a puxa, puxa com força que a leva pela praça no meio da multidão que olha aturdida enquanto ela grita para que ele a solte.
Como todo lugar onde há multidão, há policiais aqui, eles o pararam.
O seguraram, fizeram tirar as mãos dela e o algemaram.
Ela acabou ficando impressionada também.
Os guardas perguntaram para ela se ela o conhecia, com a afirmação, perguntaram se isso era comum, se ele sempre fazia isso, se moravam juntos e se ele batia nela.
Ela, espantada, disse que não, nunca tinha acontecido aquilo e que ela mora com a família, graças a Deus não com ele.
Os guardas mantêm-no preso nas algemas e ele bravo... Os guardas dizem que se algo acontecer, para ela chamá-los sem a menor sombra de dúvida e que o manterão entre algemas até ela pegar o metrô.
Ela fica impressionada e cede: pede para os guardas o soltarem porque sabe que ele não faria mais nada depois disso. Os guardas aceitam a palavra dela, mas não deixam de recomendar: se sofrer alguma violência, não deixe de denunciar.
Ela pegou o metrô, mas ele a seguiu, e ela disse que o denunciaria se continuasse. Ele decidiu ir embora.
Nessa história toda, me impressiona o trabalho correto dos policiais, a primeira coisa que pensei é que no Brasil eles só olhariam o cara arrastando a moça e pensando "briga de marido e mulher ninguém mete a colher" e ainda, como a maioria dos brasileiros machistas diriam: ah, ela deve ter aprontado com ele, é uma vagabunda qualquer... assim como todo mundo pela rua pensaria isso e não se meteriam.
Porque é assim no Brasil, por isso no Brasil existe uma delegacia para a mulher, porque na delegacia comum o homem sempre tem razão, até quando não tem.
E só o susto que deram no cara, ele parece ter aprendido a lição: ele realmente a deixou em paz, porque ele sabe que a justiça aqui é pra todos, que essa de "a mulher é minha, eu sei o que faço" é coisa de brasileiro ou de qualquer outro ser extremamente machista.
Nunca imaginei que policiais poderiam ser tão corretos no seu trabalho sem julgar ninguém. Tiro o chapéu!
Infelizmente o blog ficou parado por muito tempo, preocupações demais nessa cabeça... que semana que vem galga mais um aninho firme nos 30 rs
Bem, a postagem de hoje é sobre o caso que aconteceu com uma amiga que fiz aqui em Londres.
E lá vem mais uma comparação com o Brasil...
Ela esteve numa fase de volta e termina com o namorado, namoro que já durava mais de um ano... altos e baixos, com o dia dos namorados aqui, decidiram voltar, tentar mais uma vez.
Ele queria ver The King's Speech e ela já tinha assistido, mas resolveu rever com ele no cinema. Ele se atrasa, ela cansa. Ele chega comendo lanche do McDonald's diz que estava morrendo de fome e ela fica louca da vida: eu espero tempos por você e você estava no Mc??
Ela, já cansada da situação e vendo que realmente não ia ter jeito. Resolve ir embora e não ver mais o filme com ele.
Ele fica louco de raiva e a puxa pelo braço em plena Leicester Square lotada de gente.
Ela não aceita, tenta se desvencilhar e continua indo a caminho do metrô. Ele volta a segurar o braço dela e a puxa, puxa com força que a leva pela praça no meio da multidão que olha aturdida enquanto ela grita para que ele a solte.
Como todo lugar onde há multidão, há policiais aqui, eles o pararam.
O seguraram, fizeram tirar as mãos dela e o algemaram.
Ela acabou ficando impressionada também.
Os guardas perguntaram para ela se ela o conhecia, com a afirmação, perguntaram se isso era comum, se ele sempre fazia isso, se moravam juntos e se ele batia nela.
Ela, espantada, disse que não, nunca tinha acontecido aquilo e que ela mora com a família, graças a Deus não com ele.
Os guardas mantêm-no preso nas algemas e ele bravo... Os guardas dizem que se algo acontecer, para ela chamá-los sem a menor sombra de dúvida e que o manterão entre algemas até ela pegar o metrô.
Ela fica impressionada e cede: pede para os guardas o soltarem porque sabe que ele não faria mais nada depois disso. Os guardas aceitam a palavra dela, mas não deixam de recomendar: se sofrer alguma violência, não deixe de denunciar.
Ela pegou o metrô, mas ele a seguiu, e ela disse que o denunciaria se continuasse. Ele decidiu ir embora.
Nessa história toda, me impressiona o trabalho correto dos policiais, a primeira coisa que pensei é que no Brasil eles só olhariam o cara arrastando a moça e pensando "briga de marido e mulher ninguém mete a colher" e ainda, como a maioria dos brasileiros machistas diriam: ah, ela deve ter aprontado com ele, é uma vagabunda qualquer... assim como todo mundo pela rua pensaria isso e não se meteriam.
Porque é assim no Brasil, por isso no Brasil existe uma delegacia para a mulher, porque na delegacia comum o homem sempre tem razão, até quando não tem.
E só o susto que deram no cara, ele parece ter aprendido a lição: ele realmente a deixou em paz, porque ele sabe que a justiça aqui é pra todos, que essa de "a mulher é minha, eu sei o que faço" é coisa de brasileiro ou de qualquer outro ser extremamente machista.
Nunca imaginei que policiais poderiam ser tão corretos no seu trabalho sem julgar ninguém. Tiro o chapéu!
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quinta-feira, dezembro 02, 2010
Primeira comparação Brasil-Inglaterra
Andei comparando o comportamento das inglesas quando estão em ação - ou indo pra ação - pra balada... e o das brasileiras.
Não só nesse momento, percebi qual é o comportamento "tradicional" das pessoas aqui e fiz várias comparações com o Brasil.
O que eu vejo é o seguinte, por mais que uma mulher vá para a balada ou apenas se vista para sair à rua aqui parecendo uma prostituta ninguém, eu disse NINGUÉM, se sente no direito de ir ofendê-la ou dizer coisas vulgares, gracinhas, seja o que for, toda mulher aqui tem o direito garantido de ser do jeito que quiser e ninguém tem nada com isso.
Primeira diferença do Brasil... quando é que você não sai toda arrumada para uma festa e todos os homens te olham como se você estivesse se oferecendo para eles?
Não está, claro, mas eles têm esse ranço cultural de sermos objetos do tipo "frango na televisão de cachorro" e isso não tem a ver com conquista no sentido de conhecer aquela pessoa que lhe pareceu especial. Aqui, o caso é conquistador barato, de quem acha que tudo é sua propriedade, praticamente um Bush tomando terras no Oriente Médio e se gabando disso, como se realmente isso estivesse acontecendo.
Os homens no Brasil têm essa ideia de que todas as mulheres estão à disposição deles, que se ela está bem vestida é pra se mostrar pra ele, o pedreirão na boca do lobo na rua, sim, você se vestiu toda linda para ele, E-XA-TA-MEN-TE pra ele te achar a gostosa.
Eu não sei como surgiu essa ideia ou se é uma ideia que perdura no Brasil, essa do homem achar que ser ogro é bonito, mas infelizmente tem mulher tão desesperada que entra nessa e faz com que eles se sintam um príncipe quando na verdade são grandes sapos, não só fisicamente, mas pelo comportamente que têm.
Como eu ia dizendo, as mulheres aqui adoram minissaia, mesmo com o frio e não tem porque não usarem, ninguém as incomoda, no máximo, você verá os homens dando olhadas discretas nas pernas delas, beeeem discretos.
Claro que pode ser um pouco demais, como duas que vi andando de bicicleta de saia - se usa muito a bicicleta como meio de transporte aqui, todas as idades se locomovem com as bikes.
A primeira, estava com uma saia esvoaçante, o primeiro vento e lá pro alto a saia...
E não se viu um homem ou qualquer pessoa parada olhando e gritando "êee bundão, hein?" NINGUÉM!
Ela estava de meia-calça, sempre usam com saia, e eu lembrei na hora da cena de Bridge Jones quando ela cai de bunda na câmera, foi uma visão mais ou menos como essa rs mas ninguém se meteu na história e ela continuou seu trajeto.
A outra de bicicleta estava com um saia justa, se via todo o fundilho da... meia-calça... mas é meio... complicado, mas ninguém se acha no direito de falar algo pra alguém andando de bicicleta assim na rua.
O mais interessante de tudo isso é que a mulher pode se sentir tranquila e usar o que quiser sem receio de "o mecânico da esquina vai mexer comigo, vou atravessar a rua antes de passar lá", as inglesas não sabem o que é isso.
E se um cara resolver mexer, três coisas podem acontecer: a mulher nem olhar pra cara dele, desprezo total, ela pode o xingar (se pegar um da pá virada, pode apanhar, ainda mais se for uma grandona) e ser defendida por outros homens que acharão um cara totalmente doente o que fala coisas para mulheres na rua.
Não só nesse momento, percebi qual é o comportamento "tradicional" das pessoas aqui e fiz várias comparações com o Brasil.
O que eu vejo é o seguinte, por mais que uma mulher vá para a balada ou apenas se vista para sair à rua aqui parecendo uma prostituta ninguém, eu disse NINGUÉM, se sente no direito de ir ofendê-la ou dizer coisas vulgares, gracinhas, seja o que for, toda mulher aqui tem o direito garantido de ser do jeito que quiser e ninguém tem nada com isso.
Primeira diferença do Brasil... quando é que você não sai toda arrumada para uma festa e todos os homens te olham como se você estivesse se oferecendo para eles?
