terça-feira, setembro 27, 2016

Como faz?

Foi há quase uma década, a maior decepção amorosa que tive e eu ainda não consegui me reerguer.
Sim, o tempo passou e eu não consegui confiar em mais ninguém.

Não, eu tentei, logo em seguida a grande decepção eu resolvi dar uma guinada na minha vida e até agradeço por essa decepção por ter me tirado do lugar comum. Se não fosse ela eu não teria viajado metade do Brasil e nem fora. Eu teria ficado na minha vidinha romântica e reclamona de sempre, mas quando se leva O grande chute, ou as coisas vão pra pior ou vão pra melhor. Ou é uma coisa ou é outra, não tem meio termo. 

Mas mesmo sabendo que eu desbravei a vida a partir desse chute eu não consegui mais confiar em nenhum homem.
Tive um  relacionamento depois disso, mas ele era fadado ao fim desde o começo: não se sustentava, era frágil, muito frágil. No fundo eu sabia que não ia dar certo, mas eu tinha uma loucura, um desespero para que desse certo, mas as variáveis mostravam que não era bem assim... Confiava nessa pessoa porque já a conhecia e até por conhecer sabia, no fundo, que não ia longe.

Ter sofrido por 20 dias sem notícia da pessoa foi um tortura sem igual. Acho que até hoje o que me dá mais medo é imaginar que outra pessoa possa fazer o mesmo: me deixar sem saber o que aconteceu, sumir do mapa e me deixar pensando milhares de coisas erradas e sofrer como uma desgraçada por isso.
Depois a pessoa aparece só para "legalizar" o término da relação porque outra pessoa o pressiona a isso e não porque sabe que deve uma explicação.

Imaginar que se passavam horas e horas, noites e madrugadas conversando, cantando, declamando poemas de amor e no final, tudo era só ficção.
Trocar mensagens apaixonantes por celular, sonhar junto.
Sentir um amor gigante dentro de você e poder vivê-lo.
Até o cheiro do outro fazia sentido, era um perfume inconfundível que me fazia ficar mais e mais excitada. 
Não ter a mínima vergonha desde o primeiro momento de ficar nua.
Quando o corpo do outro parece fazer parte do seu, ser apenas uma continuação natural e plena.
Quando tudo faz sentido na sua vida e não se tem volta, não tem escapatória é esse o amor finalmente!

Finalmente?

Não,  como diz a música do Legião "que tudo era pra sempre/ sem saber que o pra sempre, sempre acaba" e acabou. Não por minha vontade, mas acabou e vivi o período de maior tristeza e sofrimento da minha vida. Porque pra mim eram só certezas.

Hoje convivo todos os dias com a incerteza, de uma olhada pro cara do lado e pensar: "ele vai me achar gorda" a um "com certeza ele é mais novo e vai me trair", sendo que o cara que causou todo esse problema era nove anos mais velho...
Não olho homem nenhum sem a desconfiança embutida em todos. Sem a certeza de que vai me largar e vai me fazer sofrer.
Não assisto nem a filmes de romance e nem comédia romântica, choro porque a vida não é igual.
 
Não estou feliz do jeito que estou, mas o medo é muito maior.
Conseguir confiar é um objetivo que não consigo alcançar, nem com ajuda de terapia.
E não sei se desabafando aqui fará alguma diferença, a verdade é que não sei como confiar novamente em alguém e poder seguir em frente e se não der certo, seguir também em frente sem desmoronar. 

Não quero nunca mais voltar pro lugar onde estive há quase 10 anos, só não sei como faço.

sábado, julho 23, 2016

OkCupid, um teste

Todo mundo sempre diz que os aplicativos e sites de encontro são o melhor jeito de achar alguém legal, que valha a pena...

Conheço uma moça que tentou e encontrou o amor da vida dela num desses sites, mais especificamente no OkCupid. Uma amiga tinha indicado a ela e dito que era o jeito de se encontrar alguém no mundo atual. Quando essa moça encontrou sua cara metade, também me disse que a irmã de sua metade da laranja também tinha achado o amor por lá, ou seja, além dela, outra duas mulheres encontraram o amor verdadeiro através do site.

Nunca entrei no Tinder, sou avessa a esses programas, mas me senti deprê e resolvi experimentar o OkCupid. Saí em menos de 24 horas do site.

Talvez eu não tenha controle emocional para me manter nesse tipo de site ou tenho muito azar. Explico.
Resolvi colocar no meu perfil que poderia ser alguém de qualquer parte do mundo, se com os outros poderia dar certo, por que não comigo?

Entrei. Dali há segundos começaram a conversar comigo e dar "favoritadas" na minha foto. Eu não sei o que acontece comigo, mas me senti acuada... me senti muito exposta, não sei...

Sei que dois caras começaram a falar comigo, um canadense e um americano de Dallas. O canadense parecia achar tudo lindo, tudo lindo o que dizia sem que eu tivesse dito grande coisa e queria falar comigo por outro meio que não fosse o chat do portal. O americano também, quis meu email. Outros me mandaram mensagens dizendo o quanto eu era especial, linda e deixavam o número do celular para eu entrar em contato... tudo muito estranho pra mim que nunca vi tanto homem em atrás de mim e chamando de linda em menos de 3 horas...

Bem, me lembro de uma balada nos anos 1990 na Vila Madalena, véspera de dia dos namorados em que os caras pareciam no cio para ficar com alguém... sim, estavam no desespero para não passar a véspera e o começo do dia dos namorados sozinhos... pensei que era só mulher que entrava nessa choradeira...

voltando...

O canadense começou a dizer que eu era perfeita para ele, que a filha dele precisava de uma mãe - ele disse ter tido uma filha sem ter casado e que a mãe da menina estava num rebah...
Eu dizia que não poderia ser assim, que precisávamos de mais tempo de convívio e tal, como assim eu era a nova mãe da filha dele?????
Que eu era perfeita, que eu tinha nascido pra ele ou qualquer coisa assim...
E eu só pensava... "Como assim eu sou perfeita, que nós fomos feitos um para o outro se eu acabei de falar com ele????"

Fiquei realmente sufocada e apavorada com esses caras... todos me achavam linda e a mulher perfeita. Só pensava se todos os caras ali falavam isso ou se eram todos tão carentes a ponto de achar que a primeira que os agradasse era a mulher certa...

Recebi depois um email do texano que falava que ele não procurava nem uma heartbreaker nem um passatempo, que era sério e eu respondi a ele que então eu não era a garota certa pra ele (como cansei de falar pro canadense que não largava do meu pé), que tinha acabado de entrar no site e não estava entendendo muito bem como funcionava porque eu precisava de um tempo pra conhecer direito a pessoa e não ser considerada o amor da vida dele em 5 minutos.
Ele me respondeu dizendo o quanto ele sentia falta de estar com alguém que não saía mais e via os casais juntos e achava tão legal se ele também tivesse alguém para ir ao cinema, como era quando ele foi casado, e que eu era a pessoa certa pra ele.

Não o respondi, assim como não respondi mais ao canadense, deletei meu perfil no portal como se estivesse fugindo por ter feito algo ruim... para mim foi uma coisa extremamente difícil, entrar no site, mais difícil ainda parecia se manter nele.
Talvez eu não esteja preparada para assumir nada com ninguém, talvez eu seja uma solteira invicta ou talvez eu só tenha percebido que existe gente mais carente que eu nesse mundo...
Os brasileiros foram mais discretos, só favoritavam, não entravam em conversa, não tenho como dizer se estão ali realmente para encontrar alguém pra compromisso longo ou por compromisso rápido.
Os gringos, pelo menos esses dois, me pareceram extremamente carentes, o texano chegou a dizer que era eu que faltava na vida dele para ser completa... como se alguém fizesse mudar tudo na vida do outro... eu aprendi que temos que ser felizes com nós mesmos, sozinhos, para depois ser felizes com os outros e não depender de ninguém e o que eu vi nessas pessoas foi exatamente o contrário, ou interpretei como o contrário...

O certo é que fiquei apavorada com tanta carência e eu que achava que era carente...

sábado, maio 14, 2016

Os meninos do ginásio

(Ginásio ou Ensino Fundamental II pra você, jovenzinho rs)


Ginásio, final dos anos de 1980, muitas calças jeans semi-bag (sim bag, não legging) dobradas no tornozelo, tênis AllStar (se você tivesse dinheiro) e camiseta da escola: o uniforme.

