quinta-feira, março 07, 2013

Diálogo (ou Monólogo) Bizarro da Vagina

Parece que essas coisas só acontecem comigo, se já aconteceu com você que está lendo esta postagem, por favor, comente e diga: sim, já aconteceu comigo!


Estava num ponto de ônibus no centro, hoje, procurava um ônibus pro metrô mais próximo porque chovia e levaria uns 10 minutos para chegar à estação, e se fosse a pé, chegaria ensopada.

Uma senhora por volta de uns 65 anos também estava ali esperando. Havia mais umas duas pessoas, mas pegaram um outro ônibus. A senhora puxa conversa, odeio isso, mas quis ser educada com a senhora por conta da idade, fiquei pensando se não faria o mesmo pela minha mãe e me arrependi.

Ela começou a falar da demora dos ônibus e me disse que passava ônibus pra todo lugar ali, fiquei mais tranquila, porque tinha ainda que ir em outro lugar, sair do centrão e ir pra lá de Santana...

Daí ela começa a falar do marido que resmunga que se fosse hoje não se casaria de novo, se soubesse que passaria o que passa hoje, não teria casado e também, como ela disse que o "amigo" do marido está murcho e que odiava aquilo... Odiava ter que fazer as vontades do marido e que agora só machucava a bexiga dela. Que depois que ficou velho, "aquela coisa mole" não dava... e mostrava com a mão como seria a vagina e o troço mole querendo entrar forçando...

Eu ouvia com cara de espanto, nunca esperava ouvir essas coisas de uma senhora... e ela continuava.

Dizia que o filho estava doente e que precisava cuidar dele, mas o marido tinha ciúmes, imagina isso! Que o marido já devia estar avariado da cabeça que fala mesmo pra ela: então dá pra ele!

E ela continuava falando que era bom quando era novo, que aquilo sim era p@u (sim, ela usou esses termos, eu, como pudica, não uso rs) e eu mais impressionada e com vergonha e ela vira e pergunta: você sabe do que estou falando, né? Não tem mais isso de virgem hoje... você não é virgem, né?
Não é casada? Mas já foi noiva... (menti e disse que sim e que não deu certo...) ah, hoje não tem mais disso... você passa anos vivendo para um marido e não tem nada... 

Se fosse jovem hoje e soubesse que seria assim só me casaria com um cara com dinheiro, agora nem dinheiro tenho porque só trabalhei dentro de casa e ele não dá valor.

Eu fiz o peritônio! Agora minha vagina está fechadinha, nem quero mais nada, queria deixar ela quietinha!

Eu estava envergonhada com a conversa, o tempo passando e ônibus nenhum ali ia pra onde eu precisava, me meti na chuva e disse que precisava ir mesmo a pé porque ia me atrasar e deixei a senhora falando sozinha no ponto... sem entender se era ela ou o marido que andava avariado porque a conversa, pra mim, foi pra lá de bizarra...

terça-feira, janeiro 15, 2013

Carta da Leitora

Depois de um longo tempo, estou de volta! Espero que para atualizar com mais rapidez e mais frequência.

A primeira postagem dessa volta é referente a um e-mail enviado por uma leitora do blog que me descobriu procurando sobre relacionamento com ingleses.

Não vou contar aqui a história dela em detalhes, nem citar nomes, só dizer que é uma brasileira confusa por se interessar por um inglês que uma hora mostrava interesse e em outro momento dizia: só quero ser seu amigo. Durante todo o tempo que ela narrou, cerca de uns 3 anos, o máximo que acoteceu foram dois beijos.
Ela, confusa, me encontrou na internet e queria saber se realmente os ingleses são assim.

Vou relatar o que escrevi a ela, mas só os pontos gerais que talvez interessem a outras pessoas que se relacionem com britânicos. Este blog está aberto para você dizer: você está completamente errada!
Só que no caso da leitora que me escreveu, ela acabou concordando com o que disse... não gosto de generalizar, a gente sabe que isso não é bom, mas em alguns casos isso funciona, principalmente quando é a diferença de cultura que influe na história toda, ou não?

"Olá! Li este e o e-mail anterior e fico pensando, primeiramente, se ele não tem problemas de depressão e
que não deve ter procurado uma ajuda à época... mas isso também é comum entre os ingleses porque eles se apegam demais às pessoas que eles têm um relacionamento.

O que eu mais percebi é que eles dão um braço para não terminarem uma relação. Não porque não
conseguem mais viver sem a pessoa, mas porque se acomodam e curtem essa acomodação. Parece uma
coisa até antiquada, do tempo que casais não podiam se separar e tal, mas a maioria engole muita coisa a
seco pra manter uma relação. 
Afinal, uma já foi dificílima de rolar, né?

Ele poderia nem ser feliz com a ex de 6 anos (era inglesa?), mas eles preferem manter o que já tem a tentar de novo. E você percebe que tentar o novo para ele é difícil demais...

Com a convivência que tive com eles, mesmo apenas cordial, senti que a geração entre os 25 e pouco mais
de quarenta - o pessoal que nasceu nos anos 70 e metade dos 80 - eles são travadões mesmo. As pessoas
mais velhas são muito mais joviais - não sei se pelo tempo ter passado e terem percebido que perderam esse tempo ou porque viveram coisas diferentes - sei que são menos encanados. Acredito até que os mais novos tenham crescido numa onda muito forte de "polticamente correto" exagerada. Eles são certinhos demais pra tudo, têm medo de tudo, medo de serem mal entendidos, de cometerem erros que prejudiquem alguém... medo de serem processados por assédio...

Sempre me vem à cabeça essa cena de American Dad, porque é mais ou menos assim:





No último post que escrevi sobre brasileiras que casam com gringos, citei uma moça que trabalhou comigo
que chamou o marido de mendigo (ou vagabundo, não lembro) na cara de todos, só por conta de ele não se
sentir bem com a roupa que estava. 
Ela várias vezes dizia que o marido não entendia porque sempre sorrimos e estamos alegres (nós brasileiros)
e ela dizia que eles que eram travados pra tudo e só conseguiam sair disso bebendo. E ele ficava quieto porque realmente é o que mais se percebia deles.
Ela já mora por lá há uns 6 ou 7 anos, os conhece melhor que eu e eu realmente, pelo pouco que fiquei
(perto do tempo dela) acho que sim, que são travados demais, têm medo de viver. 

Você nunca deve se sentir culpada no caso dele, de jeito nenhum! Você fez o melhor que pôde para fazer
com que ele enxergasse que as coisas não são assim, tudo a ferro e fogo, mas na cabecinha dele criada em
outro lugar, talvez seja dificíl demais entender. Como eu algumas vezes não entendia alguns costumes deles
(como o de "destravar" com bebida).

Porque eles não bebem pouco! Bebem muito, muito, muito!
Pense na pessoa que você conhece que bebe mais aqui no Brasil... essa pessoa cairia antes de algum inglês
sentir o baque da bebida no corpo. Há muitos casos de adolescentes já alcóolatras, vi meninos de 8 anos
felizes no mercado porque deixaram eles sairem de lá com redbull! (outra coisa que são viciados, tomam
pra aguentar o trabalho depois da 'ressacona').
Eles são extremamente educados e organizados e talvez para aguentar a pressão de serem tão certinhos
precisam disso para 'sobreviver'.

Bem, acho que desviei do assunto...

Eu cheguei lá com a maior empolgação de encontrar alguém legal, porque eles são lindos! Tem muito homem gato por lá! Tirei fotos com o celular e mandava pra algumas amigas darem nota rs porque realmente são de parar o trânsito das brasileiras rs (as inglesas cansaram deles e não veem graça rs até preferem brasileiros rs), mas não conseguem ter nenhum tipo de "malícia" com as mulheres.

