segunda-feira, janeiro 26, 2015

Aberta a temporada de pretendentes

Sabe aquela coisa de família ficar cobrando para que você case, tenha filhos e aquele velho blábláblá??
Não só família, mas um monte de vizinhos, gente que cresceu com vocês, e a pqp... todo mundo se acha no direito de dizer o que você tem que fazer da sua vida, qual é o "certo" ou "errado" e, claro, você não sabe o que está fazendo da sua vida, precisa que os outros digam...

Pois é... então, eu resolvi fazer uma lista para pretendentes, se alguém se encaixar em todos os requisitos (eu disse TO-DOS!) pode ter, TALVEZ, alguma chance...

1- Conhecer 95% das bandas que eu gosto e curtir também - não precisamos concordar em 100%, só 95...

2 - Saber se virar na cozinha, não espere que eu cozinho todo dia para você ou, então, aceite que a comida será congelada e requentada no jantar...

3 - Não beber socialmente - porque eu sei o que significa "beber socialmente": encher o c* de cerveja toda festa de amigos que tivermos que ir, ou você entra pro AA ou resolve mesmo se controlar e chegar em casa sem dirigir o carro (porque bêbado realmente se acha o piloto);

4 - Ter em mente não passar o resto de sua vida no Brasil e estar pensando seriamente em tentar outros voos por lugares novos e onde se vive (e não, como aqui, que se sobrevive), de preferência Inglaterra ou Escócia - aceito Canadá, mas prefiro Nova Zelândia...

5 - Dar mais atenção a mim do que aos amigos. Amigos são amigos para a pelada de domingo, não para se agradar 24 horas por dia, 365 dias do ano: eles sempre levam a vida deles numa boa e não retribuem de forma exagerada...

6 - Ser um cara forte e capaz de olhar nos meus olhos e dizer: as coisas não estão certas, precisamos conversar! E falar o que é preciso falar, não sumir por um mês... e voltar com cara de c* ou resolver falar por algum aplicativo de celular ou bate-papo do Facebook;

7 - Se tiver algo a me dizer, diga na cara, não espere para jogar na minha cara quando brigarmos. Se algo não lhe agrada, seja sincero e diga. Tenha coragem!!!! mais uma vez;

8 - Olhar bundas alheias na minha frente ou fazer comentários ridículos com os amigos, do tipo que saíram hoje da quinta série faz de você uma carta fora do baralho, nem tente se arriscar...

9 - Pãodurismo tem limite e senso: não reclame do valor  pago a diarista, se comprou um IPhone novo, se você é desse tipo de pão duro só com coisas que realmente valem mais a pena que um celular ou qualquer tranqueira assim, me esqueça! Você é um babaca e se tentar algo, vai limpar a casa sozinho;

10 -  Gostar de Cunnilingus (eu sei que você vai no google...), mas gostar MESMO! E saber mesmo fazer dos bons, além de outras coisitas e conversar sobre o que agrada cada um;

11 - Diga que não está conseguindo dar a segunda, melhor do que mentir e dizer que "é assim mesmo", só no outro dia e com dificuldade. Ter conversas aberta sobre tudo servem pra isso, pra não causarem situações ridículas;

12 - Saber citar frases de Seinfeld dentro do contexto certo. Ter visto todos os episódios mais de 3 vezes; (isso vale também para Arquivo X entre outras séries)

13- Não passar o final de semana todo só vendo esportes na TV;

14 - Lavar e passar suas roupas é seu trabalho, não meu, principalmente camisas sociais: vão pra tinturaria;

15 - Se eu fizer algo que o deixou bravo, por favor, diga o que foi, não fique com cara de c* e sem falar o que está acontecendo e quando eu perguntar, não diga "é coisa de homem" porque isso não é coisa de homem e sim de moleque;

16 - Gostar de ir a shows das nossas bandas favoritas;

17 - Filhos: se tivermos (auauahah você passou por todas até agora? rs) não serão só minha responsabilidade, apesar de saber que sua cota para o nascimento deles foi bem menor que a minha, deverá haver uma divisão de tarefas onde meninos e meninas não terão distinção entre "isso é coisa de menino, isso é coisa de menina";

18 - Don't let me down! Ou seja, se você é do tipo pessimista, rabugento que tudo põe defeito - principalmente em mim, sai daqui, já!

19 -  Assistir UFC faz você também estar fora do páreo;

20 - Não reclamar do preço das coisas quando for pagar também é um sinal de delicadeza e não que está desperdiçando dinheiro conosco;

21 - Dizer "eu te amo" todo dia, até o final dos nossos dias juntos (se citar Beatles,  também vale).

22 - Final dos nossos dias juntos não quer dizer até que a morte nos separe, não se preocupe com isso: dure o que for pra ser verdadeiro (se você se encaixar em todos os outros passos);

23 - Lembre-se tudo isso aí em cima é fácil de cumprir, se você realmente estiver comprometido e tiver bom gosto;

24 - Ah! isso me fez lembrar: não ser leitor da Veja;

25 - Não ser evangélico ou de qualquer religião que seja mais conservadora;

26 - Não ser Tucano e adjacências;

27 - Sair com os amigos pode, desde que não com outras mulheres em jogo. Dia dos amigos é um jeito bem saudável de manter a amizade a relação ao mesmo tempo. Enquanto isso, estarei no dia das amigas e será também muito agradável (melhor do que eu no meio de seus amigos dando pitacos).

28 - gostar de animais e também querer participar de atividades - ou pelo menos doações - para salvá-los ganhará bônus!

29 - gostar de gatos e cachorros - em casa;

30 - Assine que será lavrado em cartório para conferência e penalidades caso faça algo contrário ao que foi exposto acima, sofrerá multa de 10.000 reais por item passado por cima.


Bem, acho que está de bom tamanho e bem claro, né?

É isso!
Alguém se habilita?

Quer dizer, há algum habilitado?

quinta-feira, outubro 16, 2014

Teimosia

Mais uma vez, eu precisei dar a cara pra bater pra ter certeza do que estava na minha cara...

Eu tenho certeza de que ele não quer nada comigo, mas eu precisei dar um golpe de misericórdia a mim para ter absoluta certeza.

Acho que agora eu paro, né?

Espero do fundo do coração que minha teimosia, que parece até, desse jeito, obsessão, pare agora, definitivamente.

Anda, Carrie! A fila anda!

terça-feira, outubro 07, 2014

Parênteses para algo interessante

Fazia anos, muitos anos, que não comprava a TPM, quando ela começou a ficar mulherzinha demais pro meu gosto, parei de comprar... estava me sentindo lendo a Nova... e aquele não é meu mundo, definitivamente...

Ao ver essa capa e os títulos de artigos fiquei curiosa e comprei.

Realmente, está muito interessante! Está valendo a pena a leitura.

 
 
Sabe quando você não se sente mais um E.T. e vê que o que sente e pensa é coisa da sua cabeça e de mais um milhão de mulheres, nada anormal e de quebra ainda descobre o quanto, sabe-se lá porquê rsrs , os homens gostam tanto de cair de boca numa b*ceta, que eu, por exemplo, sempre achei a coisa mais desagradável do mundo rs
 
Carrie pobre, abrindo a mente e fazendo descobertas...
 
 

quarta-feira, outubro 01, 2014

Tira-teima?

Tem horas que eu tenho vontade de me inscrever em algum desses sites de relacionamento, mas aí eu penso em quanto isso não dá certo pra mim, isso de conhecer pessoas pela internet.
Eu tenho azar com isso.

Não, não tenho azar...
Tenho dificuldade em lidar com minha carência e isso interfere na minha vida amorosa. Não que eu seja a culpada de tudo... não, mas eu sei que atraio pessoas que não se comprometem, pessoas com baixa-estima, pessoas que têm gostos parecidos com o meu, mas que não querem "ir pra frente"... eu sei que eu só atraio o que está na mesma sintonia que eu e como minha sintonia não anda bem, sei que me interessarei justamente pela pessoa que menos deveria.