Calças lindas como as que a Kylie usava...  e eu, claro!










Bem, mas não é essa a questão...

Havia um garoto que eu achava bonito, nunca disse a ninguém que achava, não ia mesmo atrás dele, não ia falar nada pra ele. Ele não era da minha turma, ele era da turma um ano atrás da gente. Isso no ginásio, hoje chamamos de Ensino Fundamental II, fund 2.

Enquanto todas as meninas brigavam pelo "Ronnie" (imagine o nome em português no diminutivo, era esse mesmo!) que era da minha sala e tinha aquela franjinha do Ricky Martin:



                            (Ricky Martin, o segunda da esquerda - depois do Charlie, o de amarelo)


Eu o achava bonitinho, mas não ia correr atrás, tinha medo de correr atrás, na verdade e não pensava muito sobre o caso, eu só tinha 14 anos.

O caso é que eu também achava interessante outro menino que chegou a namorar com uma amiga minha da escola, eu morria de inveja porque ela não dava a mínima pra ele e ele me tratava como uma grande amiga. Lembro de uma vez que ele sentou na mesma cadeira que eu e ficamos fazendo a lição juntos... pra mim isso já era a glória! mas não passava disso, esse eu cheguei a encontrar quando fazia faculdade, encontrei no metrô e dei uma paquerada nele, mas não surtiu efeito. Afinal, eu dar uma paquerada em alguém é uma coisa tão sutil que duvido que ele tenha percebido e se percebeu, preferiu falar da namorada.

O outro garoto eu o ainda encontro pelo bairro às vezes e sempre acho muita coincidência tê-lo encontrado antes perto do meu cursinho, que era longe de onde moro; encontrei-o no metrô e até num shopping que não é nesta região, almoçando e com uma sacola da saraiva.

Fiquei imaginando o que teria sido se tivesse aberto o jogo com um deles, será que as coisas teriam sido diferentes? O primeiro eu acho que não se interessava mesmo por mim, o segundo eu acho que nem pensava ainda em meninas nessa época, era muito novinho e nem sei se quando eu passo por ele na rua, ele lembra dos tempos da escola e exatamente de mim no meio de tantas pessoas.
O engraçado é que parece que ele não se desenvolveu, talvez precisasse de uma academia e nem parece o tipo que está casado ou tem filhos - pode ser gay, quem sabe? Ou pode ser que até hoje não tenha encontrado a garota da vida dele, ou pior: não quer encontrar garota nenhuma.

O pior porque existe aquele cara que só quer passar o tempo com alguém, mas nunca "a vida toda", não sei se ele faz esse tipo, sei que o olho hoje e vejo uma pessoa triste até. Talvez alguém como eu. E o mais engraçado de tudo, até hoje não sei o seu nome. Nem dá pra olhar o Facebook rs


segunda-feira, dezembro 28, 2015

Aquele momento que você diz: sou feliz por ser solteira!

Quando você vê outros casais e ao invés de achar que sobrou você pensa: "que bom que sou solteira, isso eu não aguentaria!".

Não tenho sentido esse sentimento de sobrou, mas quando você vê um casal super fofo, você não queria o mesmo? Pois é, mas muitas vezes você vê o contrário e além de pensar que bom que estou solteira você fica com dó ou de um ou do outro, ou do casal mesmo.

Já peguei conhecidas me dizendo que leram tal livro porque o namorado falou pra ler. Parece besteira, né? Mas tudo depende da entonação que a pessoa dá a isso, algo como "eu não curto, mas ele falou pra eu ler", ele mandou nas estrelinhas e ela leu para não contrariá-lo. Já ouvi isso e ainda a moça contar como foi chato ler o tal livro porque não tinha nada a ver com ela... e acabou casando com o cara que impôs muitas coisas que ela nem percebeu que impôs, ou percebeu, mas prefere não dizer isso: modo de agir e pensar, o que assistir... o que ler e assim vai...

Casar com um cara que impõe os gostos dele pra mim seria uma prisão, sim, estar presa e sufocada por coisas que não têm a ver comigo ou pouco tem a ver ou, pior: "o gosto dele é superior ao meu então é bom eu gostar disso, ele tem razão". Triste. 

Você deixa de existir, o seu eu não é seu eu, é o outro e isso também é uma forma de machismo mascarada, um machismo moderno que eu não gostaria de saber que ele ainda é muito presente, muito arraigado, mesmo que seja de outra forma, mas é um machismo.

Ou como uma Charlotte que conheço, anos de namoro, anos lendo o que ele dizia, e ainda o acha inteligente e tudo mais, a velha história do superior.
No namoro aquela alegria de festas e viagens até que casam e Charlotte engravida, tem filho e cuida como mãe zelosa e para proteger o filho do cansaço de uma festa do dia todo (e ela mais uma vez grávida e cansada) pede ao marido para ir embora por conta do bebê e recebe como resposta um "a gente não pode viver em função dele! vamos ficar!" e ao ouvir isso e ver Charlotte chorar escondido com o bebê no colo, dormindo, e o outro na barriga e pensa: que dó! ah, se fosse eu esse cara ia ver!
Mas não ia ver, acho que o namoro com um cara assim não duraria 2 dias rs

Depois, conversa com outros caras com o bebê: "não é o papai que cuida de tudo? que põe dinheiro em casa e trabalha pra trazer tutu?"
Como se Charlotte não trabalhasse, não fizesse nada da vida e tive 20 babás para um filho. Não, Charlotte também trabalha, também sai de casa pra garantir o tutu do final do mês, mas parece que é como se ela não trabalhasse e cuidasse do filho... que tudo está nas costas dele...
Ou outra frase simpática do marido ogro quando perguntam onde está ela e o bebê:
"Foi tirar bosta, quer ir lá também?" 

E pior!! Ainda tem pior, quando souberam que o próximo bebê será uma menina ele disse: "preciso arrumar um revólver". Porque não vai querer homens atrás da filha! Porque todo o amigo dele que tem uma filha ele dizia: "meu filho vai comer sua filha!" (sério!!) e agora o feitiço virou contra o feiticeiro... se você não achar isso machismo, não sei o que mais pode achar...

Quando seu marido faz coisas desse tipo não é hora de se separar é hora de pensar que se ele era mandão no namoro agora é bem pior e foi sua escolha. Escolheu alguém extremamente machista e que criará seus filhos com esse mesmo pensamento. Agora é com você tentar mudar as coisas antes que seja pior e criar um menino metido a comedor e uma menina traumatizada porque os homens fazem mal a ela e que todo homem não presta. 
Não é todo homem que não presta é todo machista que não presta.

domingo, dezembro 13, 2015

Do sexo sem culpa

Estava numa conversa com amigos e falamos sobre relacionamentos, como é difícil as pessoas quererem se relacionar "pra valer" com alguém, quer dizer, como é difícil as pessoas entenderem que passamos da idade do "ela é pra casar não vou magoá-la" porque, realmente, já nos magoamos e aprendemos a lição (espero ter aprendido).

Quero dizer: podemos apenas ficar com alguém sem pensar em relacionamento a partir daí.
Mas parece que os homens não parecem perceber que nós, mulheres, mudamos, ou tentamos mudar. Não vou dizer que não me apaixonaria por alguém, me apaixonaria, mas teria que enfrentar isso, ser forte o suficiente para entender que se não quer mais do que um ficar, ou one night stand, o jeito é se conformar... e assumir que vai quebrar a cara, e muitas mulheres hoje assumem e eu pretendo assumir.

Nossa conversa chegou ao ponto de minha amiga perguntar a meu amigo:
- o que você prefere: ficar imaginando como seria ou trepar?
Ele:
- trepar, lógico!

Quer dizer, por que vamos começar a colocar "o carro na frente dos bois" como fizemos tantas vezes e ficar sem alguns momentos saudáveis de sexo?
Alguém ainda vai dizer: porque quero me casar e ter um relacionamento estável.
Ok, você quer, o outro não e aí? Vai fazer como muitas que ainda acreditam que engravidar segura homem? Vai dar o golpe da barriga? Vai ameaçar se matar?

Não estou dizendo que vamos fazer os gostos dos homens, não, estou falando de fazer os nossos gostos!
Assumir nossos desejos, não dá pra ficar com T e matar a vontade trancada no quarto sozinha todo o tempo. É preciso o gosto e o cheiro do outro, a carícia, o sorriso de satisfação, o compartilhamento do prazer. E muitas vezes para isso acontecer só abrindo mão de ser conservadora.