Lembro que contei no blog que eu, uma brasileira e uma polonesa ficamos num pub por mais de uma hora e
nenhum, NENHUM, cara se aproximou da gente. Todos encarados no rugby
Por mais que o brasileiro seja doente por futebol, uma piscadinha de olho ele sempre dá, sempre dá um
jeitinho! O inglês não sabe o que fazer e fica lá... vendo o jogo, termina o jogo, vai pra casa e dorme. A coisa só muda se uma mulher vier pra cima - ir pra cima mesmo, como as brasileiras fazem pra ficar por lá pra e ter passaporte - e como as inglesas fazem quando bebem muito. Porque elas bebem até mais que eles pra poder chegar até os caras.
Elas é que tem que tomar a iniciativa, ou seja, nós mulheres. O que mais se vê acontecer é ela chegar, se encostar, ele já bebeu, começam a fletar e vão pra casa de um dos dois, só no outro dia vão
tentar lembrar o que aconteceu e com quem. E talvez continuarem juntos. Nem isso dá certeza de que
continue.

Ouvi gente me dizer que eu deveria beber também e entrar na onda... não consigo ser assim.

Chegou uma hora que cansei de me sentir tão desprezada por eles, por esse jeito blazè e o que eu fiz? 
Comecei a encará-los rsrsrs
Parece uma coisa louca pra mim que sou tímida, nunca tinha feito isso na vida, mas eu sabia que eles não encarariam de volta.

Dito e feito: não encaravam, baixavam ou desviavam o olhar. Medo.

Mas fazia isso com ingleses, outras culturas me interpretariam muito mal rs

Houve um período que eu não via que o problema eram eles e ficava sempre me achando feia e gorda e os
via com mulheres muito mais feias e gordas que eu rs até que me toquei que eu não tinha problema.
Claro que tive que me acostumar de novo a não fazer isso aqui no Brasil rs já tinha virado meio automático,
nem me importava e aqui eu sei que não é assim que funciona...

Voltando ao seu e-mail, ele ficou com mais medo de perder a amiga do que qualquer coisa, vocês são
realmente assim tão amigos? Ou só do ponto de vista dele? Porque os ingleses dificilmente fazem amizade
com pessoas de outras nacionalidades, só os mais animados por gostar de música brasileira, por exemplo.
Mesmo assim, ainda é dificíl que eles se enturmem muito. 
O que acontece no seu caso é que ele mora aqui, então é óbvio que ele tenha que fazer amizades aqui senão
não conseguiria viver, só que ele misturou tudo, ao que parece. Só se vocês foram amigos demais para ele ter tanto medo de perder sua amizade, mas como ficaram um bom tempo sem se falar... ele achou uma desculpa pra não 'viver a vida'. Como um bom britânico.

Como já disse, não se sinta culpada. Ele é medroso assim mesmo como a maioria dos ingleses, tem medo de se machucar e machucar os outros. Não acho que foi desinteresse em você. Ele pareceu interessado, mas ele parece muito inseguro, pelo que você conta, e medo aliado à insegurança não ajudam nenhum pouco! 
Ele precisaria se abrasileirar mais para tentar algo e talvez por algum entrave, talvez por essa insegurança e se achar menos no país dos outros, pensar sei lá o que na família dele e amigos na Inglaterra, não consiga seguir em frente com você.
Eles são metódicos demais e você é praticamente algo o tirando dessa 'linha reta' que escolhem viver,
engraçado alguém viver já há um bom tempo no Brasil e não ter entendido nada disso, mas a cultura do berço muitas vezes é muito mais forte do que a cultura onde se vive.

Não sei se te ajudei ou escrevi coisa demais que só atrapalha. Não vou dizer que "se tiver que ser seu, será"
porque inglês pensa demais e quando pesamos demais, não vivemos muita coisa boa.
Se ele tiver um bom amigo que o aconselhe bem, pode ser que ele acorde, mas não se prenda a isso.  

Moça, fico por aqui - talvez algumas coisas que lhe falei sobre a "cultura inglesa" eu venha a falar no meu blog e se me permitir, tirarei daqui do e-mail - NÃO a parte que falo exatamente do seu caso, pode ficar tranquila!
Só as experiências que contei.

Vou ficar aqui torcendo pra que algo novo aconteça - com ele ou outro ;)

Carrie"

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Amor ou Passaporte?

Já estou de volta ao Brasil.

Agora vou contar de uma outra coisa muito corriqueira entre, principalmente brasileirAs em Londres.
Não sei se já contei aqui que a maioria dos brasileiros por lá são ilegais e essas pessoas tentam de qualquer forma se tornarem legais para continuar tranquilamente na terra da Rainha Beth.

O caminho que para a maioria parece ser o mais fácil é o casamento. Casar com um inglês ou "comunidade europeia" e se tornar, assim, uma cidadã bem vinda na terra bretã.

Conheci algumas brasileiras casadas com ingleses.
Às vezes olhava pros caras e pensava: como um cara gato tá casado com essa tosca que nem sabe falar uma frase certa na língua dele?
Lembram do meu texto dos ingleses tímidos e desesperados?
Pois é!

Eles não só se desesperam como também são pessoas extremamente certinhas, se começa um relacionamento com a pessoa, ele mantém, não é como brasileiro que inventa um "tô ficando" um "tô de rolo" pra não assumir um compromisso.. ou até inventar o horroroso termo "namorido" (porque é horrível essa palavra, vai!) pra dizer que é um namoro sério, tão sério que é quase um casamento (que, em grande maioria não se concretiza).
A grande maioria dos ingleses vai honrar isso e, se ele, por desespero de estar só e na hora de casar (inglês tem isso) e você tá ali, se jogando em cima dele, é claro que ele vai gostar e manter.

O que eles, como sempre, não têm a malícia é de entender que a maioria das estrangeiras sem cidadania ou visto querem ficar numa boa pela Europa e sendo sustentadas.
E acreditam piamente que essas moças os amam.

A moça que contei que foi dar em cima do alemão, lembram? Depois disso, o alemão não deu as caras, e antes dele ela transava (sim, porque não era namoro, por favor!) com um croata que ela resolveu terminar, porque ele não tinha um passaporte "bom" para ela ficar por lá e ele era só segurança de uma boate.
Depois do alemão, tinha um polonês atrás dela e quando perguntaram para ela porque ela não dava uma chance por rapaz ela disse:

Eu não vim aqui para levar vida de filha da puta pra sempre! O meu trabalho de faxineira é temporário, porque eu não gastei dinheiro para vir até aqui e casar com um duro! Eu quero um cara que me banque, me sustente! Porque pinto por aí tá cheio: de todos os tamanhos, idades, cores e nacionalidades.

Romântico, não?
Pois é, o alemão era um prato cheio, só que ela burra, não entendeu que um alemão que mora em Notting Hill não é um pé rapado e, claro, eu não ia avisar isso pra ela...

Conheci muitas que falavam quase a mesma coisa, porque só estavam legalmente por conta do marido. Ouvi de duas a mesma frase: eu sempre gostei é de negão... acabei casando com esse aí nem sei o porquê... (não sabe MESMO?)
Uma delas era até esperta, falava bem o inglês, mora lá há uns sete anos e... adivinha quem arrumou um emprego na empresa de telecomunicações inglesa pra ela?
O branquelo! Um Ronnie Weasley, praticamente, que numa festa, disse para ela (ele até falava português por causa dela): ah, eu estou parecendo um vagabundo com essa roupa (na verdade, ele queria dizer mendigo) e ela: E O QUE VOCÊ ACHA QUE VOCÊ É? É UM VAGABUNDO MESMO! 
disse isso na frente de meio mundo... todo mundo ficou meio constrangido e mudou de conversa...
Ele fazia tudo, tudo, tudo que ela queria e ela aproveitava e o que podia falar mal dele, ela falava.
Não sei se o casamento vai continuar, quando saí de lá ela estava com o passaporte britânico.


Também soube do caso de uma família inglesa que ficou indignada com a brasileira que casou com o filho e fez exatamente isso: depois do passaporte britânico deu o pé na bunda dele.
Como disse, os ingleses são certinhos em sua maioria e não fazem isso só de fachada, casam porque gostaram mesmo da moça!