Não está, claro, mas eles têm esse ranço cultural de sermos objetos do tipo "frango na televisão de cachorro" e isso não tem a ver com conquista no sentido de conhecer aquela pessoa que lhe pareceu especial. Aqui, o caso é conquistador barato, de quem acha que tudo é sua propriedade, praticamente um Bush tomando terras no Oriente Médio e se gabando disso, como se realmente isso estivesse acontecendo.
Os homens no Brasil têm essa ideia de que todas as mulheres estão à disposição deles, que se ela está bem vestida é pra se mostrar pra ele, o pedreirão na boca do lobo na rua, sim, você se vestiu toda linda para ele, E-XA-TA-MEN-TE pra ele te achar a gostosa.
Eu não sei como surgiu essa ideia ou se é uma ideia que perdura no Brasil, essa do homem achar que ser ogro é bonito, mas infelizmente tem mulher tão desesperada que entra nessa e faz com que eles se sintam um príncipe quando na verdade são grandes sapos, não só fisicamente, mas pelo comportamente que têm.
Como eu ia dizendo, as mulheres aqui adoram minissaia, mesmo com o frio e não tem porque não usarem, ninguém as incomoda, no máximo, você verá os homens dando olhadas discretas nas pernas delas, beeeem discretos.
Claro que pode ser um pouco demais, como duas que vi andando de bicicleta de saia - se usa muito a bicicleta como meio de transporte aqui, todas as idades se locomovem com as bikes.
A primeira, estava com uma saia esvoaçante, o primeiro vento e lá pro alto a saia...
E não se viu um homem ou qualquer pessoa parada olhando e gritando "êee bundão, hein?" NINGUÉM!
Ela estava de meia-calça, sempre usam com saia, e eu lembrei na hora da cena de Bridge Jones quando ela cai de bunda na câmera, foi uma visão mais ou menos como essa rs mas ninguém se meteu na história e ela continuou seu trajeto.
A outra de bicicleta estava com um saia justa, se via todo o fundilho da... meia-calça... mas é meio... complicado, mas ninguém se acha no direito de falar algo pra alguém andando de bicicleta assim na rua.
O mais interessante de tudo isso é que a mulher pode se sentir tranquila e usar o que quiser sem receio de "o mecânico da esquina vai mexer comigo, vou atravessar a rua antes de passar lá", as inglesas não sabem o que é isso.
E se um cara resolver mexer, três coisas podem acontecer: a mulher nem olhar pra cara dele, desprezo total, ela pode o xingar (se pegar um da pá virada, pode apanhar, ainda mais se for uma grandona) e ser defendida por outros homens que acharão um cara totalmente doente o que fala coisas para mulheres na rua.
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quarta-feira, outubro 27, 2010
Primeira História Londrina
Para quem ainda não sabe, estou em Londres, há dois meses, e ando prestando atenção em como as pessoas vivem por aqui.
Meu primeiro contato foi num bairro distante do centro um lugar delicioso de se morar e... ter filhos!
Porque a grande maioria das mulheres por lá são donas de casa... engraçado... a gente pensa que vai chegar numa cidade como Londres e só ver mulher executiva... e o que eu mais vi nesse bairro foram mães e filhos...
A grande maioria das mulheres anda pra cima e pra baixo com seus carrinhos de bebê, alguns eu apelidei de "beliche" pq tem dois andares, pra duas crianças.
Sempre pensei que a Europa toda estivesse querendo ter menos filhos, mas vi que os ingleses não. O interessante é que a maioria quer ter filhos e não apenas um.
Percebi também que a maioria das mulheres parece bem nesse papel de mãe, parece que não estão tão preocupadas com a carreira que deixaram... talvez estejam numa de "desperate housewifes" quem sabe?
Conheci uma brasileira com filhos pequenos aqui, ela me disse que as mães das outras crianças não são muito amigas dela porque ela, como brasileira, é expansiva, e eles preferem pessoas fechadonas, como eles. E que existe um coisa meio infantil entre elas, querem fazer amizade com a mãe mais legal.
Sabe a mãe popular? parece que isso não muda...
A brasileira me contou que percebe quando uma quer ser amiga da outra, o problema é que nem sempre as crianças querem ser amigas dos filhos das mulheres que elas querem pra amigas... uma coisa meio maluca... coisa de quem parece não saiu da adolescência...
Com isso, percebi que elas têm que inventar algo nesse dia a dia dedicado aos filhos... algo próximo à idade deles...
Vendo os casais, também percebi que nem tudo são flores, apesar de ver muitos homens passeando com os filhos e perceber que eles cuidam mesmo das crianças, na maioria das vezes.
Nem tudo são flores principalmente pra muitas brasileiras que casam com estrangeiros, não só com ingleses, mas homens de outras culturas.
Essa brasileira é casada com um iraniano, criado numa cultura totalmente machista e ela me pareceu muito, muito sozinha, apesar do marido.
Não tenho certeza, mas pela nossa conversa, ela tem a mesma idade que eu, chegou cedo aqui, estudou bastante, fez até faculdade, mas se casou, teve filhos e virou dona de casa. E realmente parece tudo que ela não queria...
Ela demonstra muito querer um trabalho, porque é uma pessoa muito comunicativa, gosta de lidar com gente, não aguenta mais ficar em casa o dia todo. E aqui é cada um na sua casa e nem param para bater um papo com a vizinha.
Ela me convidou, sem o marido saber, para trabalhar como babysitter para ela, mas ela não poderia me pagar muito e não pude aceitar, era realmente muuuuito pouco, mas era o que ela conseguia do marido.
Ela me falava que seria tão bom se eu mudasse lá, porque depois do jantar, poderíamos bater papo enquanto lavávamos a louça e assistir filmes...
... daí eu pensei: e o marido? Não deveria ser ele a fazer esse papel?
Engraçado que era só eu falar que a casa onde morava o casal tinha problemas pra ela falar "quem não tem" e outra brasileira que encontrei falou o mesmo... engraçado... e o felizes para sempre?
Não, eu sei... não dá pra ser tudo um mar de rosas sempre, mas só vejo gente junta com problema...
Essa brasileira parecia muito próxima da depressão... acho que faltava carinho do marido e que ele tentasse ver que mora num lugar onde a mulher não é escrava do homem.
Ela contou que ele diz "quem sustenta a casa sou eu, eu falo o que deve ser feito, o dinheiro é meu, eu que trabalho, quem põe dinheiro aqui sou eu". Ela dizendo que não tem vergonha nenhuma de pegar roupa usava pras crianças pra economizar dinheiro e ele não vê nada disso...
Percebi que ela estava num estágio de perder a paciência com as crianças (um de 4 e outra de quase 2), porque ela não estava aguentando a monotonia do lar, queria ser livre, queria poder fazer o que quisesse, queria criar os filhos de forma diferente.
Para mim, a solução no caso dela seria voltar ao Brasil: ela tem certificados de inglês, poderia dar aulas fácil depois de 14 anos de Londres, a mãe poderia olhar os filhos, teria família pra conversar, teria amigos.
Quanto ao marido, não sei se ela tem em algum lugar.... e isso é muito triste... me parece tão frustrante...
E fico imaginando, poderia ser eu...
Meu primeiro contato foi num bairro distante do centro um lugar delicioso de se morar e... ter filhos!
Porque a grande maioria das mulheres por lá são donas de casa... engraçado... a gente pensa que vai chegar numa cidade como Londres e só ver mulher executiva... e o que eu mais vi nesse bairro foram mães e filhos...
A grande maioria das mulheres anda pra cima e pra baixo com seus carrinhos de bebê, alguns eu apelidei de "beliche" pq tem dois andares, pra duas crianças.
Sempre pensei que a Europa toda estivesse querendo ter menos filhos, mas vi que os ingleses não. O interessante é que a maioria quer ter filhos e não apenas um.
Percebi também que a maioria das mulheres parece bem nesse papel de mãe, parece que não estão tão preocupadas com a carreira que deixaram... talvez estejam numa de "desperate housewifes" quem sabe?
Conheci uma brasileira com filhos pequenos aqui, ela me disse que as mães das outras crianças não são muito amigas dela porque ela, como brasileira, é expansiva, e eles preferem pessoas fechadonas, como eles. E que existe um coisa meio infantil entre elas, querem fazer amizade com a mãe mais legal.
Sabe a mãe popular? parece que isso não muda...
A brasileira me contou que percebe quando uma quer ser amiga da outra, o problema é que nem sempre as crianças querem ser amigas dos filhos das mulheres que elas querem pra amigas... uma coisa meio maluca... coisa de quem parece não saiu da adolescência...
Com isso, percebi que elas têm que inventar algo nesse dia a dia dedicado aos filhos... algo próximo à idade deles...
Vendo os casais, também percebi que nem tudo são flores, apesar de ver muitos homens passeando com os filhos e perceber que eles cuidam mesmo das crianças, na maioria das vezes.
Nem tudo são flores principalmente pra muitas brasileiras que casam com estrangeiros, não só com ingleses, mas homens de outras culturas.
Essa brasileira é casada com um iraniano, criado numa cultura totalmente machista e ela me pareceu muito, muito sozinha, apesar do marido.
Não tenho certeza, mas pela nossa conversa, ela tem a mesma idade que eu, chegou cedo aqui, estudou bastante, fez até faculdade, mas se casou, teve filhos e virou dona de casa. E realmente parece tudo que ela não queria...