Em 2015 a maioria das mulheres já entendeu (eu espero) que não vai se livrar de se machucar se quiser uns bons momentos de sexo. A nós mulheres é praticamente inerente fantasiar que aquele é nosso príncipe  (anos e anos de princesas Disney nos influenciando...), mas não pensar que todos são canalhas (eles existem, mas são por eles existirem que aprendemos a superar nossos medos, acho), o melhor é pensar que somos humanos e falhamos.
Seria mais interessante conseguirmos ter um papo aberto com o outro e dizer: só quero sexo, não espere mais nada, mas os homens parecem ter medo de dizer isso, como disse, têm medo que ainda somos as mesmas meninas fantasiosas.
A menina fantasiosa sempre existirá na gente, mas existe a mulher que quer sentir prazer.
Precisamos conseguir separar a fantasiosa princesa da mulher independente, precisamos conseguir sorrir quando dermos tchau para aquele cara gostoso no final da transa e pensar que as coisas só passarão disso se os dois quiserem, sem pressões e sem choros, mimimis.

Sei que isso assusta também os homens, por eles terem medo de que nos apaixonemos por eles mesmo dizendo que vamos superar. Mas eu pretendo dizer que não me apaixonei a prender alguém que não quer ficar ao meu lado.
Como eu disse, temos que aprender a quebrar a cara e recolher os cacos sem culpar o outro e deixar claro para o outro que "se você só sente T, é sexo que teremos e não venha me cobrar depois onde e com quem sai na semana que vem". Porque os homens dizem uma coisa, querem essa coisa, mas sempre procuram também a mesma que a gente: segurança.

quinta-feira, maio 21, 2015

Do confiar


Ontem, no Facebook, vi e compartilhei a imagem abaixo, tinha conversado no mesmo dia, só que antes, com minha terapeuta sobre como pra mim é difícil me envolver com alguém por medo de ficar sozinha depois. É uma grande ironia, eu sei, mas é como me sinto: estou sozinha e estou triste, mas tenho medo de estar com alguém e esse alguém me deixar, não durar e ficar sozinha de novo... MAS EU ESTOU SOZINHA! 
Eu sei, é confuso, eu sou confusa, medrosa e por isso tenho blogs!

Então a terapeuta me disse: mas você tem que deixar fluir, não esperar que dure pra sempre, viva o quanto dure, ame enquanto dure "que seja eterno enquanto dure"!

E aparece a frase aí do lado... pareceu perfeito falar sobre porque, muitas vezes, pode durar e não ser recíproco, né? Quantos relacionamentos eu vejo dos outros e digo que não queria pra mim? E o que percebo é exatamente isso, a reciprocidade é uma coisa difícil de ver porque falta confiar, faltar se abrir plenamente com o outro, ou quase plenamente...

O que eu quero dizer é que reciprocidade é uma coisa complexa, já vivi relacionamentos em que eu não tinha ideia do que pensavam, queriam, sentiam... e isso é horrível! É horrível você se entregar a alguém, contar seus medos, confiar no outro e o outro nunca se abrir com você! Não que seja só uma questão de confiança, sei que às vezes o outro não consegue pôr pra fora o que gostaria... precisaria de terapia. Sim, precisaria! Porque é difícil lidar com alguém que parece de mal de você e você não sabe o porquê, você pergunta e (já recebi essa resposta) o cara diz: "coisa de homem..."!! Coisa de homem?? Vá para a pqp!
Você fica ali, esperando que falem com você, te diga: Carrie, não gostei quando você fez tal coisa ou Carrie, estou mal por problemas no trabalho/ família/ etc. E não que digam "é coisa de homem"!
Coisa de homem é o cara*** que ele tem no meio das pernas e não serve pra nada... (momento Carrie verde Hulk)

É revoltante você se entregar de corpo e alma e a outra pessoa não faz nenhum esforço pra estar ali ao seu lado, isso pra mim é recíproco: é você estar com o outro da mesma forma, compartilhar coisas, histórias e poder ter o amparo do outro, o ombro amigo do outro, ter confiança e segurança com quem está.

Quero algo recíproco, quero saber o que o outro sente e que diga na minha cara o que não gosta em mim, o que faço de errado, quando o magoou e quero ter a liberdade de dizer o mesmo.
Sei que não é tão simples, mas eu gostaria de encontrar alguém que tivesse confiança em mim também... cansei de gente que esconde coisas, sentimentos, medos, traumas etc.
Quero que mesmo que a pessoa não consiga dizer por ser difícil pra ela, ela me explique exatamente isso: Carrie, não vou conseguir te explicar isso, é difícil pra mim, mas um dia eu conseguirei...
Só não me deixe no vácuo, no limbo sem fim perdida em perguntas e respostas que só minha cabeça vai me dar e não é a verdade, porque eu poderei imaginar milhões de coisas, mas nunca terei a certeza do que aquilo que penso é verdade. Cansa ficar se enganando com respostas simples da minha cabeça.

Não quero impôr nada a ninguém, só quero sinceridade, confiança e afeto.
Porque quando sou sincera, confio no outro e dou meu afeto é de verdade, não é mentira, não é joguinho... Se tem uma coisa que nunca fiz e não sei fazer e nem quero fazer é jogo.
O amor pode ser um jogo pra muitos, mas não pra mim.

"Amor é ferida que dói e não se sente, é contentamento descontente"?

Não precisa ser tão dramático, pode ser mais simples e mais leve - eu acredito nisso, mas para que isso realmente aconteça e não seja soneto Camões o outro não precisa fingir para que eu confie nele, é só a sinceridade, mesmo que isso tenha a ver com traumas de infância, bullying de escola, ser mais complexado que George Costanza... até ser broxa! (podemos resolver isso juntos, eu acredito!) se eu gostar do cara pra valer, nada disso vai me importar. Porque quando eu amo, eu amo. Eu aceito, eu compreendo, eu apoio, eu compartilho, eu respeito, eu encorajo.

Se isso for demais, se for coisa de gente pegajosa, me desculpe, mas preciso de alguém que consiga ser assim para que seja eterno até o momento que não dê mais para a reciprocidade, que não dê mais para dar e receber amor e que finalmente deixe de ser recíproco e acabe, acabe de verdade e não que se mantenha por pena, dó ou por status ou qualquer outra coisa que mantém pessoas juntas sem o mínimo de respeito ou valor pelo outro.

Só quero confiança, que segure minha mão e saiba que tem alguém para contar sempre!

sábado, abril 25, 2015

Constelação Familiar, terapia

Participei de um tipo de terapia em grupo muito interessante. Chama-se Constelação Familiar.

Não parece ter nada a ver com o tema deste blog, não é?

Pois é, mas minha terapeuta pediu que eu fizesse porque seria bom para analisarmos mais coisas "incrustadas" em mim e poderia ajudar em nossas sessões.

Fui, mas primeiro precisava de um tema para ser exposto.

O tema foi o que anda recorrente aqui: não sair do lugar.

Fui à Constelação com esse tema, o terapeuta que o dirigia era um alemão super conceituado como Psiquiatra e Psicólogo e um dos nomes mais bem falados na área de constelação.

O trabalho consiste em juntar várias pessoas, cada um com seu tema. Alguns sendo consteladas como eu, outras só para assistirem as constelações e tomar coragem de fazer na próxima ou descobrir com elas algo sobre si próprio.
Eu constelei e participei das constelações de outras pessoas.

Voltando, reúnem-se pessoas num lugar próprio, antes de começarem as sessões, o terapeuta principal explica um pouco da teoria das constelações, como funciona, fazemos exercícios de relaxamento e de descobrimento sobre nós.

Depois cada um faz sua constelação: senta-se à frente com o terapeuta e ele perguntará o nosso tema. Como eu fiz, depois ele vai querer saber sobre a vida familiar, outras pessoas que podem estar envolvidas na minha vida do nascimento até ali. Questões anteriores ao meu nascimento, sobre meus pais e família e outras coisas que podem se relacionar.

Depois de contar tudo, praticamente sem chorar, um milagre, fez-se a minha constelação: as outras pessoas participam da seguinte forma: fazem os "papéis" das pessoas que entrarão na história para melhor ser entendida, ou seja, eu escolho alguém pra fazer o papel do meu, minha mãe, irmão, do meu medo, SIM, meu medo é figura central para eu não sair do lugar, eu onde eu pretenda chegar. E eu não sabia onde eu pretendo chegar, o que quero para o futuro. Afinal, estou aqui presa, né?