Como disse em outra postagem, há pouco, tenho recaídas pelo meu ex, mas é que eu não tenho visto "alternativas" para minha vida amorosa e ela descamba em: ah, como ele era tão fooooofo!
Mas e o resto da história? E todo o resto que me fez sofrer?
Eu esqueço, eu deixo de lado... e por quê?
Porque eu sou teimosa: teimo que deveria ter dado certo, teimo que precisava de mais tempo para ter certeza, teimo que quero exatamente aquela pessoa...
Teimo.
Ou amo?
Será que amo demais ainda ou só quero me enganar?

Sinto muitas vezes uma vontade louca de entrar em contato com ele e abrir o jogo - mas abrir o jogo sobre o quê se cada um seguiu sua vida? ou pelo menos ele seguiu a dele...
Do que isso adiantaria?
Pois é, do que adiantaria?
Só sofreria mais um pouquinho tanto se a resposta dele fosse não como sim. Porque eu já conheço bem essa história e teria que estar ciente de que se voltasse seria por minha teimosia, insistência e carência tentando ser preenchida a qualquer custo.
E...
Se não? Se a história não for igual dessa vez?
Será que eu realmente mudei a esse ponto? E ele, mudou também a esse ponto que agora as coisas deem certo?

Acho que deveria esquecer as suposições: o que foi, foi... não volta e talvez seja melhor que não volte. Ou melhor de tudo: parar de querer reviver coisas, desapegar mesmo e seguir em frente, mas ainda assim com medo de me envolver.
Afinal, é mais fácil se envolver com quem se conhece, mesmo que, realmente, não seja tão fácil assim...


sexta-feira, setembro 19, 2014

Sabe o que acaba com uma recaída?

Ouvir o nome do melhor amigo do Mr. Big!

Sim! Quando ouvi o nome de um dos grandes amigos dele e, fazendo o mesmo que antes, eu tomei um banho de realidade...
Tudo voltou à minha cabeça: o quanto esse cara e o que ele fazia era mais importante que eu.

Espero que esse banho de realidade dure pra sempre!

quinta-feira, agosto 28, 2014

Das recaídas por Mr. Big

Você tem recaídas por antigos amores?

Eu tenho muitas!

Talvez essa  tenha sido uma das recaídas mais fortes, mas sem ser, digamos, uma via de mão dupla, apenas eu (até onde sei) sinto vontade de voltar.

Sabe quando as lembranças estão muito fortes na sua cabeça? Quando você passa por lugares que têm uma história pra você, uma música ou alguém pergunta sobre aquela pessoa? E pior: tudo ao mesmo tempo!

Foi o que aconteceu comigo...
Não levo isso adiante porque eu não quero atrapalhar a vida dele, me parece bem do jeito que está - e longe - não quero que minha carência e egoísmo estraguem a vida de ninguém, nem a minha.

Sim, carência, porque eu não sei se é realmente amor... quando me recordo das coisas, acho que é.. e forte.
Porque eu lembro do primeiro beijo que demos, do carinho um com o outro, do quanto o meu nervosismo atrapalhou momentos lindos selados com "eu te amo" de ambas as partes. Nervosismo porque tudo parecia certo, menos nós dois juntos e isso me deixava infeliz de não poder viver mais esse amor e me angustiava...
Minha cabeça girava... estava ansiosa e o futuro atrapalhava o momento presente e agora o passado me assombra por não tê-lo vivido bem...

Queria voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas não sou Dr. Brown nem Martin McFly...

Se for AINDA pra ser será?

Não, acho que o tempo passou demais e eu parei na janela vendo ele passar.

E como eu disse: não quero ser egoísta, ele é do mundo como todos somos e espero que ele esteja muito feliz com a vida atual dele, sem mim, que talvez seja apenas uma lembrança boa, mas também trabalhosa... hoje penso bem mais no que ele pode ter sentido nesse "não poderemos viver esse amor" e que eu tenha sido egoísta de não perceber isso...

Agora percebo e espero não  ter causado mais males do que bens pra ele.
Que você seja sempre feliz, meu Mr. Big!
Porque você é grande, é uma pessoa grandiosa de um coração maravilhoso que sempre estará guardado na minha memória e no meu coração.

Perdoe-me as injustiças e as explosões.


E algo que não sei se ele lembraria, mas eu me lembro muito bem o porquê desta música, mas este vídeo e letra retratam tudo que sinto agora.


quinta-feira, maio 01, 2014

Um texto, uma nova Carrie?

Esta semana li um texto que achei muito "pesado", ele exatamente falava de coisas que eu já tinha vivenciado e nem por isso concordei com elas... engraçado ter achado o texto tão pessimista e amargo, coisa que faço muito... mas que não quero pensar mais da mesma forma.

Então, vejamos, dêem uma lida aqui e comentarei...

O texto fala muito em se importar com o outro, que quem se importa é feito de bobo, ou seja, quem mostra não se importar é o mais forte da relação, que não liga, só manda mensagens, quando manda e tudo mais. Parece que o texto fala de um grande desapego ao outro e que o outro aceita tudo isso de boa vontade, por quê?
Por quê alguém aceita se submeter dessa forma a alguém?
Insegurança?
Medo de ficar sozinha/o?


Sempre me lembro de ter feito o máximo para que meus relacionamentos dessem certo, mas nunca imaginei que o outro não estava tão apegado, acho que quando estamos apaixonados não conseguimos ver essa relação de desapego ou ela só anda mais forte agora, que me aposentei rs
Porque nunca vi essa coisa do outro mostrar desapego, na verdade, eu sentia era que estavam apegados e isso me iludia, como um caso famoso que sofri por semanas sem saber do paradeiro da figura, achava ATÉ que a culpa era minha, mas só achava isso porque tudo parecia perfeito.

Uma coisa que se fala é que você espera uma vingancinha que não vem, sim, eu esperava para que a pessoa tivesse o tal "karma ruim" para que sofresse como eu sofri, mas quer saber?
Devem sofrer mais por se darem conta do que perderam... mas você só se dá conta disso quando sai da fossa e vai viver e vê, sabe por amigos, o quão bosta está a vida do outro depois que terminou com você, mas aí, isso já não te alegra, até fico com dó, porque cada um tem sua escolha.

E como diria o Chaves: a vingança nunca é plena, mata alma e envenena.
Enquanto se fica envenenado não se vive, a alma realmente morre, então, deixe que o outro viva a vida dele, ele sabe que fez merda, ninguém vai precisar dizer. Principalmente quando ele fizer comparações com entre você e a nova namorada (eu sei que saio ganhando).

Por mais que a postagem queira falar de como é difícil um relacionamento, ela não parece falar de um relacionamento, apenas de uma coisa passageira, que está fadada a não vingar. Pelo menos é como interpreto o que está ali escrito...
Se fala muito em marcar para sair, mostrar interesse, parece coisa ainda de começo de namoro, de quando está se tentando conhecer mais a pessoa...  não de uma relação já, vamos dizer, acertada entre ambas as partes... ou ambas as partes não sabem o que estão fazendo? Um acha que o outro está afim e vai levando isso ad infinitum?

A questão das mídias sociais ajudarem a trair, eu não acredito... fui traída e trocada por alguém que mal usava a rede social, que usava de outros meios muito mais envolventes para afirmar seu interesse e ajudar na traição.
Não adianta ficar na paranoia, o  texto é extremamente paranoico, parece que nunca nada vai dar certo que se está fadado a viver ou num mundo de mentiras ou não confiar em ninguém...

Acho que o texto é válido por um motivo: se perceber alguma das coisas do texto rolando em seu relacionamento: pare de se iludir. Abra o jogo e leve bem a sério os sinais que vê, não pense que são imaginação da sua cabeça, não são! São palpáveis! Não vale a pena sustentar isso. E se o outro disser que não é nada disso, fique de olho e espere um momento para pensar, de preferência dê um tempo para pensar melhor e verá se a pessoa te dará atenção ou não... se você optar por tentar mesmo sabendo que não estão dando atenção a você, pode estar fadada/o a ver uma mensagem de término de namoro, como eu, que recebi uma mensagem no meu MSN.

O texto é amargo, mas essas coisas realmente acontecem, não se deixe levar pela ilusão total e nem seja paranoico, tente o meio termo. Coisa que eu mesma nunca consegui, mas acredito que estou tentando aprender (eu quero muito!) e poder viver, quem sabe um dia, um relacionamento em que as coisas fluam bem, sem ansiedades, sem desconfianças, sem medo de ser feliz.