Ela demonstra muito querer um trabalho, porque é uma pessoa muito comunicativa, gosta de lidar com gente, não aguenta mais ficar em casa o dia todo. E aqui é cada um na sua casa e nem param para bater um papo com a vizinha.
Ela me convidou, sem o marido saber, para trabalhar como babysitter para ela, mas ela não poderia me pagar muito e não pude aceitar, era realmente muuuuito pouco, mas era o que ela conseguia do marido.
Ela me falava que seria tão bom se eu mudasse lá, porque depois do jantar, poderíamos bater papo enquanto lavávamos a louça e assistir filmes...
... daí eu pensei: e o marido? Não deveria ser ele a fazer esse papel?
Engraçado que era só eu falar que a casa onde morava o casal tinha problemas pra ela falar "quem não tem" e outra brasileira que encontrei falou o mesmo... engraçado... e o felizes para sempre?
Não, eu sei... não dá pra ser tudo um mar de rosas sempre, mas só vejo gente junta com problema...
Essa brasileira parecia muito próxima da depressão... acho que faltava carinho do marido e que ele tentasse ver que mora num lugar onde a mulher não é escrava do homem.
Ela contou que ele diz "quem sustenta a casa sou eu, eu falo o que deve ser feito, o dinheiro é meu, eu que trabalho, quem põe dinheiro aqui sou eu". Ela dizendo que não tem vergonha nenhuma de pegar roupa usava pras crianças pra economizar dinheiro e ele não vê nada disso...
Percebi que ela estava num estágio de perder a paciência com as crianças (um de 4 e outra de quase 2), porque ela não estava aguentando a monotonia do lar, queria ser livre, queria poder fazer o que quisesse, queria criar os filhos de forma diferente.
Para mim, a solução no caso dela seria voltar ao Brasil: ela tem certificados de inglês, poderia dar aulas fácil depois de 14 anos de Londres, a mãe poderia olhar os filhos, teria família pra conversar, teria amigos.
Quanto ao marido, não sei se ela tem em algum lugar.... e isso é muito triste... me parece tão frustrante...
E fico imaginando, poderia ser eu...
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segunda-feira, agosto 30, 2010
Live together, die alone
Esse blog sempre teve o intuito de falar da vida da mulher solteira depois dos 30 ou daquelas que estão chegando lá.
Durante esse tempo que fiquei sem escrever, ouvi depoimentos de mulheres mais velhas que me falaram de uma outra questão. O que me contaram não saiu da cabeça e eu só pensava nessa frase título do post - de Lost.
As mulheres acima dos 50 ganham um novo dilema, foi o que conferi, seja solteira ou casada, a máxima do Dr. Jack Sheppard fica muito presente nessa fase da vida.
A primeira foi uma senhora solteira, por volta dos 78 anos que disse para que eu me "arranjasse", estava na hora, porque é triste ficar como ela, sozinha, e nunca poderia esperar nada dos sobrinhos.
Isso mexeu comigo, fiquei deprimida, pensei no assunto, só que aí vi o outro lado da história: a cunhada dessa senhora é viúva, os filhos moram muito longe e só se falam por telefone. Pessoalmente, só uma vez por ano e essa outra senhora, adoentada por conta da idade, vive sozinha na casa cheia de escadas que ela não consegue usar.
Ou seja: ela teve marido, teve filhos e também está sozinha, também se sente solitária e saudosa do tempo em que todos viviam do lado dela.
A terceira senhora, por volta dos 53, viúva mas vive com outro homem hoje. Disse-me que nunca dependeu de homem pra nada e não seria agora.
O amor acabou, apenas vivem no mesmo teto, mesmo ela sabendo de coisas ruins - envolvendo dinheiro - que esse "companheiro" fez. Por esses problemas financeiros ainda o atura em casa, mas diz que não tem absolutamente nada com ele, que não vê a hora de resolver esse problema pra que ela possa se sentir livre dele (mas se ele quiser, poderá ficar ainda na mesma casa que ela). Ela também está sozinha, e o pior: se enganando, pois disse-me: não preciso de homem pra cuidar de mim, sempre cuidei sozinha de mim e, afinal, pra que se cria um filho?
Cria-se filho para o mundo, não para ser nosso amparo na velhice. Se ele retribuir tudo o que se fez por ele, ótimo, mas nem sempre as coisas são assim, seja porque o filho não quer, seja porque ele simplesmente não pode.
Durante esse tempo que fiquei sem escrever, ouvi depoimentos de mulheres mais velhas que me falaram de uma outra questão. O que me contaram não saiu da cabeça e eu só pensava nessa frase título do post - de Lost.
As mulheres acima dos 50 ganham um novo dilema, foi o que conferi, seja solteira ou casada, a máxima do Dr. Jack Sheppard fica muito presente nessa fase da vida.
A primeira foi uma senhora solteira, por volta dos 78 anos que disse para que eu me "arranjasse", estava na hora, porque é triste ficar como ela, sozinha, e nunca poderia esperar nada dos sobrinhos.
Isso mexeu comigo, fiquei deprimida, pensei no assunto, só que aí vi o outro lado da história: a cunhada dessa senhora é viúva, os filhos moram muito longe e só se falam por telefone. Pessoalmente, só uma vez por ano e essa outra senhora, adoentada por conta da idade, vive sozinha na casa cheia de escadas que ela não consegue usar.
Ou seja: ela teve marido, teve filhos e também está sozinha, também se sente solitária e saudosa do tempo em que todos viviam do lado dela.
A terceira senhora, por volta dos 53, viúva mas vive com outro homem hoje. Disse-me que nunca dependeu de homem pra nada e não seria agora.
O amor acabou, apenas vivem no mesmo teto, mesmo ela sabendo de coisas ruins - envolvendo dinheiro - que esse "companheiro" fez. Por esses problemas financeiros ainda o atura em casa, mas diz que não tem absolutamente nada com ele, que não vê a hora de resolver esse problema pra que ela possa se sentir livre dele (mas se ele quiser, poderá ficar ainda na mesma casa que ela). Ela também está sozinha, e o pior: se enganando, pois disse-me: não preciso de homem pra cuidar de mim, sempre cuidei sozinha de mim e, afinal, pra que se cria um filho?
Cria-se filho para o mundo, não para ser nosso amparo na velhice. Se ele retribuir tudo o que se fez por ele, ótimo, mas nem sempre as coisas são assim, seja porque o filho não quer, seja porque ele simplesmente não pode.
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quarta-feira, julho 14, 2010
Nova teoria...
Minha nova teoria parecia simples, ao meus olhos, pelo menos, mas fiquei pensando e percebi não é tão simples assim...
Vamos lá:
Quem beija mal faz tudo mal e quem beija bem... nem preciso dizer, né? Somente: UAU!!!
Mr. Big beija mal, ele apareceu primeiro por aqui, mas não é igual ao Mr. Big da Carrie Rica, é o contrário: meu ex-Mr.Big é mais novo que eu.
Já o Aidan da minha vida, que apareceu depois, é um tipo mais velho e charmoso, e beija... como beija!!!
Papéis invertidos na vida real pra mim...
Eu sempre tive uma esperancinha de que as coisas com Big fossem mudar, mesmo ele beijando mal, entende? Por exemplo: uma hora engrena... (ou cancrena... no final das contas...).
As coisas não tiveram tempo de engrenarem, mas acho que ele começou a beijar melhor nos últimos tempos.
Com certeza aprendeu comigo.
Ele sempre disse que eu beijava muito bem, assim como Aidan sempre disse isso.
A impressão que tenho com eles dois é que se você começa mal, termina mal (do beijo ao último suspiro rs). Se toda pessoa que beijar mal fizer o resto mal, isso será um grande problema e pode ser que alguém venha aqui e me diga "meu/minha namorado/a beija mal mas..."
e vou gostar de pôr minha teoria por terra.
Talvez a idade influencie: a pressão de estar com uma mulher um pouco mais velha (nem era tanto, só 4 anos), a ansiedade da pessoa, a afobação da pessoa e talvez até a experiência...
Mr. Big não me pareceu muito experiente desde o primeiro beijo e, apesar de todo amor que sentia por ele e toda as concessões que eu tenha feito, ele não parecia preparado. Não parecia realmente saber direito o que estava fazendo, parecia que estava tentando pôr em prática o que sabia muito mais em teoria...
E, eu, apaixonada, deixava as coisas passarem, mesmo quando de alguma forma ele botasse a culpa em mim.
Essa culpa em mim me encasquetou... eu beijava bem, mas não estava "contribuindo" e até o cansava????
Resolvi tirar à prova...
Parece uma coisa maluca, mas tive um novo affair com Aidan.
Aidan talvez tenha mesmo a favor a experiência: sabe exatamente o que uma mulher gosta e deseja, não precisa falar...
Tem certeza do que está fazendo (ou pelo menos é o que demonstra), em nenhum momento me disse que eu não estava "contribuindo" e que eu o cansava, em nenhum momento precisamos nos entender. Nos entendemos perfeitamente. E tudo começa com o beijo. Perfeito.
Tirando a prova com Aidan pude perceber que sim, que eu não faço nada de errado, faço certo, só talvez não fique tão a vontade com Mr. Big, por Mr. Big não ter tanta confiança em si e não ter deixado um espaço para que eu pudesse dizer do que eu realmente gosto e todas as outras mulheres (e que agora não vai mais saber, vai ter que descobrir sozinho... eu? fazer caridade? de jeito nenhum!). E talvez devesse ter tirado a prova com Mr. Big também, mas do tipo "por que você está dizendo isso? o que está dando errado? será que realmente sou eu?"