Você vê como as coisas funcionam ao seu redor vendo os outros fazendo os papéis das pessoas e das coisas que sente ou te prejudicam. Como participei também em outra, como mãe de uma mulher, a energia é muito forte (é, eles trabalham com bioenergética) e eu sentia o que a mãe daquela moça sentia e sentia raiva do homem que fazia o papel do meu marido... as coisas vão se encaixando de um jeito incrível...

Eu fiquei extremamente impressionada quando a moça que escolhi para ser eu sentia um calor louco, eu tenho sentido esse calor, ando suando mais do que é o meu normal, não tenho frio nenhum e parece ser a minha energia parada... me impressionou também a mulher que escolhi para minha mãe que sentia ânsia de vômito, como minha mãe quando teve infarto... a energia capta é extremamente forte e ficamos enlaçados com as histórias um dos outros...

Foi muito emocionante, chorei, revi coisas que não queria me lembrar, mas estavam guardadas comigo,,, o Frank, o terapeuta, sabe conduzir muito bem cada peça desse xadrez que temos na cabeça, guardado e sufocado...
O meu final foi diferente dos demais: todas as mulheres me abraçaram, pedido do Frank, pois o feminino foi muito afetado na minha vida, quase não tive um reflexo dele na vida para ser uma mulher por inteiro e o medo me corrói até hoje.
Foi de uma emoção incrível tantas mulheres abraçadas a mim, e me acalentando num balança, juntas, como uma mãe ninando seu bebê... um bebê que se sente abandonado e sem colo, começaram a cantar e me ninaram mesmo...
Agradeci a todos e fiquei imensamente grata pela carinho, um carinho que eu nunca imaginei que pudesse sentir ou me dar... engraçado pensar nisso: sempre quis dar mais carinho do que recebi e percebo assim o quanto realmente sou tão carente de um carinho.
Tanto que nem imaginava merecer.
Meu medo sempre me deixou à margem, à margem de receber carinho, de retribuir e assim, me retraí a vida inteira.

Saí de lá achando que nada se modificou, mas como disse minha terapeuta, eu não sentiria isso de cara, as coisas acontecem no nosso íntimo dependendo de cada pessoa e como eu sou bem fechada, não é tão simples.
Às vezes sinto que algo se modificou, como no momento que escrevo isso já percebo alguns insights... como eu ser um bebê abandonado, por exemplo.

O medo ainda é parte de mim e é ele quem faz eu não conseguir sair do lugar, sei que preciso sair do lugar, parar e seguir em frente, mas cadê a coragem?

Espero que ela apareça ou me mostre que se é para pensar nas mesmas coisas, que seja para fazer tudo diferente da próxima vez e, espero, acertar.


quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Um Carnaval e suas Cinzas

Houve um Carnaval com Mr. Big em que muitas coisas estavam em jogo.

Tínhamos terminado e quando decidi que ia embora para Londres, com tudo certo, Big queria voltar.
Ele disse coisas que me amoleceram, mas, ao mesmo tempo, tive que descarregar tudo que sufocava em meu peito. Fui dura, atirei para todos os lados: o culpei, culpei os amigos dele, menos a mim.

Ficamos nessa briga, mas tentamos nos entender, mas o que é se entender com alguém que você sabe que não estará mais com você porque sua vida está decidida em outro lugar, por um  tempo?

Tentamos viver um Carnaval feliz, mas eu estava travada. Tentei ficar bem a maior parte do tempo, mas eu sofria por antecipação.
Eu tinha medo do final daquele feriadão e o final chegou.
Chorei e ele me consolou, mas consolo não era o que eu queria. O que eu queria era que tudo pudesse ser diferente.

Não que o feriado inteiro tenha sido um mar de rosas, mas acho que o pileque dele e dos amigos me ajudaram a entender que aquele mundo não era mesmo o meu e que eu me enganava.

Acontece que por mais que eu saiba que eu me enganava, por mais que eu saiba que é pra seguir em frente, ainda penso em Big.
Isso me faz mal porque eu não sigo em frente e não posso ficar pensando num passado, eu tenho que viver o presente, como ele deve viver o dele...

Às vezes eu penso que ele aparecerá novamente na minha vida, como nas outras vezes e fico me segurando numa esperança vã. Uma esperança que não deveria mais estar aqui.

Quero que essas cinzas tragam a mudança em mim e que eu pare de querer reviver o que já foi. Quero seguir em frente, mas a razão e a emoção doentia (porque não deve ser normal) estão lutando muito.
Eu sei que não posso querer algo que não é pra mim, mas só penso nisso e isso me faz muito mal, eu sei, mas não entendo.

Não quero conselhos, eles não vão adiantar... eu não sei aceitá-los... mas quero que algo em mim se transforme como as cinzas em vida, novamente.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Aberta a temporada de pretendentes

Sabe aquela coisa de família ficar cobrando para que você case, tenha filhos e aquele velho blábláblá??
Não só família, mas um monte de vizinhos, gente que cresceu com vocês, e a pqp... todo mundo se acha no direito de dizer o que você tem que fazer da sua vida, qual é o "certo" ou "errado" e, claro, você não sabe o que está fazendo da sua vida, precisa que os outros digam...

Pois é... então, eu resolvi fazer uma lista para pretendentes, se alguém se encaixar em todos os requisitos (eu disse TO-DOS!) pode ter, TALVEZ, alguma chance...

1- Conhecer 95% das bandas que eu gosto e curtir também - não precisamos concordar em 100%, só 95...

2 - Saber se virar na cozinha, não espere que eu cozinho todo dia para você ou, então, aceite que a comida será congelada e requentada no jantar...

3 - Não beber socialmente - porque eu sei o que significa "beber socialmente": encher o c* de cerveja toda festa de amigos que tivermos que ir, ou você entra pro AA ou resolve mesmo se controlar e chegar em casa sem dirigir o carro (porque bêbado realmente se acha o piloto);

4 - Ter em mente não passar o resto de sua vida no Brasil e estar pensando seriamente em tentar outros voos por lugares novos e onde se vive (e não, como aqui, que se sobrevive), de preferência Inglaterra ou Escócia - aceito Canadá, mas prefiro Nova Zelândia...

5 - Dar mais atenção a mim do que aos amigos. Amigos são amigos para a pelada de domingo, não para se agradar 24 horas por dia, 365 dias do ano: eles sempre levam a vida deles numa boa e não retribuem de forma exagerada...

6 - Ser um cara forte e capaz de olhar nos meus olhos e dizer: as coisas não estão certas, precisamos conversar! E falar o que é preciso falar, não sumir por um mês... e voltar com cara de c* ou resolver falar por algum aplicativo de celular ou bate-papo do Facebook;

7 - Se tiver algo a me dizer, diga na cara, não espere para jogar na minha cara quando brigarmos. Se algo não lhe agrada, seja sincero e diga. Tenha coragem!!!! mais uma vez;

8 - Olhar bundas alheias na minha frente ou fazer comentários ridículos com os amigos, do tipo que saíram hoje da quinta série faz de você uma carta fora do baralho, nem tente se arriscar...

9 - Pãodurismo tem limite e senso: não reclame do valor  pago a diarista, se comprou um IPhone novo, se você é desse tipo de pão duro só com coisas que realmente valem mais a pena que um celular ou qualquer tranqueira assim, me esqueça! Você é um babaca e se tentar algo, vai limpar a casa sozinho;

10 -  Gostar de Cunnilingus (eu sei que você vai no google...), mas gostar MESMO! E saber mesmo fazer dos bons, além de outras coisitas e conversar sobre o que agrada cada um;

11 - Diga que não está conseguindo dar a segunda, melhor do que mentir e dizer que "é assim mesmo", só no outro dia e com dificuldade. Ter conversas aberta sobre tudo servem pra isso, pra não causarem situações ridículas;

12 - Saber citar frases de Seinfeld dentro do contexto certo. Ter visto todos os episódios mais de 3 vezes; (isso vale também para Arquivo X entre outras séries)

13- Não passar o final de semana todo só vendo esportes na TV;

14 - Lavar e passar suas roupas é seu trabalho, não meu, principalmente camisas sociais: vão pra tinturaria;

15 - Se eu fizer algo que o deixou bravo, por favor, diga o que foi, não fique com cara de c* e sem falar o que está acontecendo e quando eu perguntar, não diga "é coisa de homem" porque isso não é coisa de homem e sim de moleque;

16 - Gostar de ir a shows das nossas bandas favoritas;

17 - Filhos: se tivermos (auauahah você passou por todas até agora? rs) não serão só minha responsabilidade, apesar de saber que sua cota para o nascimento deles foi bem menor que a minha, deverá haver uma divisão de tarefas onde meninos e meninas não terão distinção entre "isso é coisa de menino, isso é coisa de menina";

18 - Don't let me down! Ou seja, se você é do tipo pessimista, rabugento que tudo põe defeito - principalmente em mim, sai daqui, já!