O que eu ainda tenho muuuuito: medo, mas como disse a um amigo: sei que tudo estava em mim, eu atraía esse tipo de pessoa e enquanto minha sintonia for com pessoas que não se importam, vou encontrar pessoas que não se importam, por isso, estou tentando aprender a lidar melhor comigo mesma, para depois poder lidar com os outros. Sem medo, sem cobranças e com a cabeça mais leve.

sábado, janeiro 04, 2014

Do machismo

Tenho estado meio deprê, isso é fato... assim como com medo de me relacionar, mas há coisas que me deixam ainda mais pra baixo...

Como já não sou uma criancinha, sou uma senhora balzaquiana que Balzac diria que "estou no ponto", tenho pais mais velhos e conservadores - e muuuuito!

Primeiro, eles devem achar que sou virgem, ou pelo menos querem acreditar nisso...

Ter pais mais antiquados só faz eu me sentir ainda mais um peixe fora d'água.
Adoraria ser como a verdadeira Carrie, toda dona do próprio nariz, fashion, colunista famosa... mas sou só uma versão pobre.

Então, imaginem que você está tentando, mais uma vez, acertar na sua vida profissional e por acaso comenta com sua mãe sobre as amigas que fizeram faculdade com você. Ao dizer que elas, hoje, são professoras universitárias sua mãe pergunta: o que precisa fazer pra ser professora de Federal?
E eu explico que é preciso o Mestrado, na maioria dos casos Doutorado que se leva 2 anos em um e mais quatro no outro e minha mãe dá o veredicto:

- Você poderia ter feito o mesmo que elas. Estaria bem hoje...

Não foi uma observação para me cutucar - não acredito nisso - mas me magoou muito... parece que só eu não dei certo na vida, que eu não quis ser como elas e não que eu não que tive oportunidades diferentes das delas. Eu não tive bolsa de iniciação científica na graduação - o que já abre as portas para o mestrado. Não é tão simples, mas se eu argumentasse isso com minha mãe eu só me sentiria pior e acabaria, até, dando razão a ela: isso mesmo! sou um fracasso, mãe!

De outro lado, você tem que conviver com o machismo de um senhor de 72 anos que vive como se tivessem no século XVIII, nem no XIX...
Meu irmão se separou há um ano e ele não se conforma até hoje que isso tenha ocorrido: nunca na família havia acontecido isso, para ele é um horror, não pode ser! Só pode ter acontecido algo muito grave (como ela traído meu irmão, como bom machista, é claro que a mulher é a bruxa má da história), mas a verdade é que as coisas desandaram e não dava mais certo. O que todo mundo que vive no século XXI entende...

Ele fica sempre resmungando que não se conforma, culpando a moça e perguntando a mim (é, sobra pra mim) se meu irmão não arranjou uma namorada, porque ele tem que refazer a vida dele...

Percebem?

Meu irmão teve a chance dele e merece outra e eu? Eu não mereço nada?
Eu, por ser mulher, não mereço. Não tenho vez.
Ele quer tanto um neto, mas não me dá a mínima chance, não pergunta se não conheci ninguém - não que queira ser pressionada, quero ser lembrada!

Tá certo que há um tempo ele disse que só vê piriguetes se dando bem e moça "direita" não... o jeito dele estar do meu lado, mais ou menos, mas isso é tão vago... tão... machista também, né?

Então, eu ouço de um lado o quanto sou inútil de não ser uma professora universitária e de outro que tenho que ser uma mulher sem vida amorosa, que mulher é pra ser assexuada... acho que estou vivendo no Talibã...

Isso me deprime ainda mais do que já estou... será que um dia conseguirei poder virar para minha pros dois e dizer: e agora? quem está por cima?

Que post mais infantil... para quem tem mais pais mais novos e está lendo aqui deve ser a história mais bizarra que já leram... e eu também acho bizarro como eu ainda tenho coragem de escrever isso tudo aqui... mas onde vou desabafar?

Na psicóloga! - alguém aí poderá dizer... desculpem, estou péssima...


quinta-feira, dezembro 19, 2013

Do Vazio

Pois é, há pouco tempo escrevi sobre não querer me relacionar, ainda não quero, mas o vazio me machuca...

Tentei fazer aproximações que poderiam ser faca de dois gumes, mas vejo que não é o caminho mais acertado... a solidão bateu... quem mandou parar de fazer mil coisas ao mesmo tempo?
Enquanto fazia isso, doía menos...

domingo, dezembro 01, 2013

Joga-se a toalha, fica a dor

Numa das minhas últimas postagens falei que cansei, que não quero mais ninguém na minha vida.

Continuo firme nisso, mas este não é o motivo de tanto hiato neste blog, acho que ando numa fase pouco criativa pra escrever.
Ideias eu tenho, temas, falta tempo pra escrever e quando tenho parece que não flui... uma pena... mas espero voltar a escrever aqui e nos outros blogs que tenho.

Votando, como disse, joguei a toalha, cansei de sofrer por amor.
Às vezes vejo caras interessantes, mas coloco obstáculos do tipo: nunca que ele iria olhar pra mim; bonito, mas com certeza ordinário; deve ser o tipo que gosta de falar pros amigos das suas peripécias e jogar a menina no lixo; deve ser gay; que imbecil! olha as coisas que ele estava conversando... e assim vai...

Claro que tem dias que me sinto triste de estar sozinha, não vou mentir, mas aí me lembro de tudo que sofri e fico queitinha de novo...

O problema (ou não) é que parece que estou ficando menos fechada... ou acho que estou pensando em tentar novamente, mas isso não é certeza... nada é certeza.

Tem dia que a recaída é até por "exs", mas aí eu lembro de algumas situações imensamente constrangedoras e que aguentei para estar com alguém (será que era amor? acho que não... ou será que sim? veja o nível das dúvidas...), situações que não quero nunca mais viver, mas tenho medo de viver por achar que minha carência que vira tolerância falarem mais alto.

Não quero mais ser tolerante, pra mim, tolerância em relacionamento amoroso só quer dizer uma coisa: sufocar o que tem de errado e ficar se iludindo, se frustrando mais e mais numa relação que nasceu fadada a nem ter existido.

Vejo sempre tanta gente em relacionamentos em que aguentam o que eu decidi não aguentar: problemas com bebida, traição, ofensas em forma de brincadeira (mas não deixam de ser ofensas), controlar o outro (essa, pra mim, é a pior) e o que sempre me frustra mais: não contar a verdade/o que sente realmente, guardar para si o que não gosta.

Ficar com a pessoa, mas sempre escondendo que não gostou de tal atitude ou tais palavras e um dia, booom! joga na cara sem cerimônia, sem NUNCA ter dado a entender em NENHUM momento que não gostava daquilo. Fica parecendo que a coisa desandou do nada, quando na verdade já era uma avalanche dentro do outro.

Eu não quero mais guardar bolinhas de neve  que viram uma avalanche pronta a destruir tudo pela frente, minha tolerância chegava a esse ponto e isso nunca fez bem pra mim e, acredito, nem para a outra pessoa, mas sei que muitas vezes a pessoa sabia porque eu estava daquele jeito... só se fazia de vítima... e isso é outra coisa que dá vontade de bater no outro!
Se fazer de desentendido... mesmo você dizendo: as coisas não estão bem... e ele "não! está tudo certo! onde está errado?" na cabeça dele...

Bem, acho que elenquei um monte de coisas para continuar sozinha rsrs

O problema é que não estou feliz assim, mas tenho medo de me envolver, porque eu sei que estou cada vez mais medrosa, insegura e não confiante nos homens...
Parece que o tempo que dei só me fez mais mal do que bem.
Acho que analisei demais os homens e não vejo futuro em nenhum deles, só vejo um bando de caras babacas e a cada geração mais - não que pretenda sair com um menininho, mas ao invés das gerações ficarem melhores, estão piorando, estão mais machistas e ogras... é só ouvir a criançada falar... afinal... eles nascem ouvindo funk... o machismo em forma de batidão.

A dor é essa, jogar a toalha e não me encaixar, mas sempre fui sozinha, então, é uma dor crônica já. Até quando estava com Big eu estava sozinha. É aquela história do viver junto, morrer sozinho de Lost... o problema é que já vivo sozinha... e escolhi isso.