A amiga da minha última roommate, ela sempre contava sobre ela: veio pela Bélgica (para ficar menos descarado que ia ficar de vez em Londres) e começou, logo que chegou, desesperadamente, a procurar alguém com passaporte para casar.
A Roommate contou pra mim como quem conta algo do tipo "coitada da minha amiga! como sofreu! até encontrar o 'homem certo'".
Bem, ela saía todas as noites para os pubs para 'conhecer pessoas'.
Primeiro conheceu um inglês que chegou a ficar noivo dela, mas desistiu dela (por que será?).
O segundo, um brasileiro com passaporte VERDADEIRO italiano. Tiveram que vir ao Brasil para casar e depois iriam voltar pra Londres. O que o cara fez?
Pegou o dinheiro combinado com ela, chegou no Brasil e não casou, sumiu!
Daí encontrou um segundo inglês, separado, químico, ganhando bem, que acreditou em todo esse amor e, parece, que em breve ela ia poder dar entrada no passaporte dela.
Ela, esteticista, ganhou um salão de beleza, fora de Londres, dele.
Minha roommate me chamou para ajudá-las e ganhar um dinheiro na arrumação do salão.
Fui.
Ele anotava os recados da secretária eletrônica com os números das clientes que haviam ligado - em 6 ou 8 anos de Londres ela não conseguiam AINDA entender os números deixados na secretária.
Daí ela virou pra ele e falou: estou cansada, vou ali comer, que eu ainda não parei.
E ele: e eu vou ficar aqui?
Ela: ai, john doe (rsrs) eu tô cansada, preciso comer que não comi nada o dia inteiro, fica um pouquinho aí enquanto vou ali do lado comprar algo pra comer! Quem trabalha aqui?

Ele: e de quem é o dinheiro que está aqui?


Não sei se ele percebeu o negócio que havia feito... agora, ela tinha levado um dos filhos (adulto) para morar em Londres. Ele, o filho, foi pra Portugal, casou com uma portuguesa (a-ha! tal mãe...) e foi com ela pra Londres, já com um filho e grávida de mais um e ele queria ficar na casa da mãe.
O inglês parecia não entender.
E não entende mesmo, afinal, aos 16 anos, lá, você já pode ir cuidar da sua vida e não fazer um puxadinho em casa.

Depois disso não soube mais, porque ela era uma mandona arrogante e, antes que eu me estressasse mais com a mulher, desisti de ajudar no trabalho e olha que eu poderia vir a ganhar um emprego do tipo recepcionista...


Convivi também com outras já casadas há muitos anos, com filhos, que também tratavam o marido como capacho e falavam mal deles em português na cara deles, porque eles entendiam nada ou muito pouco.
A que comentei do "vagabundo" (uma KassabA, né? rs) um dia falou: ele entende, mas quando queremos falar coisas sem que ele entenda é só falar bem rápido! e ria com as amigas que começavam a falar correndo como loucas e riam muito!


Bem, é triste, são poucos os casais que realmente são casais em Londres - entre brasileiros e estrangeiros.
Entre os homens não sei como funciona porque não conheci muitos que eram casados com estrangeiras, mas ao que percebi, mesmo que nós, brasileiras, consideremos o cara o mais feio do mundo aqui, para elas inglesas, eles são lindos! Porque são uma "beleza exótica" para elas.
A maior parte de brasileiros que conheci eram casados com brasileiras - com visto europeu ehehehhe - e portuguesas. Ou senão, brasileiro que já casou falsamente com brasileira com passaporte e agora está com brasileira ilegal que espera que ele oficialize para ela deixar de ser ilegal - e o que tem coitada esperando e se matando de trabalhar pro cara.... vocês nem imaginam!


Não posso dizer ah, só brasileiro que faz isso, não é bem assim, eu sei, mas eu sei da comunidade que convive que são pessoas que nasceram no mesmo país que eu, mas que quando chegam aqui, no Brasil, gostam de dizer pra amigos e família: sou casada com europeu! ele me banca!
Bonito, né?
E daí tantas e tantas brasileiras se iludirem e irem pra Europa atrás desse "amor" e muitas se darem mal... acabarem sendo vítimas do tráfico de mulheres e...
onde mesmo foi parar o sonho?


Para algumas se realiza, se é que casar com alguém que você xinga a todo momento, mas te leva pra conhecer metade do mundo é felicidade.
Sim, porque eu penso: a consciência de um ser desses não pesa, não?
E sabe? eu tinha dó deles... mas... eles também poderiam parar de beber um pouco e tentarem ser mais desenibidos só um pouquinho, e espertos, claro!

quarta-feira, outubro 19, 2011

... E a brava ficou só...

Tenho pensando nesses dias que está na hora de jogar a toalha. Parar de fazer o tipo "a brava e corajosa, confiante" etc etc etc...

 O título acima é uma paráfrase de um western com Charlton Heston, o nome em português é assim...

Bem, estou ficando mais velha, com menos chances de encontrar alguém que valha mesmo a pena, não acredito que irei encontrar. Sim, a brava e determinada Carrie ficou só.

Isso é um grande desabafo. Desabafo de quem não aguenta mais nadar contra a maré e que tem que admitir: chega, ninguém realmente se interessa por mim, ninguém quer realmente ter algo comigo, algo que seja realmente bom, que se importem comigo, que queiram compartilhar qualquer coisa verdadeira.

Há muito tenho percebido que eu não me encaixo na "mulher ideal", porque eu não faço nenhum dos dois tipos e por isso vou continuar sozinha.
Qual são os dois tipos?

A burra e a que põe cabresto.

Homem é assim, essa é a minha experiência de vida amorosa: ser trocada por um cabresto e/ ou pela burra.

Homem finge ser esperto, mas não é, prefere o cabresto, prefere ser feito de tonto e aceita o cabresto pra mostrar que não vai ficar sozinho, alguém o atura, desde que mande bastante e acabe com toda a personalidade dele.
E eu vejo várias mulheres fazendo isso...
Aqui então... o que eu vejo de brasileira pondo cabresto em estrangeiro e brasileiro... vixi! Ficam todos iguais uns imbecis, mas é melhor do que estar sozinho... ou já que aceitei esse relacionamento, ela faz o que quer comigo...
Já vi muher dizendo pro marido no meio de várias pessoas: com essa roupa você parece um mendigo.
Ou admitindo que não sabe porque está com aquele cara se o tipo que prefere é completamente outro, e fica flertando na maior cara de pau.
E eles gostam! Preferem isso!

Já no caso de preferir a burra também é fácil: ela é burra, mas é gostosa! E eu não ouço as imbecilidades que ela diz, melhor do que mulher que pensa, porque dá trabalho pra eu me livrar!!
E por que eu vou ficar com uma se posso ficar com todas? A catraca anda pra sempre! Viva o Viagra! Nunca a catraca vai parar!

Como todo mundo sabe, não sou a burra.
E também não coloco cabresto em ninguém.

Sempre achei que o melhor era ser compreensiva, amiga, companheira, respeitar o outro etc etc etc e o que eu sempre ganhei com isso foi desrespeito, canalhice, infatilidade e traição.

Se existem homens que dão valor para mulheres com personalidade (mas sem cabresto), que dão valor ao carinho que recebem, a compreensão, ao respeito e que querem compartilhar algo verdadeiro, são poucos e felizes das mulheres que os encontraram.

Pra mim não sobrou ninguém.

Isso é fato, eu devo ter errado em algum lugar, só ainda não sei onde... talvez na minha timidez, mas o que importa?
Ninguém teve a coragem de querer saber o que eu realmente sentia, ninguém teve coragem de conversar cara a cara de forma adulta (era mais fácil deixar uma mensagem no msn terminando), ninguém pensou no que eu ia sofrer quando soubesse que ele estava transando com a burra bixessual gostosa (e imaginando transar com ela e as amigas).


E aí, quando vejo tanta gente feliz eu penso: o que eu fiz de errado? Por que comigo também não pode ser assim? Por que ninguém me quer?
O que faz com que os homens fujam de mim como se eu tivesse uma doença contagiosa? O que me faz tão horripilante?
Não pôr o cabresto neles ou não ser burra?

Ter personalidade,ser tímida, amiga, companheira, divertida... faz sofrer e muito!

sábado, setembro 17, 2011

Será que era melhor no tempo da Jane Austen?

Assisti hoje ao filme Jane Eyre, baseado no livro de Charlotte Bronte.
Fiquei muito emocionada pela história toda e chorei muito, sou boba assim mesmo.