19 -  Assistir UFC faz você também estar fora do páreo;

20 - Não reclamar do preço das coisas quando for pagar também é um sinal de delicadeza e não que está desperdiçando dinheiro conosco;

21 - Dizer "eu te amo" todo dia, até o final dos nossos dias juntos (se citar Beatles,  também vale).

22 - Final dos nossos dias juntos não quer dizer até que a morte nos separe, não se preocupe com isso: dure o que for pra ser verdadeiro (se você se encaixar em todos os outros passos);

23 - Lembre-se tudo isso aí em cima é fácil de cumprir, se você realmente estiver comprometido e tiver bom gosto;

24 - Ah! isso me fez lembrar: não ser leitor da Veja;

25 - Não ser evangélico ou de qualquer religião que seja mais conservadora;

26 - Não ser Tucano e adjacências;

27 - Sair com os amigos pode, desde que não com outras mulheres em jogo. Dia dos amigos é um jeito bem saudável de manter a amizade a relação ao mesmo tempo. Enquanto isso, estarei no dia das amigas e será também muito agradável (melhor do que eu no meio de seus amigos dando pitacos).

28 - gostar de animais e também querer participar de atividades - ou pelo menos doações - para salvá-los ganhará bônus!

29 - gostar de gatos e cachorros - em casa;

30 - Assine que será lavrado em cartório para conferência e penalidades caso faça algo contrário ao que foi exposto acima, sofrerá multa de 10.000 reais por item passado por cima.


Bem, acho que está de bom tamanho e bem claro, né?

É isso!
Alguém se habilita?

Quer dizer, há algum habilitado?

quinta-feira, outubro 16, 2014

Teimosia

Mais uma vez, eu precisei dar a cara pra bater pra ter certeza do que estava na minha cara...

Eu tenho certeza de que ele não quer nada comigo, mas eu precisei dar um golpe de misericórdia a mim para ter absoluta certeza.

Acho que agora eu paro, né?

Espero do fundo do coração que minha teimosia, que parece até, desse jeito, obsessão, pare agora, definitivamente.

Anda, Carrie! A fila anda!

terça-feira, outubro 07, 2014

Parênteses para algo interessante

Fazia anos, muitos anos, que não comprava a TPM, quando ela começou a ficar mulherzinha demais pro meu gosto, parei de comprar... estava me sentindo lendo a Nova... e aquele não é meu mundo, definitivamente...

Ao ver essa capa e os títulos de artigos fiquei curiosa e comprei.

Realmente, está muito interessante! Está valendo a pena a leitura.

 
 
Sabe quando você não se sente mais um E.T. e vê que o que sente e pensa é coisa da sua cabeça e de mais um milhão de mulheres, nada anormal e de quebra ainda descobre o quanto, sabe-se lá porquê rsrs , os homens gostam tanto de cair de boca numa b*ceta, que eu, por exemplo, sempre achei a coisa mais desagradável do mundo rs
 
Carrie pobre, abrindo a mente e fazendo descobertas...
 
 

quarta-feira, outubro 01, 2014

Tira-teima?

Tem horas que eu tenho vontade de me inscrever em algum desses sites de relacionamento, mas aí eu penso em quanto isso não dá certo pra mim, isso de conhecer pessoas pela internet.
Eu tenho azar com isso.

Não, não tenho azar...
Tenho dificuldade em lidar com minha carência e isso interfere na minha vida amorosa. Não que eu seja a culpada de tudo... não, mas eu sei que atraio pessoas que não se comprometem, pessoas com baixa-estima, pessoas que têm gostos parecidos com o meu, mas que não querem "ir pra frente"... eu sei que eu só atraio o que está na mesma sintonia que eu e como minha sintonia não anda bem, sei que me interessarei justamente pela pessoa que menos deveria.

Como disse em outra postagem, há pouco, tenho recaídas pelo meu ex, mas é que eu não tenho visto "alternativas" para minha vida amorosa e ela descamba em: ah, como ele era tão fooooofo!
Mas e o resto da história? E todo o resto que me fez sofrer?
Eu esqueço, eu deixo de lado... e por quê?
Porque eu sou teimosa: teimo que deveria ter dado certo, teimo que precisava de mais tempo para ter certeza, teimo que quero exatamente aquela pessoa...
Teimo.
Ou amo?
Será que amo demais ainda ou só quero me enganar?

Sinto muitas vezes uma vontade louca de entrar em contato com ele e abrir o jogo - mas abrir o jogo sobre o quê se cada um seguiu sua vida? ou pelo menos ele seguiu a dele...
Do que isso adiantaria?
Pois é, do que adiantaria?
Só sofreria mais um pouquinho tanto se a resposta dele fosse não como sim. Porque eu já conheço bem essa história e teria que estar ciente de que se voltasse seria por minha teimosia, insistência e carência tentando ser preenchida a qualquer custo.
E...
Se não? Se a história não for igual dessa vez?
Será que eu realmente mudei a esse ponto? E ele, mudou também a esse ponto que agora as coisas deem certo?

Acho que deveria esquecer as suposições: o que foi, foi... não volta e talvez seja melhor que não volte. Ou melhor de tudo: parar de querer reviver coisas, desapegar mesmo e seguir em frente, mas ainda assim com medo de me envolver.
Afinal, é mais fácil se envolver com quem se conhece, mesmo que, realmente, não seja tão fácil assim...


sexta-feira, setembro 19, 2014

Sabe o que acaba com uma recaída?

Ouvir o nome do melhor amigo do Mr. Big!

Sim! Quando ouvi o nome de um dos grandes amigos dele e, fazendo o mesmo que antes, eu tomei um banho de realidade...
Tudo voltou à minha cabeça: o quanto esse cara e o que ele fazia era mais importante que eu.

Espero que esse banho de realidade dure pra sempre!

quinta-feira, agosto 28, 2014

Das recaídas por Mr. Big

Você tem recaídas por antigos amores?

Eu tenho muitas!

Talvez essa  tenha sido uma das recaídas mais fortes, mas sem ser, digamos, uma via de mão dupla, apenas eu (até onde sei) sinto vontade de voltar.

Sabe quando as lembranças estão muito fortes na sua cabeça? Quando você passa por lugares que têm uma história pra você, uma música ou alguém pergunta sobre aquela pessoa? E pior: tudo ao mesmo tempo!

Foi o que aconteceu comigo...
Não levo isso adiante porque eu não quero atrapalhar a vida dele, me parece bem do jeito que está - e longe - não quero que minha carência e egoísmo estraguem a vida de ninguém, nem a minha.

Sim, carência, porque eu não sei se é realmente amor... quando me recordo das coisas, acho que é.. e forte.
Porque eu lembro do primeiro beijo que demos, do carinho um com o outro, do quanto o meu nervosismo atrapalhou momentos lindos selados com "eu te amo" de ambas as partes. Nervosismo porque tudo parecia certo, menos nós dois juntos e isso me deixava infeliz de não poder viver mais esse amor e me angustiava...
Minha cabeça girava... estava ansiosa e o futuro atrapalhava o momento presente e agora o passado me assombra por não tê-lo vivido bem...

Queria voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas não sou Dr. Brown nem Martin McFly...

Se for AINDA pra ser será?

Não, acho que o tempo passou demais e eu parei na janela vendo ele passar.

E como eu disse: não quero ser egoísta, ele é do mundo como todos somos e espero que ele esteja muito feliz com a vida atual dele, sem mim, que talvez seja apenas uma lembrança boa, mas também trabalhosa... hoje penso bem mais no que ele pode ter sentido nesse "não poderemos viver esse amor" e que eu tenha sido egoísta de não perceber isso...