Prova tirada com Aidan: não, eu não faço nada errado, pelo contrário, sou muito boa desde o beijo rs
Mas eu precisava disso pra me sentir melhor, pra me sentir uma mulher completa.
Se a teoria é válida eu não sei... mas ficarei esperta com os próximos beijos e certa da minha competência e completude.
Vamos lá:
Quem beija mal faz tudo mal e quem beija bem... nem preciso dizer, né? Somente: UAU!!!
Mr. Big beija mal, ele apareceu primeiro por aqui, mas não é igual ao Mr. Big da Carrie Rica, é o contrário: meu ex-Mr.Big é mais novo que eu.
Já o Aidan da minha vida, que apareceu depois, é um tipo mais velho e charmoso, e beija... como beija!!!
Papéis invertidos na vida real pra mim...
Eu sempre tive uma esperancinha de que as coisas com Big fossem mudar, mesmo ele beijando mal, entende? Por exemplo: uma hora engrena... (ou cancrena... no final das contas...).
As coisas não tiveram tempo de engrenarem, mas acho que ele começou a beijar melhor nos últimos tempos.
Com certeza aprendeu comigo.
Ele sempre disse que eu beijava muito bem, assim como Aidan sempre disse isso.
A impressão que tenho com eles dois é que se você começa mal, termina mal (do beijo ao último suspiro rs). Se toda pessoa que beijar mal fizer o resto mal, isso será um grande problema e pode ser que alguém venha aqui e me diga "meu/minha namorado/a beija mal mas..."
e vou gostar de pôr minha teoria por terra.
Talvez a idade influencie: a pressão de estar com uma mulher um pouco mais velha (nem era tanto, só 4 anos), a ansiedade da pessoa, a afobação da pessoa e talvez até a experiência...
Mr. Big não me pareceu muito experiente desde o primeiro beijo e, apesar de todo amor que sentia por ele e toda as concessões que eu tenha feito, ele não parecia preparado. Não parecia realmente saber direito o que estava fazendo, parecia que estava tentando pôr em prática o que sabia muito mais em teoria...
E, eu, apaixonada, deixava as coisas passarem, mesmo quando de alguma forma ele botasse a culpa em mim.
Essa culpa em mim me encasquetou... eu beijava bem, mas não estava "contribuindo" e até o cansava????
Resolvi tirar à prova...
Parece uma coisa maluca, mas tive um novo affair com Aidan.
Aidan talvez tenha mesmo a favor a experiência: sabe exatamente o que uma mulher gosta e deseja, não precisa falar...
Tem certeza do que está fazendo (ou pelo menos é o que demonstra), em nenhum momento me disse que eu não estava "contribuindo" e que eu o cansava, em nenhum momento precisamos nos entender. Nos entendemos perfeitamente. E tudo começa com o beijo. Perfeito.
Tirando a prova com Aidan pude perceber que sim, que eu não faço nada de errado, faço certo, só talvez não fique tão a vontade com Mr. Big, por Mr. Big não ter tanta confiança em si e não ter deixado um espaço para que eu pudesse dizer do que eu realmente gosto e todas as outras mulheres (e que agora não vai mais saber, vai ter que descobrir sozinho... eu? fazer caridade? de jeito nenhum!). E talvez devesse ter tirado a prova com Mr. Big também, mas do tipo "por que você está dizendo isso? o que está dando errado? será que realmente sou eu?"
Prova tirada com Aidan: não, eu não faço nada errado, pelo contrário, sou muito boa desde o beijo rs
Mas eu precisava disso pra me sentir melhor, pra me sentir uma mulher completa.
Se a teoria é válida eu não sei... mas ficarei esperta com os próximos beijos e certa da minha competência e completude.
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sexta-feira, junho 18, 2010
A Ficada
Ficar começou a ter esse nome, que eu me lembre, nos anos 90.
Quando eu era uma adolescente.
Era uma coisa nova, ainda não entendíamos muito bem como isso funcionava, fomos os primeiros cobaias dessa nova "experiência afetiva".
Claro que eu imagino que passados quase 20 anos as novas gerações estejam mais "escaldadas" quanto ao "ficar e só ficar, nada mais que ficar". Que emperrava bem o pessoal da minha geração, fã de Nirvana com cabelos cortados à la Anthony Kiedes e camisetas de flanela.
Os anos passaram e fomos entendendo direito como era esse negócio de ficar e aprendendo a lidar com esse ter e não ter alguém, ou ter alguém com você por alguns momentos...
Mas não é muito diferente do que é um relacionamento mais, digamos, sério, é?
Afinal, você também passa alguns momentos com alguém...
Dizem que a diferença é amar, estar apaixonado um pelo outro.
Vendo os adolescentes de hoje tão descolados na arte da ficada fiquei pensando, para eles parece mais simples, ficou e acabou. Talvez não seja, só dê essa impressão.
Mas observando bem, comecei a pensar em carência afetiva, algo como querer matar uma carência por alguns minutos.
Quantas vezes não temos carinho de ninguém e naquele momento temos um abraço gostoso, quente e proveitoso?
Um se sentir bem sem compromisso, como se fosse um alívio para uma pressão, um estress, uma dor no peito, um vazio...
Acho muito válida a experiência, é quase como aprender a se sentir bem, se deleitar com o outro, mas sem precisar ter cobranças futuras.
Quase um amor livre? Pode ser...
Já tive uma época em que achava que não dava pra ficar só por ficar, tinha que estar realmente interessada na pessoa, mesmo que não fosse isso que o outro pensava... e sofria.
Um dia, desencantada com um final de namoro que me deprimiu, um rapaz no trem, sentado no banco que fica de lado e eu na janelinha, percebi, pelo reflexo do vidro, não tirava os olhos de mim.
No começo achei engraçado, um garoto... será que estava mesmo olhando pra mim ou era só minha imaginação?
E realmente ele continou a me olhar até que puxou conversa. Por ele, teria me beijado ali na frente de todo mundo, na hora, eu não aceitei, claro, seria modernidade demais pra mim...
Queria saber minha idade, eu perguntei se importava, eu já com 31 ou 32, ele disse que não e que ele tinha 21 ou 22, não lembro.
Ele desceu na minha estação passou a catraca e ficou comigo, ali na plataforma de espera dos ônibus, perdeu o outro trem que ele teria que pegar.
Adorou meu beijo, adorou meu jeito. E eu como estava meio com a estima baixa me senti feliz, foi como acordar para a vida novamente.
Ele pediu meu telefone, marquei na mão dele, mas sabia que ele não me ligaria.
E não me importei, valeu por aquele momento de troca de carinho e por me sentir uma mulher desejada de novo.
Quando eu era uma adolescente.
Era uma coisa nova, ainda não entendíamos muito bem como isso funcionava, fomos os primeiros cobaias dessa nova "experiência afetiva".
Claro que eu imagino que passados quase 20 anos as novas gerações estejam mais "escaldadas" quanto ao "ficar e só ficar, nada mais que ficar". Que emperrava bem o pessoal da minha geração, fã de Nirvana com cabelos cortados à la Anthony Kiedes e camisetas de flanela.
Os anos passaram e fomos entendendo direito como era esse negócio de ficar e aprendendo a lidar com esse ter e não ter alguém, ou ter alguém com você por alguns momentos...
Mas não é muito diferente do que é um relacionamento mais, digamos, sério, é?
Afinal, você também passa alguns momentos com alguém...
Dizem que a diferença é amar, estar apaixonado um pelo outro.
Vendo os adolescentes de hoje tão descolados na arte da ficada fiquei pensando, para eles parece mais simples, ficou e acabou. Talvez não seja, só dê essa impressão.
Mas observando bem, comecei a pensar em carência afetiva, algo como querer matar uma carência por alguns minutos.
Quantas vezes não temos carinho de ninguém e naquele momento temos um abraço gostoso, quente e proveitoso?
Um se sentir bem sem compromisso, como se fosse um alívio para uma pressão, um estress, uma dor no peito, um vazio...
Acho muito válida a experiência, é quase como aprender a se sentir bem, se deleitar com o outro, mas sem precisar ter cobranças futuras.
Quase um amor livre? Pode ser...
Já tive uma época em que achava que não dava pra ficar só por ficar, tinha que estar realmente interessada na pessoa, mesmo que não fosse isso que o outro pensava... e sofria.
Um dia, desencantada com um final de namoro que me deprimiu, um rapaz no trem, sentado no banco que fica de lado e eu na janelinha, percebi, pelo reflexo do vidro, não tirava os olhos de mim.
No começo achei engraçado, um garoto... será que estava mesmo olhando pra mim ou era só minha imaginação?
E realmente ele continou a me olhar até que puxou conversa. Por ele, teria me beijado ali na frente de todo mundo, na hora, eu não aceitei, claro, seria modernidade demais pra mim...
Queria saber minha idade, eu perguntei se importava, eu já com 31 ou 32, ele disse que não e que ele tinha 21 ou 22, não lembro.
Ele desceu na minha estação passou a catraca e ficou comigo, ali na plataforma de espera dos ônibus, perdeu o outro trem que ele teria que pegar.
Adorou meu beijo, adorou meu jeito. E eu como estava meio com a estima baixa me senti feliz, foi como acordar para a vida novamente.
Ele pediu meu telefone, marquei na mão dele, mas sabia que ele não me ligaria.
E não me importei, valeu por aquele momento de troca de carinho e por me sentir uma mulher desejada de novo.
quinta-feira, maio 27, 2010
Capítulo 40: beleza é fundamental?