O filme acabou me dando inspiração para vir aqui e escrever sobre um tema que está bastante tempo na minha cabeça. Sobre a duração do amor e implicações do por que os homens parecem fugir sempre de algo duradouro.

Eu sei, vai ter homem lendo essa postagem e falando: como assim fugimos do amor?

Bem, a experiência que tenho e que vejo o que acontece com amigas, na maioria dos casos, é essa, mas eu sei que existem alguns poucos homens românticos e que não é um rabo (de saia ou não) novo que faz mudar tudo.

Eu estou sempre pensando seriamente por que tantas mulheres lindas, simpáticas, educadas, fofas, inteligente, charmosas, bom papo, engraçadas estão sozinhas...
Sim, tenho várias amigas com todos esses quesitos e que mereceriam (assim como eu) alguém legal do lado, alguém para compartilhar o amor (se é que ele existe, já duvido).

Andei até comentando isso com a Sra Tuppence Beresford sobre parecer que há uma diferença de nível entre homens e mulheres e concordei com ela quando ela disse que "não estamos acima e nem eles abaixo, estamos do lado direito, esquerdo, sei lá, mas estamos em lugares, estágios diferentes".

Sim, a verdade é que parece que homens e mulheres não tem conseguido se entender nesse mundo moderno em que mulheres fazem tudo que homens fazem e que homens machistas, enrustidos ou não, ainda acham que ser livre pra fazer o que se quer é  não ser liberta, mas libertina...

Ainda existe algo de estranho e que deixou aí um vão entre nós (eles e nós, mulheres).
É estranho analisar casais, mas na maior parte das vezes você vê cara interessantes com meninas burras e/ou infantis, ou mulheres inteligentes e cabeça aberta com trogloditas...
E, tentando analisar muito esses casos (ah, gente, desculpa, mas tem horas que eu presto muuuito a atenção mesmo!) os caras parecem de saco cheio, mas é melhor ficar com alguém descartável do que alguém que vai durar (não entendo esse medo, juro! alguém me explica?) e mulheres pensam: olha amiga, tô com um imbecil, mas não estou sozinha!

Daí quando eu vejo um filme como Jane Eyre não sai da minha cabeça se realmente um dia as pessoas se amavam tanto assim, se faziam tudo para ficar com as outras, se nada abalava esse amor - ou abalava, mas tinha reviravolta...
Se as pessoas viam a pessoa amada como realmente o ser amado pelo qual se apaixonaram e queriam mesmo estar juntas, seja como fosse.

Porque o que mais eu vejo hoje são relacionamentos de enganação (pra mostrar pros outros que não se está sozinho). E a primeira dificuldade é motivo para terminar com tudo.
Com toda a tecnologia e modernidade que temos, qualquer bobeira, pode ser motivo para o final do relacionamento (bem, mas se já era de fachada...)
E no tempo de uma Jane Austen mocinhas sonhadoras e esperançosas viam seu amor voltar para seus braços, depois até de guerras...

Mas viam mesmo? Ou será que sempre fomos enganadas a pensar que isso existe?
Será que passamos nossa existência procurando alguém que valha a pena e essa pessoa realmente não existe?
Que no momento crucial ele/a irá sumir? (sim, porque mulheres também fazem isso)
Naquele momento de maior precisão você vê que não conta com ninguém?
Igual aquele meu post inspirado em Lost: Live Together Die Alone?

Voltando ao começo... ainda não entendo se é todo um problema sociológico, psicológico ou histórico esses lugares diferentes em que estamos e que é tão difícil homens nos entenderem e nós a entendê-los...
O que me parece é que há coisas mais importantes que amor envolvidas num relaciomento...

Acabo achando que amor não existe... só no tempo das escritoras victorianas...
E se exitiu no tempo delas, hoje está em extinção.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Capítulo 41: Do cansaço

Não, hoje não falarei de Londres, não diretamente, acredito...

Chega um momento que você tem que aprender algo. E acho que finalmente eu acho que aprendi: a não mais dar toda a atenção possível a um homem.
Finalmente eu cansei de sonhar, ser super compreensiva, respeitar até o irrespeitável.
Eu cansei...
Cansei de ter esperança e fé nas pessoas, ainda mais nos homens...

Sabe aquele cansaço que você fica tão de saco cheio que não quer nem pensar, nem falar no assunto?
É mais ou menos isso... é exaustão.

Estou exausta de dar chances, de acreditar, de esperar, de ficar ansiosa e sonhar...
Chega!

Tá repetitivo, né?
É porque eu já fui muito!(e espero não ser mais)
Deixo sempre que as situações se repitam, porque dou chances demais, acredito demais e, o pior, sonho demais.

A última é que pensei em dar chances pro meu , lembram dele?
Pareceu mais maduro ultimamente e acho que na minha solidão e carência, comecei a vê-lo com melhores olhos.

Conversa vai, conversa vem e... desandou, pelo menos pra mim.
Ele não está longe daqui, de certa forma estamos até perto, fisicamente falando, mas quando você ouve a pessoa dizer:

então, quando você puder vir aqui, me avisa

e essa é a última palavra, é porque chegou, né?
Pra mim chegou, afinal, a pessoa esfriou, não deu mais sinal de vida como antes, nada de comentários no facebook, nada de querer falar toda hora, de mensagens, nada...
Tudo isso rolava até eu mostrar o interesse...
Bem, se ele era tão fã, cadê?
Mostrei interesse acabou?
Ganhou e pronto?
Achou que era só usar e jogar fora?

Bem, perdeu, amigo... eu não tenho mais paciência, saúde e vontade de brincar.
Não brinco mais e espero ser minha última palavra.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Dating School

Hoje saiu essa matéria no Jornal do Metrô daqui, leia o link e perceba que realmente, a minha impressão dos ingleses não é errada, tanto que agora existe até escola pra aprender a flertar, paquerar...


Dating School

Percebam que as dicas que são dadas já são usadas por qualquer menino do jardim da infância no Brasil rs

quinta-feira, julho 14, 2011

O difícil mundo do relacionamento com ingleses e entre ingleses

Chega uma hora que você pensa se muitas coisas realmente valem à pena.

Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...

Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...

Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...

Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!

Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.

Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...

Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...

Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...

Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.

E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...

Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.

Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...

Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs

Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.

Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...

Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.

E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?

segunda-feira, maio 23, 2011

Bulliyng

Amigos que lêem esse blog, fui obrigada a "pôr cadeado" no meu outro blog e twitter porque estou sofrendo bullying na rede.

Estou sendo "bullyinada" rsrss

Por esse motivo, esse blog também só poderá ser visto por pessoas convidadas.
Todos vocês que acompanham esse blog e o outro, mandem seus emails para mim, para o email que aparece aqui (o da carrie rss).

Vou deixar esse texto aqui no ar por algum tempo até poder fechar e ter certeza que ninguém ficou sem ser convidado.

Obrigada pela paciência em esperar postagens novas e agora demoro mais por saber que lêem e me entendem mal, porque não me conhecem o suficiente para ter a real ideia sobre a minha pessoa - como vocês, que acompanham esse blog, têm.
Mesmo muitos não sendo meus amigos pessoais, mas que se afinizam com o que lêem aqui e me dão respaldo pra continuar.

Beijo para todos!

terça-feira, março 15, 2011

Menos machismo ou apenas fazendo o trabalho?

Desculpem a ausência nesses meses todos!
Infelizmente o blog ficou parado por muito tempo, preocupações demais nessa cabeça... que semana que vem galga mais um aninho firme nos 30 rs

Bem, a postagem de hoje é sobre o caso que aconteceu com uma amiga que fiz aqui em Londres.
E lá vem mais uma comparação com o Brasil...

Ela esteve numa fase de volta e termina com o namorado, namoro que já durava mais de um ano... altos e baixos, com o dia dos namorados aqui, decidiram voltar, tentar mais uma vez.

Ele queria ver The King's Speech e ela já tinha assistido, mas resolveu rever com ele no cinema. Ele se atrasa, ela cansa. Ele chega comendo lanche do McDonald's diz que estava morrendo de fome e ela fica louca da vida: eu espero tempos por você e você estava no Mc??