Eu não deveria me sentir sozinha, eu deveria ter meus planos e viver bem, mas não vivo, o vazio não deveria aparecer, mas não sou perfeita, mas também não quero ninguém para me fazer sofrer de novo.

Eu não consigo mais acreditar/confiar no outro.

Então, melhor continuar sofrendo sozinha.

quinta-feira, março 07, 2013

Diálogo (ou Monólogo) Bizarro da Vagina

Parece que essas coisas só acontecem comigo, se já aconteceu com você que está lendo esta postagem, por favor, comente e diga: sim, já aconteceu comigo!


Estava num ponto de ônibus no centro, hoje, procurava um ônibus pro metrô mais próximo porque chovia e levaria uns 10 minutos para chegar à estação, e se fosse a pé, chegaria ensopada.

Uma senhora por volta de uns 65 anos também estava ali esperando. Havia mais umas duas pessoas, mas pegaram um outro ônibus. A senhora puxa conversa, odeio isso, mas quis ser educada com a senhora por conta da idade, fiquei pensando se não faria o mesmo pela minha mãe e me arrependi.

Ela começou a falar da demora dos ônibus e me disse que passava ônibus pra todo lugar ali, fiquei mais tranquila, porque tinha ainda que ir em outro lugar, sair do centrão e ir pra lá de Santana...

Daí ela começa a falar do marido que resmunga que se fosse hoje não se casaria de novo, se soubesse que passaria o que passa hoje, não teria casado e também, como ela disse que o "amigo" do marido está murcho e que odiava aquilo... Odiava ter que fazer as vontades do marido e que agora só machucava a bexiga dela. Que depois que ficou velho, "aquela coisa mole" não dava... e mostrava com a mão como seria a vagina e o troço mole querendo entrar forçando...

Eu ouvia com cara de espanto, nunca esperava ouvir essas coisas de uma senhora... e ela continuava.

Dizia que o filho estava doente e que precisava cuidar dele, mas o marido tinha ciúmes, imagina isso! Que o marido já devia estar avariado da cabeça que fala mesmo pra ela: então dá pra ele!

E ela continuava falando que era bom quando era novo, que aquilo sim era p@u (sim, ela usou esses termos, eu, como pudica, não uso rs) e eu mais impressionada e com vergonha e ela vira e pergunta: você sabe do que estou falando, né? Não tem mais isso de virgem hoje... você não é virgem, né?
Não é casada? Mas já foi noiva... (menti e disse que sim e que não deu certo...) ah, hoje não tem mais disso... você passa anos vivendo para um marido e não tem nada... 

Se fosse jovem hoje e soubesse que seria assim só me casaria com um cara com dinheiro, agora nem dinheiro tenho porque só trabalhei dentro de casa e ele não dá valor.

Eu fiz o peritônio! Agora minha vagina está fechadinha, nem quero mais nada, queria deixar ela quietinha!

Eu estava envergonhada com a conversa, o tempo passando e ônibus nenhum ali ia pra onde eu precisava, me meti na chuva e disse que precisava ir mesmo a pé porque ia me atrasar e deixei a senhora falando sozinha no ponto... sem entender se era ela ou o marido que andava avariado porque a conversa, pra mim, foi pra lá de bizarra...

terça-feira, janeiro 15, 2013

Carta da Leitora

Depois de um longo tempo, estou de volta! Espero que para atualizar com mais rapidez e mais frequência.

A primeira postagem dessa volta é referente a um e-mail enviado por uma leitora do blog que me descobriu procurando sobre relacionamento com ingleses.

Não vou contar aqui a história dela em detalhes, nem citar nomes, só dizer que é uma brasileira confusa por se interessar por um inglês que uma hora mostrava interesse e em outro momento dizia: só quero ser seu amigo. Durante todo o tempo que ela narrou, cerca de uns 3 anos, o máximo que acoteceu foram dois beijos.
Ela, confusa, me encontrou na internet e queria saber se realmente os ingleses são assim.

Vou relatar o que escrevi a ela, mas só os pontos gerais que talvez interessem a outras pessoas que se relacionem com britânicos. Este blog está aberto para você dizer: você está completamente errada!
Só que no caso da leitora que me escreveu, ela acabou concordando com o que disse... não gosto de generalizar, a gente sabe que isso não é bom, mas em alguns casos isso funciona, principalmente quando é a diferença de cultura que influe na história toda, ou não?

"Olá! Li este e o e-mail anterior e fico pensando, primeiramente, se ele não tem problemas de depressão e
que não deve ter procurado uma ajuda à época... mas isso também é comum entre os ingleses porque eles se apegam demais às pessoas que eles têm um relacionamento.

O que eu mais percebi é que eles dão um braço para não terminarem uma relação. Não porque não
conseguem mais viver sem a pessoa, mas porque se acomodam e curtem essa acomodação. Parece uma
coisa até antiquada, do tempo que casais não podiam se separar e tal, mas a maioria engole muita coisa a
seco pra manter uma relação. 
Afinal, uma já foi dificílima de rolar, né?

Ele poderia nem ser feliz com a ex de 6 anos (era inglesa?), mas eles preferem manter o que já tem a tentar de novo. E você percebe que tentar o novo para ele é difícil demais...

Com a convivência que tive com eles, mesmo apenas cordial, senti que a geração entre os 25 e pouco mais
de quarenta - o pessoal que nasceu nos anos 70 e metade dos 80 - eles são travadões mesmo. As pessoas
mais velhas são muito mais joviais - não sei se pelo tempo ter passado e terem percebido que perderam esse tempo ou porque viveram coisas diferentes - sei que são menos encanados. Acredito até que os mais novos tenham crescido numa onda muito forte de "polticamente correto" exagerada. Eles são certinhos demais pra tudo, têm medo de tudo, medo de serem mal entendidos, de cometerem erros que prejudiquem alguém... medo de serem processados por assédio...

Sempre me vem à cabeça essa cena de American Dad, porque é mais ou menos assim:





No último post que escrevi sobre brasileiras que casam com gringos, citei uma moça que trabalhou comigo
que chamou o marido de mendigo (ou vagabundo, não lembro) na cara de todos, só por conta de ele não se
sentir bem com a roupa que estava. 
Ela várias vezes dizia que o marido não entendia porque sempre sorrimos e estamos alegres (nós brasileiros)
e ela dizia que eles que eram travados pra tudo e só conseguiam sair disso bebendo. E ele ficava quieto porque realmente é o que mais se percebia deles.
Ela já mora por lá há uns 6 ou 7 anos, os conhece melhor que eu e eu realmente, pelo pouco que fiquei
(perto do tempo dela) acho que sim, que são travados demais, têm medo de viver. 

Você nunca deve se sentir culpada no caso dele, de jeito nenhum! Você fez o melhor que pôde para fazer
com que ele enxergasse que as coisas não são assim, tudo a ferro e fogo, mas na cabecinha dele criada em
outro lugar, talvez seja dificíl demais entender. Como eu algumas vezes não entendia alguns costumes deles
(como o de "destravar" com bebida).

Porque eles não bebem pouco! Bebem muito, muito, muito!
Pense na pessoa que você conhece que bebe mais aqui no Brasil... essa pessoa cairia antes de algum inglês
sentir o baque da bebida no corpo. Há muitos casos de adolescentes já alcóolatras, vi meninos de 8 anos
felizes no mercado porque deixaram eles sairem de lá com redbull! (outra coisa que são viciados, tomam
pra aguentar o trabalho depois da 'ressacona').
Eles são extremamente educados e organizados e talvez para aguentar a pressão de serem tão certinhos
precisam disso para 'sobreviver'.

Bem, acho que desviei do assunto...

Eu cheguei lá com a maior empolgação de encontrar alguém legal, porque eles são lindos! Tem muito homem gato por lá! Tirei fotos com o celular e mandava pra algumas amigas darem nota rs porque realmente são de parar o trânsito das brasileiras rs (as inglesas cansaram deles e não veem graça rs até preferem brasileiros rs), mas não conseguem ter nenhum tipo de "malícia" com as mulheres.