Agora percebo e espero não  ter causado mais males do que bens pra ele.
Que você seja sempre feliz, meu Mr. Big!
Porque você é grande, é uma pessoa grandiosa de um coração maravilhoso que sempre estará guardado na minha memória e no meu coração.

Perdoe-me as injustiças e as explosões.


E algo que não sei se ele lembraria, mas eu me lembro muito bem o porquê desta música, mas este vídeo e letra retratam tudo que sinto agora.


quinta-feira, maio 01, 2014

Um texto, uma nova Carrie?

Esta semana li um texto que achei muito "pesado", ele exatamente falava de coisas que eu já tinha vivenciado e nem por isso concordei com elas... engraçado ter achado o texto tão pessimista e amargo, coisa que faço muito... mas que não quero pensar mais da mesma forma.

Então, vejamos, dêem uma lida aqui e comentarei...

O texto fala muito em se importar com o outro, que quem se importa é feito de bobo, ou seja, quem mostra não se importar é o mais forte da relação, que não liga, só manda mensagens, quando manda e tudo mais. Parece que o texto fala de um grande desapego ao outro e que o outro aceita tudo isso de boa vontade, por quê?
Por quê alguém aceita se submeter dessa forma a alguém?
Insegurança?
Medo de ficar sozinha/o?


Sempre me lembro de ter feito o máximo para que meus relacionamentos dessem certo, mas nunca imaginei que o outro não estava tão apegado, acho que quando estamos apaixonados não conseguimos ver essa relação de desapego ou ela só anda mais forte agora, que me aposentei rs
Porque nunca vi essa coisa do outro mostrar desapego, na verdade, eu sentia era que estavam apegados e isso me iludia, como um caso famoso que sofri por semanas sem saber do paradeiro da figura, achava ATÉ que a culpa era minha, mas só achava isso porque tudo parecia perfeito.

Uma coisa que se fala é que você espera uma vingancinha que não vem, sim, eu esperava para que a pessoa tivesse o tal "karma ruim" para que sofresse como eu sofri, mas quer saber?
Devem sofrer mais por se darem conta do que perderam... mas você só se dá conta disso quando sai da fossa e vai viver e vê, sabe por amigos, o quão bosta está a vida do outro depois que terminou com você, mas aí, isso já não te alegra, até fico com dó, porque cada um tem sua escolha.

E como diria o Chaves: a vingança nunca é plena, mata alma e envenena.
Enquanto se fica envenenado não se vive, a alma realmente morre, então, deixe que o outro viva a vida dele, ele sabe que fez merda, ninguém vai precisar dizer. Principalmente quando ele fizer comparações com entre você e a nova namorada (eu sei que saio ganhando).

Por mais que a postagem queira falar de como é difícil um relacionamento, ela não parece falar de um relacionamento, apenas de uma coisa passageira, que está fadada a não vingar. Pelo menos é como interpreto o que está ali escrito...
Se fala muito em marcar para sair, mostrar interesse, parece coisa ainda de começo de namoro, de quando está se tentando conhecer mais a pessoa...  não de uma relação já, vamos dizer, acertada entre ambas as partes... ou ambas as partes não sabem o que estão fazendo? Um acha que o outro está afim e vai levando isso ad infinitum?

A questão das mídias sociais ajudarem a trair, eu não acredito... fui traída e trocada por alguém que mal usava a rede social, que usava de outros meios muito mais envolventes para afirmar seu interesse e ajudar na traição.
Não adianta ficar na paranoia, o  texto é extremamente paranoico, parece que nunca nada vai dar certo que se está fadado a viver ou num mundo de mentiras ou não confiar em ninguém...

Acho que o texto é válido por um motivo: se perceber alguma das coisas do texto rolando em seu relacionamento: pare de se iludir. Abra o jogo e leve bem a sério os sinais que vê, não pense que são imaginação da sua cabeça, não são! São palpáveis! Não vale a pena sustentar isso. E se o outro disser que não é nada disso, fique de olho e espere um momento para pensar, de preferência dê um tempo para pensar melhor e verá se a pessoa te dará atenção ou não... se você optar por tentar mesmo sabendo que não estão dando atenção a você, pode estar fadada/o a ver uma mensagem de término de namoro, como eu, que recebi uma mensagem no meu MSN.

O texto é amargo, mas essas coisas realmente acontecem, não se deixe levar pela ilusão total e nem seja paranoico, tente o meio termo. Coisa que eu mesma nunca consegui, mas acredito que estou tentando aprender (eu quero muito!) e poder viver, quem sabe um dia, um relacionamento em que as coisas fluam bem, sem ansiedades, sem desconfianças, sem medo de ser feliz.

O que eu ainda tenho muuuuito: medo, mas como disse a um amigo: sei que tudo estava em mim, eu atraía esse tipo de pessoa e enquanto minha sintonia for com pessoas que não se importam, vou encontrar pessoas que não se importam, por isso, estou tentando aprender a lidar melhor comigo mesma, para depois poder lidar com os outros. Sem medo, sem cobranças e com a cabeça mais leve.

sábado, janeiro 04, 2014

Do machismo

Tenho estado meio deprê, isso é fato... assim como com medo de me relacionar, mas há coisas que me deixam ainda mais pra baixo...

Como já não sou uma criancinha, sou uma senhora balzaquiana que Balzac diria que "estou no ponto", tenho pais mais velhos e conservadores - e muuuuito!

Primeiro, eles devem achar que sou virgem, ou pelo menos querem acreditar nisso...

Ter pais mais antiquados só faz eu me sentir ainda mais um peixe fora d'água.
Adoraria ser como a verdadeira Carrie, toda dona do próprio nariz, fashion, colunista famosa... mas sou só uma versão pobre.

Então, imaginem que você está tentando, mais uma vez, acertar na sua vida profissional e por acaso comenta com sua mãe sobre as amigas que fizeram faculdade com você. Ao dizer que elas, hoje, são professoras universitárias sua mãe pergunta: o que precisa fazer pra ser professora de Federal?
E eu explico que é preciso o Mestrado, na maioria dos casos Doutorado que se leva 2 anos em um e mais quatro no outro e minha mãe dá o veredicto:

- Você poderia ter feito o mesmo que elas. Estaria bem hoje...

Não foi uma observação para me cutucar - não acredito nisso - mas me magoou muito... parece que só eu não dei certo na vida, que eu não quis ser como elas e não que eu não que tive oportunidades diferentes das delas. Eu não tive bolsa de iniciação científica na graduação - o que já abre as portas para o mestrado. Não é tão simples, mas se eu argumentasse isso com minha mãe eu só me sentiria pior e acabaria, até, dando razão a ela: isso mesmo! sou um fracasso, mãe!

De outro lado, você tem que conviver com o machismo de um senhor de 72 anos que vive como se tivessem no século XVIII, nem no XIX...
Meu irmão se separou há um ano e ele não se conforma até hoje que isso tenha ocorrido: nunca na família havia acontecido isso, para ele é um horror, não pode ser! Só pode ter acontecido algo muito grave (como ela traído meu irmão, como bom machista, é claro que a mulher é a bruxa má da história), mas a verdade é que as coisas desandaram e não dava mais certo. O que todo mundo que vive no século XXI entende...

Ele fica sempre resmungando que não se conforma, culpando a moça e perguntando a mim (é, sobra pra mim) se meu irmão não arranjou uma namorada, porque ele tem que refazer a vida dele...

Percebem?

Meu irmão teve a chance dele e merece outra e eu? Eu não mereço nada?
Eu, por ser mulher, não mereço. Não tenho vez.
Ele quer tanto um neto, mas não me dá a mínima chance, não pergunta se não conheci ninguém - não que queira ser pressionada, quero ser lembrada!

Tá certo que há um tempo ele disse que só vê piriguetes se dando bem e moça "direita" não... o jeito dele estar do meu lado, mais ou menos, mas isso é tão vago... tão... machista também, né?

Então, eu ouço de um lado o quanto sou inútil de não ser uma professora universitária e de outro que tenho que ser uma mulher sem vida amorosa, que mulher é pra ser assexuada... acho que estou vivendo no Talibã...

Isso me deprime ainda mais do que já estou... será que um dia conseguirei poder virar para minha pros dois e dizer: e agora? quem está por cima?

Que post mais infantil... para quem tem mais pais mais novos e está lendo aqui deve ser a história mais bizarra que já leram... e eu também acho bizarro como eu ainda tenho coragem de escrever isso tudo aqui... mas onde vou desabafar?