Ela, já cansada da situação e vendo que realmente não ia ter jeito. Resolve ir embora e não ver mais o filme com ele.
Ele fica louco de raiva e a puxa pelo braço em plena Leicester Square lotada de gente.
Ela não aceita, tenta se desvencilhar e continua indo a caminho do metrô. Ele volta a segurar o braço dela e a puxa, puxa com força que a leva pela praça no meio da multidão que olha aturdida enquanto ela grita para que ele a solte.

Como todo lugar onde há multidão, há policiais aqui, eles o pararam.
O seguraram, fizeram tirar as mãos dela e o algemaram.
Ela acabou ficando impressionada também.
Os guardas perguntaram para ela se ela o conhecia, com a afirmação, perguntaram se isso era comum, se ele sempre fazia isso, se moravam juntos e se ele batia nela.
Ela, espantada, disse que não, nunca tinha acontecido aquilo e que ela mora com a família, graças a Deus não com ele.
Os guardas mantêm-no preso nas algemas e ele bravo... Os guardas dizem que se algo acontecer, para ela chamá-los sem a menor sombra de dúvida e que o manterão entre algemas até ela pegar o metrô.

Ela fica impressionada e cede: pede para os guardas o soltarem porque sabe que ele não faria mais nada depois disso. Os guardas aceitam a palavra dela, mas não deixam de recomendar: se sofrer alguma violência, não deixe de denunciar.

Ela pegou o metrô, mas ele a seguiu, e ela disse que o denunciaria se continuasse. Ele decidiu ir embora.



Nessa história toda, me impressiona o trabalho correto dos policiais, a primeira coisa que pensei é que no Brasil eles só olhariam o cara arrastando a moça e pensando "briga de marido e mulher ninguém mete a colher" e ainda, como a maioria dos brasileiros machistas diriam: ah, ela deve ter aprontado com ele, é uma vagabunda qualquer... assim como todo mundo pela rua pensaria isso e não se meteriam.
Porque é assim no Brasil, por isso no Brasil existe uma delegacia para a mulher, porque na delegacia comum o homem sempre tem razão, até quando não tem.
E só o susto que deram no cara, ele parece ter aprendido a lição: ele realmente a deixou em paz, porque ele sabe que a justiça aqui é pra todos, que essa de "a mulher é minha, eu sei o que faço" é coisa de brasileiro ou de qualquer outro ser extremamente machista.

Nunca imaginei que policiais poderiam ser tão corretos no seu trabalho sem julgar ninguém. Tiro o chapéu!

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Primeira comparação Brasil-Inglaterra

Andei comparando o comportamento das inglesas quando estão em ação - ou indo pra ação - pra balada... e o das brasileiras.

Não só nesse momento, percebi qual é o comportamento "tradicional" das pessoas aqui e fiz várias comparações com o Brasil.

O que eu vejo é o seguinte, por mais que uma mulher vá para a balada ou apenas se vista para sair à rua aqui parecendo uma prostituta ninguém, eu disse NINGUÉM, se sente no direito de ir ofendê-la ou dizer coisas vulgares, gracinhas, seja o que for, toda mulher aqui tem o direito garantido de ser do jeito que quiser e ninguém tem nada com isso.

Primeira diferença do Brasil... quando é que você não sai toda arrumada para uma festa e todos os homens te olham como se você estivesse se oferecendo para eles?
Não está, claro, mas eles têm esse ranço cultural de sermos objetos do tipo "frango na televisão de cachorro" e isso não tem a ver com conquista no sentido de conhecer aquela pessoa que lhe pareceu especial. Aqui, o caso é conquistador barato, de quem acha que tudo é sua propriedade, praticamente um Bush tomando terras no Oriente Médio e se gabando disso, como se realmente isso estivesse acontecendo.

Os homens no Brasil têm essa ideia de que todas as mulheres estão à disposição deles, que se ela está bem vestida é pra se mostrar pra ele, o pedreirão na boca do lobo na rua, sim, você se vestiu toda linda para ele, E-XA-TA-MEN-TE pra ele te achar a gostosa.

Eu não sei como surgiu essa ideia ou se é uma ideia que perdura no Brasil, essa do homem achar que ser ogro é bonito, mas infelizmente tem mulher tão desesperada que entra nessa e faz com que eles se sintam um príncipe quando na verdade são grandes sapos, não só fisicamente, mas pelo comportamente que têm.

Como eu ia dizendo, as mulheres aqui adoram minissaia, mesmo com o frio e não tem porque não usarem, ninguém as incomoda, no máximo, você verá os homens dando olhadas discretas nas pernas delas, beeeem discretos.

Claro que pode ser um pouco demais, como duas que vi andando de bicicleta de saia - se usa muito a bicicleta como meio de transporte aqui, todas as idades se locomovem com as bikes.
A primeira, estava com uma saia esvoaçante, o primeiro vento e lá pro alto a saia...
E não se viu um homem ou qualquer pessoa parada olhando e gritando "êee bundão, hein?" NINGUÉM!
Ela estava de meia-calça, sempre usam com saia, e eu lembrei na hora da cena de Bridge Jones quando ela cai de bunda na câmera, foi uma visão mais ou menos como essa rs mas ninguém se meteu na história e ela continuou seu trajeto.
A outra de bicicleta estava com um saia justa, se via todo o fundilho da... meia-calça... mas é meio... complicado, mas ninguém se acha no direito de falar algo pra alguém andando de bicicleta assim na rua.

O mais interessante de tudo isso é que a mulher pode se sentir tranquila e usar o que quiser sem receio de "o mecânico da esquina vai mexer comigo, vou atravessar a rua antes de passar lá", as inglesas não sabem o que é isso.
E se um cara resolver mexer, três coisas podem acontecer: a mulher nem olhar pra cara dele, desprezo total, ela pode o xingar (se pegar um da pá virada, pode apanhar, ainda mais se for uma grandona) e ser defendida por outros homens que acharão um cara totalmente doente o que fala coisas para mulheres na rua.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Primeira História Londrina

Para quem ainda não sabe, estou em Londres, há dois meses, e ando prestando atenção em como as pessoas vivem por aqui.

Meu primeiro contato foi num bairro distante do centro um lugar delicioso de se morar e... ter filhos!
Porque a grande maioria das mulheres por lá são donas de casa... engraçado... a gente pensa que vai chegar numa cidade como Londres e só ver mulher executiva... e o que eu mais vi nesse bairro foram mães e filhos...

A grande maioria das mulheres anda pra cima e pra baixo com seus carrinhos de bebê, alguns eu apelidei de "beliche" pq tem dois andares, pra duas crianças.

Sempre pensei que a Europa toda estivesse querendo ter menos filhos, mas vi que os ingleses não. O interessante é que a maioria quer ter filhos e não apenas um.

Percebi também que a maioria das mulheres parece bem nesse papel de mãe, parece que não estão tão preocupadas com a carreira que deixaram... talvez estejam numa de "desperate housewifes" quem sabe?

Conheci uma brasileira com filhos pequenos aqui, ela me disse que as mães das outras crianças não são muito amigas dela porque ela, como brasileira, é expansiva, e eles preferem pessoas fechadonas, como eles. E que existe um coisa meio infantil entre elas, querem fazer amizade com a mãe mais legal.
Sabe a mãe popular? parece que isso não muda...
A brasileira me contou que percebe quando uma quer ser amiga da outra, o problema é que nem sempre as crianças querem ser amigas dos filhos das mulheres que elas querem pra amigas... uma coisa meio maluca... coisa de quem parece não saiu da adolescência...
Com isso, percebi que elas têm que inventar algo nesse dia a dia dedicado aos filhos... algo próximo à idade deles...

Vendo os casais, também percebi que nem tudo são flores, apesar de ver muitos homens passeando com os filhos e perceber que eles cuidam mesmo das crianças, na maioria das vezes.
Nem tudo são flores principalmente pra muitas brasileiras que casam com estrangeiros, não só com ingleses, mas homens de outras culturas.
Essa brasileira é casada com um iraniano, criado numa cultura totalmente machista e ela me pareceu muito, muito sozinha, apesar do marido.