Lembro que contei no blog que eu, uma brasileira e uma polonesa ficamos num pub por mais de uma hora e
nenhum, NENHUM, cara se aproximou da gente. Todos encarados no rugby
Por mais que o brasileiro seja doente por futebol, uma piscadinha de olho ele sempre dá, sempre dá um
jeitinho! O inglês não sabe o que fazer e fica lá... vendo o jogo, termina o jogo, vai pra casa e dorme. A coisa só muda se uma mulher vier pra cima - ir pra cima mesmo, como as brasileiras fazem pra ficar por lá pra e ter passaporte - e como as inglesas fazem quando bebem muito. Porque elas bebem até mais que eles pra poder chegar até os caras.
Elas é que tem que tomar a iniciativa, ou seja, nós mulheres. O que mais se vê acontecer é ela chegar, se encostar, ele já bebeu, começam a fletar e vão pra casa de um dos dois, só no outro dia vão
tentar lembrar o que aconteceu e com quem. E talvez continuarem juntos. Nem isso dá certeza de que
continue.

Ouvi gente me dizer que eu deveria beber também e entrar na onda... não consigo ser assim.

Chegou uma hora que cansei de me sentir tão desprezada por eles, por esse jeito blazè e o que eu fiz? 
Comecei a encará-los rsrsrs
Parece uma coisa louca pra mim que sou tímida, nunca tinha feito isso na vida, mas eu sabia que eles não encarariam de volta.

Dito e feito: não encaravam, baixavam ou desviavam o olhar. Medo.

Mas fazia isso com ingleses, outras culturas me interpretariam muito mal rs

Houve um período que eu não via que o problema eram eles e ficava sempre me achando feia e gorda e os
via com mulheres muito mais feias e gordas que eu rs até que me toquei que eu não tinha problema.
Claro que tive que me acostumar de novo a não fazer isso aqui no Brasil rs já tinha virado meio automático,
nem me importava e aqui eu sei que não é assim que funciona...

Voltando ao seu e-mail, ele ficou com mais medo de perder a amiga do que qualquer coisa, vocês são
realmente assim tão amigos? Ou só do ponto de vista dele? Porque os ingleses dificilmente fazem amizade
com pessoas de outras nacionalidades, só os mais animados por gostar de música brasileira, por exemplo.
Mesmo assim, ainda é dificíl que eles se enturmem muito. 
O que acontece no seu caso é que ele mora aqui, então é óbvio que ele tenha que fazer amizades aqui senão
não conseguiria viver, só que ele misturou tudo, ao que parece. Só se vocês foram amigos demais para ele ter tanto medo de perder sua amizade, mas como ficaram um bom tempo sem se falar... ele achou uma desculpa pra não 'viver a vida'. Como um bom britânico.

Como já disse, não se sinta culpada. Ele é medroso assim mesmo como a maioria dos ingleses, tem medo de se machucar e machucar os outros. Não acho que foi desinteresse em você. Ele pareceu interessado, mas ele parece muito inseguro, pelo que você conta, e medo aliado à insegurança não ajudam nenhum pouco! 
Ele precisaria se abrasileirar mais para tentar algo e talvez por algum entrave, talvez por essa insegurança e se achar menos no país dos outros, pensar sei lá o que na família dele e amigos na Inglaterra, não consiga seguir em frente com você.
Eles são metódicos demais e você é praticamente algo o tirando dessa 'linha reta' que escolhem viver,
engraçado alguém viver já há um bom tempo no Brasil e não ter entendido nada disso, mas a cultura do berço muitas vezes é muito mais forte do que a cultura onde se vive.

Não sei se te ajudei ou escrevi coisa demais que só atrapalha. Não vou dizer que "se tiver que ser seu, será"
porque inglês pensa demais e quando pesamos demais, não vivemos muita coisa boa.
Se ele tiver um bom amigo que o aconselhe bem, pode ser que ele acorde, mas não se prenda a isso.  

Moça, fico por aqui - talvez algumas coisas que lhe falei sobre a "cultura inglesa" eu venha a falar no meu blog e se me permitir, tirarei daqui do e-mail - NÃO a parte que falo exatamente do seu caso, pode ficar tranquila!
Só as experiências que contei.

Vou ficar aqui torcendo pra que algo novo aconteça - com ele ou outro ;)

Carrie"

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Amor ou Passaporte?

Já estou de volta ao Brasil.

Agora vou contar de uma outra coisa muito corriqueira entre, principalmente brasileirAs em Londres.
Não sei se já contei aqui que a maioria dos brasileiros por lá são ilegais e essas pessoas tentam de qualquer forma se tornarem legais para continuar tranquilamente na terra da Rainha Beth.

O caminho que para a maioria parece ser o mais fácil é o casamento. Casar com um inglês ou "comunidade europeia" e se tornar, assim, uma cidadã bem vinda na terra bretã.

Conheci algumas brasileiras casadas com ingleses.
Às vezes olhava pros caras e pensava: como um cara gato tá casado com essa tosca que nem sabe falar uma frase certa na língua dele?
Lembram do meu texto dos ingleses tímidos e desesperados?
Pois é!

Eles não só se desesperam como também são pessoas extremamente certinhas, se começa um relacionamento com a pessoa, ele mantém, não é como brasileiro que inventa um "tô ficando" um "tô de rolo" pra não assumir um compromisso.. ou até inventar o horroroso termo "namorido" (porque é horrível essa palavra, vai!) pra dizer que é um namoro sério, tão sério que é quase um casamento (que, em grande maioria não se concretiza).
A grande maioria dos ingleses vai honrar isso e, se ele, por desespero de estar só e na hora de casar (inglês tem isso) e você tá ali, se jogando em cima dele, é claro que ele vai gostar e manter.

O que eles, como sempre, não têm a malícia é de entender que a maioria das estrangeiras sem cidadania ou visto querem ficar numa boa pela Europa e sendo sustentadas.
E acreditam piamente que essas moças os amam.

A moça que contei que foi dar em cima do alemão, lembram? Depois disso, o alemão não deu as caras, e antes dele ela transava (sim, porque não era namoro, por favor!) com um croata que ela resolveu terminar, porque ele não tinha um passaporte "bom" para ela ficar por lá e ele era só segurança de uma boate.
Depois do alemão, tinha um polonês atrás dela e quando perguntaram para ela porque ela não dava uma chance por rapaz ela disse:

Eu não vim aqui para levar vida de filha da puta pra sempre! O meu trabalho de faxineira é temporário, porque eu não gastei dinheiro para vir até aqui e casar com um duro! Eu quero um cara que me banque, me sustente! Porque pinto por aí tá cheio: de todos os tamanhos, idades, cores e nacionalidades.

Romântico, não?
Pois é, o alemão era um prato cheio, só que ela burra, não entendeu que um alemão que mora em Notting Hill não é um pé rapado e, claro, eu não ia avisar isso pra ela...

Conheci muitas que falavam quase a mesma coisa, porque só estavam legalmente por conta do marido. Ouvi de duas a mesma frase: eu sempre gostei é de negão... acabei casando com esse aí nem sei o porquê... (não sabe MESMO?)
Uma delas era até esperta, falava bem o inglês, mora lá há uns sete anos e... adivinha quem arrumou um emprego na empresa de telecomunicações inglesa pra ela?
O branquelo! Um Ronnie Weasley, praticamente, que numa festa, disse para ela (ele até falava português por causa dela): ah, eu estou parecendo um vagabundo com essa roupa (na verdade, ele queria dizer mendigo) e ela: E O QUE VOCÊ ACHA QUE VOCÊ É? É UM VAGABUNDO MESMO! 
disse isso na frente de meio mundo... todo mundo ficou meio constrangido e mudou de conversa...
Ele fazia tudo, tudo, tudo que ela queria e ela aproveitava e o que podia falar mal dele, ela falava.
Não sei se o casamento vai continuar, quando saí de lá ela estava com o passaporte britânico.


Também soube do caso de uma família inglesa que ficou indignada com a brasileira que casou com o filho e fez exatamente isso: depois do passaporte britânico deu o pé na bunda dele.
Como disse, os ingleses são certinhos em sua maioria e não fazem isso só de fachada, casam porque gostaram mesmo da moça!