Na psicóloga! - alguém aí poderá dizer... desculpem, estou péssima...


quinta-feira, dezembro 19, 2013

Do Vazio

Pois é, há pouco tempo escrevi sobre não querer me relacionar, ainda não quero, mas o vazio me machuca...

Tentei fazer aproximações que poderiam ser faca de dois gumes, mas vejo que não é o caminho mais acertado... a solidão bateu... quem mandou parar de fazer mil coisas ao mesmo tempo?
Enquanto fazia isso, doía menos...

domingo, dezembro 01, 2013

Joga-se a toalha, fica a dor

Numa das minhas últimas postagens falei que cansei, que não quero mais ninguém na minha vida.

Continuo firme nisso, mas este não é o motivo de tanto hiato neste blog, acho que ando numa fase pouco criativa pra escrever.
Ideias eu tenho, temas, falta tempo pra escrever e quando tenho parece que não flui... uma pena... mas espero voltar a escrever aqui e nos outros blogs que tenho.

Votando, como disse, joguei a toalha, cansei de sofrer por amor.
Às vezes vejo caras interessantes, mas coloco obstáculos do tipo: nunca que ele iria olhar pra mim; bonito, mas com certeza ordinário; deve ser o tipo que gosta de falar pros amigos das suas peripécias e jogar a menina no lixo; deve ser gay; que imbecil! olha as coisas que ele estava conversando... e assim vai...

Claro que tem dias que me sinto triste de estar sozinha, não vou mentir, mas aí me lembro de tudo que sofri e fico queitinha de novo...

O problema (ou não) é que parece que estou ficando menos fechada... ou acho que estou pensando em tentar novamente, mas isso não é certeza... nada é certeza.

Tem dia que a recaída é até por "exs", mas aí eu lembro de algumas situações imensamente constrangedoras e que aguentei para estar com alguém (será que era amor? acho que não... ou será que sim? veja o nível das dúvidas...), situações que não quero nunca mais viver, mas tenho medo de viver por achar que minha carência que vira tolerância falarem mais alto.

Não quero mais ser tolerante, pra mim, tolerância em relacionamento amoroso só quer dizer uma coisa: sufocar o que tem de errado e ficar se iludindo, se frustrando mais e mais numa relação que nasceu fadada a nem ter existido.

Vejo sempre tanta gente em relacionamentos em que aguentam o que eu decidi não aguentar: problemas com bebida, traição, ofensas em forma de brincadeira (mas não deixam de ser ofensas), controlar o outro (essa, pra mim, é a pior) e o que sempre me frustra mais: não contar a verdade/o que sente realmente, guardar para si o que não gosta.

Ficar com a pessoa, mas sempre escondendo que não gostou de tal atitude ou tais palavras e um dia, booom! joga na cara sem cerimônia, sem NUNCA ter dado a entender em NENHUM momento que não gostava daquilo. Fica parecendo que a coisa desandou do nada, quando na verdade já era uma avalanche dentro do outro.

Eu não quero mais guardar bolinhas de neve  que viram uma avalanche pronta a destruir tudo pela frente, minha tolerância chegava a esse ponto e isso nunca fez bem pra mim e, acredito, nem para a outra pessoa, mas sei que muitas vezes a pessoa sabia porque eu estava daquele jeito... só se fazia de vítima... e isso é outra coisa que dá vontade de bater no outro!
Se fazer de desentendido... mesmo você dizendo: as coisas não estão bem... e ele "não! está tudo certo! onde está errado?" na cabeça dele...

Bem, acho que elenquei um monte de coisas para continuar sozinha rsrs

O problema é que não estou feliz assim, mas tenho medo de me envolver, porque eu sei que estou cada vez mais medrosa, insegura e não confiante nos homens...
Parece que o tempo que dei só me fez mais mal do que bem.
Acho que analisei demais os homens e não vejo futuro em nenhum deles, só vejo um bando de caras babacas e a cada geração mais - não que pretenda sair com um menininho, mas ao invés das gerações ficarem melhores, estão piorando, estão mais machistas e ogras... é só ouvir a criançada falar... afinal... eles nascem ouvindo funk... o machismo em forma de batidão.

A dor é essa, jogar a toalha e não me encaixar, mas sempre fui sozinha, então, é uma dor crônica já. Até quando estava com Big eu estava sozinha. É aquela história do viver junto, morrer sozinho de Lost... o problema é que já vivo sozinha... e escolhi isso.

Eu não deveria me sentir sozinha, eu deveria ter meus planos e viver bem, mas não vivo, o vazio não deveria aparecer, mas não sou perfeita, mas também não quero ninguém para me fazer sofrer de novo.

Eu não consigo mais acreditar/confiar no outro.

Então, melhor continuar sofrendo sozinha.

quinta-feira, março 07, 2013

Diálogo (ou Monólogo) Bizarro da Vagina

Parece que essas coisas só acontecem comigo, se já aconteceu com você que está lendo esta postagem, por favor, comente e diga: sim, já aconteceu comigo!


Estava num ponto de ônibus no centro, hoje, procurava um ônibus pro metrô mais próximo porque chovia e levaria uns 10 minutos para chegar à estação, e se fosse a pé, chegaria ensopada.

Uma senhora por volta de uns 65 anos também estava ali esperando. Havia mais umas duas pessoas, mas pegaram um outro ônibus. A senhora puxa conversa, odeio isso, mas quis ser educada com a senhora por conta da idade, fiquei pensando se não faria o mesmo pela minha mãe e me arrependi.

Ela começou a falar da demora dos ônibus e me disse que passava ônibus pra todo lugar ali, fiquei mais tranquila, porque tinha ainda que ir em outro lugar, sair do centrão e ir pra lá de Santana...

Daí ela começa a falar do marido que resmunga que se fosse hoje não se casaria de novo, se soubesse que passaria o que passa hoje, não teria casado e também, como ela disse que o "amigo" do marido está murcho e que odiava aquilo... Odiava ter que fazer as vontades do marido e que agora só machucava a bexiga dela. Que depois que ficou velho, "aquela coisa mole" não dava... e mostrava com a mão como seria a vagina e o troço mole querendo entrar forçando...

Eu ouvia com cara de espanto, nunca esperava ouvir essas coisas de uma senhora... e ela continuava.

Dizia que o filho estava doente e que precisava cuidar dele, mas o marido tinha ciúmes, imagina isso! Que o marido já devia estar avariado da cabeça que fala mesmo pra ela: então dá pra ele!

E ela continuava falando que era bom quando era novo, que aquilo sim era p@u (sim, ela usou esses termos, eu, como pudica, não uso rs) e eu mais impressionada e com vergonha e ela vira e pergunta: você sabe do que estou falando, né? Não tem mais isso de virgem hoje... você não é virgem, né?
Não é casada? Mas já foi noiva... (menti e disse que sim e que não deu certo...) ah, hoje não tem mais disso... você passa anos vivendo para um marido e não tem nada... 

Se fosse jovem hoje e soubesse que seria assim só me casaria com um cara com dinheiro, agora nem dinheiro tenho porque só trabalhei dentro de casa e ele não dá valor.

Eu fiz o peritônio! Agora minha vagina está fechadinha, nem quero mais nada, queria deixar ela quietinha!

Eu estava envergonhada com a conversa, o tempo passando e ônibus nenhum ali ia pra onde eu precisava, me meti na chuva e disse que precisava ir mesmo a pé porque ia me atrasar e deixei a senhora falando sozinha no ponto... sem entender se era ela ou o marido que andava avariado porque a conversa, pra mim, foi pra lá de bizarra...

terça-feira, janeiro 15, 2013

Carta da Leitora

Depois de um longo tempo, estou de volta! Espero que para atualizar com mais rapidez e mais frequência.

A primeira postagem dessa volta é referente a um e-mail enviado por uma leitora do blog que me descobriu procurando sobre relacionamento com ingleses.

Não vou contar aqui a história dela em detalhes, nem citar nomes, só dizer que é uma brasileira confusa por se interessar por um inglês que uma hora mostrava interesse e em outro momento dizia: só quero ser seu amigo. Durante todo o tempo que ela narrou, cerca de uns 3 anos, o máximo que acoteceu foram dois beijos.
Ela, confusa, me encontrou na internet e queria saber se realmente os ingleses são assim.