Não tenho certeza, mas pela nossa conversa, ela tem a mesma idade que eu, chegou cedo aqui, estudou bastante, fez até faculdade, mas se casou, teve filhos e virou dona de casa. E realmente parece tudo que ela não queria...
Ela demonstra muito querer um trabalho, porque é uma pessoa muito comunicativa, gosta de lidar com gente, não aguenta mais ficar em casa o dia todo. E aqui é cada um na sua casa e nem param para bater um papo com a vizinha.

Ela me convidou, sem o marido saber, para trabalhar como babysitter para ela, mas ela não poderia me pagar muito e não pude aceitar, era realmente muuuuito pouco, mas era o que ela conseguia do marido.
Ela me falava que seria tão bom se eu mudasse lá, porque depois do jantar, poderíamos bater papo enquanto lavávamos a louça e assistir filmes...

... daí eu pensei: e o marido? Não deveria ser ele a fazer esse papel?

Engraçado que era só eu falar que a casa onde morava o casal tinha problemas pra ela falar "quem não tem" e outra brasileira que encontrei falou o mesmo... engraçado... e o felizes para sempre?
Não, eu sei... não dá pra ser tudo um mar de rosas sempre, mas só vejo gente junta com problema...

Essa brasileira parecia muito próxima da depressão... acho que faltava carinho do marido e que ele tentasse ver que mora num lugar onde a mulher não é escrava do homem.
Ela contou que ele diz "quem sustenta a casa sou eu, eu falo o que deve ser feito, o dinheiro é meu, eu que trabalho, quem põe dinheiro aqui sou eu". Ela dizendo que não tem vergonha nenhuma de pegar roupa usava pras crianças pra economizar dinheiro e ele não vê nada disso...

Percebi que ela estava num estágio de perder a paciência com as crianças (um de 4 e outra de quase 2), porque ela não estava aguentando a monotonia do lar, queria ser livre, queria poder fazer o que quisesse, queria criar os filhos de forma diferente.

Para mim, a solução no caso dela seria voltar ao Brasil: ela tem certificados de inglês, poderia dar aulas fácil depois de 14 anos de Londres, a mãe poderia olhar os filhos, teria família pra conversar, teria amigos.
Quanto ao marido, não sei se ela tem em algum lugar.... e isso é muito triste... me parece tão frustrante...
E fico imaginando, poderia ser eu...

segunda-feira, agosto 30, 2010

Live together, die alone

Esse blog sempre teve o intuito de falar da vida da mulher solteira depois dos 30 ou daquelas que estão chegando lá.



Durante esse tempo que fiquei sem escrever, ouvi depoimentos de mulheres mais velhas que me falaram de uma outra questão. O que me contaram não saiu da cabeça e eu só pensava nessa frase título do post - de Lost.



As mulheres acima dos 50 ganham um novo dilema, foi o que conferi, seja solteira ou casada, a máxima do Dr. Jack Sheppard fica muito presente nessa fase da vida.



A primeira foi uma senhora solteira, por volta dos 78 anos que disse para que eu me "arranjasse", estava na hora, porque é triste ficar como ela, sozinha, e nunca poderia esperar nada dos sobrinhos.

Isso mexeu comigo, fiquei deprimida, pensei no assunto, só que aí vi o outro lado da história: a cunhada dessa senhora é viúva, os filhos moram muito longe e só se falam por telefone. Pessoalmente, só uma vez por ano e essa outra senhora, adoentada por conta da idade, vive sozinha na casa cheia de escadas que ela não consegue usar.

Ou seja: ela teve marido, teve filhos e também está sozinha, também se sente solitária e saudosa do tempo em que todos viviam do lado dela.



A terceira senhora, por volta dos 53, viúva mas vive com outro homem hoje. Disse-me que nunca dependeu de homem pra nada e não seria agora.

O amor acabou, apenas vivem no mesmo teto, mesmo ela sabendo de coisas ruins - envolvendo dinheiro - que esse "companheiro" fez. Por esses problemas financeiros ainda o atura em casa, mas diz que não tem absolutamente nada com ele, que não vê a hora de resolver esse problema pra que ela possa se sentir livre dele (mas se ele quiser, poderá ficar ainda na mesma casa que ela). Ela também está sozinha, e o pior: se enganando, pois disse-me: não preciso de homem pra cuidar de mim, sempre cuidei sozinha de mim e, afinal, pra que se cria um filho?



Cria-se filho para o mundo, não para ser nosso amparo na velhice. Se ele retribuir tudo o que se fez por ele, ótimo, mas nem sempre as coisas são assim, seja porque o filho não quer, seja porque ele simplesmente não pode.

quarta-feira, julho 14, 2010

Nova teoria...

Minha nova teoria parecia simples, ao meus olhos, pelo menos, mas fiquei pensando e percebi não é tão simples assim...

Vamos lá:

Quem beija mal faz tudo mal e quem beija bem... nem preciso dizer, né? Somente: UAU!!!

Mr. Big beija mal, ele apareceu primeiro por aqui, mas não é igual ao Mr. Big da Carrie Rica, é o contrário: meu ex-Mr.Big é mais novo que eu.
Já o Aidan da minha vida, que apareceu depois, é um tipo mais velho e charmoso, e beija... como beija!!!
Papéis invertidos na vida real pra mim...

Eu sempre tive uma esperancinha de que as coisas com Big fossem mudar, mesmo ele beijando mal, entende? Por exemplo: uma hora engrena... (ou cancrena... no final das contas...).
As coisas não tiveram tempo de engrenarem, mas acho que ele começou a beijar melhor nos últimos tempos.
Com certeza aprendeu comigo.

Ele sempre disse que eu beijava muito bem, assim como Aidan sempre disse isso.

A impressão que tenho com eles dois é que se você começa mal, termina mal (do beijo ao último suspiro rs). Se toda pessoa que beijar mal fizer o resto mal, isso será um grande problema e pode ser que alguém venha aqui e me diga "meu/minha namorado/a beija mal mas..."
e vou gostar de pôr minha teoria por terra.

Talvez a idade influencie: a pressão de estar com uma mulher um pouco mais velha (nem era tanto, só 4 anos), a ansiedade da pessoa, a afobação da pessoa e talvez até a experiência...

Mr. Big não me pareceu muito experiente desde o primeiro beijo e, apesar de todo amor que sentia por ele e toda as concessões que eu tenha feito, ele não parecia preparado. Não parecia realmente saber direito o que estava fazendo, parecia que estava tentando pôr em prática o que sabia muito mais em teoria...
E, eu, apaixonada, deixava as coisas passarem, mesmo quando de alguma forma ele botasse a culpa em mim.
Essa culpa em mim me encasquetou... eu beijava bem, mas não estava "contribuindo" e até o cansava????

Resolvi tirar à prova...
Parece uma coisa maluca, mas tive um novo affair com Aidan.

Aidan talvez tenha mesmo a favor a experiência: sabe exatamente o que uma mulher gosta e deseja, não precisa falar...
Tem certeza do que está fazendo (ou pelo menos é o que demonstra), em nenhum momento me disse que eu não estava "contribuindo" e que eu o cansava, em nenhum momento precisamos nos entender. Nos entendemos perfeitamente. E tudo começa com o beijo. Perfeito.

Tirando a prova com Aidan pude perceber que sim, que eu não faço nada de errado, faço certo, só talvez não fique tão a vontade com Mr. Big, por Mr. Big não ter tanta confiança em si e não ter deixado um espaço para que eu pudesse dizer do que eu realmente gosto e todas as outras mulheres (e que agora não vai mais saber, vai ter que descobrir sozinho... eu? fazer caridade? de jeito nenhum!). E talvez devesse ter tirado a prova com Mr. Big também, mas do tipo "por que você está dizendo isso? o que está dando errado? será que realmente sou eu?"

Prova tirada com Aidan: não, eu não faço nada errado, pelo contrário, sou muito boa desde o beijo rs
Mas eu precisava disso pra me sentir melhor, pra me sentir uma mulher completa.