A amiga da minha última roommate, ela sempre contava sobre ela: veio pela Bélgica (para ficar menos descarado que ia ficar de vez em Londres) e começou, logo que chegou, desesperadamente, a procurar alguém com passaporte para casar.
A Roommate contou pra mim como quem conta algo do tipo "coitada da minha amiga! como sofreu! até encontrar o 'homem certo'".
Bem, ela saía todas as noites para os pubs para 'conhecer pessoas'.
Primeiro conheceu um inglês que chegou a ficar noivo dela, mas desistiu dela (por que será?).
O segundo, um brasileiro com passaporte VERDADEIRO italiano. Tiveram que vir ao Brasil para casar e depois iriam voltar pra Londres. O que o cara fez?
Pegou o dinheiro combinado com ela, chegou no Brasil e não casou, sumiu!
Daí encontrou um segundo inglês, separado, químico, ganhando bem, que acreditou em todo esse amor e, parece, que em breve ela ia poder dar entrada no passaporte dela.
Ela, esteticista, ganhou um salão de beleza, fora de Londres, dele.
Minha roommate me chamou para ajudá-las e ganhar um dinheiro na arrumação do salão.
Fui.
Ele anotava os recados da secretária eletrônica com os números das clientes que haviam ligado - em 6 ou 8 anos de Londres ela não conseguiam AINDA entender os números deixados na secretária.
Daí ela virou pra ele e falou: estou cansada, vou ali comer, que eu ainda não parei.
E ele: e eu vou ficar aqui?
Ela: ai, john doe (rsrs) eu tô cansada, preciso comer que não comi nada o dia inteiro, fica um pouquinho aí enquanto vou ali do lado comprar algo pra comer! Quem trabalha aqui?

Ele: e de quem é o dinheiro que está aqui?


Não sei se ele percebeu o negócio que havia feito... agora, ela tinha levado um dos filhos (adulto) para morar em Londres. Ele, o filho, foi pra Portugal, casou com uma portuguesa (a-ha! tal mãe...) e foi com ela pra Londres, já com um filho e grávida de mais um e ele queria ficar na casa da mãe.
O inglês parecia não entender.
E não entende mesmo, afinal, aos 16 anos, lá, você já pode ir cuidar da sua vida e não fazer um puxadinho em casa.

Depois disso não soube mais, porque ela era uma mandona arrogante e, antes que eu me estressasse mais com a mulher, desisti de ajudar no trabalho e olha que eu poderia vir a ganhar um emprego do tipo recepcionista...


Convivi também com outras já casadas há muitos anos, com filhos, que também tratavam o marido como capacho e falavam mal deles em português na cara deles, porque eles entendiam nada ou muito pouco.
A que comentei do "vagabundo" (uma KassabA, né? rs) um dia falou: ele entende, mas quando queremos falar coisas sem que ele entenda é só falar bem rápido! e ria com as amigas que começavam a falar correndo como loucas e riam muito!


Bem, é triste, são poucos os casais que realmente são casais em Londres - entre brasileiros e estrangeiros.
Entre os homens não sei como funciona porque não conheci muitos que eram casados com estrangeiras, mas ao que percebi, mesmo que nós, brasileiras, consideremos o cara o mais feio do mundo aqui, para elas inglesas, eles são lindos! Porque são uma "beleza exótica" para elas.
A maior parte de brasileiros que conheci eram casados com brasileiras - com visto europeu ehehehhe - e portuguesas. Ou senão, brasileiro que já casou falsamente com brasileira com passaporte e agora está com brasileira ilegal que espera que ele oficialize para ela deixar de ser ilegal - e o que tem coitada esperando e se matando de trabalhar pro cara.... vocês nem imaginam!


Não posso dizer ah, só brasileiro que faz isso, não é bem assim, eu sei, mas eu sei da comunidade que convive que são pessoas que nasceram no mesmo país que eu, mas que quando chegam aqui, no Brasil, gostam de dizer pra amigos e família: sou casada com europeu! ele me banca!
Bonito, né?
E daí tantas e tantas brasileiras se iludirem e irem pra Europa atrás desse "amor" e muitas se darem mal... acabarem sendo vítimas do tráfico de mulheres e...
onde mesmo foi parar o sonho?


Para algumas se realiza, se é que casar com alguém que você xinga a todo momento, mas te leva pra conhecer metade do mundo é felicidade.
Sim, porque eu penso: a consciência de um ser desses não pesa, não?
E sabe? eu tinha dó deles... mas... eles também poderiam parar de beber um pouco e tentarem ser mais desenibidos só um pouquinho, e espertos, claro!

quarta-feira, outubro 19, 2011

... E a brava ficou só...

Tenho pensando nesses dias que está na hora de jogar a toalha. Parar de fazer o tipo "a brava e corajosa, confiante" etc etc etc...

 O título acima é uma paráfrase de um western com Charlton Heston, o nome em português é assim...

Bem, estou ficando mais velha, com menos chances de encontrar alguém que valha mesmo a pena, não acredito que irei encontrar. Sim, a brava e determinada Carrie ficou só.

Isso é um grande desabafo. Desabafo de quem não aguenta mais nadar contra a maré e que tem que admitir: chega, ninguém realmente se interessa por mim, ninguém quer realmente ter algo comigo, algo que seja realmente bom, que se importem comigo, que queiram compartilhar qualquer coisa verdadeira.

Há muito tenho percebido que eu não me encaixo na "mulher ideal", porque eu não faço nenhum dos dois tipos e por isso vou continuar sozinha.
Qual são os dois tipos?

A burra e a que põe cabresto.

Homem é assim, essa é a minha experiência de vida amorosa: ser trocada por um cabresto e/ ou pela burra.

Homem finge ser esperto, mas não é, prefere o cabresto, prefere ser feito de tonto e aceita o cabresto pra mostrar que não vai ficar sozinho, alguém o atura, desde que mande bastante e acabe com toda a personalidade dele.
E eu vejo várias mulheres fazendo isso...
Aqui então... o que eu vejo de brasileira pondo cabresto em estrangeiro e brasileiro... vixi! Ficam todos iguais uns imbecis, mas é melhor do que estar sozinho... ou já que aceitei esse relacionamento, ela faz o que quer comigo...
Já vi muher dizendo pro marido no meio de várias pessoas: com essa roupa você parece um mendigo.
Ou admitindo que não sabe porque está com aquele cara se o tipo que prefere é completamente outro, e fica flertando na maior cara de pau.
E eles gostam! Preferem isso!

Já no caso de preferir a burra também é fácil: ela é burra, mas é gostosa! E eu não ouço as imbecilidades que ela diz, melhor do que mulher que pensa, porque dá trabalho pra eu me livrar!!
E por que eu vou ficar com uma se posso ficar com todas? A catraca anda pra sempre! Viva o Viagra! Nunca a catraca vai parar!

Como todo mundo sabe, não sou a burra.
E também não coloco cabresto em ninguém.

Sempre achei que o melhor era ser compreensiva, amiga, companheira, respeitar o outro etc etc etc e o que eu sempre ganhei com isso foi desrespeito, canalhice, infatilidade e traição.

Se existem homens que dão valor para mulheres com personalidade (mas sem cabresto), que dão valor ao carinho que recebem, a compreensão, ao respeito e que querem compartilhar algo verdadeiro, são poucos e felizes das mulheres que os encontraram.

Pra mim não sobrou ninguém.

Isso é fato, eu devo ter errado em algum lugar, só ainda não sei onde... talvez na minha timidez, mas o que importa?
Ninguém teve a coragem de querer saber o que eu realmente sentia, ninguém teve coragem de conversar cara a cara de forma adulta (era mais fácil deixar uma mensagem no msn terminando), ninguém pensou no que eu ia sofrer quando soubesse que ele estava transando com a burra bixessual gostosa (e imaginando transar com ela e as amigas).


E aí, quando vejo tanta gente feliz eu penso: o que eu fiz de errado? Por que comigo também não pode ser assim? Por que ninguém me quer?
O que faz com que os homens fujam de mim como se eu tivesse uma doença contagiosa? O que me faz tão horripilante?
Não pôr o cabresto neles ou não ser burra?

Ter personalidade,ser tímida, amiga, companheira, divertida... faz sofrer e muito!

sábado, setembro 17, 2011

Será que era melhor no tempo da Jane Austen?

Assisti hoje ao filme Jane Eyre, baseado no livro de Charlotte Bronte.
Fiquei muito emocionada pela história toda e chorei muito, sou boba assim mesmo.