Lembrei de uma coisa engraçada...
Dia desses peguei um ônibus com uma amiga, passávamos pela Consolação (não, não foi na Quinta Avenida...) e dentro deste ônibus havia um rapaz que eu conhecia da época da faculdade.
Nunca fomos apresentados, na verdade, ele sempre pegava ônibus no mesmo ponto que eu (como o Nerd, lembram dele?). E eu percebia que ele estava beeeeem a fim de mim, mas eu não dava bola pra ele, achava-o super novo - era calouro - cheio de espinhas e eu sonhava com um cara que era apaixonada ainda... (e que era um deus grego!), mas que só me enxergava como amiga e eu já havia perdido o contato... mas sonhava, iludida, que o reencontraria o mais breve possível...
O rapaz estava sempre me olhando, dava umas olhadas de "seca pimenteira" e eu desfazendo do coitado... um tempo depois, ele começou a namorar uma menina da mesma faculdade que eu. Ele adorava passar por mim pra mostrar que tinha namorada e parecia dizer "entra na fila!", mas eu não estava nem aí, achava bom por ele e continuava na minha ilusão.
Mesmo assim ele continuava de olho em mim...
Ao encontrá-lo no ônibus, sem espinhas, achei muito engraçado tudo aquilo... não sei se ele me reconheceu, pode ser. Mas eu assustei de vê-lo, tanto tempo depois, num ônibus.
Disse pra essa minha amiga que contaria a história e estava devendo há muito!
Só que minha ilusão pelo "Fenômeno" (ele tem o mesmo nome) era muito grande.
Eu tinha aquela ideia de que pra amar teria que ser um cara lindo, maravilhoso, de babar, ninguém chegava aos pés dele...
Perdi várias oportunidades na faculdade, havia outro bonitinho que parecia interessado e eu nem aí também, colocava defeitos do tipo "ele tem perna fina"... é, o outro tinha pernas de jogador MESMO...
E eu fui continuando iludida por anos (sério!!), eu não sei o que deu na minha cabeça naquela época... sei que achava que não havia ninguém que pudesse ser melhor.
Hoje fico pensando o quanto essa paixão platônica me consumiu, quanto eu perdi tempo com aquilo e quanto me iludi sem motivo algum - nenhunzinho!
Sei que a maioria das meninas, adolescentes, sempre sonham com o cara da capa da revista, da série, da banda preferida e acho que eu passei muito tempo assim.
Depois de muito tempo, quando se amadurece, é que se percebe que beleza não é tudo - claro, você sente atração pela pessoa, pelo físico -, mas não a enche de defeitos e aceita que você também não é uma deusa grega...
Essa fase de ilusão é comum, acho que faz parte da vida feminina: do príncipe encantado para o homem comum. Fase que eu demorei a sair...
O importante é não achar que todos são sapos... mesmo que passem alguns ogros por nossa vida.
Acho que a Bela e a Fera queria dizer isso, só agora entendi rs
Dia desses peguei um ônibus com uma amiga, passávamos pela Consolação (não, não foi na Quinta Avenida...) e dentro deste ônibus havia um rapaz que eu conhecia da época da faculdade.
Nunca fomos apresentados, na verdade, ele sempre pegava ônibus no mesmo ponto que eu (como o Nerd, lembram dele?). E eu percebia que ele estava beeeeem a fim de mim, mas eu não dava bola pra ele, achava-o super novo - era calouro - cheio de espinhas e eu sonhava com um cara que era apaixonada ainda... (e que era um deus grego!), mas que só me enxergava como amiga e eu já havia perdido o contato... mas sonhava, iludida, que o reencontraria o mais breve possível...
O rapaz estava sempre me olhando, dava umas olhadas de "seca pimenteira" e eu desfazendo do coitado... um tempo depois, ele começou a namorar uma menina da mesma faculdade que eu. Ele adorava passar por mim pra mostrar que tinha namorada e parecia dizer "entra na fila!", mas eu não estava nem aí, achava bom por ele e continuava na minha ilusão.
Mesmo assim ele continuava de olho em mim...
Ao encontrá-lo no ônibus, sem espinhas, achei muito engraçado tudo aquilo... não sei se ele me reconheceu, pode ser. Mas eu assustei de vê-lo, tanto tempo depois, num ônibus.
Disse pra essa minha amiga que contaria a história e estava devendo há muito!
Só que minha ilusão pelo "Fenômeno" (ele tem o mesmo nome) era muito grande.
Eu tinha aquela ideia de que pra amar teria que ser um cara lindo, maravilhoso, de babar, ninguém chegava aos pés dele...
Perdi várias oportunidades na faculdade, havia outro bonitinho que parecia interessado e eu nem aí também, colocava defeitos do tipo "ele tem perna fina"... é, o outro tinha pernas de jogador MESMO...
E eu fui continuando iludida por anos (sério!!), eu não sei o que deu na minha cabeça naquela época... sei que achava que não havia ninguém que pudesse ser melhor.
Hoje fico pensando o quanto essa paixão platônica me consumiu, quanto eu perdi tempo com aquilo e quanto me iludi sem motivo algum - nenhunzinho!
Sei que a maioria das meninas, adolescentes, sempre sonham com o cara da capa da revista, da série, da banda preferida e acho que eu passei muito tempo assim.
Depois de muito tempo, quando se amadurece, é que se percebe que beleza não é tudo - claro, você sente atração pela pessoa, pelo físico -, mas não a enche de defeitos e aceita que você também não é uma deusa grega...
Essa fase de ilusão é comum, acho que faz parte da vida feminina: do príncipe encantado para o homem comum. Fase que eu demorei a sair...
O importante é não achar que todos são sapos... mesmo que passem alguns ogros por nossa vida.
Acho que a Bela e a Fera queria dizer isso, só agora entendi rs
sexta-feira, abril 23, 2010
Capítulo 39: Amor e/ou Sexo
Você sabe separar essas coisas?
Você consegue transar sem amar?
Você consegue amar sem transar?
A última é a mais simples, amor platônico é o que mais temos... mas será que ele só se "consome" assim? Será que é primordial esse encontro dos corpos no amor?
Ou antes: sexo é primordial?
E o mais importante: você consegue desvincular uma coisa da outra?
Se você disse sim a essa última pergunta: Parabéns!!!
Mas... assim... você não se apega nem um tantinho à pessoa? Não tem vontade de ficar mais um pouco com ela, não sonha com "algo mais"? Se desapega mesmo? Facinho?
Poxa! Parabéns, de novo! Você é um/a bravo/a...
Talvez, pelo menos é o que dizem, isso é mais fácil para os homens e a maior parte dos que leem esse texto devem ter dito sim... Se essa teoria for verdadeira...
Só que eu queria saber como é estar com alguém só por sexo...
É fácil não falar sempre com essa pessoa, é fácil não esperar nem uma ligaçãozinha, um sms ou qualquer coisa? É fácil não sonhar em querer mais e sempre essa pessoa?
Mas querer e sonhar com um tom mais romântico mesmo...?
Pra mim é uma relação extremamente de "apego". Não desvinculo uma coisa da outra e talvez por isso, muitas vezes, sofra tanto. Por menos que eu goste, eu acabo me iludindo, sou uma iludida convicta e inveterada, uma iludida e inveterada no amor...
Fico pensando se não há uma diferença muito grande em "fazer amor" e "transar", fico pensando que fazer amor é melhor, é mais sublime e, claro, dói mais quando não se pode ficar com a pessoa... mas não consigo me desapegar, então, pra mim, sempre será amor.
Não é o que o outro pode pensar e nisso, em andei comparando, sim! Eu comparei, tentei medir o que um que não me amava fez com o que me amava e a diferença foi gritante.
Não que um é melhor de cama que outro, não é isso, é diferente!
Os sentimentos envolvidos são diferentes, mesmo que eu esteja apaixonada em ambos os casos, mas com a pessoa vai acontecer diferente, vai encarar diferente.
Sem amor você tenta ser o bom, mostrar seu potencial, coloca-se uma máscara, o do bom amante, o próprio Dom Juan.
Com amor é uma questão de aprendizado, de se descobrir o outro e com o outro... não há máscaras, há entrosamento aos poucos, se escancarar e mostrar que quer, de alguma forma, aprender.
Aprender a amar ainda mais o outro, fazer feliz, ser feliz. Não só ali, naquele momento, mas devagar e sempre. Olhar nos olhos do outro e se reconhecer e se hipnotizar...
Você consegue transar sem amar?
Você consegue amar sem transar?
A última é a mais simples, amor platônico é o que mais temos... mas será que ele só se "consome" assim? Será que é primordial esse encontro dos corpos no amor?
Ou antes: sexo é primordial?
E o mais importante: você consegue desvincular uma coisa da outra?
Se você disse sim a essa última pergunta: Parabéns!!!
Mas... assim... você não se apega nem um tantinho à pessoa? Não tem vontade de ficar mais um pouco com ela, não sonha com "algo mais"? Se desapega mesmo? Facinho?
Poxa! Parabéns, de novo! Você é um/a bravo/a...
Talvez, pelo menos é o que dizem, isso é mais fácil para os homens e a maior parte dos que leem esse texto devem ter dito sim... Se essa teoria for verdadeira...
Só que eu queria saber como é estar com alguém só por sexo...
É fácil não falar sempre com essa pessoa, é fácil não esperar nem uma ligaçãozinha, um sms ou qualquer coisa? É fácil não sonhar em querer mais e sempre essa pessoa?