Se a teoria é válida eu não sei... mas ficarei esperta com os próximos beijos e certa da minha competência e completude.

sexta-feira, junho 18, 2010

A Ficada

Ficar começou a ter esse nome, que eu me lembre, nos anos 90.
Quando eu era uma adolescente.
Era uma coisa nova, ainda não entendíamos muito bem como isso funcionava, fomos os primeiros cobaias dessa nova "experiência afetiva".
Claro que eu imagino que passados quase 20 anos as novas gerações estejam mais "escaldadas" quanto ao "ficar e só ficar, nada mais que ficar". Que emperrava bem o pessoal da minha geração, fã de Nirvana com cabelos cortados à la Anthony Kiedes e camisetas de flanela.
Os anos passaram e fomos entendendo direito como era esse negócio de ficar e aprendendo a lidar com esse ter e não ter alguém, ou ter alguém com você por alguns momentos...

Mas não é muito diferente do que é um relacionamento mais, digamos, sério, é?
Afinal, você também passa alguns momentos com alguém...
Dizem que a diferença é amar, estar apaixonado um pelo outro.

Vendo os adolescentes de hoje tão descolados na arte da ficada fiquei pensando, para eles parece mais simples, ficou e acabou. Talvez não seja, só dê essa impressão.
Mas observando bem, comecei a pensar em carência afetiva, algo como querer matar uma carência por alguns minutos.
Quantas vezes não temos carinho de ninguém e naquele momento temos um abraço gostoso, quente e proveitoso?
Um se sentir bem sem compromisso, como se fosse um alívio para uma pressão, um estress, uma dor no peito, um vazio...
Acho muito válida a experiência, é quase como aprender a se sentir bem, se deleitar com o outro, mas sem precisar ter cobranças futuras.
Quase um amor livre? Pode ser...

Já tive uma época em que achava que não dava pra ficar só por ficar, tinha que estar realmente interessada na pessoa, mesmo que não fosse isso que o outro pensava... e sofria.

Um dia, desencantada com um final de namoro que me deprimiu, um rapaz no trem, sentado no banco que fica de lado e eu na janelinha, percebi, pelo reflexo do vidro, não tirava os olhos de mim.
No começo achei engraçado, um garoto... será que estava mesmo olhando pra mim ou era só minha imaginação?
E realmente ele continou a me olhar até que puxou conversa. Por ele, teria me beijado ali na frente de todo mundo, na hora, eu não aceitei, claro, seria modernidade demais pra mim...
Queria saber minha idade, eu perguntei se importava, eu já com 31 ou 32, ele disse que não e que ele tinha 21 ou 22, não lembro.
Ele desceu na minha estação passou a catraca e ficou comigo, ali na plataforma de espera dos ônibus, perdeu o outro trem que ele teria que pegar.
Adorou meu beijo, adorou meu jeito. E eu como estava meio com a estima baixa me senti feliz, foi como acordar para a vida novamente.
Ele pediu meu telefone, marquei na mão dele, mas sabia que ele não me ligaria.
E não me importei, valeu por aquele momento de troca de carinho e por me sentir uma mulher desejada de novo.

quinta-feira, maio 27, 2010

Capítulo 40: beleza é fundamental?

Lembrei de uma coisa engraçada...
Dia desses peguei um ônibus com uma amiga, passávamos pela Consolação (não, não foi na Quinta Avenida...) e dentro deste ônibus havia um rapaz que eu conhecia da época da faculdade.

Nunca fomos apresentados, na verdade, ele sempre pegava ônibus no mesmo ponto que eu (como o Nerd, lembram dele?). E eu percebia que ele estava beeeeem a fim de mim, mas eu não dava bola pra ele, achava-o super novo - era calouro - cheio de espinhas e eu sonhava com um cara que era apaixonada ainda... (e que era um deus grego!), mas que só me enxergava como amiga e eu já havia perdido o contato... mas sonhava, iludida, que o reencontraria o mais breve possível...

O rapaz estava sempre me olhando, dava umas olhadas de "seca pimenteira" e eu desfazendo do coitado... um tempo depois, ele começou a namorar uma menina da mesma faculdade que eu. Ele adorava passar por mim pra mostrar que tinha namorada e parecia dizer "entra na fila!", mas eu não estava nem aí, achava bom por ele e continuava na minha ilusão.
Mesmo assim ele continuava de olho em mim...

Ao encontrá-lo no ônibus, sem espinhas, achei muito engraçado tudo aquilo... não sei se ele me reconheceu, pode ser. Mas eu assustei de vê-lo, tanto tempo depois, num ônibus.
Disse pra essa minha amiga que contaria a história e estava devendo há muito!

Só que minha ilusão pelo "Fenômeno" (ele tem o mesmo nome) era muito grande.
Eu tinha aquela ideia de que pra amar teria que ser um cara lindo, maravilhoso, de babar, ninguém chegava aos pés dele...
Perdi várias oportunidades na faculdade, havia outro bonitinho que parecia interessado e eu nem aí também, colocava defeitos do tipo "ele tem perna fina"... é, o outro tinha pernas de jogador MESMO...
E eu fui continuando iludida por anos (sério!!), eu não sei o que deu na minha cabeça naquela época... sei que achava que não havia ninguém que pudesse ser melhor.
Hoje fico pensando o quanto essa paixão platônica me consumiu, quanto eu perdi tempo com aquilo e quanto me iludi sem motivo algum - nenhunzinho!

Sei que a maioria das meninas, adolescentes, sempre sonham com o cara da capa da revista, da série, da banda preferida e acho que eu passei muito tempo assim.

Depois de muito tempo, quando se amadurece, é que se percebe que beleza não é tudo - claro, você sente atração pela pessoa, pelo físico -, mas não a enche de defeitos e aceita que você também não é uma deusa grega...

Essa fase de ilusão é comum, acho que faz parte da vida feminina: do príncipe encantado para o homem comum. Fase que eu demorei a sair...

O importante é não achar que todos são sapos... mesmo que passem alguns ogros por nossa vida.
Acho que a Bela e a Fera queria dizer isso, só agora entendi rs

sexta-feira, abril 23, 2010

Capítulo 39: Amor e/ou Sexo

Você sabe separar essas coisas?
Você consegue transar sem amar?
Você consegue amar sem transar?

A última é a mais simples, amor platônico é o que mais temos... mas será que ele só se "consome" assim? Será que é primordial esse encontro dos corpos no amor?
Ou antes: sexo é primordial?

E o mais importante: você consegue desvincular uma coisa da outra?
Se você disse sim a essa última pergunta: Parabéns!!!
Mas... assim... você não se apega nem um tantinho à pessoa? Não tem vontade de ficar mais um pouco com ela, não sonha com "algo mais"? Se desapega mesmo? Facinho?
Poxa! Parabéns, de novo! Você é um/a bravo/a...

Talvez, pelo menos é o que dizem, isso é mais fácil para os homens e a maior parte dos que leem esse texto devem ter dito sim... Se essa teoria for verdadeira...

Só que eu queria saber como é estar com alguém só por sexo...
É fácil não falar sempre com essa pessoa, é fácil não esperar nem uma ligaçãozinha, um sms ou qualquer coisa? É fácil não sonhar em querer mais e sempre essa pessoa?
Mas querer e sonhar com um tom mais romântico mesmo...?

Pra mim é uma relação extremamente de "apego". Não desvinculo uma coisa da outra e talvez por isso, muitas vezes, sofra tanto. Por menos que eu goste, eu acabo me iludindo, sou uma iludida convicta e inveterada, uma iludida e inveterada no amor...

Fico pensando se não há uma diferença muito grande em "fazer amor" e "transar", fico pensando que fazer amor é melhor, é mais sublime e, claro, dói mais quando não se pode ficar com a pessoa... mas não consigo me desapegar, então, pra mim, sempre será amor.

Não é o que o outro pode pensar e nisso, em andei comparando, sim! Eu comparei, tentei medir o que um que não me amava fez com o que me amava e a diferença foi gritante.
Não que um é melhor de cama que outro, não é isso, é diferente!
Os sentimentos envolvidos são diferentes, mesmo que eu esteja apaixonada em ambos os casos, mas com a pessoa vai acontecer diferente, vai encarar diferente.
Sem amor você tenta ser o bom, mostrar seu potencial, coloca-se uma máscara, o do bom amante, o próprio Dom Juan.

Com amor é uma questão de aprendizado, de se descobrir o outro e com o outro... não há máscaras, há entrosamento aos poucos, se escancarar e mostrar que quer, de alguma forma, aprender.