Vou relatar o que escrevi a ela, mas só os pontos gerais que talvez interessem a outras pessoas que se relacionem com britânicos. Este blog está aberto para você dizer: você está completamente errada!
Só que no caso da leitora que me escreveu, ela acabou concordando com o que disse... não gosto de generalizar, a gente sabe que isso não é bom, mas em alguns casos isso funciona, principalmente quando é a diferença de cultura que influe na história toda, ou não?

"Olá! Li este e o e-mail anterior e fico pensando, primeiramente, se ele não tem problemas de depressão e
que não deve ter procurado uma ajuda à época... mas isso também é comum entre os ingleses porque eles se apegam demais às pessoas que eles têm um relacionamento.

O que eu mais percebi é que eles dão um braço para não terminarem uma relação. Não porque não
conseguem mais viver sem a pessoa, mas porque se acomodam e curtem essa acomodação. Parece uma
coisa até antiquada, do tempo que casais não podiam se separar e tal, mas a maioria engole muita coisa a
seco pra manter uma relação. 
Afinal, uma já foi dificílima de rolar, né?

Ele poderia nem ser feliz com a ex de 6 anos (era inglesa?), mas eles preferem manter o que já tem a tentar de novo. E você percebe que tentar o novo para ele é difícil demais...

Com a convivência que tive com eles, mesmo apenas cordial, senti que a geração entre os 25 e pouco mais
de quarenta - o pessoal que nasceu nos anos 70 e metade dos 80 - eles são travadões mesmo. As pessoas
mais velhas são muito mais joviais - não sei se pelo tempo ter passado e terem percebido que perderam esse tempo ou porque viveram coisas diferentes - sei que são menos encanados. Acredito até que os mais novos tenham crescido numa onda muito forte de "polticamente correto" exagerada. Eles são certinhos demais pra tudo, têm medo de tudo, medo de serem mal entendidos, de cometerem erros que prejudiquem alguém... medo de serem processados por assédio...

Sempre me vem à cabeça essa cena de American Dad, porque é mais ou menos assim:





No último post que escrevi sobre brasileiras que casam com gringos, citei uma moça que trabalhou comigo
que chamou o marido de mendigo (ou vagabundo, não lembro) na cara de todos, só por conta de ele não se
sentir bem com a roupa que estava. 
Ela várias vezes dizia que o marido não entendia porque sempre sorrimos e estamos alegres (nós brasileiros)
e ela dizia que eles que eram travados pra tudo e só conseguiam sair disso bebendo. E ele ficava quieto porque realmente é o que mais se percebia deles.
Ela já mora por lá há uns 6 ou 7 anos, os conhece melhor que eu e eu realmente, pelo pouco que fiquei
(perto do tempo dela) acho que sim, que são travados demais, têm medo de viver. 

Você nunca deve se sentir culpada no caso dele, de jeito nenhum! Você fez o melhor que pôde para fazer
com que ele enxergasse que as coisas não são assim, tudo a ferro e fogo, mas na cabecinha dele criada em
outro lugar, talvez seja dificíl demais entender. Como eu algumas vezes não entendia alguns costumes deles
(como o de "destravar" com bebida).

Porque eles não bebem pouco! Bebem muito, muito, muito!
Pense na pessoa que você conhece que bebe mais aqui no Brasil... essa pessoa cairia antes de algum inglês
sentir o baque da bebida no corpo. Há muitos casos de adolescentes já alcóolatras, vi meninos de 8 anos
felizes no mercado porque deixaram eles sairem de lá com redbull! (outra coisa que são viciados, tomam
pra aguentar o trabalho depois da 'ressacona').
Eles são extremamente educados e organizados e talvez para aguentar a pressão de serem tão certinhos
precisam disso para 'sobreviver'.

Bem, acho que desviei do assunto...

Eu cheguei lá com a maior empolgação de encontrar alguém legal, porque eles são lindos! Tem muito homem gato por lá! Tirei fotos com o celular e mandava pra algumas amigas darem nota rs porque realmente são de parar o trânsito das brasileiras rs (as inglesas cansaram deles e não veem graça rs até preferem brasileiros rs), mas não conseguem ter nenhum tipo de "malícia" com as mulheres.

Lembro que contei no blog que eu, uma brasileira e uma polonesa ficamos num pub por mais de uma hora e
nenhum, NENHUM, cara se aproximou da gente. Todos encarados no rugby
Por mais que o brasileiro seja doente por futebol, uma piscadinha de olho ele sempre dá, sempre dá um
jeitinho! O inglês não sabe o que fazer e fica lá... vendo o jogo, termina o jogo, vai pra casa e dorme. A coisa só muda se uma mulher vier pra cima - ir pra cima mesmo, como as brasileiras fazem pra ficar por lá pra e ter passaporte - e como as inglesas fazem quando bebem muito. Porque elas bebem até mais que eles pra poder chegar até os caras.
Elas é que tem que tomar a iniciativa, ou seja, nós mulheres. O que mais se vê acontecer é ela chegar, se encostar, ele já bebeu, começam a fletar e vão pra casa de um dos dois, só no outro dia vão
tentar lembrar o que aconteceu e com quem. E talvez continuarem juntos. Nem isso dá certeza de que
continue.

Ouvi gente me dizer que eu deveria beber também e entrar na onda... não consigo ser assim.

Chegou uma hora que cansei de me sentir tão desprezada por eles, por esse jeito blazè e o que eu fiz? 
Comecei a encará-los rsrsrs
Parece uma coisa louca pra mim que sou tímida, nunca tinha feito isso na vida, mas eu sabia que eles não encarariam de volta.

Dito e feito: não encaravam, baixavam ou desviavam o olhar. Medo.

Mas fazia isso com ingleses, outras culturas me interpretariam muito mal rs

Houve um período que eu não via que o problema eram eles e ficava sempre me achando feia e gorda e os
via com mulheres muito mais feias e gordas que eu rs até que me toquei que eu não tinha problema.
Claro que tive que me acostumar de novo a não fazer isso aqui no Brasil rs já tinha virado meio automático,
nem me importava e aqui eu sei que não é assim que funciona...

Voltando ao seu e-mail, ele ficou com mais medo de perder a amiga do que qualquer coisa, vocês são
realmente assim tão amigos? Ou só do ponto de vista dele? Porque os ingleses dificilmente fazem amizade
com pessoas de outras nacionalidades, só os mais animados por gostar de música brasileira, por exemplo.
Mesmo assim, ainda é dificíl que eles se enturmem muito. 
O que acontece no seu caso é que ele mora aqui, então é óbvio que ele tenha que fazer amizades aqui senão
não conseguiria viver, só que ele misturou tudo, ao que parece. Só se vocês foram amigos demais para ele ter tanto medo de perder sua amizade, mas como ficaram um bom tempo sem se falar... ele achou uma desculpa pra não 'viver a vida'. Como um bom britânico.

Como já disse, não se sinta culpada. Ele é medroso assim mesmo como a maioria dos ingleses, tem medo de se machucar e machucar os outros. Não acho que foi desinteresse em você. Ele pareceu interessado, mas ele parece muito inseguro, pelo que você conta, e medo aliado à insegurança não ajudam nenhum pouco! 
Ele precisaria se abrasileirar mais para tentar algo e talvez por algum entrave, talvez por essa insegurança e se achar menos no país dos outros, pensar sei lá o que na família dele e amigos na Inglaterra, não consiga seguir em frente com você.
Eles são metódicos demais e você é praticamente algo o tirando dessa 'linha reta' que escolhem viver,
engraçado alguém viver já há um bom tempo no Brasil e não ter entendido nada disso, mas a cultura do berço muitas vezes é muito mais forte do que a cultura onde se vive.

Não sei se te ajudei ou escrevi coisa demais que só atrapalha. Não vou dizer que "se tiver que ser seu, será"
porque inglês pensa demais e quando pesamos demais, não vivemos muita coisa boa.
Se ele tiver um bom amigo que o aconselhe bem, pode ser que ele acorde, mas não se prenda a isso.  

Moça, fico por aqui - talvez algumas coisas que lhe falei sobre a "cultura inglesa" eu venha a falar no meu blog e se me permitir, tirarei daqui do e-mail - NÃO a parte que falo exatamente do seu caso, pode ficar tranquila!
Só as experiências que contei.

Vou ficar aqui torcendo pra que algo novo aconteça - com ele ou outro ;)

Carrie"