O filme acabou me dando inspiração para vir aqui e escrever sobre um tema que está bastante tempo na minha cabeça. Sobre a duração do amor e implicações do por que os homens parecem fugir sempre de algo duradouro.

Eu sei, vai ter homem lendo essa postagem e falando: como assim fugimos do amor?

Bem, a experiência que tenho e que vejo o que acontece com amigas, na maioria dos casos, é essa, mas eu sei que existem alguns poucos homens românticos e que não é um rabo (de saia ou não) novo que faz mudar tudo.

Eu estou sempre pensando seriamente por que tantas mulheres lindas, simpáticas, educadas, fofas, inteligente, charmosas, bom papo, engraçadas estão sozinhas...
Sim, tenho várias amigas com todos esses quesitos e que mereceriam (assim como eu) alguém legal do lado, alguém para compartilhar o amor (se é que ele existe, já duvido).

Andei até comentando isso com a Sra Tuppence Beresford sobre parecer que há uma diferença de nível entre homens e mulheres e concordei com ela quando ela disse que "não estamos acima e nem eles abaixo, estamos do lado direito, esquerdo, sei lá, mas estamos em lugares, estágios diferentes".

Sim, a verdade é que parece que homens e mulheres não tem conseguido se entender nesse mundo moderno em que mulheres fazem tudo que homens fazem e que homens machistas, enrustidos ou não, ainda acham que ser livre pra fazer o que se quer é  não ser liberta, mas libertina...

Ainda existe algo de estranho e que deixou aí um vão entre nós (eles e nós, mulheres).
É estranho analisar casais, mas na maior parte das vezes você vê cara interessantes com meninas burras e/ou infantis, ou mulheres inteligentes e cabeça aberta com trogloditas...
E, tentando analisar muito esses casos (ah, gente, desculpa, mas tem horas que eu presto muuuito a atenção mesmo!) os caras parecem de saco cheio, mas é melhor ficar com alguém descartável do que alguém que vai durar (não entendo esse medo, juro! alguém me explica?) e mulheres pensam: olha amiga, tô com um imbecil, mas não estou sozinha!

Daí quando eu vejo um filme como Jane Eyre não sai da minha cabeça se realmente um dia as pessoas se amavam tanto assim, se faziam tudo para ficar com as outras, se nada abalava esse amor - ou abalava, mas tinha reviravolta...
Se as pessoas viam a pessoa amada como realmente o ser amado pelo qual se apaixonaram e queriam mesmo estar juntas, seja como fosse.

Porque o que mais eu vejo hoje são relacionamentos de enganação (pra mostrar pros outros que não se está sozinho). E a primeira dificuldade é motivo para terminar com tudo.
Com toda a tecnologia e modernidade que temos, qualquer bobeira, pode ser motivo para o final do relacionamento (bem, mas se já era de fachada...)
E no tempo de uma Jane Austen mocinhas sonhadoras e esperançosas viam seu amor voltar para seus braços, depois até de guerras...

Mas viam mesmo? Ou será que sempre fomos enganadas a pensar que isso existe?
Será que passamos nossa existência procurando alguém que valha a pena e essa pessoa realmente não existe?
Que no momento crucial ele/a irá sumir? (sim, porque mulheres também fazem isso)
Naquele momento de maior precisão você vê que não conta com ninguém?
Igual aquele meu post inspirado em Lost: Live Together Die Alone?

Voltando ao começo... ainda não entendo se é todo um problema sociológico, psicológico ou histórico esses lugares diferentes em que estamos e que é tão difícil homens nos entenderem e nós a entendê-los...
O que me parece é que há coisas mais importantes que amor envolvidas num relaciomento...

Acabo achando que amor não existe... só no tempo das escritoras victorianas...
E se exitiu no tempo delas, hoje está em extinção.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Capítulo 41: Do cansaço

Não, hoje não falarei de Londres, não diretamente, acredito...

Chega um momento que você tem que aprender algo. E acho que finalmente eu acho que aprendi: a não mais dar toda a atenção possível a um homem.
Finalmente eu cansei de sonhar, ser super compreensiva, respeitar até o irrespeitável.
Eu cansei...
Cansei de ter esperança e fé nas pessoas, ainda mais nos homens...

Sabe aquele cansaço que você fica tão de saco cheio que não quer nem pensar, nem falar no assunto?
É mais ou menos isso... é exaustão.

Estou exausta de dar chances, de acreditar, de esperar, de ficar ansiosa e sonhar...
Chega!

Tá repetitivo, né?
É porque eu já fui muito!(e espero não ser mais)
Deixo sempre que as situações se repitam, porque dou chances demais, acredito demais e, o pior, sonho demais.

A última é que pensei em dar chances pro meu , lembram dele?
Pareceu mais maduro ultimamente e acho que na minha solidão e carência, comecei a vê-lo com melhores olhos.

Conversa vai, conversa vem e... desandou, pelo menos pra mim.
Ele não está longe daqui, de certa forma estamos até perto, fisicamente falando, mas quando você ouve a pessoa dizer:

então, quando você puder vir aqui, me avisa

e essa é a última palavra, é porque chegou, né?
Pra mim chegou, afinal, a pessoa esfriou, não deu mais sinal de vida como antes, nada de comentários no facebook, nada de querer falar toda hora, de mensagens, nada...
Tudo isso rolava até eu mostrar o interesse...
Bem, se ele era tão fã, cadê?
Mostrei interesse acabou?
Ganhou e pronto?
Achou que era só usar e jogar fora?

Bem, perdeu, amigo... eu não tenho mais paciência, saúde e vontade de brincar.
Não brinco mais e espero ser minha última palavra.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Dating School

Hoje saiu essa matéria no Jornal do Metrô daqui, leia o link e perceba que realmente, a minha impressão dos ingleses não é errada, tanto que agora existe até escola pra aprender a flertar, paquerar...


Dating School

Percebam que as dicas que são dadas já são usadas por qualquer menino do jardim da infância no Brasil rs

quinta-feira, julho 14, 2011

O difícil mundo do relacionamento com ingleses e entre ingleses

Chega uma hora que você pensa se muitas coisas realmente valem à pena.

Estou há 11 meses em Londres e nada aconteceu... no quesito romance.
Primeiro, eu sou totalmente tímida e, segundo, os ingleses são mais do que eu...

Entendi porque as inglesas bebem tanto, até pensei em imitá-las: elas tentam desesperadamente chamar a atenção deles que se fecham num mundo que eu não sei onde fica e como chegar... e o que é pior, nem elas...

Os ingleses parecem totalmente blasès, um amigo que vive na Irlanda há pelos menos 6 anos diz que não: que é a timidez à enésima potência mesmo. E que ele resolveu os imitar, porque é cômodo: a mulher é que chega até você, você só fica lá bebendo pra tomar coragem e nunca toma, nem coragem e muito menos iniciativa, só toma suas ales...

Fiquei pensando muito nisso, principalmente porque não sai da minha cabeça aquela história do Seinfeld: "men hunt and women nest"
Só que os ingleses não fazem nenhuma das duas coisas! Deixaram tudo pra mulheres fazerem!!!!
Isso pra mim é comodismo demais! Não é nem mais uma questão de ser tímido ou não, é uma questão de não ser sociável e "o que vier, tá bom"...
Não é mesmo ser blasè é ser loser!

Eu desisti de tentar chegar até eles ou entendê-los... se eles não conseguem dar uma olhada simples numa mulher e preferem nos olhar num site de relacionamento - que é comuníssimo aqui! - o que se faz?
Chora?
Não, desiste que gente que não consegue falar e olhar pra gente, que prefere ficar com a cara enfiada num livro, num smartphone etc é porque não é gente... é um ser totalmente à parte.

Pouquíssimas vezes percebi um cara olhando pra uma garota e ainda assim muito disfarçadamente. Parece um pavor que eles têm...
Até nas baladas, eles ficam lá... nada... precisam estar extremamente bêbados para chegar em você.
E se eles percebessem é uma coisa tão boba: chega, faz uma brincadeira, puxa papo... ninguém vai morder (só se quiser rs)...