Aprender a amar ainda mais o outro, fazer feliz, ser feliz. Não só ali, naquele momento, mas devagar e sempre. Olhar nos olhos do outro e se reconhecer e se hipnotizar...

quarta-feira, março 10, 2010

Felizes para Sempre?

Tenho pensado muito nesta questão do amor, sempre penso muito nele, mas na questão do "felizes para sempre", isso realmente existe?

Há coisa de quase dois meses, faleceu uma tia da minha mãe, uma senhora de mais de 80 anos. Um docinho de pessoa, muito fofa!
O marido dela é vivo e também é uma pessoa adorável que estava totalmente inconformado no velório e enterro...
Depois de mais de 60 anos de casados deve ser muito duro perder a companheira de uma vida toda, pois passaram mais tempos juntos do que solteiros... assim como meu avós que chegaram aos 51 anos de casados e me lembro também da tristeza que abalou meu avô.

Lembro do meu avô falando o quanto minha avó era linda quando jovem, o quanto a amava e a admirava por tudo que passaram juntos com 8 filhos - 1 falecido com dois meses na véspera de Natal - trabalhando na roça de cana no interior de São Paulo.

Vendo casos assim fico sempre pensando se isso existe mesmo... se o amor pode mesmo durar e ultrapassar anos e até a morte. Se existe tanto amor assim...
Acredito que exista vendo a dor desses senhorinhos tão fofos e que, com certeza, não foram homens tão modernos com suas esposas, mas que as amaram do jeito que sabiam e do jeito que a época obrigava a ser.
Espero um dia ter essa mesma sorte (talvez eu já tenha, mas não é para esse momento).
Espero um dia cantar When I'm sixty-four com este pessoa... daqui há quase 29 anos... e outros 29 se puder...

Às vezes penso que esses casamentos só deram tão certo porque a época exigia que dessem certo, acho que as pessoas tinham uma dose maior de paciência com o outro (principalmente as mulheres e aceitavam até como sina, com resignação) e até compreensão... quem sabe?
Acredito que às duras penas serviam pra enxergar melhor a pessoa que você tinha ao lado e a vida ensinava às pessoas a serem mais obstinadas (ou conformadas?) em que desse certo.
Se fosse só ser conformada ou ver como sina a relação esses homens não sentiriam essa dor tão forte, não lembrariam de suas esposas com tanto amor nos olhos embargados de lágrimas e o coração tão triste.
Duas cenas também se repetiram com esses senhores: os dois me mostraram a foto do dia do casamento deles com uma alegria juvenil, como se estivessem me mostrando a coisa mais importante da vida deles, o tesouro que ganharam e com eles contruíram um vida. Talvez dura, difícil, cheia de necessidades, mas com amor genuíno e verdadeiro, simples e feliz à sua moda.
Não vou esquecer esses porta-retratos que eles levavam junto ao coração para me mostrar a grande alegria que viveram.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Capítulo 38: da traição

Relações amorosas são difíceis.
Tenho uma grande propensão - como já perceberam - a ser pessimista com elas, ainda mais quando converso com dois amigos no mesmo dia e um, depois o outro falam em traição...

O primeiro fala que viajou com os amigos e ficou com outras garotas na viagem, voltou e disse para a namorada que não rolou nada além de muita bebida, nada de garotas...
Começa a me dizer que não está tão afim assim da menina, a namorada, que vai ficando, passando o tempo...
Tudo bem, passe o tempo, mas seja honesto: é só sexo, ok?
Não seria mais justo?
A menina parece muito apaixonada por ele...

Depois outro vem me falar que todos os amigos dele - eu não perguntei nada! - traem as namoradas, não conhece um que não faça isso - só não falou dele próprio rs
Afinal, por que isso? Qual o sentido de estar com alguém que não te "satisfaz" plenamente?

Eu sei, muitas vezes as coisas podem acontecer sem se esperar, por carência ou qualquer outra coisa, mas quando se começa a trair compulsivamente, quem realmente está sendo traído?

É difícil para mim falar sobre esse assunto do ponto de vista dos "traidores": nunca trai, já fui traída, sim e não vou ficar dizendo que a culpa é dos homens que só eles fazem isso... não vou ser sexista, mas dois amigOs vieram falar isso pra mim num mesmo dia! Falar sobre homens que traem... será que as mulheres escondem isso até das amigas, por isso fica difícil falar em traição feminina?
Quem sabe?
Eu que não vou ficar do lado de ninguém. Só sei que ser traído é uma coisa difícil... você fica se perguntando por quê e não descobre... talvez nunca descubra, talvez a própria pessoa não saiba porque fez isso com você...
É difícil perdoar, nunca me pediram pra perdoar então não sei se perdoaria...

Sei que muitas vezes me sinto traída, mas não porque houve uma traição propriamente dita, ser trocada por outra/o. Mas é sentir assim quando a pessoa não fala o que realmente sente, o que realmente quer, não se abre, não compartilha e depois deixa as coisas chegarem aos seus ouvidos por outras pessoas. Isso também é traição.

Ou quando a pessoa diz uma coisa e faz completamente outra... me sinto enganada, me sinto triste e frustrada quando penso que fiz uma escolha consciente e o outro não fez... apenas está "passando o tempo" ou fazendo eu perder o meu precioso tempo...

Seria mais fácil dizer: estou passando o tempo, é só isso, tá bom?
E eu diria se quero continuar passando o tempo ou gastar meu tempo de outra forma...

Não precisa haver exatamente uma "traição física" para nos sentirmos traídos. E talvez essa seja uma traição ainda mais triste e difícil de se "aguentar": ignorar o outro.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

O Top do Relacionamento

Esta semana estava conversando com um ex, sempre conversamos, acabamos por ficarmos, digamos, amigos.
Claro, não vou mentir, se as coisas fossem diferentes eu ficaria com ele no final rs tipo filme, mas não é assim, ele não é Mr. Big e graças a Deus não existe um traste daqueles na minha vida - ou será que esse é o meu traste tipo Mr. Big???? Gente!!! Verdade!!! rs
Talvez seja mesmo... se eu sofri o que sofri por ele e digo "se as coisas fossem diferentes eu ficaria com ele..." é porque é grave!
Não, não é grave! É quase grave rs
Eu não desfiz meus planos por ele. Os meus planos com ele teriam que ME englobar nos planos dele, ou seja, teria que ser também os "planos de Big com Carrie" não só de "Carrie com Big"... tem que ter sempre reciprocidade!!!

Voltando.
Nessa conversa ele fala dos relacionamentos que não dão certo e pensa no que ele faz de errado. Quando me cito, ele diz que nós poderíamos ter dado certo (bem, alguém atravessou nosso caminho), segundo ele, tínhamos afinidade e diálogo...

Aí fiquei pensando nisso:
Caramba! são duas coisas primordiais num relacionamento! Se tínhamos isso o que foi que deu errado? Será que tudo isso não é tão importante assim?

Resolvi fazer uma enquete no twitter, infelizmente só mulheres me responderam, o único homem que respondeu foi outro ex e prefiro não contar a resposta dele, também foi meu ex, não é verdade? Seria pessoal demais!
Daí perguntei: na escala de 1 a 10 (1 sendo o melhor) em qual posição ficariam essas duas coisas (diálogo e afinidade).
Três garotas me responderam assim:

Zandali:
Diálogo 1 - Afinidade 2;
e em terceiro ela diz que é senso de humor: "adoro homens que me façam rir!"

Azanharangel :
Diálogo 1 - Afinidade 3

Garota no Hall:
Diálogo 2 - Afinidade 3

Percebi que SIM! essas duas coisas são realmente muito importantes e eu não sei onde ele vai achar outra em que ele possa ter isso tão claro... (perdeu, playboy! rs)

Bem, se alguém quiser mandar seu "top 10" ou "top 5" fique a vontade nos comentários.
As meninas que quiserem completar o ranking também.

E aqui vai o meu top 5, apesar de achar difícil enumerar porque há coisas que são tão importantes quanto outras...

5 - Companheirismo;
4 - Compreensão;
3- Afinidade;
2 - Diálogo;
e o número 1 é o que mais faltou nos meus relacionamentos e é a coisa que mais preso e não tive reciprocidade:

RESPEITO!