Mas querer e sonhar com um tom mais romântico mesmo...?
Pra mim é uma relação extremamente de "apego". Não desvinculo uma coisa da outra e talvez por isso, muitas vezes, sofra tanto. Por menos que eu goste, eu acabo me iludindo, sou uma iludida convicta e inveterada, uma iludida e inveterada no amor...
Fico pensando se não há uma diferença muito grande em "fazer amor" e "transar", fico pensando que fazer amor é melhor, é mais sublime e, claro, dói mais quando não se pode ficar com a pessoa... mas não consigo me desapegar, então, pra mim, sempre será amor.
Não é o que o outro pode pensar e nisso, em andei comparando, sim! Eu comparei, tentei medir o que um que não me amava fez com o que me amava e a diferença foi gritante.
Não que um é melhor de cama que outro, não é isso, é diferente!
Os sentimentos envolvidos são diferentes, mesmo que eu esteja apaixonada em ambos os casos, mas com a pessoa vai acontecer diferente, vai encarar diferente.
Sem amor você tenta ser o bom, mostrar seu potencial, coloca-se uma máscara, o do bom amante, o próprio Dom Juan.
Com amor é uma questão de aprendizado, de se descobrir o outro e com o outro... não há máscaras, há entrosamento aos poucos, se escancarar e mostrar que quer, de alguma forma, aprender.
Aprender a amar ainda mais o outro, fazer feliz, ser feliz. Não só ali, naquele momento, mas devagar e sempre. Olhar nos olhos do outro e se reconhecer e se hipnotizar...
quarta-feira, março 10, 2010
Felizes para Sempre?
Tenho pensado muito nesta questão do amor, sempre penso muito nele, mas na questão do "felizes para sempre", isso realmente existe?
Há coisa de quase dois meses, faleceu uma tia da minha mãe, uma senhora de mais de 80 anos. Um docinho de pessoa, muito fofa!
O marido dela é vivo e também é uma pessoa adorável que estava totalmente inconformado no velório e enterro...
Depois de mais de 60 anos de casados deve ser muito duro perder a companheira de uma vida toda, pois passaram mais tempos juntos do que solteiros... assim como meu avós que chegaram aos 51 anos de casados e me lembro também da tristeza que abalou meu avô.
Lembro do meu avô falando o quanto minha avó era linda quando jovem, o quanto a amava e a admirava por tudo que passaram juntos com 8 filhos - 1 falecido com dois meses na véspera de Natal - trabalhando na roça de cana no interior de São Paulo.
Vendo casos assim fico sempre pensando se isso existe mesmo... se o amor pode mesmo durar e ultrapassar anos e até a morte. Se existe tanto amor assim...
Acredito que exista vendo a dor desses senhorinhos tão fofos e que, com certeza, não foram homens tão modernos com suas esposas, mas que as amaram do jeito que sabiam e do jeito que a época obrigava a ser.
Espero um dia ter essa mesma sorte (talvez eu já tenha, mas não é para esse momento).
Espero um dia cantar When I'm sixty-four com este pessoa... daqui há quase 29 anos... e outros 29 se puder...
Às vezes penso que esses casamentos só deram tão certo porque a época exigia que dessem certo, acho que as pessoas tinham uma dose maior de paciência com o outro (principalmente as mulheres e aceitavam até como sina, com resignação) e até compreensão... quem sabe?
Acredito que às duras penas serviam pra enxergar melhor a pessoa que você tinha ao lado e a vida ensinava às pessoas a serem mais obstinadas (ou conformadas?) em que desse certo.
Se fosse só ser conformada ou ver como sina a relação esses homens não sentiriam essa dor tão forte, não lembrariam de suas esposas com tanto amor nos olhos embargados de lágrimas e o coração tão triste.
Duas cenas também se repetiram com esses senhores: os dois me mostraram a foto do dia do casamento deles com uma alegria juvenil, como se estivessem me mostrando a coisa mais importante da vida deles, o tesouro que ganharam e com eles contruíram um vida. Talvez dura, difícil, cheia de necessidades, mas com amor genuíno e verdadeiro, simples e feliz à sua moda.
Não vou esquecer esses porta-retratos que eles levavam junto ao coração para me mostrar a grande alegria que viveram.
Há coisa de quase dois meses, faleceu uma tia da minha mãe, uma senhora de mais de 80 anos. Um docinho de pessoa, muito fofa!
O marido dela é vivo e também é uma pessoa adorável que estava totalmente inconformado no velório e enterro...
Depois de mais de 60 anos de casados deve ser muito duro perder a companheira de uma vida toda, pois passaram mais tempos juntos do que solteiros... assim como meu avós que chegaram aos 51 anos de casados e me lembro também da tristeza que abalou meu avô.
Lembro do meu avô falando o quanto minha avó era linda quando jovem, o quanto a amava e a admirava por tudo que passaram juntos com 8 filhos - 1 falecido com dois meses na véspera de Natal - trabalhando na roça de cana no interior de São Paulo.
Vendo casos assim fico sempre pensando se isso existe mesmo... se o amor pode mesmo durar e ultrapassar anos e até a morte. Se existe tanto amor assim...
Acredito que exista vendo a dor desses senhorinhos tão fofos e que, com certeza, não foram homens tão modernos com suas esposas, mas que as amaram do jeito que sabiam e do jeito que a época obrigava a ser.
Espero um dia ter essa mesma sorte (talvez eu já tenha, mas não é para esse momento).
Espero um dia cantar When I'm sixty-four com este pessoa... daqui há quase 29 anos... e outros 29 se puder...
Às vezes penso que esses casamentos só deram tão certo porque a época exigia que dessem certo, acho que as pessoas tinham uma dose maior de paciência com o outro (principalmente as mulheres e aceitavam até como sina, com resignação) e até compreensão... quem sabe?
Acredito que às duras penas serviam pra enxergar melhor a pessoa que você tinha ao lado e a vida ensinava às pessoas a serem mais obstinadas (ou conformadas?) em que desse certo.
Se fosse só ser conformada ou ver como sina a relação esses homens não sentiriam essa dor tão forte, não lembrariam de suas esposas com tanto amor nos olhos embargados de lágrimas e o coração tão triste.
Duas cenas também se repetiram com esses senhores: os dois me mostraram a foto do dia do casamento deles com uma alegria juvenil, como se estivessem me mostrando a coisa mais importante da vida deles, o tesouro que ganharam e com eles contruíram um vida. Talvez dura, difícil, cheia de necessidades, mas com amor genuíno e verdadeiro, simples e feliz à sua moda.
Não vou esquecer esses porta-retratos que eles levavam junto ao coração para me mostrar a grande alegria que viveram.
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sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Capítulo 38: da traição
Relações amorosas são difíceis.
Tenho uma grande propensão - como já perceberam - a ser pessimista com elas, ainda mais quando converso com dois amigos no mesmo dia e um, depois o outro falam em traição...
O primeiro fala que viajou com os amigos e ficou com outras garotas na viagem, voltou e disse para a namorada que não rolou nada além de muita bebida, nada de garotas...
Começa a me dizer que não está tão afim assim da menina, a namorada, que vai ficando, passando o tempo...
Tudo bem, passe o tempo, mas seja honesto: é só sexo, ok?
Não seria mais justo?
A menina parece muito apaixonada por ele...
Depois outro vem me falar que todos os amigos dele - eu não perguntei nada! - traem as namoradas, não conhece um que não faça isso - só não falou dele próprio rs
Afinal, por que isso? Qual o sentido de estar com alguém que não te "satisfaz" plenamente?
Eu sei, muitas vezes as coisas podem acontecer sem se esperar, por carência ou qualquer outra coisa, mas quando se começa a trair compulsivamente, quem realmente está sendo traído?
É difícil para mim falar sobre esse assunto do ponto de vista dos "traidores": nunca trai, já fui traída, sim e não vou ficar dizendo que a culpa é dos homens que só eles fazem isso... não vou ser sexista, mas dois amigOs vieram falar isso pra mim num mesmo dia! Falar sobre homens que traem... será que as mulheres escondem isso até das amigas, por isso fica difícil falar em traição feminina?
Quem sabe?
Eu que não vou ficar do lado de ninguém. Só sei que ser traído é uma coisa difícil... você fica se perguntando por quê e não descobre... talvez nunca descubra, talvez a própria pessoa não saiba porque fez isso com você...
É difícil perdoar, nunca me pediram pra perdoar então não sei se perdoaria...
Sei que muitas vezes me sinto traída, mas não porque houve uma traição propriamente dita, ser trocada por outra/o. Mas é sentir assim quando a pessoa não fala o que realmente sente, o que realmente quer, não se abre, não compartilha e depois deixa as coisas chegarem aos seus ouvidos por outras pessoas. Isso também é traição.
Ou quando a pessoa diz uma coisa e faz completamente outra... me sinto enganada, me sinto triste e frustrada quando penso que fiz uma escolha consciente e o outro não fez... apenas está "passando o tempo" ou fazendo eu perder o meu precioso tempo...
Seria mais fácil dizer: estou passando o tempo, é só isso, tá bom?
E eu diria se quero continuar passando o tempo ou gastar meu tempo de outra forma...
Não precisa haver exatamente uma "traição física" para nos sentirmos traídos. E talvez essa seja uma traição ainda mais triste e difícil de se "aguentar": ignorar o outro.
Tenho uma grande propensão - como já perceberam - a ser pessimista com elas, ainda mais quando converso com dois amigos no mesmo dia e um, depois o outro falam em traição...