Eles também tem um graaaaande problema: não tem malícia.
Eles não sabem MESMO chegar e puxar uma conversa, dar um jeito de falar com a garota que estão interessados... só, como eu disse, se a bebida for 100% de líquido no corpo deles...
E aí nada dá mais certo, pelo menos para mim: cara bêbado não fala nada que presta, não sabe mais o que está fazendo e muitas vezes chegou naquele ponto por desespero... desespero de ver se algo acontece...

Elas bebem desesperadamente para conseguir falar com eles, eles bebem desesperadamente para chegar num ponto de poder ser menos inibido...

Imagine a cena: três mulheres num bar sábado à noite. Passamos por volta de duas horas no bar, conversamos e olhamos ao redor. Caras interessantes, mas todos olhando os telões de tv em que passavam um jogo de rugby (inglês gosta mais de rugby do que futebol e do que mulher...), todos encarados para a tv. TODOS.

E eu perguntei para as garotas que estavam comigo: "quando no Brasil, mesmo sendo jogo da seleção, você não receberia nem uma piscadinha?"
Pois, nem isso, absolutamente nada... nem piscadinha, nem risadinha, nem um olhar (a não ser pro telão). Fomos embora...

Os poucos que chegam são, na maior parte das vezes, estrangeiros e ainda assim precisa muito para que o cara peça seu telefone e ainda muito mais para te ligar...
Como aconteceu com outra garota que conheci, e essa estava interessada num alemão...
Na verdade, eu acho, que o alemão estava interessado em mim, só que eu, numa fase desencanada, deixei que ela ficasse fazendo aquele papel de ficar tentando chamar a atenção dele durante à noite toda. Até ser obrigada a oferecer um chiclete para ele vir até a nossa mesa.

Se ele estava interessado em mim, como achei, ele deveria ter mentido - brasileiro faria isso - pegaria meu número também e falaria que era pro outro amigo, ou se precisar de uma tradutora (eu tive que ser a tradutora dela e do alemão, a menina não sabe p*rr@ nenhuma de inglês e eu tinha que ainda fazer esse papel, ou seja, eu falei mais com ele que ela rs), mais um imbecil que nem é inglês e age do mesmo jeito: beber, beber, beber e deixar chegar...

Esperem: não que o brasileiro mentisse por sacanagem, entendam: mentisse para dar uma reviravolta na história e, nesse caso, eu acredito, não seria passar por cima de ninguém, claro que brasileiro não é santo, mas sabe se safar rs

Porque o cara passou por mim e me olhou fixo, ele ia para o banheiro, quando ele volto, ela deu uma senhora piscada de olho pra ele e ele ficou meio surpreso e eu, que não contei para ela, fiquei na minha.

Sim, eu desisti de tentar.
Na verdade, eu cheguei a seguinte conclusão: só faço o papel do "nest".
Cansei de chamar a atenção, cansei de ser legal (e isso faz tempo rs), cansei de muitas e
muitas coisas... porque depois que tudo que você faz o que você ganha é ser tachada de várias coisas ruins... então...
Então o jeito é esperar que o cara que realmente valha à pena um dia apareça...
O cara que tem respeito por mim, que realmente se importe comigo e não só com ele próprio e que realmente aja, aquele que só fala, não me interessa.
E não me importa qual será o dia que isso acontecerá, eu espero, se é pra ser verdadeiro, vale a pena esperar até o último dia da minha vida.
Qual o problema?
Já que falei tanto em "valer a pena" o Fernando Pessoa sabe bem disso...

Fiquei pensando: como os ingleses podem ser tão bocós e depois, na hora de pedir em casamento fazem aquela coisa linda do "proposed"?
Talvez mais por tradição... mas eu acho que tradição ou não é lindo, é romântico...
Adoraria viver um momento desses mesmo que tivesse 100 anos.

E infelizmente a maioria dos ingleses fará isso não com a mulher que realmente ele ame, mas com aquela que mais se desesperou atrás dele e quando ele estava mais desesperado...
E isso não vale só para inglês, não é verdade?

segunda-feira, maio 23, 2011

Bulliyng

Amigos que lêem esse blog, fui obrigada a "pôr cadeado" no meu outro blog e twitter porque estou sofrendo bullying na rede.

Estou sendo "bullyinada" rsrss

Por esse motivo, esse blog também só poderá ser visto por pessoas convidadas.
Todos vocês que acompanham esse blog e o outro, mandem seus emails para mim, para o email que aparece aqui (o da carrie rss).

Vou deixar esse texto aqui no ar por algum tempo até poder fechar e ter certeza que ninguém ficou sem ser convidado.

Obrigada pela paciência em esperar postagens novas e agora demoro mais por saber que lêem e me entendem mal, porque não me conhecem o suficiente para ter a real ideia sobre a minha pessoa - como vocês, que acompanham esse blog, têm.
Mesmo muitos não sendo meus amigos pessoais, mas que se afinizam com o que lêem aqui e me dão respaldo pra continuar.

Beijo para todos!

terça-feira, março 15, 2011

Menos machismo ou apenas fazendo o trabalho?

Desculpem a ausência nesses meses todos!
Infelizmente o blog ficou parado por muito tempo, preocupações demais nessa cabeça... que semana que vem galga mais um aninho firme nos 30 rs

Bem, a postagem de hoje é sobre o caso que aconteceu com uma amiga que fiz aqui em Londres.
E lá vem mais uma comparação com o Brasil...

Ela esteve numa fase de volta e termina com o namorado, namoro que já durava mais de um ano... altos e baixos, com o dia dos namorados aqui, decidiram voltar, tentar mais uma vez.

Ele queria ver The King's Speech e ela já tinha assistido, mas resolveu rever com ele no cinema. Ele se atrasa, ela cansa. Ele chega comendo lanche do McDonald's diz que estava morrendo de fome e ela fica louca da vida: eu espero tempos por você e você estava no Mc??

Ela, já cansada da situação e vendo que realmente não ia ter jeito. Resolve ir embora e não ver mais o filme com ele.
Ele fica louco de raiva e a puxa pelo braço em plena Leicester Square lotada de gente.
Ela não aceita, tenta se desvencilhar e continua indo a caminho do metrô. Ele volta a segurar o braço dela e a puxa, puxa com força que a leva pela praça no meio da multidão que olha aturdida enquanto ela grita para que ele a solte.

Como todo lugar onde há multidão, há policiais aqui, eles o pararam.
O seguraram, fizeram tirar as mãos dela e o algemaram.
Ela acabou ficando impressionada também.
Os guardas perguntaram para ela se ela o conhecia, com a afirmação, perguntaram se isso era comum, se ele sempre fazia isso, se moravam juntos e se ele batia nela.
Ela, espantada, disse que não, nunca tinha acontecido aquilo e que ela mora com a família, graças a Deus não com ele.
Os guardas mantêm-no preso nas algemas e ele bravo... Os guardas dizem que se algo acontecer, para ela chamá-los sem a menor sombra de dúvida e que o manterão entre algemas até ela pegar o metrô.

Ela fica impressionada e cede: pede para os guardas o soltarem porque sabe que ele não faria mais nada depois disso. Os guardas aceitam a palavra dela, mas não deixam de recomendar: se sofrer alguma violência, não deixe de denunciar.

Ela pegou o metrô, mas ele a seguiu, e ela disse que o denunciaria se continuasse. Ele decidiu ir embora.



Nessa história toda, me impressiona o trabalho correto dos policiais, a primeira coisa que pensei é que no Brasil eles só olhariam o cara arrastando a moça e pensando "briga de marido e mulher ninguém mete a colher" e ainda, como a maioria dos brasileiros machistas diriam: ah, ela deve ter aprontado com ele, é uma vagabunda qualquer... assim como todo mundo pela rua pensaria isso e não se meteriam.
Porque é assim no Brasil, por isso no Brasil existe uma delegacia para a mulher, porque na delegacia comum o homem sempre tem razão, até quando não tem.
E só o susto que deram no cara, ele parece ter aprendido a lição: ele realmente a deixou em paz, porque ele sabe que a justiça aqui é pra todos, que essa de "a mulher é minha, eu sei o que faço" é coisa de brasileiro ou de qualquer outro ser extremamente machista.

Nunca imaginei que policiais poderiam ser tão corretos no seu trabalho sem julgar ninguém. Tiro o chapéu!