O primeiro fala que viajou com os amigos e ficou com outras garotas na viagem, voltou e disse para a namorada que não rolou nada além de muita bebida, nada de garotas...
Começa a me dizer que não está tão afim assim da menina, a namorada, que vai ficando, passando o tempo...
Tudo bem, passe o tempo, mas seja honesto: é só sexo, ok?
Não seria mais justo?
A menina parece muito apaixonada por ele...
Depois outro vem me falar que todos os amigos dele - eu não perguntei nada! - traem as namoradas, não conhece um que não faça isso - só não falou dele próprio rs
Afinal, por que isso? Qual o sentido de estar com alguém que não te "satisfaz" plenamente?
Eu sei, muitas vezes as coisas podem acontecer sem se esperar, por carência ou qualquer outra coisa, mas quando se começa a trair compulsivamente, quem realmente está sendo traído?
É difícil para mim falar sobre esse assunto do ponto de vista dos "traidores": nunca trai, já fui traída, sim e não vou ficar dizendo que a culpa é dos homens que só eles fazem isso... não vou ser sexista, mas dois amigOs vieram falar isso pra mim num mesmo dia! Falar sobre homens que traem... será que as mulheres escondem isso até das amigas, por isso fica difícil falar em traição feminina?
Quem sabe?
Eu que não vou ficar do lado de ninguém. Só sei que ser traído é uma coisa difícil... você fica se perguntando por quê e não descobre... talvez nunca descubra, talvez a própria pessoa não saiba porque fez isso com você...
É difícil perdoar, nunca me pediram pra perdoar então não sei se perdoaria...
Sei que muitas vezes me sinto traída, mas não porque houve uma traição propriamente dita, ser trocada por outra/o. Mas é sentir assim quando a pessoa não fala o que realmente sente, o que realmente quer, não se abre, não compartilha e depois deixa as coisas chegarem aos seus ouvidos por outras pessoas. Isso também é traição.
Ou quando a pessoa diz uma coisa e faz completamente outra... me sinto enganada, me sinto triste e frustrada quando penso que fiz uma escolha consciente e o outro não fez... apenas está "passando o tempo" ou fazendo eu perder o meu precioso tempo...
Seria mais fácil dizer: estou passando o tempo, é só isso, tá bom?
E eu diria se quero continuar passando o tempo ou gastar meu tempo de outra forma...
Não precisa haver exatamente uma "traição física" para nos sentirmos traídos. E talvez essa seja uma traição ainda mais triste e difícil de se "aguentar": ignorar o outro.
quinta-feira, janeiro 07, 2010
O Top do Relacionamento
Esta semana estava conversando com um ex, sempre conversamos, acabamos por ficarmos, digamos, amigos.
Claro, não vou mentir, se as coisas fossem diferentes eu ficaria com ele no final rs tipo filme, mas não é assim, ele não é Mr. Big e graças a Deus não existe um traste daqueles na minha vida - ou será que esse é o meu traste tipo Mr. Big???? Gente!!! Verdade!!! rs
Talvez seja mesmo... se eu sofri o que sofri por ele e digo "se as coisas fossem diferentes eu ficaria com ele..." é porque é grave!
Não, não é grave! É quase grave rs
Eu não desfiz meus planos por ele. Os meus planos com ele teriam que ME englobar nos planos dele, ou seja, teria que ser também os "planos de Big com Carrie" não só de "Carrie com Big"... tem que ter sempre reciprocidade!!!
Voltando.
Nessa conversa ele fala dos relacionamentos que não dão certo e pensa no que ele faz de errado. Quando me cito, ele diz que nós poderíamos ter dado certo (bem, alguém atravessou nosso caminho), segundo ele, tínhamos afinidade e diálogo...
Aí fiquei pensando nisso:
Caramba! são duas coisas primordiais num relacionamento! Se tínhamos isso o que foi que deu errado? Será que tudo isso não é tão importante assim?
Resolvi fazer uma enquete no twitter, infelizmente só mulheres me responderam, o único homem que respondeu foi outro ex e prefiro não contar a resposta dele, também foi meu ex, não é verdade? Seria pessoal demais!
Daí perguntei: na escala de 1 a 10 (1 sendo o melhor) em qual posição ficariam essas duas coisas (diálogo e afinidade).
Três garotas me responderam assim:
Zandali:
Diálogo 1 - Afinidade 2;
e em terceiro ela diz que é senso de humor: "adoro homens que me façam rir!"
Azanharangel :
Diálogo 1 - Afinidade 3
Garota no Hall:
Diálogo 2 - Afinidade 3
Percebi que SIM! essas duas coisas são realmente muito importantes e eu não sei onde ele vai achar outra em que ele possa ter isso tão claro... (perdeu, playboy! rs)
Bem, se alguém quiser mandar seu "top 10" ou "top 5" fique a vontade nos comentários.
As meninas que quiserem completar o ranking também.
E aqui vai o meu top 5, apesar de achar difícil enumerar porque há coisas que são tão importantes quanto outras...
5 - Companheirismo;
4 - Compreensão;
3- Afinidade;
2 - Diálogo;
e o número 1 é o que mais faltou nos meus relacionamentos e é a coisa que mais preso e não tive reciprocidade:
RESPEITO!
Claro, não vou mentir, se as coisas fossem diferentes eu ficaria com ele no final rs tipo filme, mas não é assim, ele não é Mr. Big e graças a Deus não existe um traste daqueles na minha vida - ou será que esse é o meu traste tipo Mr. Big???? Gente!!! Verdade!!! rs
Talvez seja mesmo... se eu sofri o que sofri por ele e digo "se as coisas fossem diferentes eu ficaria com ele..." é porque é grave!
Não, não é grave! É quase grave rs
Eu não desfiz meus planos por ele. Os meus planos com ele teriam que ME englobar nos planos dele, ou seja, teria que ser também os "planos de Big com Carrie" não só de "Carrie com Big"... tem que ter sempre reciprocidade!!!
Voltando.
Nessa conversa ele fala dos relacionamentos que não dão certo e pensa no que ele faz de errado. Quando me cito, ele diz que nós poderíamos ter dado certo (bem, alguém atravessou nosso caminho), segundo ele, tínhamos afinidade e diálogo...
Aí fiquei pensando nisso:
Caramba! são duas coisas primordiais num relacionamento! Se tínhamos isso o que foi que deu errado? Será que tudo isso não é tão importante assim?
Resolvi fazer uma enquete no twitter, infelizmente só mulheres me responderam, o único homem que respondeu foi outro ex e prefiro não contar a resposta dele, também foi meu ex, não é verdade? Seria pessoal demais!
Daí perguntei: na escala de 1 a 10 (1 sendo o melhor) em qual posição ficariam essas duas coisas (diálogo e afinidade).
Três garotas me responderam assim:
Zandali:
Diálogo 1 - Afinidade 2;
e em terceiro ela diz que é senso de humor: "adoro homens que me façam rir!"
Azanharangel :
Diálogo 1 - Afinidade 3
Garota no Hall:
Diálogo 2 - Afinidade 3
Percebi que SIM! essas duas coisas são realmente muito importantes e eu não sei onde ele vai achar outra em que ele possa ter isso tão claro... (perdeu, playboy! rs)
Bem, se alguém quiser mandar seu "top 10" ou "top 5" fique a vontade nos comentários.
As meninas que quiserem completar o ranking também.
E aqui vai o meu top 5, apesar de achar difícil enumerar porque há coisas que são tão importantes quanto outras...
5 - Companheirismo;
4 - Compreensão;
3- Afinidade;
2 - Diálogo;
e o número 1 é o que mais faltou nos meus relacionamentos e é a coisa que mais preso e não tive reciprocidade:
RESPEITO!
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sexta-feira, dezembro 18, 2009
No divã com Dr. House Martin
Semana passada fiquei muito irritada em uma consulta médica.
Sentindo uma dor frequente na cabeça, na parte de trás da cabeça, mas só quando eu lavo a cabeça ou ponho a mão exatamente neste lugar que eu sinto a tal dor, resolvi ir ao médico ver o que era...
Já pensava em tomografia ou coisas do tipo...
Depois de esperar duas horas para ser atendida, vendo que todos os pacientes demoravam no consultório, comecei a achar que se tratava de um médico bom, detalhista.
Sonho meu!
Ele ficava era batendo papo com os pacientes e nem se levantava para chamar os pacientes ou mesmo pra examiná-los. Não saiu da cadeira pra nada.
Quando entro no consultório começa a minha raiva: o médico me paquera!!!
Um senhor de mais de 50, com aliançona no dedo e perguntando coisas da minha vida... perplexa...
Claro, ele começou fingindo ser um bom médico: você já fez alguma cirurgia na cabeça, já sofreu algum acidente que tenha batido essa parte da cabeça? Você bebe? Fuma?
E eu sempre respondendo: não e aí... a pergunta:
Você tem namorado? Há quanto tempo está "sem nada"?
Como uma moça bonita como você está sozinho e sem nada? Você chama a atenção...
Minha resposta foi a timidez, me senti tão mal... o que tudo isso tem a ver com a dor na cabeça?? E a coceira nos pés que não param? Algum remédio?
E ele: então você é difícil ou chata. Ainda mais professora de português.
Porque, você sabe, homem é tudo safado, não importa se é timida, ele vai se encostando...
NOOOJOOO!!!
Meu, esse homem é Freud? E se fosse, não precisaria fazer um acompanhamento longo para saber do que está falando??? Acho que Freud também não seria tão indelicado e safado!!!!
Como um médico pode ser tão anti-ético? Como ele pode achar que minha dor é só um "ponto de dor" por conta dos remédios que tomo ou tensão? Tensão por falta de homem, era isso que ele queria dizer...
Como alguém pode falar assim sem ler um histórico do paciente ou sem nunca ter me consultado?
Que preconceito é esse? Que "oferecimento" é esse?
Bem, então é assim: qualquer dor que eu tiver agora não é nada, é falta de homem!
Sem mesmo saber quais são minhas escolhas e meus planos de vida... definitivamente, não era nem Freud nem House...
Sentindo uma dor frequente na cabeça, na parte de trás da cabeça, mas só quando eu lavo a cabeça ou ponho a mão exatamente neste lugar que eu sinto a tal dor, resolvi ir ao médico ver o que era...
Já pensava em tomografia ou coisas do tipo...
Depois de esperar duas horas para ser atendida, vendo que todos os pacientes demoravam no consultório, comecei a achar que se tratava de um médico bom, detalhista.
Sonho meu!
Ele ficava era batendo papo com os pacientes e nem se levantava para chamar os pacientes ou mesmo pra examiná-los. Não saiu da cadeira pra nada.
Quando entro no consultório começa a minha raiva: o médico me paquera!!!
Um senhor de mais de 50, com aliançona no dedo e perguntando coisas da minha vida... perplexa...
Claro, ele começou fingindo ser um bom médico: você já fez alguma cirurgia na cabeça, já sofreu algum acidente que tenha batido essa parte da cabeça? Você bebe? Fuma?
E eu sempre respondendo: não e aí... a pergunta:
Você tem namorado? Há quanto tempo está "sem nada"?
Como uma moça bonita como você está sozinho e sem nada? Você chama a atenção...
Minha resposta foi a timidez, me senti tão mal... o que tudo isso tem a ver com a dor na cabeça?? E a coceira nos pés que não param? Algum remédio?
E ele: então você é difícil ou chata. Ainda mais professora de português.
Porque, você sabe, homem é tudo safado, não importa se é timida, ele vai se encostando...
NOOOJOOO!!!
Meu, esse homem é Freud? E se fosse, não precisaria fazer um acompanhamento longo para saber do que está falando??? Acho que Freud também não seria tão indelicado e safado!!!!
Como um médico pode ser tão anti-ético? Como ele pode achar que minha dor é só um "ponto de dor" por conta dos remédios que tomo ou tensão? Tensão por falta de homem, era isso que ele queria dizer...
Como alguém pode falar assim sem ler um histórico do paciente ou sem nunca ter me consultado?
Que preconceito é esse? Que "oferecimento" é esse?
Bem, então é assim: qualquer dor que eu tiver agora não é nada, é falta de homem!
Sem mesmo saber quais são minhas escolhas e meus planos de vida... definitivamente, não era nem Freud nem House...
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escrotices masculinas
quarta-feira, novembro 11, 2009
Cair na real 2: a missão
Muitas vezes acreditamos que as pessoas realmente são sinceras e, nestes casos, acabamos por acreditar nelas.
Só que aí vem o baque: era tudo mentira, era só um meio de ficar bem, fingir ter a consciência tranquila e, frente aos amigos, passar a imagem de "eu fui perdoado e vou ser sempre perdoado, seja qual for a merda que eu fizer!".
Acho que tenho muita paciência com as pessoas, apesar de ser uma ariana explosiva, mas tudo tem limite. Fico querendo sempre crer que posso ser amiga de ex, no entanto, isso não dá muito certo. Tenho uma boa amizade com um deles - claro que como grande paixão da minha vida eu fico meio tendenciosa -, mas é sempre algo afastado e não me deixo "contaminar".
O problema é quando você pensa que realmente pode ser apenas amiga e a pessoa se aproveita. Acha que pode te esnobar sempre por conta disso, acha que sempre vai ter meu perdão.
Meu perdão acabou...
Como eu sempre digo no twitter: CSL, Cansei de Ser Legal. E acho que finalmente eu cansei MESMO!
É bom continuar falando com pessoas com quem se teve algo em comum e que foram coisas boas, desde que haja respeito e sinceridade.
De gente falsa, mentirosa, arrogante que vive de máscaras para parecer o que não é eu estou cheia! E não vai ter e-mail que me faça mudar de ideia porque dessa vez foi sério demais.
Eu tenho sempre que cair na real e espero que dessa vez seja pra valer, porque, perceber o quanto fui tratada como um nada e achar que mudaram quando pedem desculpas era tudo mentira da grossa! A mais sórdida mentira...
E, convenhamos: se alguém te trata como um nada quando deveria ser muito importante não vai mudar de ideia "só" quando é seu amigo, vai sempre se aproveitar até que a fonte seque.
A água acabou!
Só que aí vem o baque: era tudo mentira, era só um meio de ficar bem, fingir ter a consciência tranquila e, frente aos amigos, passar a imagem de "eu fui perdoado e vou ser sempre perdoado, seja qual for a merda que eu fizer!".
Acho que tenho muita paciência com as pessoas, apesar de ser uma ariana explosiva, mas tudo tem limite. Fico querendo sempre crer que posso ser amiga de ex, no entanto, isso não dá muito certo. Tenho uma boa amizade com um deles - claro que como grande paixão da minha vida eu fico meio tendenciosa -, mas é sempre algo afastado e não me deixo "contaminar".
O problema é quando você pensa que realmente pode ser apenas amiga e a pessoa se aproveita. Acha que pode te esnobar sempre por conta disso, acha que sempre vai ter meu perdão.
Meu perdão acabou...
Como eu sempre digo no twitter: CSL, Cansei de Ser Legal. E acho que finalmente eu cansei MESMO!
É bom continuar falando com pessoas com quem se teve algo em comum e que foram coisas boas, desde que haja respeito e sinceridade.
De gente falsa, mentirosa, arrogante que vive de máscaras para parecer o que não é eu estou cheia! E não vai ter e-mail que me faça mudar de ideia porque dessa vez foi sério demais.
Eu tenho sempre que cair na real e espero que dessa vez seja pra valer, porque, perceber o quanto fui tratada como um nada e achar que mudaram quando pedem desculpas era tudo mentira da grossa! A mais sórdida mentira...
E, convenhamos: se alguém te trata como um nada quando deveria ser muito importante não vai mudar de ideia "só" quando é seu amigo, vai sempre se aproveitar até que a fonte seque.
A água acabou!
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desencanto
domingo, outubro 25, 2009
Conselhos bons ou não?
Recebi esta listinha por e-mail, algumas coisas eu concordo, outras, não.
As que concordo fiquei pensando "se eu tivesse lido isso antes..." mas depois percebi que muitas vezes não adianta lermos, sermos aconselhadas antes. A gente tem que passar pelas coisas pra sentir e saber que realmente não ia dar certo.
E todo mundo tem isso um dia, não acreditar e ter que sofrer, só depois de sofrer aprender a lição.
E espero agora tirar dez e não mais errar!
Destaquei a que mais tem a ver comigo.
"-Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.
-Se ele não te quer, nada pode faze-lo ficar.
-Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
-Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
- Para de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
-Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.
-Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, "foda-se, mande pro inferno, esquece!", vocês não podem "ser amigos". Um amigo não destrataria outro amigo.
-Não conserte.
-Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que "ela vai melhorar".
-Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
-A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
-Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
-Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
-Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
-Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
-Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
-Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você... mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
-Não o torne um semi-deus.
-Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
-Nunca deixe um homem definir quem você é.
-Nunca pegue o homem de alguém emprestado...
-Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
-Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
-Todos os homens NÃO são cachorros.
-Você não deve ser a única a fazer tudo... compromisso é uma via de mão dupla.
-Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
-Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar... uma relação consiste de dois indivíduos completos.. procure alguém que iráte complementar.. não suplementar.
-Namorar é bacana. mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
-Faça-o sentir falta de você algumas vezes... quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele - ele se acha...
-Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (co-assine) de um homem.
-Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros...
Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam). Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem. O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas: Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa. Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único. Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa.Mulheres, cuidem bem de seus corações..."
As que concordo fiquei pensando "se eu tivesse lido isso antes..." mas depois percebi que muitas vezes não adianta lermos, sermos aconselhadas antes. A gente tem que passar pelas coisas pra sentir e saber que realmente não ia dar certo.
E todo mundo tem isso um dia, não acreditar e ter que sofrer, só depois de sofrer aprender a lição.
E espero agora tirar dez e não mais errar!
Destaquei a que mais tem a ver comigo.
"-Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.
-Se ele não te quer, nada pode faze-lo ficar.
-Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
-Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
- Para de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
-Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.
-Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, "foda-se, mande pro inferno, esquece!", vocês não podem "ser amigos". Um amigo não destrataria outro amigo.
-Não conserte.
-Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que "ela vai melhorar".
-Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
-A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
-Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
-Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
-Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
-Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
-Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
-Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você... mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
-Não o torne um semi-deus.
-Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
-Nunca deixe um homem definir quem você é.
-Nunca pegue o homem de alguém emprestado...
-Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
-Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
-Todos os homens NÃO são cachorros.
-Você não deve ser a única a fazer tudo... compromisso é uma via de mão dupla.
-Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
-Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar... uma relação consiste de dois indivíduos completos.. procure alguém que iráte complementar.. não suplementar.
-Namorar é bacana. mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
-Faça-o sentir falta de você algumas vezes... quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele - ele se acha...
-Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (co-assine) de um homem.
-Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros...
Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam). Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem. O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas: Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa. Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único. Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa.Mulheres, cuidem bem de seus corações..."
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